Por lá é assim!

Categoria CMMG, Escola by Curioso15 Comentários


finlandia_aulasHoje despertou-nos a atenção a notícia de que na Finlandia se preparam para adoptar um sistema de ensino diferente. Desde há muito que se sabe que o sistema de ensino Finlandez é considerado como sendo o melhor. Fomos tentar saber como funciona e, além de outros aspectos que têm a ver com a qualidade de quem ensina, ele baseia-se no conceito do “centro educativo”, sendo as autarquias quem suporta os encargos do transporte dos alunos caso residam a mais de 5 quilómetros. Enquanto que, por lá, estão já a pensar abandonar o sistema que têm, por cá criou-se um polémica que alguns ainda querem alimentar de que os centros educativos são uma coisa má. Depois de lermos muito do que está disponível sobre aquele que é considerado o melhor sistema de ensino, ficamos na dúvida sobre os argumentos que têm sido usados para que, por cá, alguns continuem a defender a ideia da professora primária como existia no tempo dos nossos avós. Pode ser que sejam os Finlandezes que estão errados mas, depois do que lemos, a ideia com que ficamos é a de que alguns dos que estão contra a implementação de ideias novas no ensino são aqueles que na auto-estrada encontram, na mesma faixa, muitos carros a irem em sentido contrário e só eles vão bem!


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Comentários

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    A Câmara da Marinha suporta os transportes a mais de 1km quando a Lei portuguesa apenas obriga a mais de 4km…

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      Os centro educativos na Finlândia têm, no máximo, 150 alunos. Aqui querem fazer um com mais de 300 alunos. É uma diferença enorme. Convém saber toda a verdade!

      1. Curioso Author

        Caro anónimo. Ainda que haja essa diferença, justificará tanta oposição a um sistema que é considerado o melhor e que usa esse tipo de ensino?

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          Uma escola com 150 alunos é completamente diferente de outra com 300, até porque ficam próximas das suas residências. Existem muitas diferenças entre o ensino da Finlândia e o nosso. O caso dos centros escolares é um pormenor. A maneira como se ensina e aprende é completamente diferente. Basta ver os resultados internacionais para ver a diferença.O sistema de ensino ser considerado o melhor não tem a ver com os centros escolares. é preciso não confundir as coisas!

        2. Curioso Author

          Caro anónimo. Tal como referimos no texto do post, este é um dos elementos diferenciadores do sistema que eles têm e o nosso mas não é o único. A questão está no facto de eles consideram que terem centros escolares é algo de bom.

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          Eu também acho que são bons, mas não com 300 alunos! Estamos esclarecidos!

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    Eu também acho que os centros educativos são bons para educar crianças e adolescentes que necessitem de ajuda para se adaptarem. Os centros educativos são equipamento correcionais de pessoas, nomeadamente crianças e jovens. Os centros educativos não são centros escolares para crianças dos 3 aos 9 anos de idade.
    Se na Finlândia a educação das crianças deles têm o modelo de centro educativo, de cariz correcional, isso é lá com eles. Mas se calhar estão mesmo errados.
    Eu cá, apesar de não concordar com centros escolares de grande dimensão como aquele que a câmara da Marinha Grande vai construir, ainda assim prefiro-os, em vez de ver os meus filhos em centros educativos. Num dia destes na Finlândia, esse país super desenvolvido, ainda vai ter como modelo uma prisão para educar os filhos dos finlandeses e vamos achar isso tudo muito certo, porque é na Finlândia!
    E Lá, na Finlândia, os autarcas também fazem as coisas sem escutarem os principais interessados? Ai não? Lá não é como cá ham?!!!!
    Nota 1 – Soube-se hoje, que a Finlândia e a Grécia foram as únicas economias da EU que tiveram retração!!! O quê? A Finlândia? Esse super, ultra, país!!!! Como é possível se eles são mesmo bons?!!!
    Nota 2 – Acho muito giro esta forma de comparar as nossas realidades com as de outros países que não têm nada a ver connosco.
    Nota 3 – Mais valia ser escrito neste post: NÃO GOSTO DA ALEXANDRA!!!!!!!!!!!

    1. Curioso Author

      Caro anónimo. Tem razão. Querermos comparar-nos à Finlandia é uma absurdo. Imagine a nossa ousadia de nos querermos comparar a um país que tem escolaridade gratuita, onde existe a preocupação de ajudar alunos com necessidades especiais, onde o nível de literacia ronda os 100%, onde o salário médio é superior a 3500,00 euros… Não só nós estavamos errados ao querermos comparar o incomparável como eles devem vir cá aprender como se faz.
      Cometemos às vezes o erro de querermos comparar com os que são melhores quando devemos comparar, à boa maneira portuguesa, com os que são piores vangloriando de que “podia ser pior”. Erro nosso. Quanto ao gostarmos ou não, não temos que gostar ou deixar de gostar. Limitamos a comentar as acções que cada um tem e, neste caso, nem sequer mencionámos o nome da Alexandra! Aliás, sabe-se que o tema dos centros foi apenas a desculpa que era necessária para romper com a coligação, independentemente de irem ou não ser construídos.

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    O futuro Centro Escolar da terra vai ter capacidade para 360 crianças. Só quem não trabalha na área é que olha para este número com normalidade. Atente nisto que lhe vou dizer, senhor curioso: A CMMG não vai construir um centro escolar porque é melhor para as crianças ou porque na Finlândia é o que está a dar.
    A CMMG vai construir um centro escolar por causa dos fundos comunitários que vai buscar e a consequente oportunidade de fazer obra vistosa para mostrar em ano de eleições.
    Se estivesse verdadeiramente preocupada com as crianças ou com os munícipes, porque é que quer pôr nesse futuro centro escolar, crianças de escolas que foram fortemente intervencionadas, com dinheiro dos contribuintes marinhenses?
    A CMMG antes da decisão de construir um Centro Escolar, não tinha estratégia educativa, e continua a não ter. Vai construir um centro escolar, porque lhe vão dar dinheiro de fundos comunitários que não foram gastos para isso, na altura em que os outros concelhos o fizeram. É só isso.
    Repare no ridículo de que no programa eleitoral do PS cá do burgo, consta a construção de 2 centros escolares e logo por baixo a construção de uma cantina e de um Jardim-de-infância no Pilado.
    Vai-se a ver, dois anos depois desse programa eleitoral ter sido votado, umas das escolas que vai ser absorvida por esse centro escolar, é precisamente o jardim-de-infância do Pilado. Diga-me: isso é estratégia? Será que os autarcas finlandeses também desbaratam o dinheiro dos seus munícipes?
    Não sejamos provincianos. Só porque na Finlândia é o que está a dar, não quer dizer que cá funcione.
    Atenção que não sou contra a construção de centros escolares. Sou contra a construção do centro escolar da MG tal como está projetado. Para 360 crianças! Não concordo com esta dimensão absurda e não concordo que se tome uma decisão destas sem se ouvir todos os interessados primeiro, só porque os fundos comunitários não podem esperar…

    1. Curioso Author

      Caro anónimo. Pelo que se pode ler nas noticias, em Peniche os centros escolares parece que também “estão a dar”.
      Quanto ao resto que refere relativamente às incoerências do programa do PS, não temos reparo a fazer em relação ao que diz. Desde há muito que a câmara PS não tem estratégia seja para o que for pelo que não seria na educação que iria ser excepção.

    1. Curioso Author

      Caro anónimo. Engana-se. Se dores sentimos é pela terra e pelo que dela fazem. Nada mais.

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    Quando falamos num centro escolar na Marinha Grande estamos a falar de cimento (literalmente), quando falamos dos centros escolares Finlandeses estamos a falar de um sistema de ensino organizado em harmonia com a comunidade escolar.Quem nos dera estarmos a discutir a construção de um centro escolar na Marinha Grande como o Finlandês!

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    Não sei se é inocente ou propositado, mas o título – “Finlândia prepara-se para acabar com as aulas tradicionais” não corresponde ao texto desenvolvido neste post.
    A notícia que este título se refere é a uma mudança de paradigma de aprendizagem e consequentemente de política educativa por parte dos responsáveis finlandeses.
    Passo a citar uma parte de uma notícia do público, referente a esta reforma da educação que vai ter lugar na Finlândia:
    “Na Finlândia aponta-se para “uma ‘modernização’ do pensamento educativo” que, destaca Morgado, se traduz na intenção de desenvolver “formas de trabalho em sala de aula que transcendam a lógica do trabalho interior a cada disciplina, definindo um conjunto de tópicos que exigem saberes oriundos de diferentes disciplinas e que serão trabalhados de forma transversal.”
    “Já Portugal, pelo contrário, apostou numa maior compartimentação, com uma nova estrutura curricular assente “em programas demasiados extensos e excessivamente prescritivos e na definição de metas curriculares, que fazem correr o sério risco de que o ensino se transforme na gestão de uma espécie de check list”, resume este docente do Departamento de Psicologia da Educação do ISPA, que tem larga experiência na formação de professores.”
    “Também Assunção Flores, presidente da Associação Internacional de Estudo dos Professores e do Ensino, fala de dois modelos distintos. A visão “mais integrada e flexível de currículo” assumida pela Finlândia “afasta-se de uma perspectiva mais redutora que se centra nos conteúdos a aprender e nos objectivos a atingir no âmbito das disciplinas, prevalecendo, muitas vezes, uma lógica caracterizada pela rigidez e obesidade curriculares, associadas, entre outros aspectos, à extensão e cumprimento escrupuloso dos programas”, aponta a também investigadora da Universidade do Minho.”
    Não misturem alhos com bugalhos. Vamos ser sérios e discutir na altura própria e no lugar próprio a construção do Centro escolar da Marinha Grande.
    Esta notícia não tem nada a ver com malefícios ou benefícios dos centros escolares na Finlândia ou em Portugal.

    1. Curioso Author

      Caro anónimo. Tal como escrevemos, foi ao lermos a notícia e o título que usámos como imagem que nos lembrámos do temas dos centros educativos. Não fizemos qualquer referência à notícia e o que nos chamou a atenção foi o facto de lá já estarem a pensar num novo sistema de ensino abandonando o que aqui ainda parece ser tabu.
      Concordamos na totalidade quando diz que “Vamos ser sérios e discutir na altura própria e no lugar próprio a construção do Centro escolar da Marinha Grande”. Pelos vistos nem todos assim pensam e esse tema não só serviu para romper com a coligação como serve para justificar a não aprovação do orçamnento. Não somos nós quem faz desse assunto bandeira!

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