CMMGFAG

fag2015Está já disponível o programa para a FAG deste ano. Felizmente há ainda quem não a queira deixar morrer. Quando olhamos para o programa e para os que virão actuar na feira, é impossível não fazermos comparação com o que tem sido a programação da Casa da Cultura. A organização da FAG virá trazer nomes tão sonantes – e até mesmo um é igual – como os que têm sido trazidos à Casa da Cultura. Não havendo dúvidas quanto à maior capacidade financeira da câmara, o cartaz da FAG não deixa de surpreender pela positiva, colocando uma névoa sobre o que tem sido o cartaz da Casa da Cultura. Nota-se também que na escolha dos que virão actuar houve a preocupação de trazer nomes que sejam conhecidos e não apenas aqueles que, tal como acontece nas escolhas para a Casa da Cultura, parecem pertencer a uma elite restrita. Talvez agora, quem faz as escolhas para a Casa da Cultura, possa dedicar algum tempo a perceber que existe uma diferença entre fazer um cartaz que agrade a quem o faz e um cartaz que agrade a quem assiste. Sem qualquer desprimor em relação a quem tem actuado na Casa da Cultura, depois de compararmos o seu cartaz com o que é o cartaz da feira, tendo em conta a capacidade financeira que a câmara tem, não se pode concluir outra coisa senão a de que muito pouco tem sido feito.


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6 comentários

  1. Bom, sabemos que é importante trazer nomes conhecidos do publico, mas… como poderemos saber se gostamos de bife, se apenas nos derem peixe?
    Neste ponto, acho que é bom que haja uma boa diversificação, mostrando coisas diferentes, senão, o marasmo cultural que se verifica na nossa terra nunca via mudar.
    Para alem disso, se querem ver artistas populares, como o Emanuel ou aquele que fala em foles, que vão às abundantes festinhas de aldeia, que é também para isso que elas servem.

    • Caro anónimo. A questão é mesmo essa: diversificação, coisa que não existe. Parece ser algo que não existe optando-se por escolhas que quase parecem ser impostas. Quantos artistas locais já puderam ali apresentar-se? Apesar do Vítor agora falar nisso, houve alguma preocupação em deixar que aquele espaço fosse usado pelos artistas da terra? A cultura também se faz com aqueles que vão às aldeias. Claro que não podemos saber se gostamos de bife se apenas nos derem peixe mas não será isso que está a acontecer, no sentido oposto?

  2. Caro anónimo o individuo dos foles não é assim tão desprestigiante como se possa pensar. É um dos melhores do País na sua área musical é professor de musica nomeadamente tem uma escola de musica onde predomina a aprendizagem de acordeão concertina e outros instrumentos de foles como refere. Faz parte do mais tradicional grupo da cultura popular de um povo, que somos nós! Faz um dos melhores espectáculos de desgarrada popular brejeira. E isso também somos nós! Não acha? Ou não sabe!? Ou não quer mesmo saber!? É péssimo que se façam comentários por fazer!

    • A questão não é ser desprestigiante ou não, a questão é que este tipo de actuações são o que se encontra em qualquer festa de aldeia. Sendo assim, e porque a cultura não é só isto, porque não dar a conhecer outras formas de cultura?
      Recordo, quando há 20 anos atrás uma associação (infelizmente já extinta), a ADCA, começou por trazer novas formas de cultura à nossa terra (música jazz e teatro de qualidade), afim de fugir um bocado ao marasmo a que estávamos votados, foi um sucesso estrondoso, tendo por várias vezes conseguido ter casa cheia no auditório do Operário e mesmo no antigo Teatro Stephens e até na vieira.
      Portanto, não vejo uma programação cultural diferente daquilo a que estamos habituados como algo assim tão negativo como o que este artigo parece fazer parecer.

      • Caro anónimo. Dar a conhecer “outras formas de cultura” nada tem de mal. Dar a conhecer apenas “outras formas de cultura” é que nos parece ir além daquilo que é normal. Mas quando aquele espaço abre para um espectáculo que apenas alguns tiveram conhecimento, já nada espanta.

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