Assim é batota

CuriosoCMMG, OP7 Comentários


op_2015_vencedorEsta foi a proposta que venceu o Orçamento Participativo para 2015. Esta proposta visa a “requalificação do pavilhão desportivo, com vista a dotar o edifício de condições adequadas à prática de diversas modalidades desportivas, incluindo a instalação de um sistema de climatização, que retire a humidade do pavilhão, e a remodelação de vãos e de pavimento“. Não vamos entrar por quaisquer considerações à forma como a votação decorreu. Isso é assunto já por demais conhecido. A questão está no facto de a câmara estar a usar o OP para fazer aquilo que é sua obrigação. O OP deveria abranger as obras de carácter supérfluo, que em condições normais não seriam realizadas pela câmara, mas que os munícipes acham que deveriam ser realizadas. Por esse motivo é “oferecida” uma determinada quantia para que a câmara possa satisfazer um “capricho” dos munícipes. É essa a forma como se interpreta um OP. A câmara, com as escolhas que tem feito, permite que deste modo sejam escolhidas obras que ela deveria realizar. Não são conhecidos os critérios usados por quem analisa as propostas mas não deixa de ser um enorme coincidência que a proposta do OP que ganhou seja uma que consta no programa eleitoral do PS. Em 2013 podia ler-se que o PS prometia a “remodelação do pavilhão gimnodesportivo do Parque Municipal de Exposições“. Eis que a promessa fica cumprida, não por iniciativa do PS mas porque um munícipe a colocou numa proposta do OP. Usar o OP para cumprir promessas eleitorais é batota.


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7 Comentário em “Assim é batota”

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    Não vi qualquer regulamento e por isso faço a pergunta a quem saiba. Então mas não está no regulamento que não seriam aceites no OP propostas que constassem no programa eleitoral?

    1. Curioso

      Caro anónimo. Não existe, no regulamento, nada que impeça que sejam feitas propostas que constem dos programas eleitorais.

        1. Curioso

          Caro anónimo. Pensamos que estamos perante a questão de desvirtuar o que está na base da ideia do que é um orçamento participativo e para que serve.

        2. Avatar

          Claro que sim. Também concordo consigo. Não é este o objetivo de se fazer um orçamento participativo. Já as propostas que ganharam o ano passado deveriam ser obras que a Câmara tinha o dever de as executar.

  2. Avatar

    Percebo perfeitamente o proponente desta proposta. É que se estava no programa eleitoral do PS, não ia ser cumprida. Assim, jogou pela certa. Parabéns pelo esforço de votar massivamente com recurso aos NIFs dos amigos e conhecidos. Os meios justificam os fins e tais práticas são admissíveis. Sinceramente, parabéns.

    1. Curioso

      Caro anónimo. Claro que é compreensível a proposta e o que possa ter sido feito para que fosse aprovada. O que não compreendemos é que a Câmara não tenha previsto a exclusão de propostas que façam parte de programas eleitorais e que o partido que incluiu a proposta no programa eleitoral não venha reconhecer que aquela sua promessa foi cumprida por mérito dos munícipes que a incluíram no OP, e a votaram, e não porque foi iniciativa sua.

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