CMMGConstâncioMercado

mercado_jppAinda sem que se saiba em que data irá ser iniciada a discussão que foi prometida pelo Álvaro em relação ao mercado, lemos há pouco um texto que transcrevemos e que nos parece ter informações relevantes. “Quis o acaso que, decorrido já tanto tempo, eu tivesse voltado às visitas a este espaço. Só hoje li este texto e não resisto a divulgar, porque não me foi pedida confidencialidade, que há poucos dias telefonei ao Sr. Presidente da Câmara, que apoiei em 2009, para ele me explicar porque é que, sendo o Atrium um projecto e uma obra feita pelo seu partido, depois de apoiada pela Câmara e pela Assembleia Municipal, este executivo PS se recusava a pôr ponto final nesta novela mexicana. Em resposta, disse-me que não era ele que se opunha, mas os órgãos locais e distritais do partido que achavam que o Atrium se devia deixar cair, porque o Dr. João Paulo Pedrosa tinha perdido as eleições em 2005, por defender o Mercado naquele local. Poucos, muito poucos marinhenses conhecem o espaço e a qualidade do que lá estava construído e digo estava, porque muito já foi destruído, quer por ordem do Sr. Artur de Oliveira, quer agora por ordem do Sr. vereador Paulo Vicente, que tem desviado diverso material para o Mercado da Vieira. Tudo isto é lamentável, mas é também por isto que me afirmo totalmente disponível para participar em qualquer debate, seja com quem for, olhos nos olhos, para dar contributos para esclarecer este assunto. A. Constâncio“. Depois disto, a questão que fica é: e agora, Sr. Presidente? Vai o Álvaro continuar a remeter-se ao silêncio ou vai fazer o que qualquer um no lugar dele faria e submeter o assunto a discussão rapidamente? Pela reacção que houver, ou não, ir-se-á perceber quem é que na câmara veste as calças!


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1 comentário

  1. Soube pela comunicação social, que o Sr. Presidente da Câmara se terá disponibilizado para recolocar em cima da mesa a discussão sobre o novo mercado.
    Espero eu que esta discussão se faça com todas as possibilidades em aberto e se apresentem prós e contras, quaisquer que sejam, devidamente fundamentados e ancorados em argumentação sólida, que deve ter em conta a realidade actual que é a seguinte:
    • Existe um edifício construído de raíz para ser Mercado Municipal, amplamente publicitado desde 1994, e sucessivamente aprovado, quer pela Câmara, ao longo das suas diversas fases, quer pela Assembleia Municipal.
    • Para este edifício deveria ser transferido o velho mercado da Resinagem, por não reunir as condições mínimas que garantissem a higiene e segurança, pondo em risco a saúde pública.
    • Por razões de estratégia política, em período pré-eleitoral para as autárquicas de 2005, um grupo de comerciantes interpôs uma providência cautelar, após tomar conhecimento da aprovação do novo regulamento de taxas e licenças para o mercado.
    • Com a mudança de liderança política do PS para o PCP/PSD, a transferência para o Atrium tornou-se uma impossibilidade e para sustentar a decisão, a Autarquia serviu-se de uma série de estratagemas, que estão devidamente documentados, bem como lançou na opinião pública a ideia de que o Atrium surgiu de negociatas obscuras, criando assim o lastro suficiente para inquinar toda a discussão.
    • Em data que não consigo precisar, penso que em 2006, uma inspecção da ASAE determina o encerramento da Resinagem, o que só pode ser considerado surpreendente por não ter acontecido 5, 10, 15 ou 20 anos antes.
    • Como solução de recurso e de curto prazo, em vez de testar as funcionalidades do novo edifício já acabado, a maioria PCP/PSD, decide investir dezenas de milhares de euros em tendas desmontáveis, que instala num terreno sujeito a Plano de Pormenor da Zona Desportiva, em clara violação de um Plano de Ordenamento aprovado e publicado no Diário da República.
    • O que deveria ter sido uma solução de recurso e de curto prazo, mantem-se a funcionar há já mais de 8 anos e não se vislumbra até quando, porque se insiste que o Mercado Atrium está fora das hipóteses postas a circular, devendo ser construído outro, mandando aquele para o lixo, mas sem se saber onde, nem com que dinheiro se vai financiar um segundo edifício, que se estima, muito por baixo, que custará mais de 1.500.000,00€.
    • Decorridos estes mais de 8 anos, a previsão mais optimista, se a decisão a tomar passar por uma nova construção, aponta para mais 2 anos, o que significa que os riscos para a saúde pública, resultantes da ausência de condições mínimas de higiene e segurança alimentar, previstas na Lei, serão ainda mais acrescidos, correndo-se o sério risco de a ASAE, no âmbito das suas funções, exercer o papel fiscalizador que lhe está cometido e se isso acontecer, inapelavelmente, a decisão terá que ser o encerramento.
    Numa situação de risco em que as tendas funcionam, não seria uma medida inteligente, testar o Atrium, chamando previamente a ASAE e não o veterinário da Câmara, para se pronunciar sobre as condições ou a ausência delas, que a instalação tem para poder funcionar?- E se tiver, a mudança do Mercado do Levante pode ser feita para o espaço existente na Cerca, bem como o Mercado de Velharias, de criação viva e até, se essa fosse a vontade dos vendedores de fruta, instalar o Mercado da Fruta ao ar livre. As opções são muitas, desde que fique tudo instalado dentro de um perímetro de 150 a 200 metros do Atrium e do Centro Comercial aí existente, alavancando o comércio que aí se instalou e vai definhando dia após dia.
    Porque razão, que a razão desconhece, os candidatos do PS em 2005 usaram o Atrium como bandeira eleitoral e depois de regressar à liderança da Autarquia em 2009, se recusam a cumprir os compromissos assumidos com o eleitorado desde 1994 a 2005?

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