(des)Igualdade

Curioso18 Janeiro, Sindicato7 Comentários


18km_vidreiroEste fim de semana corre-se aqui na terra. Integrado nas comemorações do 18 de Janeiro, irão estar alguns corajosos para correr os 18 quilómetros da prova. A prova é organizada pelo sindicato dos vidreiros que lutou pela igualdade de direitos entre todos os trabalhadores. Fomos dar uma vista de olhos ao regulamento da prova e eis que encontramos algo contra o qual o sindicato, organizador da prova, sempre lutou: uma desigualdade. Os homens do 6º ao 10º lugar irão receber cinco euros. As mulheres não! Provavelmente haverá uma razão para esta distinção mas, vindo de um sindicato, não se entende!


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7 Comentário em “(des)Igualdade”

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    No regulamento não reparou que só existe 2 escalões femininos? Se calhar é a explicação…

    1. Curioso

      Caro anónimo. Se calhar é. Se calhar não! Não sabemos e também não há explicação. Todas as explicações que possamos encontrar serão meras suposições.

      1. Avatar

        Uma das explicações é que em 200 inscritos há 180 homens e 20 mulheres…logo não pode haver os mesmos escalões e em relação aos premios monetarios trata-se da mesma situação
        Em grande parte das organizações a nivel nacional existe sempre estas diferenças porque o numero de mulheres inscritas é muito inferior

        1. Curioso

          Caro anónimo. Não deixa, ainda assim, de existir desigualdade. Nem mesmo o argumento da proporcionalidade é válido.

  2. Avatar

    Muito bem Srs Curiosos! Os meus agradecimentos pela fina sensibilidade presente na vossa crítica.

    Os eventos da terra devem de ser especialmente direccionados para as “gentes” da terra. Homens e mulheres. Por conseguinte, nestes casos, há que mandar bugiar as regras e praticar a discriminação positiva, que mais não é do que favorecer um indivíduo ou um grupo de indivíduos com o objectivo de eliminar desigualdades historicamente acumuladas, tentando garantir a igualdade de oportunidades, bem como compensar perdas provocadas pela discriminação decorrente da educação, da falta de incentivo para a participação, etc, etc.

    1. Curioso

      Cara Milu. Agradecendo o seu comentário, permita-nos uma pequena correcção para que não caia no que também criticámos. Apesar do boneco que usamos ser masculino, de entre os que estão por detráz do boneco não há apenas “Srs.”, também há “Sras”.

      1. Avatar

        Ah! Nesse caso melhor ainda. É bom constatar da vontade feminina para a intervenção no domínio e acerca de todas as questões que envolvam a política. Espírito crítico, precisa-se! A mulher tem que se r à frente, e dizer de sua justiça!

        Mas, já agora, aqui que ninguém nos ouve, eu teria ficado especialmente satisfeita, se a vossa crítica tivesse nascido na consciência do elemento masculino! 🙂 Porque isso significaria a mudança! A conscientização do próprio homem, de que a mulher não tem de ocupar um lugar subalterno… mas antes caminhar lado a lado… com o homem…, rumo a uma sociedade mais justa. E tudo é possível quando as pessoas querem.

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