Saída digna

CuriosoGoverno, Logrado2 Comentários


Depois do muito que Governo tem feito, quase nos custa não criticar um dos que dele fez parte. Neste caso não podemos deixar de falar no Macedo. A sua demissão é um dos assuntos do momento e que mostra que há ainda quem tenha o que parece faltar a muitos. Com ou sem culpa no assunto dos vistos – e quanto a isso iremos esperar para ver o que dá, sem tirar conclusões precipitadas – a sua demissão não pode deixar de ser considerada como a mais sensata. Ao contrário de alguns sobre os quais impendem suspeitas de cursos inexistentes, de dinheiros mal explicados ou de relações perigosas com algumas pessoas menos recomendadas mas que mantêm a intenção de continuar na vida politica, ainda que seja como comentadores, governantes ou membros de instituições que gerem muito dinheiro, este assumiu a responsabilidade politica que tinha e que não descartou. Quando pensamos no que é o papel dos políticos, o que deveriam fazer e o que é a função para a qual foram nomeados ou eleitos, não conseguimos deixar de pensar naqueles que, por cá, vão fazendo da politica um hobbie que lhes preenche apenas o tempo que têm livre e que, ao contrário da posição que o Macedo teve, insistem em manter-se num lugar que não souberam honrar porque puseram, ao contrário do que disseram em relação à “causa pública” que cada um deve assumir, as causas pessoais à frente da pública e fazem da politica apenas uma forma de passar um tempo. Uns agem com dignidade, os outros agem por interesses pessoais que em nada ajudam aqueles que neles votaram.

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2 Comentário em “Saída digna”

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    Um ministro que fazia parte de uma verdadeira quadrilha com ligações demasiado próximas aos previsíveis envolvidos no saque dos golds, fica com uma situação insustentável e demite-se e logo aparece por aí um couro de vozes a chamar a isto uma atitude “digna”. Apetece-me dizer, digna o caraças. Por estas bandas diz-se que “tão ladrão é o que vai à vinha como o que fica cá fora”.

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    Digna é a PJ, que carrega aos ombros e sem meios aquilo que resta deste estado de direito.

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