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Agora só se fala nos vistos dourados como se não fosse algo que se previsse há muito que era algo que poderia acontecer. É provável que a surpresa seja mais por, pelo que se lê, ter sido descoberto o que parece que se fazia do que pelo facto de acontecer. Só um ingénuo acreditaria que não existia este risco. Os cargos políticos e de algumas chefias são propícios a isso. De um modo ou outro há sempre uma tentação a que se cede, seja ela porque se recebe um favor, porque se recebe uma lembrança ou porque se consegue fazer um bom negócio. Os que são eleitos cedem de imediato à tentação de nomearem para seus assessores ou secretários aqueles a quem devem favores políticos ou por questões de interesse partidário. Que se veja o que aconteceu aqui na terra com as nomeações que foram feitas logo após a tomada de posse e entrega de pelouros. Escolhas feitas na base do pagamento de favores políticos – que permitem depois do tempo mínimo necessário no cargo uma ida directa para o IEFP e a seguir para a reforma – ou na base dos interesses partidários. Escolhas que foram feitas tendo em conta outros interesses que não os da competência. A diferença entre o que acontece com as nomeações feitas com base pressupostos que não incluem o da competência e os favores que se obtêm por inerência dos cargos que se ocupam é alguma mas não tanta assim.

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