Injustiça

Categoria CMMG, Cultura, Vitor by Curioso1 Comentário


Diz-se que a justiça é cega e que os pratos da balança estão sempre equilibrados. Em teoria deveria ser assim mas a realidade é que da teoria à pratica vai uma longa distância. O espectáculo que hoje à noite vai aqui ter lugar fez-nos pensar na justiça da decisão que foi tomada. As criticas têm-se feito ouvir por todos os lados. Todos aqueles que sentem que não tiveram conhecimento ou que sabem que os bilhetes se esgotaram no primeiro dia que foram disponibilizados reclamam. Parece ser evidente para todos que a ideia de trazer cá um cantor de renome, podendo ser boa, trouxe com ela injustiça. Injustiça pelo facto de não ter sido dado a conhecer com tempo; injustiça porque iremos todos pagar muito dinheiro para que cerca de duzentas e cinquenta pessoas possam dele usufruir; injustiça porque a câmara proporciona um espectáculo gratuito sem pensar que isso leva a que as casas que vivem da noite e que têm que cobrar a quem a elas vai, para poderem sobreviver, irão ter alguma dificuldade em explicar porque é que eles cobram se a câmara dá espectáculos à borla; injustiça porque, dispondo a câmara de outros locais para onde poderia ter transferido o concerto, manteve a teimosia de o fazer num local que não alberga todos os que poderiam querer assistir. O concerto que a câmara hoje proporciona a um punhado de pessoas é assim repleto de injustiça. No fim irão dizer que foi um sucesso e que a câmara está a ter um bom desempenho na cultura. A questão que fica por responder é se a cultura é isto, a criação de desigualdades e utilização menos adequada dos recursos que a câmara tem à sua disposição! O vereador com responsabilidade nesta área não sai glorificado por ter insistido numa decisão que vem rodeada de injustiça para todos aqueles que cá vivem. Se a Casa da Cultura serve para criar desigualdades, quase que faz pensar se não valeria mais que se mantivesse fechada! A decisão de manter o concerto nestes moldes, vinda de quem diz defender os mais desfavorecidos, parece não ter sido tomada tendo essa premissa em mente. Mereciam que logo, à porta da Casa da Cultura, estivessem todos aqueles que queriam assistir ao espectáculo mas não tiveram bilhete para ver se os que mandam, e que por certo irão assistir, passariam de cabeça levantada!


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Comentários

  1. Avatar

    8.000 euros pagam um espetáculo para os previligiados. É à vontade da maioria, logo é à vontade dos marinhenses. Continuem a votar de cruz para continuarmos a ser uma vergonha de concelho. Agora já sabem porque é que não temos mercado ou piscina. Porque o dinheiro é gasto em espetáculos em q apenas 200 pessoas assistem. Vejam quantas fazem parte da casa do pessoal da câmara.

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