Esticar o tempo

CuriosoCMMG, LogradoDeixe um comentário


Depois de pensarmos nas faltas do Logrado às reuniões, fomos dar uma vista de olhos às reuniões deste ano e foi interessante ver a forma como, de artificio em artificio, foi sendo encontrada forma de tentar contornar a exigência de, sempre que há faltas superiores a 30 dias, ser suspenso o mandato de um vereador com motivo justificado e fundamentado. A contar do dia 6 de Fevereiro, o Logrado esteve ausente 57 dias; do dia 30 de Abril, esteve ausente 49 e do dia 17 de Setembro esteve, até à última reunião, 46 dias. Na reunião que teve lugar no dia 7 de Março, o Logrado fez-se substituir pela João para além do período de substituição que havia indicado (que terminou no dia anterior). Destes períodos de ausência, nuns casos indicou a substituição por 30 dias, e por um mês, e completou o restante em falta com pedido de suspensão por 15 dias. Os pedidos de suspensão tem sido exactamente iguais aos de substituição, ou seja, sem que seja apresentado um pedido “devidamente fundamentado” mas uma simples alegação de que não lhe é “possível estar na área da autarquia”, sem justificação. Ou seja, o que deveriam ter sido pedidos de suspensão de mandato, têm sido um misto de substituição e suspensão, parecendo não existir diferença entre um e outro! Este esticar do tempo ainda que possa não ir contra as leis, e isso apenas o gabinete jurídico da câmara poderá dizer, tem uma aspecto ético que vai contra o que se poderia esperar. Quem votou no movimento que o Logrado encabeçou dificilmente conseguirá achar que está a ser cumprido tudo aquilo que foi dito durante a campanha. É, aliás, o que se vai ouvindo por aqueles que sentem que o que foi dito não corresponde ao que está a ser feito!

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