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O quem ontem se assistiu durante grande parte da tarde e noite no centro tradicional permite chegar a algumas conclusões. Uma delas é a de que quem aqui vive apenas não comparece quando não é dado a conhecer o que se faz. Os eventos que têm sido organizados pela câmara têm tido uma reduzida participação por esse motivo. As pessoas querem e gostam de participar. Isso foi visível com as ruas cheias de gente. Um outra é a de que não são as construções onde se gastam milhões que dinamizam o centro. São as iniciativas. As pessoas não querem exposições que poucos entendem ou espectáculos para uns auto-intitulados eruditos apreciarem, aqueles que de repente passaram a gostar de coisas finas. As pessoas querem o que é simples, a banca na frente das lojas, o contacto pessoal. Apesar de estar a decorrer o evento do “design”, notou-se que as pessoas estavam mais interessadas na banca das castanhas ou nos doces caseiros do que o “design” trouxe. A organização está de parabéns por aquilo que conseguiu por em prática e a câmara poderia ter aproveitado para aprender que há coisas simples que se podem fazer e que até não têm muito custo. Basta querer. Ao ver-se o que ontem aconteceu e o que tem acontecido nos últimos anos percebe-se que quem tem estado à frente das instituições que deveriam dinamizar o centro não fazem uma mínima ideia de como o fazer. Pode ser que, a partir de ontem, a câmara possa decidir facilitar a vida a quem pode ali trazer vida, reduzindo as taxas que lhes cobram ou permitindo que as estradas, já pouco movimentadas, possam ser usadas para que sejam ocupadas com algo que as pessoas gostem. Os comerciantes ontem deram uma lição! Esperemos que a câmara tenha aprendido alguma coisa e passe a agir com a rapidez que é necessária e sem pensar sempre que têm que ser aqueles que ali tentam ganhar a vida a contribuir para pagar as indemnizações que as más decisões obrigaram a pagar.

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6 comentários

  1. Parabéns á direcção da ACIMG e ao seu Prresidente. É uma prova da que a renovação é possiveldesde que se mobilizem equipas jovens e competentes e que a velhice não é um posto.
    Para os politicos que nos governam (bastante mal) uma lição de que não é só com dinheiro que se fazem coisas. A inteligencia e a imaginação são mais importantes.

  2. Falou muito bem o anónimo das 11:03. Só não apreciei esse preconceito em relação à velhice. “(…) a renovação é possível desde que se mobilizem equipas jovens e competentes e que a velhice não é um posto.”

    Se se está a referir à idade das pessoas e não ao tempo ocupado por elas nas funções (antiguidade) – Isso é idadismo!

    O que se considera benéfico, é entrar gente nova (independentemente da idade), numa equipa, numa direção, etc. Porque é reconhecido que a mesma equipa, ou a mesma direção, têm a tendência para estagnar ao longo do tempo. E criam-se vícios. Assim, a entrada de um novo elemento funciona como uma pedrada no charco. Principalmente se for apetrechado com novas ideias (aqui refere-se a criatividade, que tem a ver com o espírito da pessoa).

    Mas quanto ao idadismo:

    Para si especialmente deixo aqui este pequeno excerto que ajuda em muito a compreender que a “velhice” no sentido pejorativo, é uma construção social que urge combater. É muito injusto, muito deprimente, muito angustiante, envelhecermos numa sociedade que menospreza a velhice. Nunca se canse de combater este preconceito, estará a fazer um bem para todos, também para si quando lá chegar… se chegar.

    “Velhice é uma instituição política. O cidadão é velho não apenas porque seu organismo está em processos de declínio biológico, mas sobretudo porque assim é decretado. Avalia-se essa fase pelas marcas do corpo, vinculado a fragilidade física, intelectual e psicológica, inferindo-se por meio do corpo o estado da mente. O jovem que se torna idoso é o mesmo que um dia valorizou a juventude e por isso pode carregar a mesma representação negativa da velhice. Assim o preconceito é algo gerado de fora para dentro (social e cultural) e dentro para fora (individual) pelas pessoas que vivem essa última etapa da vida.

  3. Nao vi la nenhum dos 7 vereadores e 24 deputados…..deviam estar nessa parvoíce sem nexo do design….quem disse que a Mg e capital do design não conhece cheta da realidade desta terra atrasada de esquerda…

  4. A velhice não tem a ver com a idade que está no BI, mas sim com a atitude e a forma de estar na vida.
    Ha muitos “novos” com ideia velhas e gastas.

    Na ACIMG lá decidiram abrir a novas mentalidades. Mais vale tarde do que nunca.

    Anonimo das 11:03

  5. Parabéns. Não pude comparecer, mas o que me disseram foi que foi muito positivo. Grande lição aos senhores que nos desgovernam. Mas atenção foi um dia e o ano tem 365. Por muita iniciativa que os comerciantes tenham se não for feito alguma coisa para facilitar a fixação de comerciantes, (por exemplo com isenção de taxas por 5 anos e aplicação de coismas para quem não intervém nas fachadas) de pouco vale este esforço. É necessário a instalação de serviços ancora, que levem pessoas ao centro. Por exemplo, acabe-se com o registo civil naquele prédio sem condições para deficientes e recupere-se um dos edifício do centro tradicional.

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