Casa da CulturaCMMG

Aqueles que tinham ideia de poder ouvir o Zambujo e ainda não tinham bilhetes, podem esquecer. Está esgotado! A pouco menos de um mês e já não há lugares mas não admira. São 234 lugares que rapidamente se esgotam. Sorte dos que tiveram conhecimento do concerto e se apressaram a obter o bilhete. Parece-nos bem que tenham contratado o Zambujo para poder ser um dos primeiros a integrar a programação inicial da Casa da Cultura. O problema surge quando pensamos que a câmara vai gastar um monte de dinheiro para apenas alguns poderem ver. Vai ser um espectáculo que vai custar 36€ por pessoa! Iremos poder assistir mas sabemos que haverá muitos que estarão na rua na esperança de poder ouvir uns acordes. Parece-nos que a solução poderia ser outra. A Casa da Cultura tem um número reduzido de lugares sentados. Os espectáculos gratuitos, mas que todos nós pagamos, deveriam ser realizados tendo em conta o espectáculo em si e a quantidade de pessoas que poderão querer assistir. Limitar a possibilidade de se assistir a uma actuação, que poderá levar centenas de pessoas a querer estar presentes, a uns meros duzentos e pouco é, além de injusto, um custo exagerado se tivermos em conta uma relação de custo / benefício. Ainda que integrado nos espectáculos de inauguração da Casa da Cultura, a actuação do Zambujo deveria ser num local que permitisse que centenas de pessoas pudessem assistir e não apenas duas centenas. Nem os funcionários da câmara vão poder assistir e, como eles, muitas outras centenas. Quem programou este espectáculo esqueceu-se rapidamente do que aconteceu quando aqui vieram os “Azeitonas”. Ainda que não se possa tirar o mérito da ideia, a forma como ela vai ser posta em prática deixa muito a desejar. A Casa da Cultura deverá ser um elemento agregador e de desenvolvimento do centro, como o Álvaro referiu, e não um local para apenas alguns sortudos que, pela injustiça que desde já começa a criar, poderá ser algo que poderá criar desentendimentos entre os munícipes. A menos que se queira que a Casa da Cultura seja um local para um punhado de gente, algumas coisas terão que ser repensadas por parte de quem manda. Colocar um artista que esgota o Coliseu dos Recreios, com 4000 lugares em pé e 2846 sentados, numa sala de pouco mais de 200, é sinonimo de falta de visão e, quiçá, um cheirinho a megalomania! 

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1 comentário

  1. O dinheiro dos outros é muito bom de gastar.

    Esta é que é a verdade.

    A última frase deste post diz muito da falta de responsabilidade e incúria de quem lida com dinheiros públicos.

    Agora só falta averiguar por quem é constituída maioritariamente a assistência. Só para fazer uma análise.

    E também era útil saber quem foi o mentor da ideia. Um artista que esgota o Coliseu, e a este preço, só deveria ser contratado para um evento que contemplasse toda a população interessada. O custos seriam os mesmos com resultados mais positivos. Ou seja, um espetáculo de qualidade para TODOS.

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