25 Abril

Não vamos aqui fazer nenhuma aposta para ver quem acerta na quantidade de dias que o outdoor que foi colocado na rotunda, no dia 23, com a divulgação do que iria acontecer no dia seguinte vai ali estar. Se a terra tivesse já um programa cultural seria fácil substituir aquele outdoor com mais informação. Como não é o caso, vamos esperar para ver. O que agora nos parece que importa é fazer o rescaldo do que foram as comemorações, se estiveram ou não à altura do dia e do seu significado. Não percebemos a razão da noite ter sido animada com os convidados de um cantor e não com os convidados da câmara. Não se compreende a razão da noite mais marcante da nossa democracia ter sido animada com grupos de fora, se bem que a convite de um que é de cá mas que deixou de fora artistas locais! Mesmo os Tocándar se limitaram a apenas uns poucos minutos de actuação. O facto das escolhas terem sido feitas pelo cantor e não pelos responsáveis da câmara vem mostrar alguma incapacidade de conseguirem ser eles a organizar alguma coisa. De algum modo pensámos que poderia surgir alguma surpresa da parte dos que agora comandam a terra em termos culturais, mas não! Mas entende-se o que aconteceu já que é impossível dissociar a opção tomada com escolhas partidárias. A chamada do Vítor ao palco mais não foi do que uma “encenação” partidária como que a título de pagamento do convite. Agora que as comemorações terminaram, a questão que importa colocar é: o que achou do que aconteceu na noite de 24 e dia 25 de Abril? Estiveram à altura do que era esperado ou àquem do que deveria ser? Terão os responsáveis da câmara aprendido alguma coisa no que diz respeito à dinamização do centro tradicional ou irão deixar que a animação esteja destinada a acontecer apenas em datas festivas?

Seguir
( 0 Seguidores )
X

Seguir

E-mail : *

Comentar com conta do Facebook

comentario(s) no Facebook

16 comentários

  1. Vocês dão uma ‘no cravo’ e outra ‘na ferradura’…
    Uns post’s atrás elogiaram o discurso do PCPereira… agora vêm dizer que foi ‘show-off’ e que o homem é incapaz de dinamizar a cultura no município (não sei onde está a admiração disso!?!).
    Será que pelos outros Concelhos do país foram APENAS os ‘artistas’ locais a animar a festa? Pelo que vi e conheci de alguns programas, não foi o que aconteceu.
    Deixem-se, por isso, dessa ‘xenofobia cultural’…
    E quanto aos Tócandar… então, os jovens estavam mais interessados em bazar e ir à vida deles… há muito que se sabe que eles só aparecem para não serem esquecidos e para poderem continuar a reclamar de serem tratados como uns miseráveis e ‘sem-abrigo’…
    Viva o 25 de Abril!!!

    • Caro anónimo. Leu no que escrevemos mais do que o que quisemos dizer. Reafirmamos que o discurso foi melhor e mais sentido do que o do Álvaro. Isso não significa que não tenha soado ao que neste post escrevemos. Não sabemos o que aconteceu nos outros concelhos e pouco nos importa. Interessa o que acontece aqui. Não deixa de ser curioso que se chame os exemplos dos outros concelhos para mostrar que não é só cá que se fazem coisas que possam ser estranhas mas não se chamem os exemplos que mostram que estamos com uma terra culturalmente desaproveitada, com uma Casa da Cultura que ninguém faz ideia do que fazer com ela ou um centro tradicional que apenas tem vida nestas dias de festa. Não sentimos qualquer xenofobia cultural. Sentimos que há quem prefira o que é de fora. Quanto à capacidade do Vítor, estamos a aguardar para ver. Até ao momento não podemos dizer que tenhamos sentido alguma diferença do que existia antes. Entre nada e coisa nenhuma é difícil encontrar diferenças!

    • Quando vi o Victor entrar no palco, pensei que ele ia cantar um fado! afinal foi só o discurso. Cada um canta o que sabe e da maneira que sabe. Quanto a cultura vai sendo assim.

    • Ó anónimo deixa de dar cornadas no Tocándar. E vai chamar miserável e “sem-abrigo” à figura ridícula que aparece no espelho à tua frente!

  2. Tenho muita admiração pelo curioso que muitas vezes sabe e escreve bem sobre os problemas da terra. Concordo com o outdoor colocado a dia 23 e passado 2 dias já se encontra desactualizado. Mas contra isso só quando os responsáveis por este Municipio colocarem no lugar o chefe daquela Divisão. Quanto às comemorações gostei muito. O Centro mexeu…podia ser feito mais vezes? Podia sim senhor mas é melhor do que nada. O 24 à noite trouxe gente ao Centro como já não se via há muito. A MIlha voltou. O Dia 25 à tarde foi dos melhores eventos que assisti nesta cidade. Muita animação, muitas associações envolvidas. Um programa muito bem estruturado, o artesanato. fantástico. Parabéns aos funcionários da Câmara que lideraram este evento. Estes sim mereciam um louvor e não quem faz as actas da câmara.

    • Caro anónimo. Não podemos deixar de concordar com algumas coisas que refere. A noite de 24 trouxe muita gente. O dia 25 teve o parque cheio e sem dúvida que houve actividades que merecem ser destacadas e alguns dos responsáveis merecem também ele destaque.
      Mas, foram dois dias. E agora? Que mais há?

  3. Afinal as ideias do + Concelho sempre serviram para alguma coisa. Há que continuar a dinamizar todos os espaços públicos do centro.
    Aproveitem e reparem os equipamentos existentes no outro parque/jardim, já viram o estado de degradação do palco e equipamento de apoio? Já viram os perigos existentes nos equipamentos de diversão dos mais pequenos? Depois não digam que não foram avisados.

  4. Já agora, porque não falam do concerto no dia 25 à noite. Foi, em minha opinião, das melhores bandas que passaram na Marinha Grande nos últimos tempos (largos). Muito melhor do que o concerto do dia 24. Só houve uma coisa que não gostei… deviam estar umas 100 pessoas a assistir ao concerto. Ahhh, também não vi lá ninguém do pasquim local…

    • Concordo . Foi de facto muito bom. Pena é que os Marinhenses ainda não estejam atentos a grupos que não sejam de amigos partidários. Aliás o Curioso nisso também não ajuda, porque só quer cá grupos da terra.

    • Caro Curioso, embora percebendo e entendendo o seu ponto de vista, as pessoas devem ser reconhecidas pelo seu valor e não por serem da terra ou não. Não devemos ser tão bairristas. Eu prefiro que venha atuar alguém de fora mas com qualidade, do que alguém da terra mas com qualidade duvidosa, ou serem sempre os mesmos.

    • Esse grupo não é da terra, portanto não devia tocar nas comemorações. Temos muito melhor na Marinha só que nunca foi visto e nós nem sabemos que existe… com a devida excepção do Sr. Curioso.

    • Caro anónimo das 16.49. Há artistas locais. Se não conhece é porque, provavelmente, não temos uma sala de espectáculos onde possam actuar; porque não tem existido politica cultural; porque as atenções têm sido mais viradas para fazer obras do que investir em eventos culturais. A culpa não é sua por viver numa terra onde pouco ou nada se tem visto nos últimos anos. Deve ser por isso que não conhece. Sugerimos, por isso, vá estando atento a alguns blogues que se dedicam apenas a dar a conhecer alguns eventos onde participam artistas da terra. Quanto ao não deverem tocar artistas ou grupos de fora está enganado se pensa que pensamos isso. Achamos que é errado dar-se primazia aos que são de fora quando os de cá são esquecidos mas todos têm cá lugar. Claro que temos alguma dificuldade em conseguir entender que câmara se tenha limitado a convidar um artista e lhe tenha entregue a escolha dos restantes que, por acaso ou não, recaiu nos que são de fora. Preferíamos que tivessem actuado os convidados dos eleitos pelos munícipes, mesmo que fossem de fora, do que os convidados de um artista.
      Esperemos que entretanto comecem a ser dadas oportunidades aos grupos de cá para que passe a saber que existem.

    • Caro macaquinho por acaso sabe que no grupo que ouvimos na noite do 25 de Abril pelo menos 3 musicos são da Marinha os outros não sei mas também não é isso que lhes tira mérito até porque foi uma grande noite musical do melhor que se tem visto na Marinha, sem qualquer dúvida.

  5. Também eu quero aqui deixar os meus parabéns à festa do dia 25 no parque. Quer eu, quer a minha família, gostámos muito. Tenho a certeza que as muitas pessoas que estiveram presentes também gostaram de ser surpreendidas com a diversas atividades. Isto prova que se houver iniciativa as pessoas aderem. Tenho a certeza também que não se gastou muito dinheiro. AC

Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado.

  
Please enter an e-mail address

Postar Comentário