CMMG

A história do que aconteceu há uma semana atrás tem ainda contornos que nos vão espantando e que vamos descobrindo aos poucos. Pelo que agora se sabe, a reunião foi em segredo e com carácter de urgência porque tudo o que foi decidido ali já o tinha sido antes. Um pouco à semelhança do qe aconteceu quando foi feito o protocolo com o UDL, a decisão de fazer acordo com a empresa que construiu o Bairro do Camarnal tinha já sido tomada no tribunal antes mesmo de ter sido dada a conhecer à vereação e ser autorizada. Quando o assunto veio para ser discutido foi-o apenas para que fosse confirmado o que já antes o Álvaro tinha decidido. Entendemos que há situações em que as decisões têm que ser tomadas no momento mas há algo que não conseguimos entender! A sua ida ao tribunal por certo que estaria marcada com alguma antecedência. Não pensamos que possa ser possivel ter sido avisado num dia para estar lá no outro. Partindo-se desse pressuposto, parece-nos que o assunto deveria ter sido debatido com toda a vereação em momento anterior para que a sua ida ao tribunal pudesse ser feita com alguma legitimidade. Não foi! Na prática o que a reunião de câmara daquela segunda-feira fez foi ir dizer que não tirava o tapete ao Álvaro e que aceitava o que ele já tinha decidido! Mas o assunto vai mais longe do que apenas isso! Tanto quanto sabemos, a câmara não pode assumir compromissos sem que antes existe cabimento orçamental para isso. Naquela segunda-feira a câmara decidiu fazer um pagamento, com o qual o Álvaro já se tinha comprometido em nome da câmara, sem que existisse rúbrica no orçamento que o previsse! Ou seja, decidem primeiro pagar e só depois tentam arranjar uma rúbrica no orçamento onde esse pagamento se possa encaixar! Como seria se, por alguma razão, a câmara não confirmasse o acordo que ele tinha já feito? Como seria se a rubrica não fosse criada? Quando o acordo foi feito, estaria já na posse de todos os elementos que lhe permitissem concluir que a tesouraria da câmara não ia ser afectada? Tudo isto soa a que houve aqui algumas ultrapassagens do que a lei prevê! Se antes das eleições o PCP acusava a câmara de fazer uma gestão da autarquia “à vista”, não nos parece que alguma coisa tenha mudado!

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13 comentários

  1. Às Tantas se um vereador que eu cá sei soubesse antes do acordo, ia logo contactar o advogado da parte contraria para o informar da posição da camara tal como fez no caso da execução da providencia cautelar do Parque de Campismo da Vieira de Leiria.

  2. Se a Camara fosse uma entidade de bem tinha chegado a acordo com a Pasolis, que foi parceiro privilegiado. Não o fizeram e este assunto demorou tanto tempo que a Pasolis foi à falência. A Camara devia sentir que contribuiu para o encerramento da empresa, quando não pagou o que era devido (pelo menos foi o entendimento agora para pagarem a indemnização).
    Afinal não reconhecem nem sequer aqueles com quem partilharam bons momentos e sabe-se lá mais o quê.

  3. Será que a Alexandra disse ao Presidente do Turismo do Centro que não consideram o investimento turístico no Concelho de relevância suficiente para ser objecto qualquer incentivo ou benefício?
    Tá bem ela não sabe. Em vez de ir à reunião do executivo estava a fazer o email para convidar as mulheres da câmara a não trabalharem no dia antes do dia da mulher.

  4. Ó sr jornalista, nesta sua frase: “a história do que aconteceu há uma semana atrás tem ainda contornos……………..”, está incorrecta. a palavra ATRÁS é desnecessária, a palavra HÁ substitui-a.

    • Por outro lado, caro anónimo, apesar de poder existir alguma redundância e poder ser desaconselhada utilização das duas palavras na mesma frase, não existe uma incorrecção. Ainda assim, agradecemos a informação e pena é que se preocupe com a forma como escrevemos e não com o que escrevemos, isso sim relevante.

    • Ninguém está imune a erros. Pessoalmente gosto de ser corrigido, seja em escrita ou em qualquer tarefa profissional. Mas já vi haver quem não goste disso, daí o meu pedido de desculpa, se ofendi.
      Já ouvi numa rádio nacional um jornalista cometer a mesma gafe, alguém lhe chamou a atenção e foi o próprio a pedir desculpa aos ouvintes.
      Isto só revela o seu carácter sobranceiro!

  5. O TóZé até deu à Alexandra um sinal + pelo discurso no Fundão!
    Fantástico!
    De facto o critério editorial daquele Jornal e daquela Rádio é deveras interessante.
    Envergonha a nossa terra e prestigia tanto o jornalismo como o Álvaro prestigia o poder local.
    Estão bem um para o outro.

    Só tenho pena de serem da Marinha. Se fossem dum qualquer concelho da Madeira ligado ao João Jardim nem se notava.

  6. E a Alexandra visitou o nosso maior empresario da área do turismo da nossa terra que investiu na BTL para trazer turistas para cá?
    Alguém sabe?

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