País

Do assunto sabemos apenas aquilo que vem nas notícias e o que temos lido em alguns blogues mais direccionados para questões políticas. A Ucrânia tem estado no centro das atenções desde há algum tempo e nada do que possamos dizer acrescentará o que quer que seja ao que já tem sido dito. O assunto chamou-nos apenas a atenção quando começámos a ler alguns textos e posts colocados nas redes sociais, por parte de algumas pessoas aqui da terra, no momento em que a revolta começou e que terminou com o desaparecimento do Presidente. Nessa altura lemos tudo e mais alguma coisa sobre a acção da UE e dos EUA que, provavelmente com razão, foram acusados de imperialistas, fascistas, de quererem interferir num país soberano. Quando agora a Rússia começou a mexer-se, “ocupou” a Crimeia e ameaça declarar guerra, os mesmos que antes se fartaram de falar, remeteram-se a um silêncio que não deixa de ser preocupante. Nas redes sociais esses comentadores agora nada dizem, ou se dizem é dentro do mesmo radicalismo, como que se vivessem num mundo apenas com uma cor. Nota-se nesses comentadores um fanatismo e fundamentalismo que lhes permite ver as coisas apenas de uma forma e de um dos lados. O problema coloca-se a nível local quando esses radicais ocupam lugares ou têm posições que podem influenciar ou condicionar o pensamento de terceiros. Num conflito onde nos parece que só os que lá vivem sabem o que se passa e onde nenhum país deveria meter o nariz, a existência de defensores de um ou de outro lado do conflito que não conseguem manter-se isentos e apartidários mostra que há ainda um longo caminho a percorrer até que alguns consigam posicionar-se de uma forma a que não sejam considerados como pensadores radicais.

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15 comentários

  1. Oh sr Curioso, talvez fosse útil o sr verificar bem em que argumentos se baseiam esses comentadores para se colocarem do lado da Rússia.
    Não venha para aqui armado em esperto acusar disto e daquilo! Ou não conhece minimamente a política da UE e dos EUA? Não conhece o estado lastimável em que se encontra este País e mais uns tantos, pertencentes à UE? Ou não conhece os intentos agressivos e aventureiros dos falcões dos EUA? Ou não sabe que a vida da população russa que reside na Ucrânia foi largamente ameaçada e que cento e tantos mil russos já fugiram com esse medo? Ou não sabe que as forças militares russas se dirigiram à Crimeia, zona onde há maior concentração de habitantes russos? Ou não gostaria, se neste caso fosse habitante russo, sentir-se protegido pelas forças armadas do seu País? Por enquanto ainda não foram mais além! As motivações da iniciativa russa são muito mais compreensíveis e legitimas que as da UE e EUA, ou não? Se não sabe devia saber, que os distúrbios provocados na Ucrânia, além de fortemente financiados pelos EUA, também foram recrutados dezenas de elementos mercenários nazis deste e doutros países ocidentais, e, segundo consta regressaram mais de 300 mercenários ucranianos que actuavam na guerra síria! Se não sabe tb devia saber que esses grupos foram armados e treinados antecipadamente por membros de partidos políticos que agora assentam no poder ucraniano.? E tb devia saber que nessas manifestações foram empunhados cartazes e bandeiras neo-nazis! E tb devia saber que enquanto os portugueses se manifestam contra os criminosos caseiros apenas armados de bandeiras e faixas com frases anti-governo, esses arruaceiros estavam (e estão) munidos de armas de fogo e paus que lhe foram distributivos. Tb devia saber que esses bandidos neo-nazis emboscaram uma caravana de autocarros com habitantes doutra zona ucraniana que se deslocavam a Kiev para se manifestarem contra o actual poder ucraniano e foram humilhados e muito mal tratados fisicamente. Tb no nosso País se deslocam manifestantes do norte para se manifestarem em Lisboa, e que diria o Curioso se algum grupo de neo-nazis fizesse cá o mesmo?
    Será certo que Putim não seja flor que se cheire, mas é certo que foi a sua intervenção (mais a China) que impediram o agudizar a alastrar da guerra na Síria. Vai dizer que os russos e chineses têm interesses a defender na Síria, claro que sim! E os interesses da UE e dos EUA??? Para além das armas, é o pitrol, e em vez de evitar o pior naquela guerra, iam ateá-la ainda mais.
    Informe-se melhor sobre os assuntos e depois venha criticar os “comentadores fanáticos”!

    • Caro anónimo. Se algumas dúvidas pudéssemos ter quanto ao que é a existência de pensamentos radicais, dissipou-as.
      Conhecemos sobejamente as políticas da UE, EUA e Russia, que no que diz respeito a controlarem os locais estratégicos em nada diferem e condenamos toda e qualquer intervenção externa em países soberanos, sejam elas provenientes dos EUA, UE, Rússia ou China.
      Quanto aos argumentos que alguns pensadores se baseiam parece-nos indiscutível serem as opções políticas que levam a defender os mesmos comportamentos que se forem provenientes de outro lado são criticados.

    • o curioso nem uma resposta deu às muitas questões que o anónimo das 3:12 lhe colocou. Limitou-se a usar os mesmos adjectivos para criticar quem tem a ombridade de publicar nas redes sociais com identificação. Covardia vejo muita, justificar abertamente (cara-a-cara), nem vê-lo!
      se és homem sai desse casulo onde te escondes e critica directamente as publicações dos pensadores radicais, fundamentando, como outros fazem. Vais codrilhar às páginas dos outros e vens aqui largar o bitaite covardemente!

    • Caro anónimo. Não perdemos tempo com questões inúteis. Agradecedemos continue a confirmar o que referimos quanto à posição radical que dissemos existir e que o seu comentário vem demonstrar.

    • A questão que se deveria colocar é a seguinte: algum desses comentadores percebe alguma coisa do que comenta ou são apenas seguidores de ideias pre-concebidas? Claro que não percebem nada e vão mandando uns bitaites armados em intelectualoides.

  2. Andam todos desejosos, que um dia destes apareça um doido qualquer, que se lembre de carregar num botão e ai, pouco haverá para contar.

  3. É menos radical aquele que denuncia as atrocidades criminosas do que aqueles que se armam em sabedores de tudo mas se colocam disfarçadamente do lado destes, contribuindo, consciente ou inconscientemente para branquear desta forma toda toda a espécie de abusos contra a humanidade.
    Essa treta do “são todos iguais” também circula em abundância neste País. Escolhem a corrupção, são apanhados nas suas malhas, depois assobiam para o ar e descarregam as suas frustrações político/partidárias em todos!

  4. O Departamento de Estado norte-americano considera que a eleição do primeiro-ministro da Ucrânia, entre gritarias e de braço no ar na Praça Maidan é legítima. Considera que o Partido Liberdade (cujo primeiro emblema é o que se reproduz-agora substituído por uma mão) não é neonazi. Considera que o Parlamento da Ucrânia , onde membros do Sector Direito interferem nos trabalhos é o digno representante do Povo (quando tinha uma maioria e passou, de repente, a ter com as mesmas pessoas, outra maioria… Vira-casaquismo ou medo?). O Partido Liberdade tem , agora, 6 membros no Governo (mais a Procuradoria-Geral da República). Dimitro Yarosh do Partido Sector Direito (neonazi) é o Presidente do Conselho Nacional de Segurança da Ucrânia (este Partido nem um único deputado tem na Rada). Além disso, a Presidente do Gabinete Anti-Corrupção é de outro bando neonazi, o UNA-UNSO (também sem um único deputado eleito), que detém também o Ministério da Juventude e Desporto. E ainda têm o descaramento de me vir aqui chatear porque eu digo que os neonazis têm, hoje, o Poder na Ucrânia?

    o curioso não gosta nada de ser enfrentado. Quando não lhe agrada a conversa diz que “não perde tempo com coisas inúteis”.
    A covardia no seu melhor!!!

    • Caro anónimo. O que refere é o que se lê em alguns sites, havendo também a outra versão. Das duas não sabemos qual a verdadeira até porque provavelmente serão as duas com algumas verdades e inverdades. Não o conhecemos e parece-nos presunção a mais achar que o “chateamos” ou que escrevemos alguma coisa dirigida a uma pessoa em concreto. Nós reconhecemos que da crise na Ucrânia sabemos o que vem nas notícias. Da Crimeia conhecemos a história e o que foi decidido em 92 quando optarem por ficar ligados à Ucrânia e não à Rússia. Tudo o mais que se possa dizer, defendendo um ou outro lado do conflito é desprovido de sentido.
      Tal como referimos, não perdemos tempo a discutir assuntos sobre os quais não temos toda a informação com quem tem a mesma que nós! É pura perda de tempo estar a opinar sobre o que não se conhece ou sobre algo em relação ao qual se tem uma visão tendenciosa.
      Reconhecermos que não somos possuidores de toda a informação e que optamos por não entrar numa discussão com quem também não sabe tudo ou tem uma visão tendenciosa não é cobardia. Se o fizéssemos estaríamos a fazer o papel de “xico-espertos” armados em comentadores, coisa que não fazemos.

  5. Se não sabe não deve nem tem moral para criticar muito menos adjectivar aqueles que escrevem sobre determinados assuntos. Se acha que esses “radicais” também não sabem do que escrevem, deixe-os em paz com a sua “ignorância” e fique o curioso com a sua hipocrisia!
    É muito fácil acender um rastilho e manter-se escondido e no anonimato atrás duma máscara. Tb escrevo aqui (já escrevi mais) sob anonimato e deixarei de o fazer quando o dono do bloggue mostrar a cara e identificar-se com nome próprio. Num País que se diz democrático e escrever como um clandestino, a isso chamo de hipocrisia radical.
    A avaliar pelas muitas acusações ao curioso de escrever aqui inverdades locais, não admira que não saiba nada de assuntos internacionais. Mas, pelos vistos tb não gosta que outros escrevam! Bom, talvez à falta de assunto melhor…….
    O curioso é como os “democratas” de algibeira, que defendem a democracia (deles) quando interessa e espezinham-na quando não interessa. Uma resposta airosa que a conversa não interessa!!!

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