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Este é o novo símbolo que irá representar a terra. Não nos revemos na imagem. É feia e não transmite nada que tenha a ver com a terra mas é tudo uma questão de gosto. A ideia das linhas convergirem para um ponto e representarem a busca de um objectivo comum tem pouco de original. A utilização predominante do “vermelho” mostra uma clara viragem à esquerda por parte da câmara. Também não conseguimos entender a razão de quererem mostrar que fazemos alguma coisa de diferente mudando a orientação “G” mas são opções de design. A ideia que está na base da criação da marca, pretender “garantir o reforço do território como região propícia ao desenvolvimento de negócios“, não é má mas não deixa de ser enganadora. Infelizmente a câmara não tem conseguido acompanhar o desenvolvimento que se tem notado existir nas muitas empresas que têm aqui existido. A deslocalização de algumas empresas e a intenção de algumas de não quererem aqui ficar é disso revelador. É também revelador da desadequação que existe à realidade o facto de não existirem incentivos para todo o tipo de actividades. Se é verdade que a terra tem contribuído para o desenvolvimento da indústria e está referenciada em vários locais, isso tem sido feito à custa dos particulares que continuam a não ter da câmara os apoios que deveriam ter. Mas a criação destas marcas são para isso mesmo, dar visibilidade aos políticos mais do que obter algum resultado concreto e palpável para quem aqui vive. De que adianta ter uma marca se continuam a ser colocados entraves a quem aqui quer investir ou se se continua a ter uma zona industrial com deficiências evidentes e, ainda por cima, cara? Fica também por entender a razão de, estando a terra numa localização privilegiada, não se tenha aproveitado para dar algum ênfase à vertente turística, criando uma marca que pudesse abranger tudo o que a terra pode oferecer, podendo até ter aproveitado o protocolo que a Alexandra assinou a semana passada. Mas tudo continua a ser feito sem uma estratégia definida e bem orientada. Se agora temos “a marca da terra”, há muito que tínhamos a terra marcada pelas asneiras que os políticos têm feito ao longo dos sucessivos anos.

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5 comentários

    • O comentário foi eliminado por lapso. Voltamos a colocar o texto com as nossas desculpas ao autor.

      “Apesar de considerar que o Largo por vezes exagera na critica, desta vez estou de acordo e até acho que foram “brandos”… Este LOGO é simplesmente horrível e não se trata apenas de mau gosto…
      Eu diria que o LOGO era resultado de um daqueles programas grátis que criam LOGOs automaticamente sem qualquer linha orientadora… Não quero crer que este seja o resultado da criatividade de um designer.
      A cor não resulta bem, as linhas(?) disformes estão horríveis e não transmitem a precisão da indústria que na MG se pratica, a própria composição do LOGO está ultrapassada e o “G” espelhado se pretende mostrar criatividade, falharam redondamente, pois o que mostra é que “dão a volta e mostram o mesmo”…
      A própria frase está mal construida na minha opinião, “centro da engenharia & design”? não seria melhor “centro de engenharia & design”?
      Mau… muito mau… se não fosse verdade eu diria que este LOGO era resultado de um qualquer “cartoon” sem jeito feito aqui pelos “amigos” do Largo…

      PS: será que alguém testou este LOGO em diverso estacionário? e ficaram satisfeitos? Agora até tenho curiosidade de ver as outras opções que foram excluídas a favor desta. “

  1. A criação de uma identidade corporativa, por si so não basta, primeiro que tudo e necessário que exista essa realidade, e no caso vertente uma real conjugação de esforços e definição de objectivos comuns, o que não me parece ser o caso.

    Relativamente ao grafismo criado, salvo melhor explicação, existem diferentes planos construídos por linhas paralelas em modulações diferenciadas na espessura e no intervalo entre linhas, nada que a primeira vista represente a Marinha Grande ou a sua industria, a não ser que sejam simpáticos na forma de representar o caos urbanístico e o desordenamento do território.
    a questão do “G”, diria que não passa de um pequeno jogo, infantil, pouco criativo e com serias duvidas se a manipulação de uma letra que pertence ao nome de uma cidade deva ser dessa forma ligeira alterado . . . . . . .
    em resumo, perece que foi dado mais um tiro de pólvora seca

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