Esculpir…

CuriosoCMMG9 Comentários


Já há algum tempo que se fala no aparecimento do museu do molde. Numa terra onde a industria de modelação do aço é a que mais dá emprego é normal que se possa querer fazer alguma coisa alusiva a ela. Fazer um museu não é fácil mas também não é uma coisa do outro mundo. Em vez de se apostar em fazer alguma coisa permanente, com um espólio que pudesse dar uma imagem real do que tem sido a evolução da industria de moldes ao longo dos anos, a câmara decidiu fazer uma coisa que nem é carne nem é peixe! Quem souber da existência da exposição – que temos que reconhecer que não é coisa fácil – não pode esperar encontrar ali algo que dê para se estar mais do que dez ou quinze minutos. A ideia de “esculpir o aço” até é interessante mas peca por ser uma amostra fraca do que foi e continua a ser a industria de moldes. Fica-se sempre com a sensação de que se fazem as coisas aos soluços, sem um rumo definido. Sabemos que existe alguma urgência em dar ocupação à Resinagem, até para calar as más línguas que dizem que ali está uma obra pouco útil, mas não merecia a industria e todos aqueles que têm esculpido o aço algo que mostrasse melhor o que é a realidade? É até capaz de ter sido por saberem que o que ali está não é algo que mostre, a quem não conhece, o que é industria de moldes que, ande-se por onde andar, não conseguimos encontrar coisa alguma que dê a conhecer a quem aqui vive, ou a quem nos visita, que ali está uma exposição.

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9 Comentário em “Esculpir…”

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    Creio que esta mostra não pretender ser o Museu do Molde, mas sim relevar com os meios possíveis uma actividade tão fundamental para a Marinha Grande. Se a resinagem não servir também para isso, exposições temporárias ou pequenos núcleos permanentes, serve para quê? Quanto à publicidade, apesar de já a ter visto, também acho insuficiente. Aliás, creio que deveria haver um meio de divulgar a cada momento o que é possível ver não só na Resinagem , como nas outras ofertas culturais. Uma legenda digital na parede, que os marinhenses pudessem consultar, talvez nem seja assim tão cara…ou outdors bem feitos, que não devem ser só para as campanhas eleitorais.

  2. Avatar

    Sobre o museu do molde, gostaria de deixar aqui a seguinte questão:
    -Alguém falou com os empresários dos moldes para saber o que eles pensavam sobre o museu do molde para aquele local ou se tinham algumas sugestões a fazer?
    Penso que quem desenvolveu essa indústria deveria ser ouvido sobre o assunto.

    Se resolveram colocar ali o museu do molde, apenas porque não sabem o que fazer daquele espaço, então, tenho que considerar que estamos, todos os munícipes, muito pior do que pensávamos, em termos de gestão autárquica.
    Ser pobre pode ser um azar na vida, mas parece-me muito pior a pobreza de ideias de quem gere a coisa pública, sem ter competência para isso.
    Digo que é pior, porque um mau gestor público pode causar graves danos aos contribuintes.
    Por acaso até me estou a lembrar de um exemplo de má gestão e é curioso que até tenha que ver com a obra em questão (o edifício da resinagem). Então não é que a Câmara vai ter que pagar uma pipa de massa a uma firma que perdeu o concurso.
    Por acaso até entendo que,se houvesse justiça neste pobre país, quem provocou esta situação (gestão danosa), deveria pagar a indemnização do seu bolso.
    alrane

    1. Avatar

      Este pessoal da seita não conhece o que se passa nesta terra. Há anos que a CEFAMOL trabalha na recolha de material para o Museu do molde e esta mostra foi feita em conjunto com os empresários do sector.
      É o deal? Certamente que não.
      É um principio? Certamente que sim.

  3. Avatar

    sei·ta
    (latim secta, -ae, caminho, linha de conduta, princípios, escola filosófica)
    substantivo feminino
    1. Opinião, seguida por um grupo numeroso, que se destaca de um corpo de doutrina principal.
    2. [Religião] Grupo que segue uma doutrina que deriva ou diverge de uma religião.
    3. [Informal] Grupo organizado que tem ideias ou causas em comum. = BANDO, PARTIDO
    4. Grupo organizado de carácter fechado.
    5. Ferro que se adapta ao timão do arado, adiante da relha, para facilitar a lavra e cortar as raízes. = SEGA
    6. [Portugal: Minho] Céspede ou leiva que o ferro do vessadouro levanta e deita aos lados.
    Confrontar: ceita.
    “seita”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/seita [consultado em 19-12-2013].

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