Assembleia Municipal cozinhada

CuriosoAM17 Comentários


Na passada sexta feira reuniu pela primeira vez a Assembleia Municipal. Como era previsível, tudo o que foi proposto passou. Não deixou de ser interessante vermos do mesmo lado os que há três meses atrás estavam de costas viradas e a acusarem-se mutuamente do marasmo em que a terra caiu. A “coligação” entre o PS e o PCP levou a essa mudança. A sensação que ficámos foi a de que tudo estava já cozinhado entre os dois partidos para que não houvesse qualquer surpresa. Esta coligação leva a que aconteçam coisas que não pensávamos ser possivel há uns tempos atrás. A eleição do Pedrosa, sendo natural até pelo lugar que ocupa em Lisboa, fez-nos lembrar do tempo em que o PCP aconselhou o voto no Soares, como sendo um mal menor. Acreditamos que haja muitos que não consigam engolir bem esta união ao PS. Confirmou-se que o papel dos independentes passou para um segundo plano que nem mesmo a escolha do Jorinho como suplente consegue mascarar. A menos que haja surpresas ou desentendimentos entre os dois partidos, consegue-se perceber que a Assembleia Municipal irá ser apenas um local onde irão ser ratificadas as decisões que os quatro forem tomando na câmara. Depois do que vimos na sexta, fica claro que o PCP largou o papel de líder da oposição, que desempenhou mal no mandato anterior, para passar a ter o de muleta do PS. 

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17 Comentário em “Assembleia Municipal cozinhada”

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      Armam-se em espertos, pensam que são gente… E não percebem nada desta treta! estes patrões armados em políticos, enfim…

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    Muleta do PS, diria até, Super Muleta ou, mesmo até, uma perfeita coligação. Vai ser giro ver também o Filipe a engolir sapos vivos e calar-se, lá num cantinho bem caladinho. Como eles eram e como eles estão.

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      Triste figura dos eleitos da CDU na última Assembleia Municipal – que nem cordeirinhos – até quando?

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    Escreveu-se na passada sexta feira, mais uma página da história da Marinha Grande, com a realização da primeira Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal após o ato eleitoral de 29 de Setembro. Nunca uma sessão com tantos pontos inscritos na ordem de trabalhos (10) demorou tão pouco tempo. Em apenas duas e alguns minutos chegaram para que todos os pontos fossem discutidos e aprovados, muito porque as duas principais forças politicas (PS e CDU) estão agora de “mãos dadas”, sendo tudo previamente acordado, deixando pouco espaço de manobra para Independentes e PSD que muito fizeram para tentar contrariar algumas decisões e votações, mas de pouco vale, pois estão em minoria.

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    Vejam ao ponto a que se chegou, fazer-se uma votação para eleição de um representante ao Congresso Nacional de Freguesias, quando este já estava inscrito no referido evento, antes da sua escolha em sede própria (AM). Tudo com a justificação que se estava a manter a rotatividade entre os Presidentes de Junta do Concelho, acordada no passado, mas esquecendo, que a composição da AM agora era outra, podendo haver vozes discordantes, tal como veio a verificar-se. É claro que para o PS não interessava alterar a ordem, porque era a presença de um Socialista que estava em causa (Vital) no Congresso da ANAFRE, aumentando assim o número de presenças do PS no mesmo.
    Até nisto a CDU se deixou levar, pois o mais correto seria a presença do/a Presidente de Junta, eleita a 29 de Setembro pela principal Freguesia do Concelho, tratando-se de um Congresso Eleitoral.

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    Outra nota negativa, foi a escolha (eleição) dos representantes da AM a Comissão de Acompanhamento da Revisão do PDM – a solução encontrada foi no meu entender a pior de entre as duas sujeitas a votação, julgo que os Marinhenses teriam ficado mais bem representados com os elementos indicados pelo PSD e pelo MpM (técnicos qualificados e conhecedores da matéria), do que pelos elementos do PS e CDU (personagens quase desconhecidas e muito desfasados da realidade, pois um deles, atual líder do PS/Local, até vive em Aveiro). Mais uma vez, pesou mais a cor politica em detrimento da qualidade e competência das pessoas que podiam trazer mais valia.

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    Foi a assembleia municipal mais ridícula a que alguma vez assisti.

    Se este era o órgão de fiscalização da camara, então deixamos de ter fiscais. O presidente propôs até fazer aprovações em pacote, argumentando que não é preciso discutir porque já foi aprovado na Camara. Lamentável.

    A CDU calou-se, teve apenas duas intervenções do Albino Paulo sobre o IMI, mas era preferível estar calado, porque nem sabia o que dizia; e outra do Filipe Andrade dizendo que ainda bem que a TUMG não tem um presidente remunerado, omitindo que agora elegeram uma administradora com um ordenado chorudo.
    Voltem Saul, José Luis, Guerra Maruqes, Puskas & Compª, estão perdoados, e precisamos que a bancada CDU seja fiscalizadora e faça o contraditório. Os que lá estão não prepararam os assuntos e ficaram calados. Como é possível o nr. 1 da bancada, Francisco Duarte, passar uma noite sem pronunciar uma palavra. Ao que isto chegou.

    Diz-se que agora com o PS-CDU tudo vem cozinhado. Mas se a ementa fosse boa, não havia que dizer, mas infelizmente votou-se pela partidarite e não pelo mérito ou pela competência. Apenas dois exemplos:

    Elegeram-se os representantes (4 efetivos + 1 suplente) da AM no CIMPL. Era uma boa oportunidade para mostrar a representatividade das 5 forças politicas presentes. O PS, num ato altamente democrático veio propor uma lista com 3 PS e 2 CDU. Após algumas intervenções contrapondo esta decisão, o PS prescindiu dum elemento e foi para suplente o Jorge Martins, do MpM. Comparem os eleitos com a competência do Jorge Martins para discutir assuntos da Marinha Grande na CIMPL. Deviam ter vergonha da mesquinhez e divisão dos marinhenses, e muito mais aqueles que veem para as redes sociais vangloriarem-se de terem sido eleitos por unanimidade.

    Outro exemplo de escolha por partidarite, com a total ausência de sentido da nomeação por competência, foi a eleição dos representantes para acompanhamento do PDM. O João Pereira propôs o Pedro Silva (PSD) e a Cristina Silva (MpM), realçou sobretudo esta por ser engenheira na camara, logo conhece muito bem este processo, poderia por isso ser um bom representante da AM. O PS propôs o Augusto (PS) e o Hélder (CDU), o do chapeu. Se isto não foi apenas por serem do partido, apetece perguntar o que vai na cabeça destes dirigentes.

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    Lamentável é ir aprender a ser democrata só depois de ser eleito…Lamentável é continuar a tentar enganar meia dúzia de pessoas que vão atrás do “querido leader”, lamentável é…saber desde já qual é o futuro de algumas pessoas.

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    É a politica que 78% da população da Marinha quer (23% porque votaram no PS e na CDU e os restantes porque optaram pela abstenção voluntária).

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    Não há volta a dar, se se entendem é porque entendem, se não se entendem é por isto e por aquilo e mais alguma coisa.
    Será, que a Marinha Grande só sabe viver em discórdia e em constante agitação? Já chega, deixem as pessoas trabalhar, não me digam que são mais 4 anos de contestação, nem dão tempo que as pessoas ocupem os lugares.

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    Contestação? Isso foi o que a CDU andou a fazer e agora está lá – de braço dado com o PS – como são as coisas.

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      E qual é o problema? Não foi para isso que chegaram a um acordo histórico, há anos reclamado, possibilitando a governabilidade da Câmara? Foi neste sentido que os Marinhenses escolheram e acho muito bem, que aos movimentos caiba um papel mais fiscalizador e menos interventivo, de acordo com a expressão eleitoral.

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    Será o fim anunciado dos comunistas na Marinha! Como é possível aliarem-se aqueles que forma sempre os seus principais adversários.
    No fim do mandato, se lá chegarem, se houver obra feita será do PS, se as coisas correrem mal, serão coniventes.
    Será que não vislumbraram isto? Como se sentirão aqueles que no anterior mandato combateram o autoritarismo e arrogância dos pseudo-socialistas da Marinha Grande?
    É triste.
    Mais um péssimo exemplo que a partidarite nos está a dar!

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