Triste, mas real

Categoria Escola by Curioso11 Comentários


Esta é uma história triste, mas infelizmente verdadeira. Desde que começou o ano lectivo que algumas famílias têm vivido dias difíceis. Os problemas que o país atravessa está a levar a que muitos não estejam já a ser capazes de ultrapassar algumas dificuldades básicas. O custo dos livros e material necessário para as crianças poderem frequentar as aulas tem levado a que muitas não tenham tido possibilidade de se apresentarem na escola com  material necessário. Pelo que tivemos conhecimento, há mesmo crianças que estão a ter falta de material por os pais não terem ainda tido possibilidade de comprar o que eles necessitam. Apesar da câmara ter fornecido livros e do SOM ter promovido uma troca de livros usados, há ainda crianças que estão a ter o início de aulas sem tudo o que necessitam. Temos a sensação de termos voltado muitos anos, ao tempo em que apenas algumas crianças iam calçadas para a escola, só algumas tinham o material de que necessitavam. Não conseguimos ainda saber o que os serviços sociais da câmara, em conjugação com as escolas onde se nota existirem crianças com este tipo de dificuldades, pretendem fazer mas parece-nos que alguma coisa deveria ser feita. Acreditamos que todos os vereadores ainda em exercício, e os que foram agora eleitos, veriam com bons olhos uma qualquer proposta que permitisse ajudar estas crianças que, por dificuldades que os pais atravessam, não têm ainda todo o material para se poderem tornar adultos com instrução. Pode-se até dizer que poderá haver culpa dos pais que preferem alimentar certos vícios a por à frente o interesse das crianças mas, perante esta necessidade de crianças, será isso o mais importante? Agora que as eleições já passaram e já se podem dedicar ao que realmente importa, seria bom que alguém olhasse para estas crianças!


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Comentários

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    Se a Câmara Municipal da Marinha Grande não tive gasto dinheiro a dar livros a quem não precisa, talvez tivesse dinheiro para fazer face a este problema social.

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    Talvez por isso é que a Vereadora Cidália saltou fora.
    Se em vez de andar a dar livros a filhos de gente “rica”, devia ter colocado os serviços sociais da Câmara a sinalizar estes casos e a dar uma resposta efetiva.

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    PS e PSD são os responsáveis por esta situação.
    A oferta de manuais escolares a todos, sem diferenciação, cria desigualdades.
    Os recursos devem ser mais bem repartidos, os serviços sociais da CMMG devem
    sinalizar os casos mais complicados e atuar.
    É no que dá, as medidas eleitoralistas.
    E depois, ainda têm a cara de pau, em vir dizer, que os outros é que são isto e aquilo.
    Cambada de incompetentes.
    Só tenho pena é das crianças que para alguns, não passam de meros números.
    O Concelho precisa urgentemente de uma mudança de mentalidades.

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      Se não tivessem à pressa, organizado aquela extemporânea festa da criança , para impressionar o eleitorado, teriam mais dinheiro e tempo para pensarem nos prometidos livros. Não a quem não precisa, mas aos que até as refeições que comem têm que ser dadas nas escolas,
      A governação PS, tem prioridades inexplicáveis, tal como os governos do PS sempre tiveram. Primeiro os ricos…mas há mais, há outros que queriam e querem governar, mas é as suas empresas e empresários. Como sempre fizeram, grandes casas, grandes carros, barcos etc,etc.

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    É de facto um problema social que começa a ter contornos muito preocupantes. Não creio que a política agora existente no nosso município respeitante a este assunto seja a mais correta, e que, a avaliar pelo que foi defendido em campanha eleitoral, não irá sofrer grandes alterações. É uma política de bandeira, diria populista até, não deixa de ter custos significativos, penso que é decidida utilizando a via mais fácil, mas que em nada contribui para a resolução dos problemas mais graves. Do meu ponto de vista, estudante é tanto aquele que está no 1º ano, como o que frequenta o último ano de um curso superior. Mas se não quisermos entrar por aí, pelo menos seria sensato considerar todo o percurso escolar desde o 1º ano do ensino básico ao último ano do ensino secundário, obviamente utilizando critérios. Aqui reside talvez a parte que dará trabalho, mas sem trabalho o que poderá ser feito sem cair na banalização que são a grande maioria das decisões políticas? A política agora seguida deveria ser reavaliada e alterada, talvez exista aqui um assunto muito interessante, em que os novos figurantes da nossa classe política local tenham uma palavra a dizer. No entanto teria que ser efectuado um trabalho muito sério, justo e criterioso para evitar precisamente o que o curioso refere no último parágrafo.

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    Não se entende é porque todos os anos se compram livros novos para todas as crianças. Com a ajuda dos professores era possível aproveitar os livros de ano para ano conseguindo assim com o mesmo orçamento abranger um maior numero de alunos alunos.

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      Com todo o respeito, vê-se que você não tem filhos a estudar. Se é verdade que alguns livros dão para aproveitar, outros como os de fichas não dão. Outro problema é que todos os anos alguns conteúdos dos livros (que até têm a capa igual ao do ano passado) mudam.
      No entanto, acredito que com o dinheiro que hoje a CMMG gasta a dar livros a filhos de pessoas ricas e a pobres sem critério, era possível comprar livros novos todos os anos para dar apenas a quem necessita da 1.ª classe até ao 9.º ano no mínimo.

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      Tem razão no seu 1º paragrafo apesar de haver estabelecimentos onde reaproveitam os livros por completo. Mesmo não aproveitando todos os livros não acha que seria boa que se reaproveitassem livros para que no ano seguinte se possam atingir mais alunos.

      Isso conciliado a critérios de entrega parece-me o ideal.

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    O critério utilizado na atribuição de livros é o mais fácil. Até deu para aparecer na TV. De louvar era ver quem realmente necessita e entregar a esses. Isso é que era ser socialista! Mas hoje em dia isso dá muito trabalho.

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    Tenho amigos que receberam os livros para os filhos mas eles próprios metem em causa esta situação. Andamos aqui a atirar areia para olhos de quem? O povo ditou as ordens e aplaudiu novamente os mentores de ideias que levantam muitas dúvidas. Não vou duvidar das boas intenções mas são questões como esta que me afastam dos partidos. Lanço um desafio ao curioso : que tal organizarmos uma campanha de recolha de materiais escolares?

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    Acho uma excelente ideia.
    Vamos amadurecer a ideia, há que arranjar um local de recolha, de fácil acesso, proponho até que a CMMG disponibilize uma das salas do remodelado Edifício da Resinagem para este fim, que se organize uma equipa de voluntários, coordenados que se faça um levantamento (do que é realmente necessário e que sejam sinalizados os potenciais recetores/necessitados) junto das Escolas do Concelho, que se definam critérios para a distribuição do material recolhido.

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