JPP

Numa altura em que se fala em transparência, no que os políticos podem perder ou não com os cortes nas subvenções e depois de ouvirmos um dos históricos do PS, e ex-candidato à Presidência da República, mostrar-se contra esses cortes, tivemos conhecimento que no verão, enquanto todos andávamos a banhos, os deputados aprovaram, meio à socapa, uma lei que prevê que os titulares de cargos públicos – e os políticos entre os quais se incluem os deputados – têm que dar a conhecer os seus rendimentos. No fundo o que a lei vem fazer é alterar algo que já existia. A particularidade desta é que exclui da obrigatoriedade de dar a conhecer a todos nós tudo o que sejam “subsídios, subvenções, bonificações, ajudas, incentivos ou donativos“. Com isto os deputados vieram colocar mais excepções do que antes havia, alargando a possibilidade de incluírem ali mais rendimentos escondidos. Ou seja, os deputados aprovaram uma forma de, também eles, não terem que declarar tudo o que recebem, podendo ali incluir tudo e mais alguma coisa. Mais não é do que a forma de encapotar rendimentos, aqueles rendimentos a que o contribuinte normal não pode deixar de declarar e sobre os quais tem pagar impostos. Foi a forma que encontraram para esconder muito do que pode passar por baixo da mesa. Depois de sabermos que eles tinham aprovado esta forma de não darem a conhecer o que recebem, fomos ver quem tinha aprovado a lei. Sem surpresas, ela foi aprovada com os votos do PSD, CDS-PP e PS. Fomos então ver quem tinha faltado no dia da votação. Foi aí que vimos que esta lei foi aprovada com o voto favorável do deputado Pedrosa que, nesse dia, esteve na sessão plenária e votou favoravelmente aquela lei. Ficámos assim a saber que um nosso conterrâneo foi um dos que aprovou uma forma daqueles que estão no poder, e sobre os quais há as maiores dúvidas quanto à sua competência e seriedade, poderem esconder rendimentos e não terem que os publicitar. Enquanto eles podem esconder, um qualquer contribuinte tem que dar a conhecer publicamente qualquer coisa que receba de uma entidade pública, como seja uma casa social! Depois de tantos artigos que lemos dele no jornal cá da terra sobre os mais variados assuntos durante todo o verão, não temos ideia de ele ter dado a conhecer que foi um dos que aprovou uma forma de ele próprio poder esconder subsídios, bonificações, donativos, ajudas, incentivos ou subvenções. Deve-se ter esquecido! Esquecimento conveniente quando se aprova algo que tem dois pesos e duas medidas e dá tanto jeito a quem a aprovou!

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21 comentários

  1. Estavam à espera de quê?
    Ele está lá unicamente para defender os interesses dos camaradas e dos outros politicos. Se para fazer isso tiver que defender alguma coisa que nos interesse lá estará no jornal a escrever grandes para toda a gente saber. Destes temas, nada!
    Também deve ter votado contra os direitos independentes a nivel nacional. Depois do susto por cá …

  2. Se a burrice pagasse imposto estava resolvido o problema do deficit, com um grande contributo desta especie de pasquim. Desde quando è que publicitar é igual a declarar? Bastava terem pedido ajuda ao Santos. E o burro sou eu?

    • Caro anónimo. Claro que publicitar não é o mesmo que declarar. Não ter que publicitar é o primeiro passo para conseguir não ter que se declarar. Não ter que publicitar é a forma de conseguir esconder dos eleitores o que recebem e quanto recebem porque, como deve saber, as declarações de impostos não são do conhecimento geral.
      Quanto à burrice, estamos inteiramente de acordo consigo. A julgar por quem é mantido como chefe do Governo e como líder da oposição, é evidente que a burrice é algo que abunda neste país e que deveria ser alvo de tributação. Quanto a si, depende se é dos que apoiam algum desses jumentos!

    • Mais valia não ter respondido, pois ainda se revelou mais ignorante…
      Ao contrário do que diz a não publicitação não é o primeiro passo para a não declaração, uma vez que os rendimentos que passaram a não ser de publicitação obrigatória correspondem aos que são atribuídos pelo Estado e/ou decorrentes de normas legais, pelo que não há aqui rendimentos desconhecidos para efeitos de tributação.
      Por outro lado fica também a saber que as declarações de rendimentos dos titulares de cargos políticos (onde se incluem os deputados) são públicos (http://www.parlamento.pt/Legislacao/Documents/Legislacao_Anotada/ControlePublicoRiquezaTitularesCargosPoliticos_Simples.pdf).
      Pode assim pedir a declaração de rendimentos do tal deputado comprido e escarafunchar, como fazem muitas vezes os jornalistas a sério.
      Pelos vistos o jumento sou eu, mas o burro é o macaco.

    • Caro Jumento Curioso (e desde já pedimos desculpa por o termos tratado por “anónimo” há pouco e não pelo seu nome). Pode dar as voltas que quiser e por onde quiser. Não deixa de ser uma forma de ocultar. Se assim não fosse, porque foram aumentadas as situações em que deixou de ser obrigatória a publicitação? Não deixa de ser conveniente para a classe política que alguns rendimentos não sejam publicitados, seja as ajudas que têm para fazer viagens, despesas com estadias ou outras.
      Quanto ao querermos escarafunchar a declaração do deputado em causa, não vemos necessidade disso. Acreditamos que haverá familiares próximos dele que não permitirão que haja incorrecções nas declarações.
      Já percebemos que deverá ser dos que acha bem o que foi feito. Nós não!
      Quanto a ser jumento, não sabemos. Sabemos apenas o que diz e pelo seu nome. Quanto a nós, não apoiamos nem o Passos nem o Seguro e achamos que, por isso, não podemos ser apelidados de burros. O que os políticos tentam é fazerem-nos passar, como a todos os que por aqui vivem, por parvos.

    • Ó macaco, tinha-o noutra conta… a sua argumentação mais parece a de um advogado de vão de escada. Já percebi que a sua divisa é a do Cavaco “nunca me engano e raramente tenho dúvidas”. Olhe, faça bom proveito e continue a publicitar a sua ignorância que isso a mim diverte-me muito. Bem haja por isso.

    • Fui ler o que o jumento disse para consultar e lá vem isto: “- Com fundamento em motivo relevante, designadamente interesses de terceiros, o titular
      do cargo pode opor-se à divulgação parcelar ou integral a que se refere o número anterior, competindo ao Tribunal Constitucional apreciar a existência ou não do aludido motivo, bem como da possibilidade e dos termos da referida divulgação”. Ou seja, a divulgação não tão livre quanto os políticos querem fazer crer e tem que se ir ao tribunal constitucional fazer a consulta. Espertinhos estes políticos.

    • Caro Jumento Curioso. Engana-se numa coisa, estando certo noutra. Temos dúvidas mas há pessoas que nunca nos enganaram, por isso nunca nelas nenhum de nós votou. Agradecemos a conta em que nos tinha mas dispensamo-la porque sermos tidos em consideração por jumentos não é honroso.

  3. O jumento deve ser familiar do outro, do mesmo nome, que aprovou a lei. Deve ser um daqueles que diz ámen a tudo o que eles fazem.
    Jumento, concorda que os políticos possam não ter que publicitar tudo?

    • Para além de primo de muitos anónimos, tambem devo ser parente do tal deputado, tendo em conta as suas frequentes manifestações de burrice.
      Quanto à sua pergunta é NÃO! Para mim deveriam publicitar tudo mesmo se essa publicitação fosse redundante aos olhos do Estado. Só que isso não invalida que este post faça algum sentido da forma como foi escrito pois revela muita ignorância ou então má fé.

  4. ora aqui está um post de quem verdadeiramente não anda a dormir. Mais uma vez obrigada Curioso pela denuncia desta situaçõs que ao mais comum dos mortais acaba por passar despercebido.

    Afinal, o grande dbe grande nada tem. Venha cá ele bater no peito a dize coitados dos desgraçadinhos e coisa e tal que leva logo isto pelas trombas.

    Apregoa isto e aquilo, valores, ética, moral, e coisa e tal e afinal, no que a ele e aos da sua laia diz respeito vota, e deste tipo de voto nao vem fazer alarido cá para o jornal da terra.
    Não, isto é preciso esconder-se.

    E o Povo continua a dar crédito a esta gente! Viva a Marinha Grande !

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