Estamos em greve

CuriosoSem categoria5 Comentários


Hoje estamos em greve. Não porque achemos que alguma coisa vá mudar, mas porque é a nossa forma de mostrar que discordamos das políticas que estão a ser seguidas pelo governo. Não conseguimos, no entanto, defender que o governo caia porque sabemos que, se o Passos sair, irá para lá o Seguro e, sendo ambos boys sem preparação ou competência, apenas mudará o nome mas tudo ficará igual. Não iremos, como acreditamos que muitos irão fazer, aproveitar o dia na praia, mas iremos fazer greve nos nossos locais de trabalho. Temos consciência que amanhã tudo estará igual e que o autismo que o governo tem mostrado ter não irá ser abalado por mais esta paralisação. Há, contudo, uma coisa que temos alguma curiosidade em saber. Pelo dia que vamos estar em greve não iremos receber. Vai sair-nos do bolso. Como será com os dirigentes das centrais sindicais que organizaram esta greve e este dia sem trabalhar? Irão também eles deixar de receber o dia ou isso será apenas aplicável aos que produzem e contribuem para o aumento do PIB nacional? Seja como for, esta adesão à greve é a nossa forma de mostrar que o caminho que estamos a seguir a nível nacional, assim como a nível local, não é o que queremos.

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5 Comentário em “Estamos em greve”

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    Curioso, há um principio que é o seguinte: para mudar alguma coisa se tem que fazer, se nada fizer-mos tudo tenderá a agravar-se…

    Por alguma razão há gente importante que detestam greves.

    Aqui na Mª Grande temos um excelente exemplo, pelo menos ao nível vidreiro onde trabalhei alguns anos. Os bons salários e algumas regalias ainda existentes não foram conseguidas com palmadas nas costas, muito menos com passividade, não deixando por isso as empresas de continuarem a laborar e a lucrar normalmente.

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      Caro anónimo. Sabemos de tudo isso e porque achamos que algo tem que ser feito, estamos em greve. Sabemos também que um país parado não gera riqueza e, como tal, trabalhamos. Nada impede que o façamos já que entendemos que fazer greve não é apenas ficar em casa ou ir para a praia. Deixaremos, como todos os outros, de receber.
      Em relação ao exemplo que dá, ele é um exemplo arriscado! É verdade que foi graças as lutas que foram travadas que muitos direitos foram adquiridos. Ainda assim, a industria vidreira morreu. Isto para dizer que é preciso ter alguma atenção à forma como se fazem alguma reivindicações. De que adianta pedir esmola a um pedinte? O país é, neste momento, o pedinte.
      Fazemos por isso greve contra o que são as medidas que estão a ser tomadas de forma errada pelo governo e não tanto apenas para a manutenção de direitos que sabemos serem impossíveis de ser mantidos. Usá-mo-los enquanto pudemos e, em certa medida, abusámos deles.
      Também não fazemos greve para que o governo caia. Não estamos a ser bem governados mas também não encontramos nas alternativas solução que seja melhor. Se hoje o governo caísse iria para lá o Seguro e a escolha será igual a darem-nos a escolher entre partir a perna esquerda ou a direita! Seja qual for a escolha, passaríamos a andar de muletas.
      Por isso tudo, usando o que escreveu e bem, para mudar é preciso fazer alguma coisa e essa alguma coisa passa por, mais do que encetar lutas cujo resultado será pouco ou nenhum, consciencializar quem vota para o que está mal para que não voltemos a cair nos mesmos erros. Só assim o país poderá sair do buraco em que está metido. O mesmo se diga em relação à gestão autárquica que, sendo em escala menor, não deixa de mostrar os que vão sendo cometidos no país também por cá o vão sendo.

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    Os dirigentes das centrais sindicais vão receber e muito bem, só em horas extras é um balúrdio…
    Os Sindicatos devem de existir, mas com dirigentes de qualidade, greve só em último recurso, façam as Inspecções de trabalho funcionar, neste momento, façam manifestações, esta greve é uma afronta aos milhares de desempregados.
    Já que falam nas nossas fabricas de cristalaria, vejam como encerraram uma a uma, era o 8 ou o 80, a mim entre outras coisas que me ensinaram, foi a melhor maneira de me abster ao trabalho e, com a ajuda generosa (subsídio de doença) das Empresas, ainda lucrava no final do ano com o IRS…

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