Há 25 anos como cidade

CuriosoCidade8 Comentários


Esta semana comemoram-se os 25 anos de elevação da terra à categoria de cidade. A decisão foi tomada sem que nos lembremos de termos sido ouvidos e temos a ideia que houve algumas informações que foram dadas, que permitiram a elevação a cidade, que não tinham exacta correspondência com a realidade. Mas estamos assim há um quarto de século e poderá ser este o momento certo para que se faça um balanço dessa elevação. Ficámos a ganhar por termos passado a ser cidade ou as vantagens não existiram ou não foram significativas? Sabemos que algumas vilas optaram por não passar para a categoria de cidade para não perderem a identidade e manterem algum do provincianismo que as caracteriza. 25 anos depois temos a terra com o cento histórico abandonado; a indústria que nos deu a conhecer ao mundo desapareceu; o comércio é praticamente inexistente; o turismo não existe; as vias de acesso foram o resultado de políticas governamentais, não se tendo notado que tivesse havido, a nível concelhio, grande investimento nessa área; andamos há anos a falar no aumento das zonas industriais sem que se veja algum desenvolvimento; temos três parques sub-aproveitados, sem estruturas que nos convidem a lá ir; não temos uma zona desportiva; não temos piscina em condições; não temos mercado em instalações condignas; não temos política desportiva; não temos actividades culturais; não temos planos para a culturanão temos apoio planeado às colectividades, bastando-se a câmara a dar apenas apoios pontuais à medida do que vai sendo pedido; não temos as praias aproveitadas; não soubemos aproveitar o termos uma das sete maravilhas no concelho; não temos cinema há anos (e estão-se a gastar milhões ainda não se sabe bem para quê). 25 anos depois, estaremos à altura de podermos ser considerados como uma cidade desenvolvida? Terá valido a pena tentarmos subir um patamar para ficarmos como estamos ou teria sido preferível que tivéssemos continuado a ser aquela vila simpática de vidreiros, sem as megalomanias – como as que em Maio deverão ser inauguradas – que alguns acham dever existir apenas porque somos uma cidade que deve reger-se pelos padrões que as outras seguem? Numa altura em que na câmara se fazem os preparativos para o bolo de aniversário, temos sérias dúvidas se valeu a pena termos passado a ser cidade!

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8 Comentário em “Há 25 anos como cidade”

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      Caro anónimo. Não sabemos qual o seu conceito de “roupa suja” mas não vemos onde é que o que escrevemos se integra no nosso conceito!

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    “A decisão foi tomada sem que nos lembremos de termos sido ouvidos e temos a ideia que houve algumas informações que foram dadas…”. Pois é, Sr. Curioso, já há 25 anos ninguém o ouvia apesar da clarividencia e do génio do seu pensamento. Deixe lá, a História está cheia de incompreendidos a quem só o tempo conferiu lugar. Lembra-se do Galileu? Bem, como se auto identifica com o macaco, também se pode dar o caso da semelhança ser mais prosaica, assim tipo Calimero.

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      Caro anónimo. Naturalmente que se tivesse capacidade de entender o que escrevemos, perceberia que quando escrevemos “termos sido ouvidos” nos referíamos aos munícipes e não a quem escreve aqui no Largo.

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      Este anónimo é interessante. Diz que ninguém ouve o Curioso mas ele, pelos vistos, lê-o e dá-se ao trabalho de o tentar atacar. Hipócritas de …

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      Obrigado pelo esclarecimento e também por me recordar que o sentido de humor é outra característica que se deve elencar a seu favor. Agora que se perfilam as eleições, penso que não haveria melhor candidato, a menos que o Conclave considere eleger um Papa laico, e aí, naturalmente perderemos o seu concurso. Entretanto, passem bem.

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    Sobre os 25 anos de cidade . . . .

    Em boa da verdade há saudades da Vila, a maior de Portugal, dinâmica, viva, prospera.
    Mas sendo Vila ou Cidade, o problema não se centra da categoria da urbe, mas sim, como a mesma evoluí, se desnevolve e como responde aos desafios colocados!
    E nesse campo, com pena, verificmaos que os executivos não tiveram VISÃO, estratégia nem PROGRAMAÇÃO. Aí é que tudo bate.

    Repisar no passado, e nos feitos efectuados, mais parece a velha técnica de muitas vezes falar no mesmo para apenas se olhar para isso.

    Mais grave, será dizer:
    25 anos volvidos e Nao temos a Piscina Municipal, Nao temos um centor urbano vivo e dinamico, não temos um crescimento de emprego e de industria, não sabemos como vai evoluir a rede viária, não temos mercado, etc, etc, etc
    e não se trata de discuros misabirilista, mas sim, olhar para oque falta e prespectivar com se pode alcançar.

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    Vila ou cidade? É indiferente, haja condiçõesdevida para os residentes que aldeia também serve.
    Melhor que uma má cidade ou uma vila medíocre, é uma boa aldeia.

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