Escola

De quando em vez recebemos algumas informações sobre o que se vai passando na terra a diversos níveis. Nem sempre a política é o que mais importa e há coisas que nos preocupam demasiado. Sabemos que um país onde o ensino não presta é um país condenado ao fracasso. A nível de ensino superior não estamos muito bem servidos mas pensávamos que ao nível do secundário isso era diferente. Tivemos agora conhecimento que assim não é. Pelo que nos foi relatado, numa das escolas secundárias, ao nível do terceiro ciclo, há alunos que têm passado o período inteiro, numa determinada aula, a ver filmes! Numa determinada disciplina, o docente, em vez de fazer aquilo que devia, passa o tempo inteiro a projectar filmes para que as crianças, já adolescentes, tentem daí aprender o que esse docente não ensina. Sabemos que todos temos dias menos bons e que há dias em que não nos apetece fazer nada mas passar um período inteiro com a mesma coisa vai muito além dos “dias menos bons”. Não sabemos como terão sido feitos os testes, se terá sido com perguntas sobre os realizadores ou sobre os actores, mas temos sérias dúvidas quanto a qualidade do que é ensinado! As dúvidas estendem-se também ao facto de sabermos que agora as crianças têm que ir para a escola com os trabalhos de casa feitos e corrigidos pelos pais! Lembramos do tempo que íamos para a escola para aprender e que cabia aos professores corrigir os trabalhos para nos ensinarem quando errávamos. Mas, provavelmente porque já somos muito velhos e no nosso tempo não podíamos sequer usar calculadoras e tínhamos que pensar, não estamos ajustados ao novo (des)ensino! Será esta a forma de prepararmos o país para os desafios do futuro?


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2 comentários

  1. É curioso, que o Curioso tão diligentemente, sempre atento aos problemas da Terra e do País só agora reparasse e se virasse para os problemas do ensino. Quando há décadas, que há pessoas a reclamar e a sofrer pelo crime que tem sido feito na Educação do País.
    Se me permite, aconselho-o a ler o livro “Os anos devastadores do eduquês” de Guilherme Valente, custa 10,00€ e, também aconselharia todos os professores que amam a escola que o lêem.
    Eu não sou professor, nem filhos tenho, mas preocupa-me profundamente o que se passa com a Escola.

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