+ Concelho

Sexta estivemos na assembleia municipal. Há muito que não a víamos com tanta gente e, desde o início, que se notou que havia alguma expectativa da parte de todos os que estavam presentes quanto ao que poderia ir acontecer. O povo diz que a política é para os políticos e na sexta apercebemo-nos que há quem não esteja para isso talhado e há erros que se pagam caro. Previa-se que fosse haver intervenções do público e que alguns dos assuntos pudessem causar alguma surpresa junto dos presentes. O que não se previa era que o grupo do Logrado cometesse um erro que não apenas estragou a surpresa que poderiam querer fazer como fez como que ele e os seguidores saíssem da assembleia, muito antes dela terminar, com o rabo entre as pernas. Depois do Logrado ter falado, o Álvaro conseguiu responder, de forma ajustada, a todas as questões que foram colocadas. Mas não se pode dizer que o mérito seja seu. Em guerra não se avisa o inimigo quando e como se vai fazer um ataque. O grupo do Logrado fê-lo. A meio da tarde de sexta, em vez de apenas anunciarem que iriam estar presentes, disseram a todos os que quiseram ler quais iriam ser as questões que iriam colocar. Como se não bastasse o + Concelho tê-lo feito, também o Próspero, membro do grupo, anunciou o que ia fazer no Facebook. Claro que o Álvaro se preparou para as perguntas de deu-lhes uma tareia. Não foi  com cara alegre que vimos o Logrado e o Próspero saírem da sala! Depois de termos sabido que o Logrado esteve na convenção do PS há umas semanas atrás e depois de ter feito este favor ao Álvaro, dizendo-lhe o que lhe iria perguntar para que ele se preparasse e respondesse à altura, quase que ficamos com dúvidas se não estará o + Concelho a tentar dar uma ajuda ao PS, tentando dividir as intenções de voto, desviando alguns mais descontentes com os outros partidos e tentando assegurar uma reeleição do Álvaro!


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44 comentários

  1. Então não estamos a falar de umas pessoas cheias de ideias? Cá para mim são é idiotas.
    Falando a sério. É gente desta que julga que nos governaria melhor? Que raio de plano têm? Andaram quase 4 anos a pensar para fazer uma borrada destas? E não fizeram um brainstorming dirigido pelo grande leader Miguel?
    Pela amostra … não dá vontade de ver a mercadoria.
    Ainda vamos ter que gramar mais 4 anos com o Álvaro ou com o Cascalho?

  2. Lá ficou o Macaco todo incomodado. Quando colocou o post da surpresa, linha-se nas entre linhas que já se estava a espumar, estava ansioso, para assistir à assembleia municipal. Por pouco que não deitava foguetes antes da festa. Ainda bem que não deitou, porque afinal os foguetes eram de pólvora seca. O Álvaro vai ficar lá mais 4 anos para continuar o bom trabalho. Quanto o macaco e os seus amigos, ainda estão verdes.

    • Caro Olharapus. Apenas ficamos incomodados quando se ganham batalhas não pelo mérito mas pelo desmérito dos outros. Não é difícil governar como se quer quando não há oposição à altura e são cometidos erros de palmatória.
      Não nos espumámos nem tínhamos foguetes para deitar. Estávamos curiosos para podermos tentar obter algumas respostas. Infelizmente não as conseguimos ter porque as questões não levaram a isso. É-nos indiferente quem governe a terra desde que o faça bem. Infelizmente não tem sido esse o caso.

    • Caro comentador. Pensamos que não deve colocar como nome a primeira coisa que lhe vem à mente pelo que pedimos que use um nome que não seja como o que escolheu ou teremos que impedir a publicação. Não custa nada usar um nome mais normal.

  3. O Curioso terá de começar a ser mais preciso nas informações que passa, por forma a ser correcto.

    EU não falei como pertencente ao Mais Concelho. Existiram outros que o fizeram.

    Estive ali, exclusivamente servindo de porta-voz a um grupo de MORADORES.

    Depois, eu não publiquei anteriormente o que ia falar. Sou contra essa estratégia.

    Uma das melhores estratégias é a surpresa e quem decidiu assim fazer, sofreu as consequências.

    Mas também queríamos ter prova, de que antes de irem para a assembleia, tinham lido o que se escreve por aqui. De facto ficou provado que antes de irem para lá, vieram ler o que se passava por aqui.

    Fico grato por isso.

    • Se tivessem lá estado, saberiam que ao meu lado estava uma pessoa bem conhecida da terra, militante comunista e nada tem a ver com o + Concelho, morador.

      O texto da minha intervenção publiquei depois de sair dali, que foi imediatamente a seguir ás respostas dadas pelo Presidente.

      Nada mais tinha ali a fazer ou ter pretensões de o que quer que fosse.

      O meu objectivo cumpriu-se que foi dar um primeiro passo e abrir caminho para reivindicações e exigências,que tragam justiça aos proprietários dos imóveis, tal bem como outro tipo de iniciativas de grupo, como corte de estrada, como já foi falado entre nós.

      Abaixo vou colar o meu texto que foi criado ontem ás 20H25 no meu caderno de rascunho.

      Obr.

    • Olha, este agora quer demarcar-se do grupo do Logrado porque a coisa correu pessimamente. Foi apenas a primeira barracada e já diz que não foi nada com ele. É muito bom para o Logrado, para além de aprender a não ser ingénuo nesta coisa da política, deveria perceber que num grupo onde cabe todo e qualquer personagem arrisca-se a figurinhas tristes como esta do Próspero que, pelo que julgo saber, se inscreveu no PCP há coisa de um ano e picos para, de seguida tecer as mais duras críticas àquele partido. Inteligência rara.

    • Penso que o @curioso do largo, não copiou este texto para a sua página, para que a informação fique completa.
      Agradecia que o fizesse, para que quem lê entenda toda a mensagem. Obrigado.

      Assembleia Municipal da Marinha Grande em 28-12-2012 » As minhas questões:

      Como porta-voz de um grupo de moradores, questões dirigidas ao executivo:

      “Gostaria de sensibilizar esta assembleia para um problema de décadas, que se vem arrastando e que está em franco agravamento.

      Trata-se do problema comércio de estupefacientes nas ruas do Casal de Malta, nomeadamente nas ruas Professor Melo Vieira e rua General Humberto Delgado, mas não só e que inclui toda a sua zona envolvente, onde frequentemente passam crianças para a sua escola e se deparam com esta realidade.

      Este é um problema dramático que não é apenas social e o é também na escala económica, em que os moradores se vêm debatendo à muitos anos e que todos os executivos não têm conseguido resolver.

      Pergunto se têm planeado alguma acção para combater este flagelo nesta zona especifica.

      Caso não sintam capacidade de resolver este problema, proponho trazer justiça ao local e tomar medidas compensatórias de melhoria da zona.

      Sabendo que nesta zona de proximidade, rondam em número os 520 fogos e que em média aproximada o seu valor patrimonial individual rondará neste momento os 50 mil euros e que em face a este flagelo, todos os imóveis se encontram desvalorizados em cerca de 20% do seu valor real, pergunto:

      Pergunto qual é a vontade do executivo criar aqui nesta zona especifica melhorias compensatórias e que tragam justiça aos seus moradores / investidores?

      Faço questão de frisar que esta desvalorização patrimonial nesta zona especifica, ultrapassa os 5 milhões de euros.”

    • Mas qual derbi? Não sejam ignorantes. Aquilo foram umas perguntas estudadas pelo executivo, eles já sabiam o que responder porque o Logrado divulgou nas redes sociais.
      Não achei nada de especial, de nenhum lado.
      Só tenho pena que tanta gente que aqui escreve seja tão fraca de espírito e pouco perspicaz.

  4. Esse grupinho queria um lugar na câmara – o Logrado talvez por protagonismo e oportunismo, o Correia por se ter chateado com o PSD e o Próspero por vingança também, pois o PCP não encontrou nele capacidades para pertencer ao partido da MG. Mas não pensem com isto que o Álvaro é melhor, porque ele como presidente de câmara é o mesmo que foi como presidente de junta: um zero à esquerda. Contínuo a afirmar que o PCP é o único partido com capacidades, como demonstrou já desde há muitos anos.

  5. Ó malta estavam à espera de que aparecesse um génio? E que génios há no grupo +concelho? É um grupo de ressabiados que só querem protagonismo. É normal nas pessoas de fracas ideias. Sabem de tudo mas só dizem coisas que não se encaixam neste concelho.
    Por digo: ALVARO não tenhas medo vai às urnas porque partido e a população está do teu lado.

  6. Vamos esperar para dia 7 e ver o que têm para apresentar.
    Com de diz ” aquilo que nasce torto …”

    É com grande desgosto que constato que as maledicências que por aqui houve acerca da inviabilidade deste projecto, sobretudo pela falta de uma liderança consistente e de linhas orientadoras.
    Ao invés do que estão a fazer, deveria ser um projecto alternativo e envolvente, que não hostilizasse quem está ou esteve no poder ou quem deles possa discordar ou duvidar, não tentasse apontar o dedo a ninguém ou incriminar mas que apontasse caminhos e linhas de actuação alternativas e mais adequadas às necessidades do concelho.

  7. Falam do que não sabem, estamos a pensar desistir de tudo isto, não pelo que especulam mas sim pela falta de gratidão. Chegará o momento em que se arrependerão de não terem acreditado no +concelho.

    Um Feliz e Santo Ano Novo!

    • Solicito a quem está a utilizar o nome “Fonte Seca” que não o faça.
      Informo que as publicações de 29 e 30 de Dezembro não são de minha autoria.

    • O Pedro Fonseca podia explicar aqui aos ingratos que razões teríamos para acreditar. Parece a conversa dos comerciantes quando dizem que a culpa de não venderem é que dos clientes que são ignorantes e só vão comprar a Leiria.

      Andam há tanto tempo (desde o tempo em que militava no PSD) a prometer e a dizer que têm ideias e a verdade é que ainda não se apresentaram publicamente. Fizeram foi figuras ridículas.
      Mais uma coisinha. Qual a diferença entre o Cruz e o Próspero?
      Deve ter uma vista privilegiada para nos dar essa informação.

    • Caro Anónimo das 22:08 – informo que o nome “Fonte Seca” foi utilizado indevidamente por alguém que pretende brincar. Peço desculpa por essa pessoa ou pessoas.
      Pedro Fonseca

  8. Já viram o parque que o Próspero fez na página do JPP?
    Se fosse a falar tinha ficado sufocado com falta de ar, tantas as coisas que disse de seguida. Despejou o saco.
    Estão bem um para o outro.

    Esta será a “nova” forma de fazer politica e de se relacionar com as pessoas com quem não se concorda.
    Onde é que ele aprendeu isto? Foi em casa, no partido ou no emprego?
    Possivelmente teve um contributo importante de cada um, com um toque pessoal de mau feitio.

  9. Este Prospero ou prostico é demais, escreve, escreve até dizer chega. Mas quando vê que escreveu de mais e ficou enrolado na sua própria teia, apaga tudo. Temos de reconhecer, o homem ficou conhecido, mas por razões menos boas. Todos o apontam como um lunático.

  10. Parece ser claro, que grande parte destes comentadores anónimos não bitaitam aqui por acaso. O objectivo é deitar abaixo qualquer coisa que se mova em sentido oposto aos seus interesses, mesmo que seja só uma sombra. O poder de fogo vem de diversas origens, mas os franco-atiradores sobrevalorizam os efeitos de todos estes fogachos, porque o universo de um blog, por muitas visitas que tenha, se esgota na distância a que se ouve um grito de insulto.
    Não percebo e considero um ultrage à inteligência de qualquer pessoa, que se propagandeie a ideia de que quem colocou as questões foi cilindrado, porque alguém respondeu à letra.
    Deixem-me só focalizar a minha atenção nas duas primeiras:
    Pergunta-se, considerando que estes edifícios estão dentro do raio de proteção de um edifício classificado (Palácio Stephens), se existe um parecer OBRIGATÓRIO do IGESPAR e se sim, qual é.
    Não sei qual foi a resposta, mas tenha sido ela qual for, a pertinência da pergunta é inquestionável, face à volumetria do acrescento que está a ser construído. Se, até agora, tínhamos um Quartel que foi premiado com o Prémio Limão (pior projeto) à época e a CGD que foi construída depois de demolido o bonito edifício onde funcionou o Colégio Afonso Lopes Vieira, vamos acrescentar mais esta aberração ao que nos resta de património construído com algum valor. É um atentado aos marinhenses, é uma obra cara e é completamente desnecessária.
    A questão, é que, mesmo que a Câmara tenha pedido o parecer e este tenha sido favorável, o mínimo de sensibilidade e de sentido de equilíbrio, deveria ter impedido aquilo.
    A segunda pergunta é consequência direta da primeira. No Planeamento e Ordenamento do Território, há diversos tipos Planos.
    O Plano Diretor Municipal (PDM), traça as grandes linhas de planeamento estratégico a um nível macro. Aprovado o PDM, a Câmara deveria ter produzido o Plano de Urbanização da cidade, que, devidamente enquadrado pelo PDM, deveria definir um conjunto de regras, muito mais apertadas, onde, para além da volumetria e da densidade dos edifícios, ficasse definida e estruturada uma rede viária fiável e coerente.

  11. (Continuação)
    A verdade é que nenhum executivo se empenhou neste desiderato, porque os responsáveis políticos pelo Pelouro do Urbanismo acharam que lhes era mais fácil e cómodo gerir esse pelouro sem PU, porque a banda de decisão era muito mais larga. É por isso que temos um prédio de três pisos na Rua 25 de Abril ( em frente à sede do PS) que era só de vivendas, temos prédios monstruosos na Ordem, Junto ao Sport Lisboa e Marinha, temos uma estrada de S. Pedro até à Guarda Nova, completamente desorganizada, com implantações de prédio com geometria variável, etc.
    Também não sei qual foi a resposta e nem preciso de saber.
    A pergunta é NUCLEAR e não deveriam ter sido só os visados a fazê-la, deveríamos ser todos nós, porque a ausência de Planeamento nos deve envergonhar e nos hipoteca o futuro.

    • Caro A. Constâncio. É indiscutível que existe uma falha grave de planeamento na terra. As questões colocadas são pertinentes e deveriam ter sido colocadas pela oposição há muito. Também a elas não sabemos responder. O que achamos é que na abordagem feita pelo representante do + Concelho também aí se notou existir falta do planeamento que é evidente. Em política, cada discussão é uma batalha que se vence ou perde. Ainda que haja sempre a possibilidade de ser dada resposta à letra, o que achamos é que a estratégia usada foi a errada. Aliás, isso é tão mais evidente quando um dos membros desse movimento se vem distanciar da estratégia usada dizendo que “Uma das melhores estratégias é a surpresa e quem decidiu assim fazer, sofreu as consequências.”. Foi mostrada uma fragilidade desnecessária de tivesse existido o bom planeamento que fala.

    • Já percebi!
      Para quem esteve tantos anos na política e integra um grupo, ou melhor um ajuntamento que pretende uma nova forma de fazer política e defende a forma atabalhoada e imprópria deste se apresentar, este comentário é mais uma achega “… para deitar abaixo qualquer coisa queres mova …”.

    • Caro A. Constâncio, surpreende-me essa sua opinião porque, deveria saber, assim como o pr´prio arquitecto que colocou a questão que, qualquer projecto aprovado e financiado com dinheiros públicos, em área de salvaguarda do património classificado, tem que obrigatoriamente ter o parecer favorável do IGESPAR. Por isso a pergunta não só não é pertinente como é absolutamente gratuita e desnecessária. Para além disso revela uma ignorância por parte do arqº. que não deveria existir. Quanto à definição do PU é verdade aquilo que diz, de facto a sua inexistência permite todo o tipo de arbitrariedades e a T. Coelho que o diga, mas permita-me uma questão: não foi ni seu tempo enquanto vereador que o PDM foi aprovado? e quanto tempo esteve em exercício sem definir o PU? Quanto ao comentário do Curioso acerca das questões que já há muito deveriam ter sido colocadas pela oposição, deixe-me apenas dizer-lhe que, normalmente,colocam-se questões quando não se conhecem as respostas, não é assim?

    • Caro anónimo. Se a oposição tem conhecimento das respostas, depois de tudo o que lemos durante o ano nos jornais, alguma coisa está errada. Tínhamos a ideia que da parte da oposição existia uma falta de informação para muitas das questões, tal como se têm vindo a queixar. Podemos ter ficado com a ideia errada!

  12. Para que não restem dúvidas, a partir da presente data passarei a usar uma conta da google – utilizando na mesma o nome “Fonte Seca”. Podia passar a usar o meu nome próprio mas quero manter o nome, por dois motivos: primeiro como reconhecimento pela amizade a quem me deu essa alcunha (Eduardo Lino) e segundo porque mantém vivo o nome/lugar da Fonte da Embra (localidade aonde resido desde que vim para a Marinha Grande com 5 anos de vida).

  13. As respostas ás minhas 2 questões na Assembleia Municipal que decorreu em 28-11-2012

    À primeira pergunta, respondeu o Sr. Presidente da Câmara da Marinha Grande. de forma evasiva, terminando com um “vamos ver”

    Quanto à segunda questão,o Sr. Presidente da CMMG não a referenciou e não respondeu.

    Naturalmente embaraçado com a questão, porque nunca ninguém antes assim a tinha colocado, nem nunca ninguém tinha antes contabilizado desta forma os prejuízos inerentes aos maus resultados das acções de controlo da boa ordem publica e do desprezo continuado de uma área especifica na cidade da Marinha Grande.

    • Uhauu, Faltava um génio como este próspero para vir colocar agora questões que nunca ninguém tenha posto. Até que enfim que aoarece alguém genial. Se foi a primeira vez que assistiu `a A.M., como consegue, qual entidade omnipreente, saber se nunca antes ninguém tinha colocados estas questões?

  14. Ao anónimo das 13.09
    Primeiro quero registar a elevação do seu comentário. Se todos, quando discordamos, em vez de recorrer ao insulto e maledicência, exercesse-mos o direito ao contraditório, com argumentos bem sustentados, ganharia o debate de ideias e todos poderíamos aprender um pouco mais.
    É claro que eu sabia que nenhum projeto poderia ser aprovado naquele local, sem o parecer favorável das entidades que tutelam a salvaguarda do Património. O que eu escrevi, é que ao cidadão comum não pode ser exigido esse conhecimento e mais importante, mesmo que tudo esteja a ser feito dentro da legalidade e estará, é legítimo que possamos questionar a qualidade do que se faz com o dinheiro público e emitir opiniões sobre os impactos que isso tem no nosso futuro coletivo.
    Sendo assim, o cumprimento da lei e dos regulamentos, não pode ser condição bastante para calar o direito de todos à indignação face ao que está a ser feito. Reagir, criticando, é um ato de cidadania de que não deveremos abdicar.
    Quanto à inexistência de um Plano de Urbanização e à sua relação com os anos que estive na Câmara, deixe que lhe diga que uma das condições que pus quando me convidaram para integrar as listas do PS em 1993, como independente, foi que jamais aceitaria ficar com o Pelouro do Urbanismo e Obras Particulares, manifestando a minha preferência pelos pelouros da Gestão Financeira, Desenvolvimento Económico, Educação, Cultura, Desporto e Tempos Livres. O que aqui relato está escrito, bem como estão escritas dezenas de Comunicações Internas em que alertava para a necessidade absoluta de fazer avançar o PU da Marinha Grande e os Planos de Pormenor do Centro Cívico, do Casal do Malta e da Marinha Pequena.
    Apesar de me terem atribuído, quando convinha, poderes e responsabilidades que não tinha, a verdade é que, porque não mandava, não fui capaz de impor as regras que esses documentos de planeamento iriam definir.
    Não faço juízos de valor e não especulo sobre o caráter de ninguém, nem sequer me pergunto de alguém ganha com esta descricionaridade.
    O que eu sei é que nós todos perdemos.

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