CMMGLenaSócrates

Desde que soubemos que as obras da resinagem tinham sido adjudicadas ao grupo Lena que houve algo que não nos soou bem. Todos sabem que aquele grupo foi considerado como sendo uma das “empresas do regime” no período do Sócrates. Quando soubemos que a proposta deles não tinha sido a mais baixa e que mesmo assim tinha sido adjudicada, ficamos ainda com mais dúvidas quanto à razão da escolha. Pelo que pudemos ler nas actas da câmara, a escolha foi feita porque a proposta do outro concorrente tinha termos em inglês e, por esse motivo, foi rejeitada, apenas pelo PS. Sempre achamos que esse argumento foi apenas a desculpa conveniente para que o grupo Lena pudesse não ser afastado. Agora que se sabe que o argumento a que a câmara se agarrou não tinha fundamento e levou à anulação do concurso, as dúvidas voltam à nossa mente. A maioria PS, com a abstenção da oposição, decidiu adjudicar a obra da resinagem a uma proposta mais cara do que a que foi apresentada pela empresa a quem o tribunal deu agora razão porquê? É que se não fosse o grupo Lena uma empresa ligada ao regime no tempo de Sócrates nenhuma dúvida havia! Ficam assim as dúvidas quanto aos argumentos invocados e à razão que está na base da decisão. Não é porque há uma decisão do Tribunal Central Administrativo do Norte que se pode assim tomar uma decisão que envolve milhões. Até podia ter passado, mas correu mal desta vez!


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3 comentários

  1. Mas onde está a dúvida que houve interesse em que fosse a Construtora do Lena a ficar com a obra? Foi sempre uma das empresas ligadas ao PS no tempo do Sócrates. Uma câmara PS só podia tentar ajudar os “amigos” e nada como arranjar uma desculpa para que outra proposta fosse aceite. É sempre assim com as obras públicas. Neste caso tiveram azar porque a empresa se queixou.
    Era importante saber-se os dados da outra proposta para que pudéssemos todos ficar a saber o que se passou e porque razão tinha que ser esta a ficar com a obra.
    Aqui cheira a favores, dos grandes.

  2. Que imaginação tão fértil deste curioso, do curioso e dos seus compinchas. Os compinchas devem ter muito tempo livre no local de trabalho para tanta imaginação, ai se o Alvarinho sabe disso. Esperem por quinta-feira e logo ficam a saber tudo, e deixem-se de especulações ridículas de quem passou pela cadeira do poder e nada fez.

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