EnsinoGovernoISDOMRelvas

Desde que o assunto veio para as primeiras páginas dos jornais que, cada dia que passa, as notícias são mais preocupantes. No momento em que já se pede a cabeça do Relvas, com razão, continuamos a estranhar que nada seja feito em relação ao estabelecimento que deveria ser de ensino. O Relvas pode ter aproveitado as falhas da lei e o facilitismo da universidade e, se fosse sério, ter-se-ia já demitido. Mas a culpa não é exclusivamente dele. Uma universidade que atribui a uma figura agora do governo uma licenciatura administrativa e que vê nisso algo de normal não pode deixar de ser um sinal de que o cuidado e atenção devidas com o ensino são muito fracas. Impunha-se que o ministro da educação, tão preocupado em exigir no secundário qualidade, fizesse alguma coisa para averiguar o ensino que ali é dado, se algum. Mas a acção da inspecção não deverá ficar apenas pela universidade mas também por todos os institutos a ela ligados. Pelo que agora temos conhecimento, até pelo que nos foi enviado relativamente aos docentes, a qualidade do ensino que é dado aqui na terra também poderá merecer uma acção inspectiva e uma atenção especial do ministério da educação. Um país que é pautado e conhecido por encontrar formas fáceis de atingir certos fins, sem privilegiar a qualidade, era previsível que a implementação do processo de Bolonha fosse dar lugar a esquemas e facilidades na obtenção de diplomas.


Seguir
( 0 Seguidores )
X

Seguir

E-mail : *

Comentar com conta do Facebook

comentario(s) no Facebook

2 comentários

  1. Nas minhas ocasionais passagens por este espaço, verifico, com alguma surpresa, que os habituais frequentadores ignoraram por completo este post, vá-se lá perceber porquê.
    Na ausência de opinião que prefigura um manto de silêncio sobre este assunto, na esperança de se poder dar razão ao primeiro ministro, que afirmou que este episódio é um NÃO ASSUNTO, entendi por bem tecer algumas considerações.
    Tenho por princípio, como forma de estar na vida, não promover ações, ou emitir opiniõe,que possam servir e alimentar campanhas de assassínio de caráter. Nunca, em toda a minha vida pública e privada, cedi à tentação de utilizar qualquer tribuna para pôr em causa o direito ao bom nome das pessoas. Alimentei muita polémica, travei combates, muitos nos jornais, mas nunca, em situação alguma,ataquei os meus opositores no plano pessoal.
    Este caso não será exceção, o que não me impede de afirmar a convicção, que sempre tive, de que estão no palco da vida política atual, personagens que o 25 de Abril apanhou na adolescência e que, sob o chapéu da liberdade e da democracia conquistada com o sangue suor e lágrimas de muitos, resolveram eleger como projeto de vida, uma carreira nas “JOTAS”, relegando para segundo plano a sua formação académica e cívica.
    Não é preciso recuar muito. Sócrates, Passos Coelho, Relvas, Seguro e muitos outros, completaram (ou não) os seus percursos académicos já muito tarde, porque acharam que a licenciatura era condição primeira para se fazerem aceitar quando e se, alcançassem patamares mais altos.
    O chamado caso Relvas, nem sequer comento. Não é preciso.
    O que me choca é que um Professor ilustre, mestre na disciplina do rigor que é a matemática e hoje Ministro da Educação, tenha tentado arrasar o esforço de muitos homens e mulheres que viram reconhecidas as suas competências no Programa Novas Oportunidades, se mantenha mudo e quedo perante estas fraudes.
    O que choca, mas já não me espanta, é que um primeiro ministro que chegou onde chegou ao colo do Relvas, continue a manifestar-lhe total confiança, por razões de taticismo político e de contagem de espingardas.
    O que me repugna é que seja este personagem o carrasco anunciado do serviço público de televisão em nome de interesses confessos, com as “Ongoings” e “Lojas Maçónicas” que por aí se movimentam, à espera de dividirem entre si o pecúlio que a todos pertence e que todos fomos pagando ao longo de décadas com os nossos impostos.
    Em nome da decência, este ministro com muitas pastas, já se deveria ter demitido. Se o não fizer, demitam-no.

  2. @A. Constâncio Caro A. Constâncio. Hoje lemos que irá ser pedida a inspecção à Universidade que, acreditamos, será uma forma de desviar a atenção para a instituição e tentar fazer com que se esqueça a parte do Relvas que, em vez de licenciado, tem um papel diz que o é. Isto leva ao que já antes escrevemos de que é absurdo que uma pessoa sem habilitações ou conhecimentos especiais, apenas porque tem cartão de militante, possa gerir os destinos do país.

Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado.

  
Please enter an e-mail address

Postar Comentário