Duas face da mesma moeda

CuriosoRelvas, Soares, Sócrates15 Comentários


Desde que o Processo de Bolonha entrou em vigor, a qualidade dos cursos superiores baixou de forma considerável. A necessidade de dizer que se tem gente com curso no país e a vaidade de muitos de dizer que são doutores levou a que passassem a conseguir-se cursos tirados à pressão e dar uma licenciatura no mesmo tempo que antes se dava um bacharelato. É uma forma de enganar os que acreditam que estão a aprender alguma coisa e dar a oportunidade aos vaidosos de acharem que são alguém. Ainda está por explicar como é que o Sócrates conseguiu ser engenheiro. Mas agora é o Relvas quem consegue, na Universidade Lusófona, tirar, num ano, uma licenciatura de 36 cadeiras que em condições normais seria tirada em três anos. Com o ensino como está, mais valia colocar dispensadores automáticos de diplomas à entrada das universidades. Conseguia-se dar o mesmo tipo de preparação com que muitos que por lá andam ficam e era mais rápido! Como hoje qualquer um já é doutor ou engenheiro, até os ministros, não admira que os que não precisam de se pavonear queiram ser tratados apenas pelo nome!


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15 Comentário em “Duas face da mesma moeda”

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    O ensino superior está uma vergonha. Em qualquer esquina se abriu uma universidade, pólos universitários ou institutos sem ter a preocupação de ter professores que saibam o suficiente para leccionar no ensino superior. Qualquer licenciado dá aulas sem que tenha seguido a carreira do ensino. Um exemplo disso é a universidade que funciona aqui na Marinha que tem professores que pouca ou nenhuma aptidão ou conhecimentos para isso têm. Muitos nem na profissão que exercem ao bons quanto mais para dar aulas. Como podem ensinar o que não sabem sequer por em prática no seu dia-a-dia.
    Muitos dos que ali estão é mesmo só para dizerem que têm o curso porque depois de espremido não sai nada.
    A qualidade do ensino está como nunca esteve.

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    E são estes senhores que fazem as leis que me obrigaram a esperar mais de 20 anos para reconhecer um Doutoramento a sério!
    Paulo Tojeira

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    @Paulo Tojeira Caro Paulo. Deveria ter tirado um RVCC ou um curso de conclusão rápida. Como hoje ouvimos na Radio Comercial, na crónica do Ricardo, que é isso de cursos em que se tem que estudar?

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    “António Valle, adjunto do governante, explicou nesta terça-feira de manhã que tal se deve ao facto de a Lusófona ter analisado o “currículo profissional” do actual governante, bem como o facto de ele ter frequentado “os cursos de Direito e de História”, o que permitiu que o curso fosse feito em menos tempo. Valle não esclareceu quantos créditos foram atribuídos nem quantas cadeiras Miguel Relvas fez na Lusófona.

    A única cadeira que o actual ministro tinha concluído antes de 2006 era uma de Direito, feita em 1985. Apesar de ter estado inscrito em mais dois cursos – História e Relações Internacionais. Quando pediu para ser admitido na Lusófona já tinha sido eleito deputado em várias legislaturas e ocupado o cargo de Secretário de Estado da Administração Local do XV Governo Constitucional.

    Segundo informação prestada anteriormente ao PÚBLICO por António Valle, Relvas inscreveu-se pela primeira vez no ensino superior em 1984, no curso de Direito da Universidade Livre (instituição que daria origem à Universidade Lusíada), uma instituição privada.

    Em 1985 concluiu, após frequência escrita e prova oral, a disciplina de Ciência Política e Direito Constitucional, com 10 valores. Em Setembro desse ano pediu transferência para o curso de História. Matriculou-se em sete disciplinas mas não fez nenhuma.

    Em 1995/96 pediu reingresso na Lusíada para o curso de Relações Internacionais. Não frequentou nenhuma cadeira.

    Só dez anos depois requereu admissão à Lusófona. O plano de estudos da licenciatura de Ciência Política e Relações Internacionais, publicado no site da universidade, contempla 36 disciplinas, distribuída por seis semestres, equivalentes a 180 créditos — o número de créditos que, por norma, é exigido para um grau de licenciatura desde que entrou em vigor o chamado Processo de Bolonha, que prevê a uniformização europeia da estrutura dos cursos superiores.

    Uma lei publicada em Março de 2006, meses antes de o actual ministro ser admitido naquela instituição de ensino, prevê que as universidades e politécnicos possam reconhecer “através da atribuição de créditos, a experiência profissional” de pessoas que já tendo estado inscritos no ensino superior pretendam prosseguir estudos. Esse diploma (Decreto-Lei 74/2006) diz que cabe às instituições de ensino definir os procedimentos a adoptar nestes casos. A Lusófona não forneceu ao PÚBLICO o seu regulamento para reconhecimento de competências profissionais. E António Valle disse que não podia, para já, dar mais explicações sobre como foi feito o reconhecimento do currículo do ministro.

    No dia 7 de Junho o jornal “Crime” publicou uma notícia com o título “Miguel Relvas não revela o seu percurso académico”. De então para cá escreveu outros artigos levantando dúvidas sobre o percurso académico do ministro.

    Na segunda-feira, no seguimento de informações que já tinham sido prestadas por Valle sobre o assunto, o PÚBLICO questionou o gabinete de Relvas sobre o processo de reconhecimento do percurso profissional do ministro pela Lusófona. Nesta terça-feira, o jornal “i” cita o próprio ministro que diz que o curso foi “encurtado por equivalências reconhecidas e homologadas pelo Conselho Científico” da Lusófona “em virtude da análise curricular a que precedeu previamente”. “Fiz os exames que me foram exigidos”, explicou.” –
    Jornal Publico Online http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/miguel-relvas-fez-licenciatura-num-ano-por-causa-do-curriculo-profissional-1553153

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    Uma universidade que atribui licenciatura por atribuição de créditos resultantes da experiência profissional é uma universidade da treta. Por isso ele se mudou da Lusíada para lá.
    Não é nessa universidade que dá aulas um que veio cá no 25 de Abril fazer uma palestra? Ora aí está uma forma boa da câmara ter gasto dinheiro a trazer cá tal figura.

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    A “Universidade” Lusófona? O ISMAG aqui na Marinha Grande? Burlas!!! É a desgraça de ensino superior que temos no país. O “chefe” da Lusófona é um desqualificado! E o Mendes, que é engenheiro e chefe do ISDOM na Marinha Grande é assim uma “coisa”… igual ao dono!

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    Não digam isso porque assim os que andaram lá a obter o canudo podem ficar ofendidos e começar a acreditar que afinal não têm nada que preste senão a vaidade de serem chamados de doutores.

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    Até para dizer mal é preciso arte.

    Não sendo preciso qualquer licenciatura para maldizer, é lamentável a falta de critério aqui representada pelas opiniões de anónimos energúmenos que exercem o direito à opinião.
    A opinião implica responsabilidade, a responsabilidade implica estudo e informação, e quanto mais estudo e informação menos a vontade de se ver misturado com indivíduos pequenos de carácter, como estes opinantes. Estes fulanos (os mesmos que apenas por terem direito a opinião disparam teorias e atravancam a vontade dos que têm iniciativa) já me cansam o neurónio.
    A Marinha Grande precisa é de obra. Mas que sei eu, que só disponho do bom senso que falta à maioria dos facciosos comentadores deste blog? Os mesmos que levaram ao encerramento de blogs de qualidade que no passado pontilhavam a vida cibernética da Marinha Grande. Sei que não é disto que se faz uma grande cidade. Vão é comentar futebol e assar chouriças, ou assim!

    Post Scriptum (por extenso para não se confundir com abreviaturas partidárias): Este texto é da exclusiva responsabilidade do seu autor e recusa qualquer influência partidária. Na humilde expectativa de ser alvo de vossas iluminadas (a petróleo) opiniões despeço-me com sátira.
    Levi Penafort (que é como quem diz, anónimo!)

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    Ao anónimo 8.
    É normal que o seu neurónio fique cansado. Normalmente tem-se mais que um. Deve ser um dos que tirou o curso na universidade do Relvas, própria para quem dispõe apenas de um neurónio.

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    Ó 8 não fique ofendido.
    Argumente antes com factos em vez de passar para o ataque, argumento dos que têm falta de argumentos.
    Ah, não custa nada por as virgulas no local certo. Tente, ande lá.

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    O anónimo 9 é douto em licenciaturas mal tiradas, mas não reconhece figuras de estilo. Dizem as más línguas que é preciso ter estilo para o reconhecer noutro e eu concordo.

    Não fiquei ofendido por nada, caro 10. Nem todos os que comentam o fazem em resposta a ofensas, pródigas de resto, nos vossos mal intencionados comentários.
    Quanto à vírgula tem razão. Devia ser um ponto final. Mas esse não deveria ser eu a pôr, punha-o o Sr. se tivesse o bom senso para tal.

    Eu com verdades lido bem, lido mal é com as suas suposições. Já os vi a começarem com suposições e acabarem com supositórios. Não lhe desejo tal destino.

    Ah e podem referir-se a mim pelo meu nome, por Sua Eminem ou por Soutô.

    Levi Penafort

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    “O presidente da Associação Portuguesa do Ensino Superior Privado (Apesp), João Redondo, admite que não conhece outros casos de alunos que tenham visto reconhecida a sua experiência profissional de forma a concluir um curso de três anos em apenas um, como no caso da licenciatura de Miguel Relvas na Universidade Lusófona.

    «Haverá, certamente, alguns casos de creditação da experiência profissional com o objetivo de as pessoas continuarem a prosseguir os seus estudos. Mas casos como este não conheço, a não ser este, sinceramente», afirmou, na TVI24.” TVI24

  13. Avatar

    O Relvas teve o percurso profissional para lhe dar o curso sem ter que estudar como todos os outros que não usaram as cunhas ou esperteza para conseguir o diploma. Há os que convidam os professores e directores das universidades para eventos para assim ter créditos.

  14. Avatar

    O que aqui se diz é que a instituição (U. Lusófona, ISDOM)não é séria. Divulguem com seriedade o corpo docente, os conselhos cientifico e pedagogico, etc. Quem lá estuda fará o melhor que pode, de forma séria. Os alunos sérios não têm que ser envolvidos da chafurdeira dos donos! O Mendes (chefe na Marinha Grande) e o Damásio (dono do circo todo) sabem do que se trata!!!

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