O casamento da oposição

CuriosoÁlvaro, Cascalho, CDU, PS, PSD, Santos22 Comentários


Com a chegada do período dos santos populares, começam as festas um pouco por todo o lado. De todos, o Santo António é o mais conhecido, sendo identificado como o santo casamenteiro. Esta ideia leva-nos ao “casamento” que acreditamos que poderá surgir com o objectivo de não permitir que o actual executivo possa manter-se após as próximas eleições. Ainda sem que se saiba quem irá encabeçar as listas, acreditamos que o Cascalho não se importará de aceitar e de levar o Santos, se aceitar ser o candidato, ao colo para que o PSD possa não perder os votos que conseguiu nas últimas eleições e com isso permitir que o Álvaro não consiga os votos daqueles que, mais à direita, votarão PS ou abster-se-ão se não existir candidato credível. Para a CDU será essencial que o PSD tenha um bom resultado. Apesar de não sabermos se já há contactos entre ambos, ainda que informais, estamos certos que eles surgirão. Apesar de haver a sensação que o actual executivo cometeu erros que poderão vir a penaliza-los, a posição apagada que o PCP tem tido a par com o que muitos não entendem ser alguma permissão de passagem de algumas medidas por parte do vereador do PSD poderá obrigar a que tenham que ser unidos esforços para que exista uma mudança após as próximas eleições. Santo António poderá assim ter que fazer das suas para conseguir unir as forças da oposição ou dar-lhes uns puxões de orelha por se terem esquecido de fazer oposição.


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22 Comentário em “O casamento da oposição”

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    Não tenho dúvidas que a decisão que vier a ser tomada pelo PSD será determinante para o resultado nas próximas eleições. Um bom resultado para o PSD poderá determinar a perda por parte do PS e a vitória da CDU.

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    Caro amigo Curioso,
    Isto é que é imaginação!
    Confesso que nunca tal me tinha ocorrido. Melhor, para quem gosta de unanimidades, só mesmo uma união PSD, PS e CDU.
    Mas a CDU merece melhor!
    Abraços.

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    @Carlos Logrado Caro Carlos Logrado. Poderá ser imaginação. Poderá não haver contactos formais. Poderá não ser apenas imaginação ou mesmo não se conseguir demonstrar os contactos mas não será do interesse da CDU que os votos não se concentrem no PS, sabendo-se que o eleitorado da CDU é fiel? Claro que o interesse em que existe uma votação noutro partido que não o PS poderá estender-se também a uma lista de independentes, ou não concorda? Não concorda com o aparecimento de uma lista de independentes que possa captar os votos dos descontentes do PS?

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    Caro amigo Curioso,
    O termo “independentes” está excessivamente banalizado, serve para tudo e todos. Neste momento é quase perigoso utilizar.
    Eu prefiro projectos supra-partidarios, embora reconheça que é quase utopia serem projectos vencedores.
    Ideal seria que, para além do aparecimento de um projecto desta natureza, os partidos potenciais vencedores, PS e CDU se abram à comunidade e se candidatem com base em projectos para o concelho.
    O povo, seguramente, escolherá o melhor projecto!
    Abraços.

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    @Carlos Logrado Caro Carlos Logrado. Tem, tanto quanto nós, a noção do que se passa na terra e sabe que da arte da CDU não existe acção e da parte do PS existe conclusão de projectos que outros deram início. Do PSD também nada se sabe ou vê. Falar em projectos de partidos políticos que sejam submetidos a sufrágio parece-nos irrealista.

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    Que diálogo.
    Estou espantado!
    Que grande estratégia! Porque não juntar uma lista com o Álvaro, o Cascalho, o Santos e o Logrado?
    Com 4 vereadores teriam maioria.

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    Caro amigo Curioso,
    É permaturo concluir que “não existe acção”, da CDU ou PS. Para os dois partidos “obrigados a vencer”, ainda é cedo para iniciar o calendário eleitoral.
    Agora é hora de envolver a comunidade e trabalhar os “Projectos”, só depois faz sentido escolher candidatos.
    Felizmente no concelho, em todos os quadrantes partidários e apartidarios, existem muitas pessoas com vontade, perfil e capacidade para serem candidatos.
    O erro sistemático, do passado, foi previligiar o “candidato” em desfavor do “projecto” e, infelizmente, o resultado está à vista.
    O concelho da Marinha Grande merece mais e melhor e isso obriga à participação de todos.
    Abraços.

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    @Carlos Logrado Caro Carlos. Prematuro?! Estamos com três anos de mandato cumprido e não devemos apenas olhar para o que são os últimos meses porque esses, já se sabe, são aquele em que se mostra ou tenta mostrar trabalho, seja por parte da oposição seja por parte de quem está no poder. Nestes três anos consegue apontar acções que foram desenvolvidas por um e outro lado?
    Relativamente a procurar-se o “candidato” é, no nosso ponto de vista, por onde tem que se começar porque estamos a falar de eleições autárquicas onde, mais do que o projecto que está por trás (e na maioria dos casos não existe) são as pessoas quem conta. Como refere, há muitas pessoas com perfil mas não podemos esquecer que os projectos quem os faz são as pessoas e não são as pessoas que se adaptam aos projectos.
    Como sabe, é reconhecido como sendo um dos potenciais candidatos. Independentemente do que seja o projecto, os eleitores irão olhar para as pessoas até porque já muito poucos acreditam em promessas eleitorais.
    Em teoria, o que refere está correcto mas, no nosso ponto de vista, não é possível por em prática.

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    Este diálogo entre comentadores está muito interessanta – Curioso = Logrado, Logrado = Curioso. Espelho meu…espelho meu há alguem mais competente que eu?

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    Pior que o Cascalho e impossivel….é preciso uma força de salvação de todos os partidos/gente/seres vivos para impedir mais 4 anos de desgraça na nossa terra!!!Do Cascalho é só conversa fiada e preconceitos sociais..irra..

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    Caro amigo Curioso,
    Concordamos em muito, mas neste caso temos opinião radicalmente oposta.
    Julgo mesmo, que o que defende constitui a gênese do mau desempenho dos diferentes executivos camarários, pese embora terem tido, sempre, algum bom elemento.
    Eu sei que somos todos um pouco Sebastianistas e marcados pelo falso conceito do homem providencial, mas não acredite.
    O mais importante é o “Projecto”. Líder, deve ser quem melhores condições possuir para implementa-lo e a sua escolha feita à posteriori.
    Abraços.

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    Caro amigo Curioso,
    O “Projecto” a que me refiro, é muito mais abrangente e virtuoso que o conjunto de “projectos de obras públicas ou afins” em execução ou a executar.
    Refiro-me, obviamente, ao “Projecto integrado de desenvolvimento do Concelho”, onde a criatividade e participação da Comunidade, têm de ser muito mais importantes que os meios financeiros, públicos, disponiveis.
    Meios esses cada vez mais raros, também, por culpa de executivos camárários que os utilizaram e utilizam, com critérios duvidosos, em obras públicas: desadequadas ao interesse da comunidade; insustentáveis; de baixo efeito multiplicador.
    Infelizmente no Concelho, pelo menos, 3 obras emblemáticas, lançadas pelo anterior executivo e a concluir pelo actual, são disso exemplo: Resinagem; Casa da cultura; Vias paralelas na zona industrial. As duas primeiras, ainda a tempo (sem alteração da data de inauguração), de repensar os projectos e adequa-los aos interesses da Comunidade.
    É ainda cedo para avaliar o desempenho do executivo e da oposição, ainda que – está a vista de todos – a perfomance seja péssima. Material para tal não faltará. No entanto, esta acção tem mais efeitos eleitorais, do que correctivos à tragétória descendente do Concelho.
    Insisto! Urgente, é o inicio dos trabalhos para elaboração do “Projecto integrado de desenvolvimento do Concelho”, que cada um dos partidos e plataformas supra-partidarias – potenciais concorrentes às próximas eleições autarquicas – devem elaborar e apresentar ao eleitorado.
    O “Projecto” deve ser o Santo Graal de quem vencer as eleições, independentemente do lider, que cada partido e plataforma escolher para o executar.
    Para o bem do Concelho é desejável que todas as candidaturas apresentem:“Projecto” que as diferencie, integrem os seus melhores membros, sejam constituidas por equipas de grande qualidade, previligiem a criatividade e a inovação, tenham grande capacidade de trabalho e se abram à Comunidade.
    Ganhe quem ganhar, só assim conseguiremos inverter a tendencia descendente da performance dos executivos câmarários e, por consequencia, do Concelho.
    Será isto utopia? Será isto possivel?
    É verdade que é uma abordagem inovadora, no Concelho, mas aplicada com sucesso em vários outros. Para mim, para além de possivel, é imperativo. Se tiver condições, participarei activamente para demonstra-lo!
    Abraços.

  13. Avatar

    Caro amigo Curioso,
    estaria interessado em integrar uma plataforma para desenvolvimento de um projecto desta natureza.
    Abraços.

  14. Avatar

    @Anónimo Caro anónimo. Não temos ambições políticas e a nossa contribuição para o que possa ser melhorar o estado de letargia a que a terra chegou está circunscrita aos limites deste Largo.

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    Caro amigo Curioso,
    a sua resposta não nos convenceu.
    A visão estratégica sobre a terra e a clareza de pensamento que tem evidenciado, dão-lhe obrigações acrescidas. Não se trata de ambições políticas mas de pôr a sua lucidez ao serviço de toda a população. Trata-se pois de serviço público e não de servir-se da política, que é o que têm feito os nossos políticos.
    Para quem como nós AMA A MARINHA, a sua presença seria uma mais valia, uma lufada de ar fresco.
    Não deixe por isso que a humildade que tem revelado neste seu interessante blog, impeça o seu valioso contributo para o bem comum.
    Rendemos-lhe a merecida homenagem ao que tem feito pela terra através desta plataforma, onde opina e sabe ouvir os outros, mas pedimos um pouco mais, porque é uma pessoa com valor.
    Abraços.

  16. Avatar

    @Anónimo Caro anónimo. Agradecemos o que escreve mas entendemos que qualquer projecto politico, independentemente do que possa ser o que está na sua base, tem como executores pessoas e é nelas que se tem que confiar ou acreditar. O “convite” parte de um comentário anónimo e, independentemente de mantermos o que antes referimos, qualquer reapreciação passaria sempre por conhecer quem está disponível para executar um projecto. A politica séria faz-se, na nossa perspectiva, com seriedade e não como tem sido feita até agora assente em interesses partidários, quantas vezes subjugados a interesses pessoais ocultos.

  17. Avatar

    O Carlos Logrado cumpriu o seu dever cívico de participar na discussão do PDM?
    Se não foi perdeu uma optima oportunidade para participar e dar as suas sugestões.

  18. Avatar

    Caro anônimo,
    Claro que estive na “pré-apresentação da revisão do PDM”, na Moita e na Marinha Grande.
    Embora se trate de uma acção da campanha eleitoral do PS, é de elogiar a iniciativa.
    Se tivesse estado presente, veria que houve muitas intervencoes de grande qualidade.
    Eu, obviamente, também contribui com as minhas modestas opiniões.
    Abraços.

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