Máquinas em manobra

CuriosoCMMG, Vieira, Vieiria8 Comentários


Depois de lermos um artigo num jornal de Leiria, fomos dar uma vista de olhos à Praia da Vieira. Sabemos que o que tem mantido aquele local vivo tem sido o turismo. Mal ou bem aproveitado, tem sido o que tem permitido que aquele local não morra. A actividade piscatória tem dado algum contributo mas depois de vermos o modo como estão a ser usados os  meios parece-nos que deveria haver uma maior articulação entre as duas actividades e quem manda deveria por os olhos nisso. A praia é o local onde todos gostamos de estar a apanhar um pouco de sol. Com o movimento de tractores que se vê existir na praia, a maior parte deles em más condições de funcionamento e manutenção, com fugas de óleo e combustível, não nos deu vontade de sequer por um pé na areia. Muitos dos que ali poderiam querer ir poderão sentir o mesmo e escolher outros destinos. As preocupações ambientais, sempre tão em cima da mesa, parecem estar aqui a ser postas num segundo plano. Gasta-se tanto em tantas coisas mal feitas, não haverá forma de corrigir este problema que poderá afastar quem gosta de desfrutar da praia?


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8 Comentário em “Máquinas em manobra”

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    Na Vieira de Leiria, a xávega surge no princípio do séc. XIX
    Quase desaparecida em meados do sec. passado, está-se agora a assistir ao seu renascimento na nossa costa e ao recrudescer das pescarias artesanais, mas que só pode ser exercida com a chamada arte de xávega, que é uma arte de alar (puxar) para terra e o esforço de tracção necessário à alagem da arte pode ser origem mecânica (trator) ou animal (boi ou burro), incluindo-se nesta também a força braçal humana.

    Por aqui, os tractores estão em mau estado de funcionamento como afirma o Curioso, resta a solução da tracção animal, mas os burros ou foram para a politica ou estão na posse dos ciganos, mas estes últimos muito mal tratados, os bois locais recusam-se a fazer esforços deste tipo…era o que faltava.
    Por acordo inter-regional estabeleceu-se um protocolo com o Alto Barroso para a aquisição de duas chegas de bovinos barrosã, mas surgiu um problema técnico nos entretantos, os custos em fraldas para animais deste porte, seriam completamente insuportáveis à economia local dos areais da Praia da Vieira.
    O mais garantido é entrarem em funcionamento sem reservatório de fezes, tal como se fazia antigamente…mas daí não vem mal ao mundo.

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    … a bosta até pode ser um bom chamariz turístico, a sua reciclagem de certo vai trazer muitos curiosos: a forma fumegante como se solta dos animais, o impacto com o areal que a torna semelhante a uma merendeira, a tostação solar, a recolha manual para gamelas, a composição em estrequeiros em camadas alternadas com outros materiais orgânicos e finalmente a aplicação deste composto na agricultura de subsistência, será sem margem para dúvidas de grande utilidade, curiosidade e insentivo para ocupação dos tempos de lazer dos desconhecedores da “física” em tempo de crize “…nada se perde, tudo transforma”. Poupamos no combustível e no ambiente, as pessoas o País ficam a ganhar.

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    E estava a Praia da Vieira tão sossegada, turistas, banhistas,pescadores, mirones, compradores de peixe, moscas no carapau alimado, cascas de tremoços no chão e pronto: foram para lá estes caramelos “cagar” umas postas de pescada e borraram a praia toda. Agradece-se que não voltem lá que o cheiro a “merda” já tresanda.

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    @Anónimo Caro anónimo. Sabemos que a educação está pelas horas da morte e que o acesso ao ensino, apesar de tendencialmente gratuito, não é para todos. Pedimos, no entanto, que use contenção nos termos que escreve porque não podemos escrever tudo o que habitualmente nos sai pela boca.

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    Caro senhor Curioso, tem razão quanto ao exagero do parque de tractores a funcionar no areal da Vieira, ao inevitável risco de contaminação do areal e à grande perturbação de quem pretende fruir da praia para um merecido descanso. Podem estar a atirar o bebé com a água do banho. No entanto, esteve muito mal no comentário 4. Talvez por ignorância, até porque escolheu ser macaco e não gaivota, foi insensível à ironia do comentador que descreveu com bastante rigor e humor, os usos e costumes complementares da arte xávega. No meu fraco supor, como por cá se dizia, o comentador só exagerou no emprego dos burros para puxar as redes, quando eles eram utilizados, numa segunda fase, para transportar nos alforges o peixe destinado à venda porta a porta, conduzidos à arreata pelas peixeiras por esse distrito fora, até que vendida a carga sabe-se lá quando, completavam a tarefa transportando as donas montadas à ilharga. Tarefa bem árdua e diferente de alguns que o comentador alude estarem hoje instalados na política, porque outros asnos, como nós, permitimos que tomassem o freio nos dentes.
    Faltou também, em termos de excrementos, a caracterização dos empelos fecais dos burros, bem diversos das poias com que os bovinos generosamente brindam a natureza e o ciclo biológico.
    Por mim, apesar de achar imprópria a desenfreada exploração da praia e desvirtuada a permissão legal, achei piada ao comentário. Mas se o Curioso viu má formação no escrito do comentador, que dizer da forma como remata o comentário da resposta?

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    @Praias e mentes poluidas, Caro Praias e mentes poluídas. Entendemos ironia e humor. Temos dificuldade em entender a utilização de palavras que podem ser entendidas como palavrões.
    Não entendemos a questão que coloca. Quando se fala, o que se diz depois de dito nada há a fazer. Quando se escreve, antes de permitir que outros leiam pode ser revisto. Por isso existe diferença entre o falar e escrever, sendo que quando escrevemos devemos ser ponderados e não nos deixar ir pelo entusiasmo que pode existir quando falamos. Palavra dita não pode ser retira enquanto que a escrita pode e deve ser revista entes de dada a ler.

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    Por questão de principio, não consigo conviver com um erro sem o assumir. É o caso, interpretei mal o comentário 3 a que o Curioso se referiu, sem perceber que não era o remate dos dois anteriores.
    Quanto ao resto, é como diz, está dito, está dito!

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    @Praias e mentes poluídas, Caro Praias e mentes poluídas. Devido à utilização de termos impróprio tivemos que activar a moderação de comentários. Posteriormente colocámos um filtro para que palavrões não apareçam. Ainda assim, há quem teime em usar termos que consideramos incorrectos. O comentário que fizemos e a que se referiu apenas tinha a ver com o tipo de linguagem usada. Podendo não ser muito prático, sempre que há resposta a um comentário aparecer no início o símbolo “@” e, se clicar na palavra deverá ser conduzido ao comentário ao qual se responde.

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