As obras na Resinagem

Categoria CMMG, Resinagem by Curioso11 Comentários


Ontem lemos algo que nos deixou com a pulga atrás da orelha! Nas notícias de há um ano atrás lemos que a obra tinha sido adjudicada e que iria demorar 480 dias. Ontem lemos, por informação que acreditamos tenha sido facultada pela câmara, que a obra tinha iniciado em Outubro de 2011 e que apenas terminará em Fevereiro de 2013. Fomos aos arquivos e encontrámos a deliberação de adjudicação da obra. No dia 10 de Fevereiro de 2011 a câmara, com três votos a favor e quatro abstenções, deliberou adjudicar a obra. Tanto quanto conseguimos saber, o início do prazo para conclusão da empreitada começa a contar do momento em que a deliberação de adjudicação é comunicada à empresa concorrente. Mesmo que tenha demorado uma meia dúzia de dias a ser feita essa comunicação, os dezasseis meses que a obra deverá demorar estão a terminar. Entre a informação que a câmara terá facultado e o que consta nos papeis, que não mentem, parece assim existir um espaço inexplicável de oito meses entre o momento da adjudicação e o que parece ser considerado como o início da obra. São estas coisas que depois nos levam a pensar que alguma coisa está mal!


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Comentários

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    Em relação às obras da rua da industria acontece o mesmo! Mais uma prova da falta de ética e do modo de actuar de Alvaro Pereira e dos seus compinchas.

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    A noticia que aparece no jornal é mais uma encomenda do PS e uma ajuda que eles estão a dar para tentar mascarar o que verdadeiramente se passa. Pode também ser uma forma de vingança por ninguém o ter querido para a concelhia que hoje vai a votos, apesar de se ter andado a por em bicos dos pés para ver se alguém lhe dava atenção, e assim transfere a ajuda que podia dar ao PSD para o PS.
    Depois de ler a acta da câmara é evidente que há muita coisa mal explicada até mesmo o facto de ter a obra ter sido apenas aprovada com os votos a favor dos três do PS.

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    Eu também li ontem que as obras são para terminar em Fevereiro de 2013 mas depois de ler esta parte da acta não tenho dúvidas que alguém está a manipular os números.
    Já agora, podia o Curioso facultar a acta integral?

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    Não estou a defender ninguém, no entanto não se esqueçam que os prazos começam a contar a partir da decisão do tribunal de contas, e posterior assinatura do auto e não da adjudicação. Pelo que era necessário era saber essas datas. A data de adjudicação nada importa.

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    o prazo da obra começa a contar da consignação da obra, nada tem a ver com a adjudicação. A consignação é a data, (que deveria ocorrer pouco tempo depois da adjudicação), em que o dono de obra disponibiliza, total ou parcialmente, o local da obra, com todos os projectos, peças escritas e desenhadas.

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    Cara Margarida entre a adjudicação e a consignação da obra há que contar com a assinatura do contrato de adjudicação com o empreiteiro, o envio de todo o processo para o visto prévio do Tribunal de Contas e que este dê o visto. Só após estes procedimentos a obra estará em condições de ser consignada e iniciada.

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    Destaco a declaração de voto da CDU:
    “A presente deliberação não poderá merecer o meu voto favorável porque entendo que o simples facto da utilização de meia dúzia de palavras em Inglês no cabeçalho dum documento, não é razão legal suficiente para a exclusão da proposta de um concorrente. Além do mais, a proposta excluída até é aquela que apresenta o melhor preço e, considerando ainda que o Júri do Concurso não vislumbrou nessa proposta quaisquer outras falhas, erros ou omissões, essa seria provavelmente a candidatura vencedora.
    Nestes termos, considero que, face ao motivo da exclusão do concorrente que apresenta o melhor preço, caso tivessem subsistido algumas duvidas na tradução dos termos, deveria ter sido pedido ao mesmo, em tempo útil, o suprimento dessa falha, tendo em conta que esse erro é um erro suprível e não belisca em nada o mérito da sua proposta.
    Face ao exposto, o meu sentido de voto deveria concretizar-se como voto contra, por a decisão da exclusão deste concorrente resultar em sérios prejuízos para o erário público e consequentemente ficar com imensas dúvidas sobre o porquê de tal decisão.
    No entanto, considerando os resultados negativos que poderiam advir para a Câmara Municipal da Marinha Grande, caso o concurso fosse anulado, nomeadamente em termos de prazos de conclusão da obra e financiamentos comunitários, decido abster-me na votação.”

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    A construtora do Lena foi sempre considerada como uma das empresas de regime da governação de Sócrates. Admira alguma coisa que tivesse a câmara decidido entregar a obra a essa empresa? Claro que não. É apenas o seguimento normal do que foi a maioria das obras adjudicadas durante o período de governação PS. Como diz o outro, não há coincidências.

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    Eu não quero defender ninguem, mas por acaso não se lembram que após a adjudicação houve uma empresa que recorreu da decisão de adjudicação a esta empresa, alegando que apresentou um orçamento mais barato, e como tal emquanto isto nao ficou resolvido pelo tribunal as obras não puderam sequer ter inicio, penso que seja por isso que demorou tanto a iniciar-se as obras. É só a minha opinião.

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    A tática é velha mas ainda dá bons resultados, encomenda-se a divulgação de forma ajeitada num jornal cooperante, embaralha-se a mente ao povo pagante no momento certo e mesmo em cima de uma reunião da assembleia municipal. É de mestre… a música “sinfónica” também faz adormecer.

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