CMMGUDL

Esta semana poderemos ir ouvir aquele que não pode deixar de ser considerado como um dos dinossauros da política local. Afastado pelo seu partido, manteve-se sempre fiel ao que foram os seus ideais. Anos depois de ter estar fora e quando muitos pensavam que seria algo que nunca faria (ainda mais onde é), ei-lo pronto a aparecer. Incompreendido por muitos, atacado por alguns, passou os últimos anos na vida política activa isolado e, até hoje, sem que se percebam as razões que levaram a tal isolamento. Dos muitos defeitos que há-de ter, como todos nós, de um pensamos que não poderá nunca ser acusado: falta de seriedade. Goste-se ou não das suas ideias e ideais, a política local necessitava de alguém assim, firme nas suas convicções e respeitado pelos vários quadrantes políticos. Teimoso na defesa do que acredita ser o caminho certo (ainda que não o seja), Barros manteve-se intransigente em alguns assuntos que ainda hoje não têm melhor solução. A solução para o mercado que, apesar de não ser o ideal, continua a ser melhor do que alguma outra câmara conseguiu; manteve-se firme no assunto da portela e acreditamos que, teria tido outra solução para o assunto do União. Tínhamos esperança que, tendo o Cascalho ido às suas cavalitas para a câmara, pudesse ser um pouco mais parecido com o que ele foi e fizesse uma oposição forte (bastava que fizesse oposição) mas, infelizmente, enganamos-nos. Seja como for, Barros é a prova de que as árvores morrem de pé.


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20 comentários

  1. É uma boa oportunidade para conhecer qual o seu pensamento e opinião sobre a actuação do MCI neste mandato. Recordo que apoiou publicamente e até há quem diga que foi um dos impulsionadores, juntamente com o seu grande amigo, de longa data, Artur Oliveira.

  2. O João Barros apoiou no final das eleições o MCI mas não foi ele quem o criou ou impulsionou. Isso não está correcto.

  3. O MCI é de facto um produto do Barros.Não foi por acaso que ele e o Artur de Oliveira eram unha com carne e se entendiam bem.Aliás Artur de Oliveira,dizia em todo lado que Barros Duarte também podia ir nas listas e que apoiava o MCI.E era verdade como se comprovou.Só não alinhou à ultima da hora porque é manhoso e ao contrario do que se diz,não sempre assume os seus actos.Diz uma coisa pela frente e faz outra por tráz !

  4. Ao anónimo 7 posso ajudá-lo do seguinte modo: foi presidente de câmara três vezes, tendo cumprido dois mandatos e meio. Durante o tempo que foi presidente fez uma gestão rigorosa, tendo sempre deixado dinheiro para os que o seguiram. Fez as obras que o concelho necessitou e, por exemplo, deu inicio à zona desportiva e construiu o estádio onde hoje alguns se pavoneiam.

    Tem um percurso de vida que coloca qualquer um a um canto.

  5. É este o trajecto de vida deste homem que muitos não compreendem: há 50 e tal anos começou a trabalhar como vidreiro; foi empregado do Sindicato dos Vidreiros; trabalhou em Lisboa numa empresa de automóveis; foi trabalhar para as finanças como aspirante; foi para o Funchal para o BNU e daí para o BNU em Lisboa; foi preso preso político e por esse motivo despedido do Banco; trabalhou como chefe de contabilidade; depois foi chefe de escritório numa outra empresa; trabalhou depois como chefe de escritório numa outra empresa; foi guarda-livros; mais tarde é colocado na Inspecção do BPA; daí passou para a direcção comercial do banco; por nomeação do governo, passou para administrador da Manuel Pereira Roldão; por nomeação do governo, foi administrador do Banco Pinto Magalhães; passou para o BPA como decisor de crédito e director comercial; à noite, em Lisboa, trabalhava como contabilista para algumas empresas; foi depois para o BCP até se reformar; foi Presidente da Câmara da Marinha Grande em 1978, entre 1984 e 1985 e em 2005 até Novembro de 2007; continua a ser membro da Assembleia Municipal de Almada (onde está desde meados dos anos 80); é também membro do Conselho do Hospital de Santo António dos Capuchos na Amadora.

    Os que lhe seguiram que têm a mostrar ao pé disto?

  6. Para quando ouvir o que os actuais membros da oposição pensam? Seria interessante ouvir o Cascalho, o Santos e o Chanoca. Porque não um debate a três? Fica o desafio ao SOM.

  7. Então, ninguém diz nada sobre a conferência de ontem no Operário?
    Estão a gozar o feriado? compreende-se… mas, se por acaso pensarem num post, pedia o favor de informarem quem eram, na altura, os dirigentes do PCP.

    Uma Santa e Boa Páscoa.

  8. A conferência não teve nada de interessante. O João Barros não disse nada de novo. Apensa esteve ausente o entrevistador habitual. Porque terá sido? Terá tido a ver com os problemas entre eles? Tirando isso, não foi algo que tivesse justificado o tempo que lá passámos.

  9. Refiria-me aos dirigentes locais e, o período foi aquele, em que correram com o Presidente democraticamente eleito pelos munícipes deste Concelho.
    Não votei no Senhor, sei que não tinha bom feitio, mas não gostei da deslealdade que lhe fizeram e, como munícipe, só lhe tenho a agradecer o que fez pelo Concelho.
    A entrevista foi interessante e esclarecedora. O ex-Presidente, não se queixou dos dirigentes Nacionais, antes pelo contrário e, é por isso que seria conveniente saber quem eram os dirigentes, locais, da época.

  10. Sei que estamos em férias da Páscoa, mas estou com bastante interesse e curiosidade, em saber, se já apuraram a informação, sobre o que o Ex-Presidente da Camara da Marinha Grande (3 mandatos) expôs na dita conferência, não vejo qualquer, simples, referência, nas habituais redes sociais, sempre prontas a opinar sobre tudo e todos. Quem não sabia, ficou a saber que havia coisas (negociatas) muito escuras, para onde o queriam arrastar.
    Queixou-se dos dirigentes locais da época, mas escusou-se a colocar nomes e que teve a Lealdade de uma Camarada, que o avisou da tramóia “canalhice” que lhe estavam a preparar.
    A terminar e, em jeito de desabafo, sempre sem nomes, falou de um sindicalista, que na fábrica nada fazia e, que até ensinava os operários a absterem-se ao trabalho.
    Assim, seria proveitoso que os nomes dos ditos dirigentes fossem tornados públicos, para que todos nós ficássemos a saber com o que podemos contar.
    Nunca votei no Ex-Presidente, mas sempre respeitei os seus mandatos, porque foi eleito pele maioria dos Munícipes deste Concelho e, é justo que saibamos quem o retirou do lugar onde Todos Nós o colocamos.
    Só um á parte, admirei e registei o gesto de Ex-Presidente, quando entrou na sala, em direcção ao seu lugar, teve a gentileza de cumprimentar os amigos, os conhecidos e os anónimos desconhecidos que lá se encontravam e, dos quais eu fazia parte.

  11. Aguardei, até hoje, que dessem alguma informação, mas talvez, tivessem assuntos mais importantes a tratar.
    De qualquer forma, o meu muito obrigado, mas este assunto, já está a ser debatido, só hoje, numa rede social local.
    Talvez, também á manhã o Jornal diga mais qualquer coisa sobre o queremos saber.

  12. @Anónimo Caro anónimo. A sua questão não foi nem está esquecida. Ainda não conseguimos foi confirmar os nomes porque, como sabe, no seio do PCP as informações não saem com a facilidade que poderíamos desejar. Logo que tenhamos alguma informação concreta, será aqui disponibilizada.

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