Greve

Ontem vimos dois “inimigos” juntos a anunciar uma greve geral. Não é a primeira vez mas é sempre agradável ver duas pessoas que não contribuem para o enriquecimento do país lutar pelos direitos dos outros. É esse o seu “trabalho”. Até entendemos que este seja o momento ideal para marcar uma greve, fazendo com que a produção nacional não aumente e sabendo, à partida, que nada vão conseguir. O que não entendemos é porque é que personagens tão trabalhadoras não se sentaram para dar ideias claras sobre o que deve ser feito para dar a volta ao país! Sabemos que ao longo dos anos eles têm sido uma das forças que mais bloqueio fez a algumas mudanças que agora se vêm inevitáveis, mas esperávamos que o tempo os tivesse ensinado a não dizer apenas o que está mal e contribuir, com ideias e acções, para encontrar uma solução. Mas tivemos apenas o mesmo discurso de há anos. Nós que aqui somos acusados de apenas apontar o que está mal e não dar soluções, garantimos que nenhum deles faz parte do Largo. E já agora, há quantos anos é que aqueles dois estão a mandar nos sindicatos sem contribuir para o crescimento do país?


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13 comentários

  1. Apesar de ser uma péssima altura para paralisar a produção não há como calar. “Levanta- te meu povo . Não é tarde. Agora é que o mar canta é que o sol arde. Quando o povo acorda é sempre cedo.”

  2. Estivemos demasiado tempo calados e a permitir que tudo fosse feito se que ninguém tomasse uma posição de força. É óbvio que uma greve geral não vai conseguir nada mas pode ser que mostre o descontentamento. Mas é verdade o que o Curioso escreve em relação ao Carvalho da Silva. Este, mais do que o outro, tem vivido parasitariamente do trabalho dos que descontam parte do seu salário para os sindicatos e não se ouve da sua boca sair uma única sugestão que seja de como corrigir o que se passa. É pedir, pedir, pedir. Não sabe fazer mais nada. O papel dos sindicatos deveria ser construtivo e não apenas para destruir. Custa muito agora aos funcionários públicos perder os subsídios. É verdade que sim mas e todos os anos que tiveram sempre muito mais regalias que a generalidade dos trabalhadores? nunca ninguém os ouviu dizer que abdicavam de parte a favor dos que produzem e lhes pagam o salário. A medida do governo aí foi curta porque há que avançar para o despedimento daqueles que são parasitas da sociedade, que passam o tempo sem fazer nenhum, que chegam tarde e saem cedo, que passam parte do tempo a produzir muito pouco. E isto vai a todos os níveis. Poucos são aqueles que cumprem horário e que no final do dia podem dizer que trabalharam o suficiente para pagar o seu salário.

  3. Óbvio que estivemos calados, andámos a viver uma riqueza que não nos pertencia!
    Definitivamente que para parasitas como o que referiu esta é a melhor altura de subirem ao púlpito e encarnarem um descontentamento que não sentem mas que de muito lhes irá valer.
    Quanto aos funcionários públicos muito haveria a falar… agora que vêm as suas regalias em muito diminuidas temem eles e todos os que dependem do poder de compra desta classe.
    Não querendo afastar- me do tema mas para quem hoje teve opurtunidade de ver o noticiário do almoço por certo terá tido uma congestão com o comentador da SIC. Se as medidas aplicadas têm como principais alvos os trabalhadores ficaram escarrapachados para todo o público ver o descalabro que as parcerias publico privadas. A médio prazo irão levar a que daqui a pouco tempo seja necessário novo resgate. Seria imperativo cessar contratos e invocar o contrato leonino!
    Se ao invés do ministro das finanças olhar só para o corte da despesa do Zé povinho ousasse cortar nos milhões mal gastos…
    Será assim tão difícil perceber que assim não vamos lá?

  4. @Assim não vamos lá! A mim nada me move contra a função pública mas é inegável que se trata de uma classe que ao longo dos anos viveu com demasiadas regalias e que tratou e trata cada um de nós como se fossemos uns mentecaptos que não merece ser tratado com dignidade. Isto já para não falar na falta de simpatia que uma grande maioria transmite como se quando falam connosco ainda nos estivessem a fazer um favor. Acho bem que comecem as medidas por eles.

  5. Caro anónimo: tem mais sorte que eu. Pois a mim move- me um ímpeto de muitas vezes questionar a quem me atende num serviço público se ser simpático e pragmático é assim tão difícil. Na nossa terra então é flagrante! Chega- se ao absurdo de se ficar espantado quando ao invés de um semblante fechado se é atendido com um sorriso. Segurança social, Tribunal, Centro de saúde… Não raras vezes sai- se com a sensação de que nos fazem um favor ao atender – nos.
    Agora pior, trabalharão menos e obviamente que mais tristes.
    No entanto não posso deixar de pensar que as medidas deveriam ter tido início noutros sectores tais como as parcerias público privadas, as mordomias dos ministérios, etc…

  6. O que mais me custa nem é o facto de ter que pagar para tirar o país do buraco. O que me custa mesmo é sentir que estou a pagar para os muitos que fizeram asneiras. Os casos como o BPN, os estádios de futebol e muitos mais más decisões que passaram e passam ao lado e que ninguém é punido. é necessário que os que decidem mal sejam penalizados e que as grandes fortunas que acumulam não sejam vistas como se fosse tudo normal. Pelo que sei não há lei que preveja este tipo de crime mas eles são muito mais criminosos dos que muitos que hoje são julgados. Os buracos da Madeira e aqueles que ainda se irão descobrir nas empresas públicas e institutos passam como se nada fosse. Ninguém é responsabilizado e nós é que temos que suportar o pagamento da factura. O Sócrates lá está em França; o amigo Vara no Brasil; o Cavaco é presidente e muitos mais que estão como querem mesmo depois de terem conduzido o país ao estado em que está. Os dos sindicatos que têm apenas visto os interesses dos trabalhadores sem pensarem no que realmente o país necessita são igualmente responsáveis. Já há uns anos ouvi alguém dizer que chegaria o momento em que os indivíduos dos sindicatos iriam lutar não por menos horas de trabalho mas por posto de trabalho. Estamos quase lá.

  7. “As alterações ao IRS constantes da proposta de Orçamento do Estado para 2012 (OE2012) beneficiam os rendimentos mais elevados, segundo as simulações realizadas pela consultora PricewaterhouseCoopers (PwC) para a Agência Lusa.

    Clique para aceder ao índice do dossiê Orçamento do Estado 2012
    Das quase cem situações analisadas pela consultora, a tendência que se verifica é inequívoca: são os rendimentos mais elevados que no próximo ano mais beneficiarão, face à situação fiscal de 2011, das propostas que o Governo entregou segunda-feira no Parlamento.

    “Em 2012, o principal impacto fiscal decorre da limitação das deduções à coleta do imposto, tanto ao nível dos limites individuais de algumas despesas (nomeadamente, quanto a despesas de saúde e a encargos com imóveis) como dos limites globais às deduções à coleta”, sublinha Luís Filipe Sousa da PwC.

    Efeito da sobretaxa extraordinária

    Para este fiscalista, o benefício dos escalões mais elevados resulta do facto de “para a maioria dos escalões de rendimentos, o aumento da carga tributária para 2012, decorrente da referida limitação das deduções”, ser “inferior ao aumento da carga fiscal para 2011 resultante do efeito da sobretaxa extraordinária”.

    Recorde-se que esta sobretaxa extraordinária, que na prática resulta num aumento de 3,5 pontos sobre todas as taxas dos vários escalões de IRS resultará, no próximo mês de dezembro, na entrega ao Estado de 50 por cento do subsídio de Natal de todos os contribuintes.

    Este efeito, segundo Luís Filipe Sousa, “aumenta para níveis de rendimento superiores, na medida em que, por um lado, a partir de determinado nível de rendimento, o valor da sobretaxa vai aumentando de forma proporcional com o rendimento e, por outro lado, o total de despesas encontra-se limitado, sendo a sua variação com o rendimento bastante inferior”.

    Assim, os exemplos simulados pela PwC mostram, por exemplo, que um contribuinte solteiro sem dependentes, só vê o seu imposto aumentar com as regras de 2012 se tiver um rendimento mensal bruto até 1500 euros.

    Neste escalão, segundo as mesmas simulações, a fatura fiscal sobe 8 por
    cento face ao que pagará em 2011.

    A partir desse patamar de rendimento a tendência é a contrária e atinge um benefício máximo para os casos em que o mesmo contribuinte recebe um salário bruto mensal de 3.000 euros. Neste caso, as regras de 2012 beneficiam-no em 8,9 por cento face ao que pagará de imposto em 2011.
    A mesma tendência é verificada nos casos de contribuintes solteiros com um ou dois dependentes.

    Caso se analise a situação fiscal de um casal em que apenas um dos cônjuges aufere rendimentos e onde não há filhos, a análise da PwC mostra que a tendência se mantém.

    Agravamento do imposto para rendimentos até €2500

    Até um rendimento mensal bruto de 2.500 euros mensais, há um agravamento do imposto a pagar, mas a partir desse patamar, só há poupança fiscal. O ponto mais elevado dessa poupança é mesmo atingido na situação em que o contribuinte aufere um salário bruto mensal de 6.000 euros, situação em que obtém uma poupança de 5,2 por cento face à situação de 2011.

    Analisando as situações de um casal em que só um dos cônjuges obtém rendimentos, quer haja um ou dois dependentes a cargo, a análise da PwC mostra que é a partir de salários brutos mensais de 3.500 euros que se verificam vantagens fiscais com a proposta do Governo.

    Analisando, por último, as situações de um casal em que os dois cônjuges auferem rendimentos do trabalho dependente, a tendência mantém-se.
    Olhando para um caso de um casal nestas condições e com dois dependentes a seu cargo, verifica-se que é a partir das situações em que cada membro do casal recebe um salário bruto de dois mil euros mensais que é possível obter poupanças fiscal com as regras que o Governo quer ver aprovadas.

    Para rendimentos abaixo desse patamar, os contribuintes vão ter a sua fatura fiscal agravada face à situação que está em vigor durante o presente ano.” in Expresso

  8. Marcar uma greve geral não dá trabalho nenhum nem é preciso pensar muito para chegar lá. Já encontrar soluções implica conhecimentos e dá trabalho. As centrais sindicais têm a mesma conversa há décadas. Não evoluíram nem se ajustaram à nova realidade. Continuam a pensar como se o país tivesse as condições ideais para poder suportar os encargos com um SNS, com a educação e com a vontade de trabalhar cada vez menos horas. Estão a viver num mundo só deles.

  9. Evitar o descalabro a que se está a chegar a passos largos não será fácil. No entanto existem soluções como já aqui foi escrito, falta sim a coragem de as tomar sem olhar a negócios paralelos. Caminhamos para o fim de um estado de direito e parece- me que o Tribunal Constituicional deverá ter metido um atestado médico colectivo.
    Gostaria aqui de recordar o “colapso” da Argentina em 2001 e a forma como superaram. Dois homens Lavagner e Kirtchner contrariaram as directivas do FMI e, humanizando a dita crise, contrariaram todos os indícios.
    Como por cá parecem todos autistas não resta senão esperar por um milagre, e esse por certo não advirá das centrais sindicais!

  10. @Anónimo
    Lamento mas vou ter de discordar, o que mais me custa é saber que vamos todos pagar apesar de a probabilidade de disso resultar “tirar o país do buraco” ser mínima.
    Qualquer análise do orçamento de estado resulta sempre na mesmna conclusão: é um orçamento passível de alterações e nenhuma delas para melhor. Isto é, face à realidade o OE é um cenário idílico!
    E isto sim é assustador e revoltante.

  11. @Anónimo
    Soluções?! Vou enumerar tantas quantas a ignorância me permitir : Fim de parcerias público privadas que causam derrapagens de milhões;
    ajustamentos salarias para ministros, acessores, motoristas e afins (será justo receberem milhares de euros para tomarem decisões que em nada abonam a favor do povo que lhes paga o salário?);
    tornar a justiça mais célere, mais justa! Onde já se viu um procurador ter de ser avisado sempre que existe um processo que envolva a classe política? Como é possível depositar nas mãos de solicitadores os poderes que estes hoje têm? Como pode este ser um estado de direito se os processos se arrasta até prescreverem?;
    Aumentar a fiscalização para o enriquecimento ilícito, com tanto paraíso fiscal é inadmissível que se torne uma miragem descobri- los;
    Acabar com a isenção de IMI eIMT na igreja católica.
    Existe tanto por onde cortar!
    Não faltará muito até que muitos donos de empresas privadas procedam aos mesmos cortes que o estado fez a funcionários públicos sob pretexto de manter postos de emprego!
    Basta de pensarmos que tudo irá ficar bem. Basta de inércia!

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