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Sexta-feira, 31 de Agosto de 2012

Alô, alô

Temos falado com algumas pessoas que têm perguntado se sabemos se a câmara está fechada. A resposta que temos dado é que, tanto quanto sabemos, ela não fecha. Pode fazer pouco, mas não fecha. As questões têm tido a ver com o facto de quando tentam ligar, ninguém atende o telefone. A dificuldade de atendimento tem levado a que tenham que contactar ou a junta da Marinha ou mesmo a da Vieira para obter algumas informações. Para confirmarmos tentámos também ligar para os números que aparecem como sendo os da câmara. Ninguém atende! Como quando passamos pela câmara vemos a porta aberta acreditamos que esteja lá alguém dentro. O que leva então que não se consiga estabelecer contacto e seja necessário ir pessoalmente? Será uma forma de manter a proximidade com os munícipes ou é só mesmo falta de organização dos serviços? Lembramos do tempo em que dava o anúncio da "Marta" e de como gostávamos de ter do outro lado das linhas telefónicas da câmara um "Alô, daqui fala a Marta" em vez de apenas um "bip bip"! 
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Serviços no Atrium

"Requalificação das instalações existentes no Edifício Atrium, adaptando-as para gabinetes técnicos de serviços da câmara Municipal" era o que se lia num dos panfletos de campanha do Álvaro há uns anos. Passados alguns anos desde que tomou posse, continuamos a ver aquele espaço sem que alguma coisa lá seja colocada. Gastou-se para preparar uma casa arrendada para colocar a TUMG; gastou-se depois para comprar e adaptar outras instalações; ajustam-se gabinetes; mudam-se programas informáticos em serviços que empancam tudo mas nada aparece feito no Atrium! Afinal, que requalificação era a que se prometeu fazer? Quais os serviços que ali iriam ser colocados? Não sabiam como eram as instalações quando fizeram as promessas, sabendo que foi em período de governação PS que o edifício foi construído? A um ano do final do mandato e com tanto que poderia ter sido feito, qual a justificação para mais uma promessa que ficou por ser cumprida?
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Quinta-feira, 30 de Agosto de 2012

Gabinete de enfermagem

"Criação e implementação de um gabinete móvel de enfermagem, exclusivo e gratuito para indivíduos idosos" podia-se ler em 2009 no programa de campanha do Álvaro. É, sem dúvida, uma ideia boa e necessária. Depois de termos recordado esta ideia e promessa, fomos tentar saber o que estava a ser feito para dar cumprimento ao prometido. Nada! Não conseguimos encontrar nada que se assemelhe a uma prestação deste tipo de serviço promovido pela câmara. Os idosos continuam a não ter um gabinete de enfermagem que lhes de o apoio necessário. Acreditamos que muitos terão decidido o seu voto depois de lerem esta promessa mas, passados três anos, a promessa continua na gaveta. Até podemos aceitar que possam dizer que não se esqueceram do que prometeram e que ainda estão a tempo de a implementar mas, a um ano do final do mandato, não conseguimos deixar de achar que, se alguma coisa agora for feita, será com o objectivo claro de ganhar votos porque três anos são suficientes para que alguma coisa seja feita.
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Feira do livro

Lembrámos de ir dar uma vista de olhos às promessas eleitorais do PS, sobre as quais iremos dedicar alguma atenção nos próximos tempos. De entre as muitas promessas, lemos a intenção de criarem, no mandato que se propunham ganhar, uma feira do livro anual no parque da cerca, com actividades paralelas. Apesar de não termos estado muito desatentos ao que se tem passado cá ela terra, não conseguimos ter qualquer ideia de alguma vez isso ter acontecido. A feira do livro ficou arrumada num qualquer armário bolorento, esquecida. A ideia até era interessante e seria uma forma de incentivar a vinda de pessoas. Leiria tem uma mas por cá nada acontece. O conceito de "anual" implica que seja realizado cada ano e não apenas no último ano de mandato o que significa que a promessa ficou-se por aí. Não sabemos o que levou a que se tivessem esquecido mas como até têm quem conheça os medicamentos, não acreditamos que tenha sido por falta de memória!
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Quarta-feira, 29 de Agosto de 2012

Professores

Com o final do período de férias, começámos a ver algumas caras com semblante carregado. Dos muitos com quem falámos, o semblante não é de terem que ir trabalhar! É de não terem para onde ir trabalhar! Muitos daqueles com quem falamos são professores sem colocação que estão agora com a perspectiva de ficar mais um ano sem conseguir trabalhar. Sabe-se que muitos viram o ensino o escape para a falta de colocação nas profissões que escolheram mas não deixa de ser preocupante tudo o que agora acontece. Sempre achámos que um país que se quer desenvolvido deve investir na educação e os professores deverão ser aqueles que deverão ter sempre um lugar no mercado de trabalho. Claro que sabemos que o actual ministro quer que se invista mais nos cursos profissionais porque assim conseguirá evitar investimento em ensino superior e também dar resposta a alguns interesses, designadamente das escolas profissionais. Ainda assim, não conseguimos ver com bons olhos o tratamento que é dado ao ensino e a todos aqueles que que deve dependem, sejam alunos, sejam professores. O tempo em que víamos os professores andar de mala às costas, de escola em escola, já lá vai e agora é vê-los caminhar para os centros de emprego. Temos dúvidas que um governo que trata o ensino assim queira o melhor para o país. Sérias dúvidas!
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Incompatibilidades

Há uns tempos a Lusófona e o ISDOM estiveram na ordem do dia com os cursos de favor que numa se fazem e na falta de informação que noutra existe. Hoje fomos ver o que se passava por cá e ficamos com sérias dúvidas sobre a forma como tudo esta organizado. Pelo que parece, tudo acontece debaixo dos olhos da câmara, o que leva a que se perceba o patrocínio dado pela câmara a certos oradores que já cá vieram! De acordo com a informação no site daquele instituto têm agora uma nova pessoa que é director que desempenha função de chefe daquele instituto. Essa mesma pessoa é chefe de divisão na câmara. Ao sabermos isto fomos ler o estatuto do pessoa dirigente da função publica e ficámos com a clara sensação de que ali existe incompatibilidade de funções. Ou seja, quem tem um cargo dirigente na função publica não pode exercer semelhante cargo numa instituição privada. Até poderia dizer-se que não são funções semelhantes se não tivéssemos conhecimento que a referida pessoa lecciona também naquele instituto, também, ao que sabemos, durante o dia. Desconfiamos que alguém com formação em noutra área pouco deverá saber de informática para poder chefiar ou até, quem sabe, dar aulas mas, como tudo está relacionado com a Lusófona, deverá ser algum curso à Relvas. O objectivo de impedir este tipo de coisas é para não existir violação de princípios éticos porque será sempre difícil não se transportar o que se sabe num lado para o outro. Resta saber se foi concedido algum regime de excepção (que não conseguimos encontrar nas decisões da câmara) e o que levou a que isso possa ter acontecido! Seja como for, é mais uma nuvem que paira sobre aquele instituto e agora também sobre a câmara que podia evitar estas coisas. Estranhamente, ninguém esclarece nem ninguém pergunta, nem mesmo a oposição! Nada disto seria relevante se não se tratasse dinheiro dos nossos impostos que estivesse envolvido!
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Terça-feira, 28 de Agosto de 2012

Simplex medalhado

Lemos há uns dias que a câmara recebeu uma medalha de prata no que diz respeito à avaliação da implementação do simplex autárquico. Assim à primeira vista isso é algo de bom porque significa que estamos a seguir o bom caminho. Não conhecemos os critérios usados por quem fez a atribuição mas há algo que nos deixou intrigado. Ontem fomos à câmara tratar de um assunto, convencidos que iria ser tudo tratado num ápice graças ao simplex. Não foi. Tudo foi tratado como se não existisse simplex, nem coisa parecida. Falámos com algumas pessoas e todos se queixam do mesmo, não notam qualquer melhoria nos serviços de atendimento, nem rapidez. Fomos então tentar saber o que motivou tal medalha. A conclusão é a de que ela foi atribuída porque a câmara tem boas instalações, adequadas ao que quem faz a avaliação do simplex exige. Ficámos assim a saber que a medalha não se deve a uma melhoria que os munícipes possam ou consigam sentir mas a aspectos logísticos. Aí ficámos a pensar: então mas o simplex não deveria servir para nos tornar a vida mais simples e a avaliação não deveria julgar o nível de resposta? É que com simplex ou sem simplex, a ida à câmara para tratar do que quer que seja continua a não ser nada simplex!
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Caderneta de cromos

Com as trapalhadas que têm vindo a acontecer no PSD, poucos são já os que acreditam que dali vai sair alguma coisa de jeito. Com a dificuldade que estão a ter em conseguir arranjar nomes para compor a lista com outras pessoas que não eles, estamos convencidos que dali irá sair algo de bom! O que se lá passa fez-nos recuar uns anos. Há muitos anos, quando éramos crianças, uma das coisas que gostávamos era ir comprar as carteirinhas para colar os cromos na caderneta. Infelizmente havia sempre um ou outro que faltava e nunca conseguimos completar uma colecção. Com a nova concelhia, com tudo o que tem vindo a acontecer, estamos certos que vamos poder reviver os tempos de criança e vamos conseguir fazer o que tantos anos andamos à espera. A quantidade não é muita mas são de boa qualidade e preciosos. Não temos capacidade para fazer isso mas gostávamos e temos esperança que alguma editora possa pegar na ideia e fazer uma colecção de cromos, com caderneta e tudo, para os que agora querem e acham ser capazes de dirigir os destinos da nossa terra. Uma colecção destas teria a vantagem de ter vários cromos carimbados. O problema é que, de entre todos, não sabemos qual eleger como o maior e melhor cromo! Mas, como há quem na concelhia tenha já prática editorial, pode ser que eles próprios peguem na ideia e em vez de concorrerem à câmara concorram apenas ao lugar de melhor cromo!
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Segunda-feira, 27 de Agosto de 2012

Custa fazer alguma coisa?

Já muitas vezes ouvimos quem se queixasse de receber tratamento diferente de outras pessoas. Muitas vezes ouvimos alguns defenderem que há grupos de pessoas que aqui na terra têm um tratamento diferenciado. Raras não são as vezes que ouvimos dizer que a policia evita entrar em confronto com algumas etnias que aqui proliferam. Hoje constatamos que não estão assim tão errados aqueles que assim pensam. Quando passamos por um dos parques de estacionamento conseguimos encontrar, além de muito lugar vazio, um depósito de material. Em condições normais, se qualquer pessoa deixasse papel no chão ou acumulasse papel seria alvo de uma fiscalização. A a policia e os serviços da câmara iriam estar a actual sem grande margem de defesa. Multas iriam ser aplicadas! Neste caso trata-se de pessoas com as quais a policia não se mete e que a câmara evita. Nada temos contra elas mas não gostamos de ver um dos parques da terra transformado em depósito de lixo para reciclagem, sem que ninguém faça o que quer que seja. A terra já não está convidativa. As pessoas nenhum motivo têm para aqui vir ou estar. Com exemplos destes, quem, no seu perfeito juízo, irá querer aqui estar? Custa assim tanto alguém fazer alguma coisa?
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Casa Museu descuidada

Em Janeiro, quando se comemora o aniversário da luta dos trabalhadores vidreiros, todos se apressam a ir para a rotunda mostrar que estão solidários com o que foi a luta de há muitos anos e vêm com os discursos de circunstância na esperança que possamos acreditar que o que dizem corresponde ao que pensam. Passadas as comemorações, tudo volta ao normal, ou seja, ao esquecimento. Quando hoje passámos pela Casa Museu pudemos ver que o estado de descuido que aquele local tem é comparável apenas ao que se vê no Centro de Saúde. É nestes momentos que conseguimos ver qual a atenção que a câmara tem com a nossa história e com o que ela representa. Se a crise serve de desculpa para que não se fala muita coisa, pelo que pudemos ver, mandar apanhar ervas secas deverá ser também algo que terá muitos custos porque, se assim não for, não se compreende a razão de se deixar que aquele local apresente um estado tão pouco cuidado e até mesmo desagradável.
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Domingo, 26 de Agosto de 2012

Ser sério!

Aquele que foi considerado um fenómeno, que venceu o cancro e sete voltas à França em bicicleta desistiu de discutir se tinha ou não dopping e abdicou dos sete títulos. Pode ter ou não razão. Pode ter tomado substancias dopantes mas ninguém lhe consegue tirar o mérito que todos lhe reconhecemos de ter feito o que ninguém tinha conseguido. Agora que decidiu desistir de  provar que tinha razão achamos que o seu valor aumentou e permite, com o seu exemplo, mostrar que há momentos em que, mesmo com razão, é melhor recuar do que continuar a lutar contra o que é impossível vencer. Transpondo isso para a realidade local, é pena que alguns dos intervenientes não consigam sentir que é o momento de se afastarem e permitirem que outros assumam esse lugar. Sabemos que Armstrongs só houve dois, um que chegou à Lua e outro que chegou ao Olimpo com as sua vitórias na bicicleta mas gostávamos que houvesse na política local alguns que pudessem seguir o exemplo, não de chegar à Lua mas de saber quando desistir. Podendo o Armstrong até ser um anjo, a sua capacidade de reconhecer quando não lutar contra o que seria inútil faz dele um anjo quando comparado com o que nos temos que confrontar no dia-a-dia por cá!
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Sábado, 25 de Agosto de 2012

Preparar o caminho

Há uma semana o Louçã anunciou a sua saída do BE. Nada que surpreenda depois do que foram os resultados das últimas eleições. Depois de ter mexido na politica nacional quando iniciou o bloco, é inteligente a sua saída antes que os resultados sejam ainda piores. Mas não conseguimos entender a sua ideia de ele ser substituído por uma liderança bicéfala. Não somos os únicos porque as criticas têm sido muitas. Apesar de ser muito inteligente, não acreditamos que ele espere que os militantes vão na conversa de que para o substituir são necessários dois! Num partido que está numa fase difícil da sua vida, a ideia de dois galos a partilhar o mesmo poleiro poderá ser o principio do fim. Ficamos com a sensação que o Louçã não apenas está a tentar sair antes do barco afundar como está a tentar deixar um presente envenenado, com segunda intenção lá metida. Ele já anunciou que vai continuar na politica e nada melhor do que fazer-se já convidado dos socialistas. A confusão que criou e criará se a sua ideia for aceite, leva a que os votos que poderiam ser do BE possam passar para o PS. Criando esta confusão antes mesmo da sua saída, não apenas consegue deixar o partido em maus lençóis como consegue preparar o seu caminho para o futuro. Não nos parece que ele não se tenha já imaginado candidato à presidência com o apoio do PS. 
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Sexta-feira, 24 de Agosto de 2012

Não aprendem!

Vão ter lugar em Setembro fins de tarde no parque em que se vai poder dançar. Quase que nos apetece dizer, até que enfim! Passámos um verão inteiro sem que nada acontecesse por cá. Parecia que vivíamos num deserto. A Cidália lá se lembrou de fazer alguma coisa e quer por-nos a dançar. O que não conseguimos entender é a razão de nada disso ser divulgado! Podem até dizer que já deram conhecimento nas redes sociais e até no portal da câmara, mas terá toda a gente acesso a esses locais? Será que aqueles que mal sabem ligar um computador ou quem não tem internet irão estar informados do que irá acontecer? Há coisas que nos parecem desajustadas da realidade e não percebemos porque é que na câmara ainda não se aperceberam que os eventos culturais apenas têm sentido se as pessoas neles poderem participar. Criar eventos que poucos conhecem ou poucos têm acesso é o mesmo que nada fazer. É essencial que se possa saber o que acontece e que os munícipes possam saber onde podem ir. Mas, mais uma vez, nada se vê anunciado! Há uns tempos até o presidente da assembleia se queixou e aconselhou a que na câmara divulgassem as iniciativas. Pelo que dá para ver, o aviso não funcionou e não aprendem como fazer as coisas bem feitas. Acreditamos, no entanto, que os vereadores sejam uns dos que irão dar um pé de dança e provavelmente não quererão que possamos saber que têm pés de chumbo!
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Insegurança

Lemos há uns dias que aqui na terra há locais que são vandalizados e transformados em autênticas casas de banho publicas por grupos de pessoas identificadas mas contra as quais ninguém faz nada. Não nos referimos, desta vez, a membros de qualquer etnia mas a grupos de delinquentes. Quando sabemos deste tipo de comportamentos não conseguimos deixar de sentir que a insegurança se mantém e que o poder politico, em vez de agarrar na vassoura e correr daqui com quem não interessa, senta-se à sombra da bananeira à espera que um qualquer milagre aconteça. Claro que não se pode exigir que o Álvaro ponha um policia em cada esquina mas, como já aqui dissemos, não vemos porque não utilizar os policias que estão ao serviço da TUMG para os locais mais problemáticos. Mas, tirando a inacção da câmara, não conseguimos entender a razão de ninguém fazer nada, seja a PSP, seja a Delegação de Saúde ou mesmo a protecção civil! Mas, de um ou outro modo, já deveríamos estar habituados a que este tipo de situações ocorram e que ninguém faça o que quer que seja para as corrigir. Afinal, estamos no verão, calor, praia e é bem melhor estar a gozar das férias do que tratar de fazer uma limpeza ao que está mal.
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Quinta-feira, 23 de Agosto de 2012

Flechadas de convencimento

Já se sabe quem irá ser o candidato do PS. Do PCP a certeza é quase absoluta. Com o grupo de independentes a ter começado mal, as perspectivas de o PS poder ter um resultado próximo ao que teve quando o PSD teve como candidato o Verdingola são grandes. A aposta do PCP em colocar um candidato que já antes foi vencido pelo Álvaro pode levar a que o PS consiga não apenas ganhar como vir a conseguir a maioria. Na câmara e no PS sabem disso e isso leva a que já se note uma mudança de comportamentos. Já começaram a atirar flechadas em vários sentidos, como que convencidos do que irá ser o resultado que pensam que vão conseguir. Estes meses que agora se aproximam irão mostrar o que nos espera do seu comportamento caso o resultado seja o que pensam e isso nota-se já. Há, no entanto, que não esquecer que os resultados se fazem à boca das urnas e a arrogância que agora se nota, como que se fossem todos bravos, era bom que desaparecesse. Apesar de estarem já convencidos que vão ganhar as eleições, dispensava-se as flechas que andam a atirar em todos os sentidos! Podem ainda fazer as inaugurações que se prevêem para ganhar votos, mas é no fim que se fazem as contas porque, apesar de esquecermos facilmente, a memória do que foram os quatro anos e do que ficou por fazer poderá ser refrescada!
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Será que....!

Há uns dias estivemos a pensar no assunto e há muito tempo que não ouvimos falar de nada relacionado com o relvado que foi colocado no ACM e que está por pagar. Neste tipo de situações é difícil chegar-se a saber a verdade toda. Sabe-se que há formas de fazer pagamentos sem que se diga exactamente para onde o dinheiro é canalizado (como foi o caso do carro de transporte de doentes) e um pouco de imaginação consegue fazer milagres. Isto levou-nos a pensar no fornecedor da relva que em Março, Abril e Maio andou tão activo a querer tirar a relva e de repente desapareceu! Como não acreditamos no Pai Natal, e sabemos que mais ninguém pagou a relva, também não acreditamos que eles tenham desistido de receber o que é seu por direito. Foi aí que começamos a pensar se a dificuldade em se saber as contas do UDL não poderá estar relacionada com algum pagamento por baixo do tapete ou por alguma forma que foi encontrada de a câmara ir pagando, sob a capa de alguma outra despesa, com obras ou outras despesas onde se conseguem disfarçar alguns gastos e que ninguém descobre, para que o Álvaro não tenha que passar por mais uma vergonha de ver os carros à porta do ACM para retirarem a relva. Esta dificuldade em se saber o que se passou com as despesas do estádio tem destas coisas, põe-nos a pensar alto e a imaginar coisas que se calhar até nem são verdade e que não têm razão de ser! Tudo se clarificava e não pensávamos em nada se não houvesse dúvidas e se tudo aparecesse sem dificuldade.
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Quarta-feira, 22 de Agosto de 2012

O apoio aos bombeiros

Já há uns dias soubemos da compra do carro de transporte de doentes e do apoio que a câmara prometeu dar. Soubemos agora que há coisas que começam a ficar menos bem explicadas! Pelo que sabemos, a câmara não pode, assim sem mais nem menos, apoiar aquela corporação. Há regras e procedimentos que têm que ser cumpridos. Mas, à boa maneira portuguesa, há sempre uma forma de contornar e, pelo que nos foi contado, a ideia passa por ser entregue o apoio, cerca de dezassete mil euros, sob a forma de pagamento do que a corporação gastou o ano passado com água a regar rotundas e jardins da câmara. A dúvida que fica, além da falta de transparência deste procedimento, é se a câmara deverá ou poderá pagar à corporação água que é da própria câmara! Pelo que nos foi contado, o estratagema contabilístico, para que ninguém venha mais tarde a questionar para onde foi o dinheiro e porque não houve igual apoio à outra corporação, passa por reembolsar os bombeiros de um custo que eles não tiveram! Ficamos com uma pergunta: não era mais fácil fazer tudo de forma transparente?  
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O regresso como independente!

Hoje tivemos informação que, após alguma insistência por parte do Logrado e como no PSD estão mais interessados em promover quem faz parte da concelhia, o Santos poderá estar a um passo de integrar o movimento de independentes. Depois de um "namoro", ainda que sem grandes conversas, que durou algumas semanas, que quase fez acreditar ser ele um super homem com  super poderes, tal era o interesse, a forma como tem sido tratado por parte do partido pelo qual concorreu nas últimas eleições poderá ter sido o que faltava para que ele se decidisse. Poderá assim, se avançar, assumir a sua verdadeira qualidade de independente. Resta saber se irão ser postas condições para que possa integrar a lista ou se o grupo irá reconhecer a posição que já tem como vereador e irão tentar que ele possa ser reeleito. Com esta intenção, ainda circunscrita a círculos muito fechados, quando a decisão for anunciada - e acreditamos que o seja -, é provável que o PS possa já começar a tentar arranjar alguma forma de fazer algum ataque pessoal para tentar eliminar a concorrência logo de inicio. Acreditamos, no entanto, que estando no poder o Passos, o acesso às fontes de informação não será tão fácil quanto já foi e nem a presença de deputados aqui da terra no parlamento tornará, desta vez, fácil a busca de informações. 
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Terça-feira, 21 de Agosto de 2012

Caça ao voto!

Estamos a muitos meses das eleições e de começar o momento de ver os candidatos à porta dos locais com mais afluência de gente, tentando convencer cada um que eles é que são bons. Nessa altura sentimos que cada um dos que aparece à nossa frente é capa de revista, tentando mostrar o que de melhor têm. Há mesmo quem os compare a modelos de revistas masculinas que ali se expõem, desejosos de poder despertar as atenções dos que os vêem. Se em condições normais assim é, com os actuais lideres políticos tudo muda. Há dias, a estes meses de distância, era ver o actual líder do PSD à porta de uma superfície comercial a começar a fazer campanha. Apesar de poucos ainda pensarem em eleições e com toda a confusão que existe a nível do partido, o Cruz lá estava a tentar ganhar votos. Ficamos sem saber se era só votos ou tentar encontrar quem queira fazer parte da sua lista! Se há muita coisa de que pode ser acusado, de não tentar ganhar votos não pode ser. A questão que fica é até que ponto ele está ajustado à realidade e até que ponto ele tem noção da figura ridícula que faz neste tipo de acções. Queremos acreditar, no entanto, que a sua acção, desfasada da realidade, tem por objectivo animar aqueles que o vêem e tornar-lhes o dia mais a alegre porque, depois de o verem assim, não haverá quem não esboce um sorriso.
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Trabalhar sem receber

Voltamos a reler a entrevista que o Pedrosa deu na semana passada e, de entre as muitas coisas que disse, notamos que deu alguma ênfase ao facto de na câmara estarem pessoas a trabalhar sem salário. Não percebemos se essa menção foi feita para que não se lhes peça muito, porque não recebem, ou se foi para mostrar que há quem esteja na câmara por amor à camisola. Se foi para que não se lhes exija muito, entendemos! Já temos dificuldade em acreditar que a ideia do amor à camisola seja algo que ele espera que acreditemos. Quem quer fazer o bem, pelo gosto de o fazer, junta-se a instituições de beneficência e não ao poder! O poder é algo a que algumas pessoas se habituaram e que dificilmente conseguirão deixar de estar ligadas. Nos dias de hoje ninguém dá nada a ninguém e a ideia de que alguém possa estar num qualquer cargo politico sem ser bem paga assusta-nos bem mais do que se o salário fosse elevado. Todos temos necessidades, todos precisamos de comer e ter alguém que, estando ligado ao poder, não recebe salário pode ser o primeiro passo para que possa ter que tentar receber de outro modo. Claro que há sempre a possibilidade de se dedicarem a pedir esmola. Seja como for, além de ser estranho que alguém possa estar a trabalhar sem receber, a ideia de isso poder manter-se mesmo aqui ao nosso lado não nos agrada. Nada mesmo!
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Segunda-feira, 20 de Agosto de 2012

A Volta de volta

Resolvido que está o problema da volta a Portugal passar pela Vieira e apesar de termos ficado tristes por gostarmos que ela pudesse aqui terminar, tivemos conhecimento que, respeitando um acordo feito há um ou dois anos, o Álvaro irá permitir que possamos aqui receber o fim de uma etapa da Volta ao Futuro que tem inicio em Setembro. Pelo que consta na comunicação social, desta vez o Álvaro irá abrir os cordões à bolsa e permitir que possamos ter cá mais do que apenas futebol do UDL. Pensávamos que ele iria apenas começar a gastar para o ano, quando as eleições já estivessem próximo, mas estávamos enganados. Mesmo aqueles que acreditavam que ele iria  fazer-se de esquecido e iria deixar que a volta nos passasse ao lado, estavam enganados. Tudo está assim preparado para que o concelho não fique esquecido e que qualquer argumento de falta de dinheiro possa ser posto de lado em prol do interesse da terra. Não é apenas o futebol que trás as televisões e gente atrás. O ciclismo também o faz e é bom ver que podemos voltar a estar nos circuitos desportivos. Esperemos que, até lá, o Álvaro não caia da bicicleta e invente uma qualquer desculpa para que não seja cumprida a promessa de regresso da volta! Quem não deverá ficar contente será o Castro porque sabe-se que ele queria que a volta pudesse ter uma etapa a terminar lá!
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As insónias da Cidália

A questão dos apoios aos clubes é problemática e poderá, com a dianteira assumida pelo PCP neste assunto, levar a que alguns votos sejam perdidos, apesar de ter voltado atrás com a proposta. A informação que saiu para a rua sobre a intenção da Cidália poderá ter levado a que ela tenha ganho umas olheiras bem fundas. Acreditamos que este assunto lhe tem tirado o sono e com razão! Não é fácil conseguir dormir de consciência tranquila quando existem propostas em cima da mesa, para serem aprovadas, que de justo pouco parecem ter. Apesar do Pedrosa achar que ela está a fazer um bom trabalho, isso deverá apenas ser numa perspectiva do trabalho feito e do que possa receber. Sabendo-se que ela está na câmara sem vencimento, é possivel que se possa aceitar que o seu desempenho seja proporcional ao que recebe e aí entendemos o raciocínio do Pedrosa! Com o mandato já na fase final, apesar de se ter conseguido aguentar até agora na câmara, a falta de um plano claro de desporto e ausência de medidas que levem a que possa ver-se algum trabalho feito, levam a que a sua passagem na câmara possa ser marcada pela intenção de fazer uma distribuição de apoios de forma desigual e, pior, de forma incompreensível. 
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Domingo, 19 de Agosto de 2012

Liberdade, a que preço

Esta é a cara de quem falou a verdade, expôs o que alguns não queriam e hoje vive preso numa embaixada, com perspectiva de nunca mais de lá poder sair. O site Wikileaks revelou o que muitos acham ser considerado terrorismo apenas porque contou o que muitos queriam manter em segredo. A situação do Assange, ressalvadas as diferenças em termos de importância, faz-nos chegar ao que por aqui se passa e à vontade que muitos têm que o Largo desapareça. Ao longo de meses temos tentado dizer o que muitos pensam mas, essencialmente, o que muitos gostavam que não se dissesse. Isto leva-nos ao que muitos chamam de democracia e outros, mais esclarecidos, já conseguem chamar de ditadura. A liberdade de dizer o que se pensa, sem medo das represálias que possam existir, é algo pelo qual muitos lutaram mas que ainda poucos respeitam. É muito bonito dizer que se é um democrata se as criticas apenas afectam os outros. Isso temos notado em muitos daqueles que aqui na terra se intitulam de democratas mas, quando as criticas chegam a si, revelam aquilo que são. Mas, tal como o Assange mantém a sua luta para que a liberdade da verdade se sobreponha a interesses de alguns, por cá vamos continuar a dizer o que pensamos, certos de que, se muitos pudesse, o macaco teria que pedir asilo numa qualquer embaixada. Daqui solidarizamo-nos com ele!
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Sábado, 18 de Agosto de 2012

O PCP na dianteira

Na reunião de quinta feira, um dos temas quentes deverá ter sido o da aprovação dos incentivos a dar aos clubes com atletas federados. Depois de ter sido apresentada a proposta, o PCP reuniu com os diversos clubes, num acto que os membros do PS poderão ter achado como deslealdade. Tenha ou não sido politicamente correcta a apresentação da proposta aos diversos clubes, é inegável que o PCP, com isso, ganhou a dianteira junto dos principais interessados e mostrou ser o único a estar interessado em debater este assunto publicamente. Não admira que o PS possa não ter gostado e possa até mesmo  ter perdido o sono. Fica uma questão: a acção do PCP terá sido a incorrecta? Deveria ter omitido a proposta dos principais interessados, ainda que possa ter sido com fins meramente eleitorais? Concorde-se ou não com a acção daqueles vereadores da oposição, é essencial que os interessados de cada uma das medidas que a câmara possa tomar seja ouvidos e não sejam confrontados com dados adquiridos. Nesta corrida o PCP ficou à frente e a nossa esperança é que, no futuro, os interesses partidários e jogos de bastidores desapareçam e venha ao de cima apenas o interesse do concelho.
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O convite

É quase certo que o Santos não vai concorrer pelo PSD, a menos que haja uma grande reviravolta! O combate político vai assim fazer-se entre o PS e PCP. Mesmo que o movimento de independentes consiga aparecer, a luta irá centrar-se nestes dois partidos. Esta semana vimos algo que, podendo parecer inocente, poderá não ser tanto assim. À mesma mesa de almoço sentavam-se os vereadores do PCP e do PSD. Pode até ser que se tratasse de um mero almoço para discutir as questões da câmara mas, pelo que sabemos, há quem, no seio do PCP, visse com bons olhos a aproximação do Santos, que se sabe não é PSD mas apenas independente, a uma futura lista. Esta poderá ser quase equivalente a uma "conversas improváveis" mas que o actual contexto local poderá tornar mais real do que há alguns meses se poderia pensar. Acreditamos que também o Logrado ande a tentar "namorar" o Santos mas terá ele argumentos de peso que o convençam a poder juntar-se a eles? Seja como for, parece começar a haver um interesse de vários lados em poder ter o actual vereador do PSD ao seu lado. Curiosamente, só o PSD não quer!
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Sexta-feira, 17 de Agosto de 2012

O problema dos marcadores

Um dos locais mais vergonhosos que temos aqui perto está bem no centro da terra. O Centro de Saúde tem o pior aspecto que qualquer outro local. Mas esse assunto é algo que já não temos grande esperança de ver alguma mudança. Mas o Centro de Saúde não é apenas vergonhoso pelo que se vê de abandono, é-o também por aquilo que se vê ainda acontecer. O pesadelo que é ir marcar consulta tem nos marcadores, que ali proliferam, o ponto alto da visita àquele local. Agora com a obrigatoriedade de em 2013 todos, sem excepção, passarem factura, ficamos com dúvidas quanto à forma como irá ser implementado esse sistema ali mesmo em frente da entrada principal, junto à paragem do autocarro. Irão ali colocar uma máquina para emitir as facturas e recibos do que ali temos que pagar ou irá ser criado um regime de excepção para esses profissionais da marcação de consulta? Os marcadores estão assim com um problema logístico que tem a ver com o facto de não terem local onde emitir os documentos a que passarão estar obrigados a emitir. Possivelmente terão que cessar a actividade!
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As contas que não aparecem!

Já há muito que este assunto deveria estar encerrado mas não! Continua em cima da mesa. Já uns meses o Vítor pediu que as contas da vinda do UDL para a terra fossem apresentadas. O mesmo aconteceu com o Santos e mais tarde em assembleia municipal. Da parte do Álvaro a resposta foi que iriam ser apresentadas primeiro aos vereadores e depois à assembleia. Numa clara tentativa de tapar o sol com a peneira, em vez de ser entregue um resumo das contas, a maioria do executivo entregou os documentos para serem consultados. Claro que a oposição não se bastou com essa tentativa de esconder alguma coisa e pediu o resumo das contas. A promessa do Álvaro foi de serem entregues na próxima reunião, isto depois de várias promessas. Ontem foi a "próxima reunião" mas, como era esperado, nada foi entregue e os vereadores da oposição continuam às escuras. Mais uma vez fica a dúvida sobre o que tem o Álvaro a esconder para que teime em que as contas não sejam apresentadas de uma forma clara e transparente. Depois do muito que ele já disse, ficava-lhe bem que dissesse, de uma vez por todas, quanto nos custou a sua teimosia em ter aqui um clube de fora. A sua teimosia em não dar a conhecer tudo o que aconteceu faz mesmo crer que há muito que se procura esconder. Nem mesmo a incompetência dos serviços da câmara explica esta recusa.
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Quinta-feira, 16 de Agosto de 2012

Álvaro, o obediente

Há uns tempos atrás, aquando da discussão da lei que obriga a um maior rigor, o Álvaro disse que, se a lei fosse para a frente, iria entregar as chaves da câmara. Na altura elogiámos o Álvaro por ter assumido essa posição (ver aqui). Quando hoje lemos uma acta da reunião da câmara, chegámos à conclusão que nos precipitámos no elogio. A esse respeito, o Álvaro disse na reunião de câmara que “não entreguei a chave da Câmara porque o meu partido não deixou”. Ou seja, o Álvaro apenas faz o que lhe deixam fazer, não tendo a sua palavra, mesmo difundida nos jornais, qualquer peso. Não admira que o PS o queira reconduzir porque não é fácil conseguir ter um presidente de câmara que seja assim tão obediente e faça o que lhe mandam e não faça o que diz porque não o deixam. Esta sua postura vem mostrar que está ali apenas a cumprir o que lhe mandam, sem vontade própria. Quando há uns tempos se comentava que lá mandava a patroa, depois de lermos o que o Álvaro afirmou, não temos quaisquer dúvidas que assim é. A aposta do PS é assim a correcta porque tem ali alguém que segue as directrizes do partido, mesmo que isso possa não ser o melhor para a terra.
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O candidato do PS

Apesar de não ter estado a ter um desempenho exemplar, o Álvaro é o candidato que o PS vai apresentar. Nem com as trapalhadas do UDL, das obras que poderão vir a ser uns elefantes brancos, de não se ver nada a ser feito para aumentar o movimento e o comércio, o Pedrosa escolheu-o. Torna-se claro que o apoio que o Álvaro deu para a eleição da distrital do PS lhe trouxe os resultados que queria e que aqui já tínhamos falado. Os restantes partidos, se dúvidas tinham, podem dissipá-las e preparar o combate que se aproxima contra este adversário. Sabendo que o Álvaro não é um político e que poderá não ser a pessoa mais bem preparada para o cargo que agora lhe querem voltar a atribuir, acreditamos que o Pedrosa estará a apostar na falta de comparência dos restantes partidos para que assim possa conseguir ter um resultado favorável e possa manter a câmara nas mão do partido, pagando assim o apoio que teve. O Álvaro será assim um dos nomes que irá aparecer nos boletins de voto e, a menos que a oposição mostre algum trabalho nestes próximos meses, arrisca-se mesmo a continuar a ser o presidente da câmara, não tanto pelo mérito mas mais pela inacção e passividade da oposição.
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Quarta-feira, 15 de Agosto de 2012

Loucura ou insensatez?

As notícias do interior do PSD local continuam a ser entretenimento para todos aqueles que gostam de politica. Com o tempo a correr, há que tentar formar lista e chamar a si aqueles que podem tentar combater o efeito negativo que os actuais membros da concelhia têm trazido ao partido. Tivemos conhecimento que o Cruz terá feito, entre outros, um convite a uma pessoa que, como resposta, lhe perguntou se estaria louco! Pelo que soubemos, as coisas não lhe estão a correr de feição e corre mesmo o risco de ter que ficar-se por aqueles que fazem parte da concelhia. Não que isso afecte aqueles que lá estão, que acharam ser esse um trampolim para outros voos, mas afecta aqueles que se preocupam com os destinos do partido, apesar de nada fazerem para mudar. Ainda não conseguimos entender a passividade dos militantes que, mesmo ao verem o estado em que o partido está, se deixam ficar impávidos e serenos! Seja como for, os convites estão a ser recusados e, pelo que conseguimos saber, não têm um único nome de peso que possa, de algum modo, convencer o eleitorado. Depois de vermos tudo o que tem acontecido, ficam-nos dúvidas quanto ao verdadeiro estado mental de algumas pessoas porque, tanto quanto sabemos, só os loucos não vêem quando estão a errar! Poderá também só ser insensatez!
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Terça-feira, 14 de Agosto de 2012

Os polícias da TUMG


A certa altura, quando começamos a ver a polícia nas ruas com o livrinho das multas na mão, até sentimos que poderia isso significar alguma segurança para quem aqui habita. Pensávamos que a PSP recebia uma parte das receitas que a TUMG tinha com as multas. Soubemos agora que não é bem assim. Os polícias que andam de livro na mão fazem parte dos "contratados" que, à semelhança do que acontece com aqueles que encontramos nos espaços comerciais, estão apenas destinados a fazer aquele serviço. Significa que os policias que vemos na rua à caça da multa não andam para nos proteger mas apenas para fazer o seu complemento de salário. Mas, se a TUMG e a câmara têm dinheiro para pagar a estes policias, porque não há dinheiro para tornar a terra num local mais seguro? Seria pedir muito que além de estarem atentos a quem não paga estacionamento, vissem os grupos de etnia cigana que perturbam quem quer andar descansado ou os grupos de toxicodependentes que, além de pedirem a moedinha, dão origem a outro tipo de insegurança? Porque continuamos a sentir que, cada vez mais, estamos a viver num local onde a insegurança de andar na rua se sente a cada passo que damos? Se, como dizem, a TUMG dá lucro, porque não usa-lo para nos proporcionar maior segurança? Se há dinheiro para pagar a administração, não haverá para nos dar  qualidade de vida?
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Miserável este nosso país

Já nada nos espanta. Já vimos quase de tudo. Um porco andar de bicicleta não é nada comparado com o que se vê acontecer com os nossos políticos, quer locais quer nacionais. A última vem do Paulinho das feiras. Convenientemente, os documentos que o poderiam incriminar  no assunto dos submarinos desapareceram. Temos pessoas condenadas na Alemanha por terem corrompido alguém cá no país mas cá temos os processos arquivados. Os documentos desaparecem e ninguém parece importar-se com isso. A conclusão a que se chega é que somos um país com políticos que não prestam, com investigadores do Ministério Publico que nada valem e com uma justiça que não serve. No meio desta trapalhada que é este miserável país, estranhamos como todos aceitam tudo isto que acontece de braços cruzados. Um país que é governado por pessoas que de bem nada têm, não pode senão ser um país condenado a ser um país medíocre. Mas como ninguém reclama, temos o que merecemos. Os Relvas e os Portas que por aí proliferam são o que escolhemos e não temos como reclamar. Se amanhã houvesse eleições seria neles, ou noutros iguais, que a maioria iria votar por isso resta-nos esperar que, muito rapidamente, todos eles possam ter o fim que lhes desejamos, porque só assim nos poderemos ver livres deles.
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Desatenção ao desporto

Os jogos olímpicos acabaram e com eles acabou a ideia de que poderíamos fazer uma figura melhor do que medíocre. Mesmo os atletas que tiveram um bom desempenho foram aqueles que estão fora do país ou que são mesmo dotados. Não criticamos os atletas até porque fizeram bem mais do que o país e aqueles que nele mandam merecem. A propósito disso recordamos o que noutro dia ouvimos acerca do que vai ser o próximo ano lectivo. A educação física vai deixar de fazer parte do grupo de disciplinas que conta para média do ano. Isso significa que os alunos poderão ter esta disciplina como facultativa sem que, com isso, ela conte para a nota final. Passou a ser assim uma disciplina sem valor. Depois queixam-se que não temos atletas olímpicos! Diziam os romanos que mens sana in corpore sano e essa era a ideia que tínhamos, até agora! Este governo optou por transformar a educação física num mero jogo, em que participam os que querem, sem que daí surja mais do que uma satisfação. Com esta medida, o Crato colocou os professores de educação física num segundo plano e as nossas foram crianças desincentivadas de praticar exercício físico. Haverá ainda quem consiga defender esta medida? Isto leva-nos a um outro pensamento: se o governo desinveste no desporto, porque não pegarem as câmaras nessa área? Aqui nos parques não se encontra traçado um percurso para jogging, com exercícios que ajudem a estar bem; não há circuitos de bicicleta (há pistas fora do centro mas não se vê um único local onde estacionar as bicicletas); não há o que se vê noutras terras onde se nota uma preocupação pela prática do desporto. Custaria assim tanto a câmara usar os meios que tem para incentivar aquilo que o governo desincentiva? Se até tem quem participou nos olímpicos, porque não aproveitar os seus conhecimentos para mais do que mero animador?
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Segunda-feira, 13 de Agosto de 2012

Filhos e enteados

Este fim de semana houve uma festa em S. Pedro, organizada pela Moher e pela câmara. Ficámos com a ideia que a câmara se tinha decidido, finalmente, a fazer alguma coisa pela dinamização de S. Pedro, à semelhança do que tinha feito na Praia da Vieira. Quando no final da festa houve o fogo de artificio estranhámos porque nos lembramos dos festejos do 25 de Abril em que nada disso houve. Mais estranhamos o facto de a câmara, de repente, ter aberto os cordões à bolsa. Mas, depois de procurarmos saber como foi tudo organizado, soubemos que a câmara não pagou o fogo de artificio, tendo apenas disponibilizado o palco e pouco mais. Depois de sabermos isso fomos tentar saber qual a comparticipação na festa de abertura da época balnear na Vieira e ficamos a saber que ali a comparticipação foi largamente superior. Nada temos contra o facto de a câmara ajudar, comparticipando nestes eventos. O que continuamos a ter muita dificuldade a entender é o facto de a comparticipação ser diferente para uns e para os outros. Continuamos a ter a ideia de que uns são filhos e outros enteados e, apesar de quase não se notar que a câmara faça alguma coisa, há, ainda assim, no pouco que faz sempre algo que fica por explicar!
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Inutilidades

Lemos hoje que a câmara pediu ideias para enfeitar as duas rotundas que estão a ser feitas na zona industrial. Não sabemos ainda quais as ideias que foram escolhidas nem mesmo se quem as escolheu tem algum gosto para poder decidir algo que irá ficar ali à vista de todos e que quem ali passa terá que gramar! Não sabemos se não irão ser mais dois mamarrachos que ali irão ficar, à semelhança de outros existentes. Seja como for, temos muita dificuldade em entender qual a necessidade que a câmara tem de estar a encher mais duas rotundas com cimento ou metal quando poderia aproveitar para fazer duas rotundas verdejantes. Numa zona já cheia de construções e industria, mais cimento, ainda que colorido, não parece fazer sentido. É claro que isso daria mais trabalho e acreditamos e isso é coisa que muitos não quererão mas haverá necessidade de se gastar tanto dinheiro apenas para enfeitar as rotundas ou o interesse é mesmo que possa ser lá colocada uma placa com o nome de quem mandou fazer aquilo? No mesmo ano em que se diz que não há dinheiro para organizar uma festa para as crianças no seu dia, não conseguimos entender como se prefere gastar dinheiro em obras que não deixam de ser apenas para "inglês ver"!
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Sexta-feira, 10 de Agosto de 2012

Os empecilhos

Do muito que já se falou, muito há ainda a falar sobre o que tem vindo a acontecer no PSD. Com a memória do que foram os últimos resultados, as movimentações têm sido deveras interessantes. Uma das promessas da JSD poderá ser, no entanto, o entrave a que os resultados se repitam. Às suas costas, a Margarida carrega o pai na concelhia que, tendo já corrido tudo quanto são partidos, viu agora no PSD a possibilidade de poder entrar finalmente para a politica. Sendo a Margarida uma esperança do partido, o Fernando surge como um peso morto (que alguns poderão chamar de empecilho) que poderá levar a que, se ainda tentarem convencer o Santos a voltar atrás na sua decisão, ele possa decidir definitivamente pelo não. E quem o pode censurar? Não acreditamos que o Santos aceite ter ao seu lado alguém que já foi da esquerda, da direita, do centro e agora do PSD. Também não acreditamos que ele aceite ser a locomotiva daqueles que nunca deram cartas na politica e que poderão querer fazer o gosto ao dedo para satisfazer o ego e não tanto pelo bem comum. Com este cenário em cima da mesa, quase que nos atrevemos a dizer que o Cruz será o menor dos problemas que o PSD local tem!
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Livros para todos

Este ano, à semelhança do que antes aconteceu, a câmara irá oferecer os livros às crianças do primeiro ciclo. De todas as medidas que foram tomadas pelo executivo camarário, esta é daquelas contra a qual temos muito pouca coisa a dizer. Numa primeira vista parece ser uma medida totalmente acertada. Há um ano criticamos o facto de não ser alargado a mais níveis de ensino. Agora que se sabe que, passado um ano, tudo vai ficar igual, não podemos deixar de fazer um reparo. Sabe-se que estamos em tempo de crise e que as dificuldades por que muitos passam são já muito consideráveis e maiores do que há um ano atrás. Há, contudo, aqueles que ainda conseguem passar ao lado da crise e não sentem muita dificuldade. A ideia de pagar os livros a todas as crianças, sem distinguir aqueles que precisam dos que não precisam, trás alguma injustiça e impede que se possam destinar verbas para aqueles que, estando já no segundo ciclo, poderão ficar privados de livros para poderem obter o conhecimento necessário. Dar um tratamento justo não é o mesmo que dar um tratamento igual. Justo é permitir que todas as crianças possam ter escolaridade em condições mesmo que isso implique que aqueles que não precisam possam ter que pagar os livros para que outros disso possam beneficiar. Se a medida da câmara foi acertada, achamos que merecia ser ajustada de modo a permitir ser alargada a todos aqueles que, podendo já não estar no primeiro ciclo, possam necessitar de ajuda. 
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Quinta-feira, 9 de Agosto de 2012

Ideias novas

Foi já anunciada a abertura na terra da Universidade Sénior já em Setembro. Não sabemos se irá dispensar licenciaturas à moda da Lusófona mas, independentemente disso, é bom que este tipo de iniciativas tenha lugar. Esta informação fez-nos lembrar o momento em que o PCP mandou para cá o Filipe, como que para por ordem na casa. Quando se fala em "sénior" pensa-se logo em "mais idade" mas pode-se também pensar em "ideias com mais idade". Por cá nota-se que o PCP estagnou, não apenas na capacidade de renovação como também no discurso. Esse tem-se mantido sempre o mesmo desde há muito tempo, não se notando grande evolução. Quando para cá veio o Filipe ficámos com a esperança que ele pudesse vir fazer como se faz nas universidades, renovar conhecimentos e dar ideias novas. Depois de todo este tempo, não podemos dizer que se sinta alguma diferença. A sensação que dá é a de que ele foi consumido pelos "vícios" que por cá já existiam, tendo ficado completamente anulado. Tão anulado que nada conseguiu mudar. Como em Setembro a Universidade vai passar a funcionar não seria mau, uma vez que o Filipe já nada consegue fazer, que alguns destacados membros do partido pudessem ali se inscrever e passar os finais de tarde a ler e a aprender coisas novas em vez de o fazerem noutros locais, talvez mais convidativos e regados, mas menos instrutivos. Eles ganhavam e todos nós também!
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Museu do Vidro

Num período como o que estamos a passar, há quem goste de ir para a praia mas há também quem procure conhecer coisas novas, tentar aprender e conhecer aquilo que é a história de cada terra. Quando ontem falávamos com uns amigos que cá vieram, tivemos a ideia de os aconselhar ir visitar o museu do vidro. Má ideia! Pouco depois vieram chateados connosco porque deram com o nariz na porta! Fomos saber o que se passava e, apesar de não termos encontrado nenhuma informação quanto à razão do encerramento, conseguimos encontrar um site que diz que o museu está "temporariamente encerrado". É certo que ali estão a decorrer umas obras mas havia necessidade de fechar aquele que é o símbolo mais representativo da terra? Numa altura de verão, de turistas e de haver a possibilidade de por cá ficarem uns euros, está tudo fechado, sem que se saiba quando reabre! Deve ser por isso que não se encontra minimamente sinalizada a forma como chegar ao museu. Assim pelo menos quem queira conhecer um pouco da nossa história não dá com o nariz na porta. 
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Quarta-feira, 8 de Agosto de 2012

PCP puxa tapete

Há uns dias o executivo entregou à oposição a proposta das comparticipações que pretendem atribuir aos clubes  com atletas federados. Esta semana o PCP reuniu com os diversos clubes e o resultado foi o que se esperava: todos rejeitaram a proposta. Muitas foram as criticas que os clubes fizeram àquilo que muitos consideram como sendo uma proposta inaceitável e inconcebível. O PCP foi assim ao terreno ver qual o sentimento dos que são os principais afectados com a proposta de comparticipações aos clubes. Sabemos que, além de ter sido esse o sentimento inicial, o PCP irá votar contra a proposta. O PCP tira assim o tapete ao PS naquilo que é, por muitos, considerada como a proposta de desinvestimento no desporto federado. Se o Álvaro insistir em levar a proposta a votação, sabendo-se que o PCP irá votar contra, fica, mais uma vez, nas mãos do Santos a viabilização de tal documento. Depois de lermos qual a intenção do PS em termos de comparticipação (que poderá ser lida aqui) e sabendo qual o sentimento dos clubes em relação a ela, acreditamos que o Santos irá ficar ao lado do PCP e a proposta irá ser rejeitada, optando pelo não. Em alguns casos é melhor inviabilizar uma medida do que deixar passar apenas para não ter que dizer que não, e este será um deles. O Álvaro tem, no entanto, uma saída airosa, sem que fique a ideia de que lhe foi puxado o tapete: recua e não apresenta nada a votação! Sendo já conhecido como não tendo um bom perder, acreditamos que o Álvaro irá deixar cair a proposta, evitando assim uma rejeição por parte da oposição.
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História da Floresta apodrece

Quando passamos pelo centro da terra é impossível não ver as obras. O argumento do investimento na cultura leva a que ali se estejam a gastar milhares de euros. Quem vem pela primeira vez à terra até pode pensar que existe alguma preocupação com a cultura. Soubemos que, ainda no tempo do Órfão, com a ideia de um dia se criar um museu da floresta, foi-se a Lisboa buscar uma série de documentos antigos que pertencem à história das nossas matas e do pinhal do rei. Os arquivos que vieram da Autoridade Florestal estão a apodrecer no parque do Engenho, já para não se falar no que já desapareceu. É este tipo de cuidado que os nossos autarcas têm com o que representa a nossa história: deixar apodrecer! Pode-se até dizer que ainda não há museu da floresta e terão toda a razão, mas será muito difícil e caro cuidar dos arquivos e permitir que sejam preservados para um dia, quando o museu for criado? E porque não colocar já a documentação na biblioteca ou mesmo, já que deverá saber como tratar da cultura, encarregar já a Directora da Casa da Cultura de cuidar dessa documentação. É que cultura não são apenas espectáculos, cultura também é preservar a nossa história. 
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Terça-feira, 7 de Agosto de 2012

Sozinhos


No aniversário de um dos maiores cantores brasileiros, lembrámos de uma canção que reflecte, na maior parte das vezes, o que sentimos quando comentamos o que por aqui acontece e vemos que quem manda nada faz para que a vida melhore, sozinhos! Mas, como "quando a gente gosta, a gente cuida", iremos continuar a querer insistir e persistir, sem ser "só da boca para fora". 
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Piscina no parque

Não é já a primeira vez que passamos pelo parque e damos conta que os aspersores estão horas a jorrar água. A água que se estraga é tanta que enche as valetas  enchem. Ao início pensámos que era má gestão da câmara, em especial por não ter capacidade de conseguir ter as pessoas certas nos locais correctos e conseguir, com isso, que não existisse tanto desperdício de água, cada vez mais escassa. Mas, depois de pensarmos um pouco mais, chegámos à conclusão que é tudo fruto de um plano bem pensado. Sabe-se que nas praias não há nada que motive a ida lá de quem por cá habita. Com as marés vivas que agora estão a premiar quem quer aproveitar a praia (aqueles que diziam que a obra nas arribas apenas poderia ser feita agora por causa das maré deverão estar a tentar encontrar uma explicação para o que disseram) e como não temos qualquer perspectiva de vir a ter uma piscina, apesar de prometida, o executivo deverá ter decidido fazer ali uma piscina. Como a ribeira que por ali passa está como se vê, nada como permitir que ali se tomem uns banhos. Ainda há quem diga que eles nada fazem!
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Segunda-feira, 6 de Agosto de 2012

Marte aqui tão perto

Chegaram já as primeiras imagens do robot enviado a Marte, o Curiosity. É mais um Curioso que foi à procura de vida noutro planeta. Não podemos deixar de achar engraçada a semelhança de nome da sonda com o de quem aqui escreve. Mas semelhanças não se ficam pelo nome, ressalvadas as distâncias! A Nasa mandou um robot à procura de vida a uns milhares de quilómetros; por cá limitamo-nos a procurar vida na na nossa terra. A probabilidade do Curiosity encontrar vida em Marte é quase a mesma que aqui temos de encontrar alguma coisa a mexer. Acreditamos que os técnicos da Nasa não esperam encontrar nenhum marciano assim como por cá não esperamos encontrar ninguém da câmara nas ruas a ver se alguma coisa está a ser mal feita ou se alguma coisa precisa de ser feita. Não sabemos ainda se o robot irá regressar à terra mas temos esperança que, se vier, a Nasa possa emprestá-lo para ver se ele por aqui, de tão equipado que está, consegue encontrar alguma espécie de vida ou de movimento na Marinha. Até lá, o Curiosity vai tentando encontrar vestígios de vida em Marte assim como por aqui vamos continuar a tentar encontrar vestígios de vida na nossa terra!
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A Cruz do Santos

Estivemos com o deputado Pedrosa e há muito que não o víamos tão sorridente. Ainda pensámos que era por causa das férias mas, depois de falarmos um pouco com ele, percebemos que a razão tem já a ver com as próximas eleições. A confusão que se instalou no PSD está a dar-lhe razões para andar sorridente. É quase como se já estivesse a preparar o discurso de vitória do seu partido. Ao mesmo tempo, sentimos nele um pouco de pena por aquilo que o Santos está a passar. Ler no jornal que não lhe dão o apoio que precisa e que querem aproveitar-se do que foi o último resultado eleitoral não deverá ser fácil. A Cruz que o Santos agora carrega deverá ser assim bem pesada porque, além do oportunismo que se nota existir, o peso da ingratidão, misturado com uma boa dose de estupidez à mistura, deverão tornar o peso da cruz bem mais pesado do que a que Cristo carregou. O que nos espanta é o facto de, depois de tanta ingratidão, ele não ter ainda batido com a porta e ter deixado, neste ano que falta até às eleições, que os novo eleitos da concelhia se espalhem ao comprido com o que estão a ser as asneiras que têm vindo a cometer.
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Domingo, 5 de Agosto de 2012

Pena não ser cá

Agora que temos possibilidade de tirar uns dias para sair da terra, fomos dar um passeio por outras cidades onde, tínhamos esperança, poderíamos encontrar algum movimento uma vez que estamos cansados de nada acontecer. Estamos agora por Braga onde se vê movimento, crescimento e desenvolvimento. De entre as muitas coisas que gostámos de ver, uma deles deixou-nos com sentimento de querer que na nossa terra sigam este exemplo. Quando na terra passamos por uma rua ou mesmo pelos parques, o que vemos é cimento e relva. Não existe cor nem nada que nos desperte a atenção. Deverá ser por isso que muitos consideram a Marinha uma terra feia. Aqui, ao contrário de lá, o que aqui se vê são jardins com flores, com cor, com cheiro. Dá gosto aqui andar na rua e nos jardins. São coisas destas, pequena e de quase investimento nulo, que a nossa terra precisa. Para isso basta ter imaginação e vontade de fazer alguma coisa. Será que quem manda na câmara não tem olhos para ver que não é caro nem difícil tornar a nossa terra mais bonita e num sitio mais agradável para se viver. É que bastava olharmos para as flores que esquecíamos tudo o que de mal existe por lá! 
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Sábado, 4 de Agosto de 2012

O veredicto

Muitos poderão já não se recordar do momento em que o deputado Pedrosa, a respeito da ida do Soares dos Santos para fora, escreveu que ele era um FDP (rever aqui). Veio depois, de uma forma muito mal articulada, tentar arranjar uma desculpa. Lemos agora que no Porto, por causa de um texto que foi escrito a respeito do Rui Rio em que dizia que ele era um FDP, o tribunal considerou que esse termo quer mesmo dizer "filho da p...", como se pode ler aqui. Já sabíamos que o resultado iria ser este mas isto levou-nos a lembrar que este personagem da nossa vida política tem andado desaparecido. Não que estejamos com saudades mas estranhamos ele andar tão calado, sem dizer ou fazer asneiras. Meses depois de ele ter dito o que disse, porque é que só o tal empresário do Porto é condenado por ter chamado um nome feio ao Rio? Possivelmente o dono do Pingo Doce terá sido mais sério do que o deputado que o insultou e não quis arrastar o assunto pelos tribunais. Mas, agora que está confirmado que não se pode chamar FDP a qualquer um, como é que vamos conseguir dirigir-nos a este deputado e como é que o podemos chamar?
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Começar pelo telhado

Há uns dias lemos que um dos clubes mais emblemáticos da terra estava a necessitar de obras urgente. Agora dirigido pelo Vítor, o SCM vai iniciar obras. Não sabemos ainda o que esteve na base da promessa, mas soubemos que o Álvaro terá prometido ajudar aquele clube com cerca de cinquenta mil euros para que pudessem substituir o telhado que, ao que sabemos, está uma lástima. Achamos bem que, se há dinheiro para fazer uma casa da cultura e um cubo de vidro, seja dado apoio aos que, ao longo dos anos, têm apoiado quem a eles recorre e tem mantido actividade desportiva. O que já não achamos bem é, ao que conseguimos saber, o Álvaro andar agora como uma enguia a  tentar fugir dos que dirigem aquele clube e a arranjar desculpas para evitar ter que cumprir o que prometeu. Com este cenário, acreditamos que iremos ver o velho pavilhão da Embra com boa iluminação, única na região pela capacidade de poupança, ao mesmo tempo que iremos ter a possibilidade de, enquanto vemos os jogos em pavilhão, ver, ao mesmo tempo, as estrelas!  Quando chover, bom aí o melhor será pensar em por novo sistema de iluminação! Aqui é um dos casos que se pode dizer que se começou a obra pelo telhado! Terá a promessa tido a ver com o facto de querer , por alguma razão, agradar ao Vítor?
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Sexta-feira, 3 de Agosto de 2012

Feira de velharias

Este fim de semana têm inicio uns festejos em S. Pedro, organizado pela Moher. Pelo que tivemos conhecimento, irá ser tentada a venda de artesanato e de algumas antiguidades. É o momento certo para que alguns possam despachar-se dos monos e do que têm em mais em casa. Isto fez-nos lembrar o que tem estado a acontecer no PCP. A gestão que tem estado a ser posta em prática poderia levar a que muitos começassem a pensar na possibilidade de ali colocarem em venda alguns dos monos que têm e que, pelo que conseguimos saber, estão a ocupar espaço de alguns que, com ideias novas, poderiam aparecer. Sabemos que a relação que existe entre o PCP e o Tojeira não é a melhor mas estamos convencidos que ele não se importará que ali possa ser colocada uma banca de venda das velharias que o PCP tem e que estão a ocupar algum do espaço que poderia ser dado a quem possa ter uma maior dinâmica e visão. Este tipo de eventos tem vantagens para a dinâmica da terra e poderia permitir que alguns dos horizontes fossem alargados, ficando assim todos a ganhar. O que poderia acontecer era que ninguém quisesse comprar algumas das velharias mas estamos convencidos que algumas poderiam ser mesmo oferecidas ou mesmo pagarem para que alguém ficasse com elas! 
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Mais um tiro no pé

Há quem não saiba quando ficar calado ou, não querendo fazê-lo, saiba como falar bem. A propósito do que tem sido falado relativamente à retirada de confiança politica ao Santos, a comissão politica sentiu-se na necessidade de vir "esclarecer posição". Quando se começa a ler o "esclarecimento" pensa-se que eles vêm afirmar que não foi retirada confiança politica. Não! No texto, a comissão politica acaba por dizer que "O Dr. António Santos, actual vereador, eleito pelo PSD, em exercício na Câmara Municipal da Marinha Grande, assim como todos os restantes membros do PSD em funções na Assembleia Municipal, Juntas de Freguesia e Assembleias de Freguesia, merecem por nós, comissão política, todo o reconhecimento.". A palavra chave está no fim da frase: reconhecimento. Ou seja, em momento algum do esclarecimento é afirmado que mantêm a confiança politica ou que dão o "apoio indispensável" aos actuais eleitos. Reconhecem apenas o que eles fizeram e dão o apoio aos futuros eleitos. Vieram assim esclarecer que não sabem esclarecer nada! Aliás, se alguma coisa fazem, é confirmar o que já se dizia! É com uma comissão politica que esclarece ou pensa assim que querem ter bons resultados! O que vale é que a comissão politica tem sete elementos e têm ainda muitos pés para continuar a dar tiros! Estavam tão bem calados!
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Quinta-feira, 2 de Agosto de 2012

Almoço com o presidente


Lemos hoje uma extensa entrevista do Logrado (tão extensa que já permite ver alguns dos apoios que tem) onde ele se anuncia como candidato. Não é novidade e já há muito que aqui sabemos disso. Esperávamos  mais e melhor! Sem que dê qualquer indicação de quem será a equipa, surge como o líder de uma amalgama de descontentes, de um movimento que todos aceita. O "projecto" surge cheio de chavões, palavras caras e citações, não sabemos tiradas de onde, que permite que nelas se enquadrem todo o tipo de ideias, boas ou más, sem que, no entanto, se estenda muito no que são as reais e concretas medidas para a terra. Uma coisa são as ideias gerais, outra são as medidas concretas e essas não lemos! Ficámos com algumas dúvidas quanto à real possibilidade de por em prática as ideias que disse ter. A título de exemplo, numa altura em que as colectividades lutam por conseguir ter quem as lidere, não vemos como conseguirá fazer uma gestão partilhada da Casa da Cultura; fica por saber como irá atrair investimento ou fomentar o aparecimento de novas actividades. Parece-nos assim já muito discurso de político, cheio daquilo que todos querem ler mas sem proposta de medidas concretas. Se poderá haver o argumento de que ainda é cedo para dar essas ideias, ficamos sem perceber porque então se estendeu já tanto! Teremos uma coisa boa! Possibilidade de almoçar à borla uma vez por semana na sua companhia! Resta saber em que moldes nos poderemos candidatar a ter lugar na mesa.
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