quarta-feira, 16 de Abril de 2014

Questões de Abril

A chegar-se ao 40º aniversário do 25 de Abril parece-nos que pode fazer-se o balanço do que foram estes quarenta anos de "democracia". Na escola pouco ou nada se ensina sobre o que aconteceu nem sobre as razões que levaram a que se desse a revolução. Os principais protagonistas são esquecidos e nem no local que simboliza a democracia é dada voz a alguns dos que tiveram um papel activo. Numa altura em que a classe política é representada pelo que de pior o país produziu de homens e mulheres; numa altura em que o parlamento é composto por refugo que nem para casco serviria; numa altura em que somos governados por ditadorezinhos cuja única competência profissional relevante é terem sido boys; numa altura em que o principal partido da oposição é liderado por um imbecil, também ele boy de profissão a questão que se coloca é se terá valido a pena toda a luta que muitos tiveram para se conseguir chegar àquela madrugada. Continua a ser mais importante, para a grande maioria, saber se o Benfica ganhou ou Sporting ou se o Castello Branco fez mais alguma aparição. Somos aquele país onde os jornais diários com mais tiragem continuam a ser os desportivos ou o Correio da Manhã; aquele país onde os reality shows ou concursos apresentados por idiotas muito bem pagos continuam a ser os programas com mais audiência. Continuamos a fazer manifestações com hora marcada, sabendo que no dia seguinte tudo está igual porque a telenovela ou o jogo é mais importante do que continuar a lutar pelo que se tem vindo a perder. Por cá, na terra, continuamos alheados em relação ao que se passa e às decisões, muitas delas erradas e sem explicação, que vão sendo tomadas. Continuamos sem nos preocuparmos com os "elefantes brancos" de que o Álvaro fala e sem pedir explicações. Temos obras que teimam em não ser concluídas e sem que alguém explique as verdadeiras razões. Somos a terra onde a liberdade foi sempre uma das bandeiras mais agitadas mas onde hoje impera a vontade de quem se comporta como tendo aprendido muito pouco com a queda da ditadura. Claro que, à classe política local, este é um assunto que não interessa discutir e não irá haver nenhum debate que aborde o tema. Deixamos por isso as perguntas: valeu a pena o 25 de Abril? Que diferenças existem hoje do 24 de Abril de 74 e o que está igual ou pior? Vivemos numa terra onde as conquistas de Abril são respeitadas? E já agora, que estava a fazer quando soube da revolução e o que fez a seguir?
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Não há circo sem palhaços

Sem palhaços não há circo. Pode haver muita coisa mas uma das coisas que nunca pode faltar são aqueles que nos fazem rir dar parvoíces que fazem à nossa frente. Quando soubemos que este ano vai haver circo perto do estádio fomos dar uma vista de olhos ao que antes tinha sido dito pelo Álvaro. Em Dezembro de 2012 o Álvaro disse que "pelo que enquanto não houver um espaço condigno e com condições de segurança não autorizará esta instalação" referindo-se ao pedido que foi feito para a instalação do circo e depois de ter ouvido o Vítor dizer que "terá sido informado de que a Câmara não autorizava esta instalação pelo que não valia a pena apresentar o pedido ou falar com o Presidente, como pretendia. Gostaria de saber se isto é verdade, pois parece-lhe que o circo é um a atividade que anima a cidade, para além de se apoiar quem explora este tipo de atividade e dela sobrevive". O Álvaro disse também que "as questões de segurança e higiene necessárias são aquelas que tem os na Vieira, com água, eletricidade e piso consistente para instalação das bancadas e dos animais, e só quando as tiver aqui é que assinará qualquer autorização para instalação de circos". É aqui que ficamos confusos! Nada mudou no que diz respeito às condições e, pelo que já vimos ser anunciado, desta vez até tubarões haverá! Se nada mudou e se a câmara não criou condições diferentes daquelas que existiam em Dezembro de 2012, que terá levado a que agora seja possível instalar-se um circo onde antes o Álvaro disse que nunca autorizaria? Será que o facto de a maioria agora ser composta por aqueles que em Dezembro levantaram a questão tem influencia na decisão? Diz o povo que quem um dia diz uma coisa e no outro diz ou faz outra está a fazer figura de palhaço. Deve ser por isso que este ano temos circo onde antes não era permitido, palhaços devem ser a atracção principal!
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terça-feira, 15 de Abril de 2014

O custo do Circo

Surgiu há pouco um comentário que dava a conhecer que a câmara teria cobrado a quantia de quatro mil euros pela utilização do espaço onde o circo está instalado, despesa que tinha sido suportada pelos bombeiros. Tratava-se de informação que não dispúnhamos e que nos apareceu como surpresa. Fomos tentar saber o que se passava e se o comentário tinha algum fundo de verdade. Ainda sem que tenhamos confirmação oficial, obtivemos informação que contraria esse comentário. Pelo que conseguimos saber, o teor desse comentário não corresponde à verdade. A informação escassa que obtivemos do interior da câmara foi a de que esta não cobrou os quatro mil euros que são referidos. Achámos estranho que tal pudesse ter acontecido quando se anuncia que há a concessão de apoios. Claro que, se alguma dúvida existir, a questão poderá ser clarificada na próxima reunião de câmara. É evidente que esta questão traz de novo a que tem a ver com a localização do circo e a razão de não ser autorizada a sua instalação num local mais visível, com mais estacionamento do que aquele onde está actualmente instalado. Se é autorizada a instalação de roulotes de comes-e-bebes, sem o mínimo de condições, não entendemos a razão de não ter sido autorizada a instalação de um circo por uns meros quatro dias mas isso levar-nos-ia a outras questões que para já não iremos falar. 
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Os candidatos

Numa altura em que estamos a dias de começar a campanha para as europeias e quando se sabe que o interesse que há nessas eleições é reduzido, fomos ver o curriculum de cada um dos cabeças de lista dos principais partidos. Escusado será dizer que a vontade que temos é de fugir!
Francisco Assis: Estudou num colégio católico e licenciou-se em Filosofia, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Professor do ensino secundário, é militante do Partido Socialista desde 1985. Foi Presidente da Câmara Municipal de Amarante, de 1990 a 19951 e deputado à Assembleia da República desde o último desses anos. Foi, pela primeira vez, presidente do Grupo Parlamentar do PS entre 1997 e 2002. Saiu para ocupar o cargo de deputado ao Parlamento Europeu, onde permaneceu até 2009. Pelo meio foi eleito presidente da Federação Distrital do PS do Porto e candidato à Câmara Municipal do Porto, nas eleições autárquicas de 2005, saindo derrotado por Rui Rio. Manteve-se como deputado no Parlamento Europeu até ao final do seu mandato, ao mesmo tempo que se mantinha como vereador no Porto. Em Julho de 2009 foi apresentando como cabeça-de-lista do Partido Socialista pelo Círculo da Guarda às eleições legislativas de 27 de Setembro, vindo a ser eleito para o mandato de 2009-2013. Foi, pela segunda vez, líder parlamentar do PS, entre 2009 e 2011.
João Ferreira: Licenciatura em Biologia; 2009 - Técnico Superior da Associação Intermunicipal de Água da Região de Setúbal (AIA); 2007-2008 - Técnico de consultoria numa empresa de estudos e projectos na área do ambiente, ordenamento e gestão do território (Nemus, Lda.); 2003-2007 - Membro Associado do Centro de Ecologia e Biologia Vegetal da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Bolseiro de Doutoramento; 2001-2003 - Bolseiro de Investigação Científica no Museu, Laboratório e Jardim Botânico da Universidade de Lisboa; 2000-2001 - Bolseiro de Investigação Científica no Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa; Membro do Comité Central do PCP, da Direcção da Organização Regional de Lisboa do PCP e da Direcção do Sector Intelectual de Lisboa do PCP; 2003-2007 - Presidente da Direcção da Associação dos Bolseiros de Investigação Científica (ABIC); 2004-2005 - Delegado de Portugal na EURODOC - Federação Europeia de Associações de Investigadores e Estudantes de Pós-Graduação; 1999-2000 - Membro do Conselho Directivo da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa; 1997-2001 - Membro do Senado da Universidade de Lisboa, da sua Comissão Coordenadora, e da Assembleia da Universidade de Lisboa; 1997-2001 - Membro da Assembleia de Representantes e do Conselho Pedagógico da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa; 1996-2000 - Membro da Direcção da Associação dos Estudantes da Faculdade de Ciências de Lisboa; 1997-2005 - Membro da Assembleia de Freguesia da Ameixoeira - Lisboa.
Paulo Rangel: Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa do Porto. Frequentou o mestrado em Ciências Jurídico-Políticas na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e o curso de doutoramento em Direito Público na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa. Advogado sócio da Cuatrecasas, Gonçalves Pereira & Associados. Área de Actividade: Direito Público. Docente na Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa. Rege a disciplina de Ciência Política e dirige os seminários Cuatrecasas de Contratação Pública e de Tutela Cautelar em Direito Administrativo. Administrador da Fundação Robert Schuman e membro da direcção da Associação Comercial do Porto; comentador em diversos órgãos de comunicação social.Presidente do Grupo Parlamentar do PSD em 2008-2009 e Deputado à Assembleia da República na X Legislatura; Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Justiça no XVI Governo Constitucional. Obras publicadas: autor de múltiplas conferências e palestras, bem como de artigos científicos e livros na área do direito e de âmbito político-constitucional. Repensar o Poder Judical, Publicações Universidade Católica, 2001, O Estado do Estado, D. Quixote, 2009, entre outros. Períodos de investigação no DAAD em Frankfurt, no Instituto Europeu de Florença, na Universidade de Osnabrück, na Universidade de Upsala, na Universidade de Lausanne, na Universidade de Bolonha, na Universidade de Génova e na Universidade de Freiburg. Condecorado com a Grosseverdienst Kreuz mit Stern Bundesrepublik Deutschland (2009); Prémio René Cassin: Conselho da Europa (1989); Prémio D. António Ferreira Gomes (1986).
Marisa Matias: Doutoramento em Sociologia, Universidade de Coimbra, Portugal, com a tese: "A natureza farta de nós? Saúde, ambiente e novas formas de cidadania" (2009); mestrado em Sociologia, domínio dos estudos sociais da Ciência e da Tecnologia, Universidade de Coimbra, Portugal (2003); licenciatura em Sociologia, Universidade de Coimbra, Portugal (1998). Domínios de especialização: saúde ambiental, sociologia da ciência, sociologia da saúde, sociologia política. Publicou vários artigos científicos, capítulos de livros e outras publicações, nacionais e internacionais, sobre relações entre ambiente e saúde pública, ciência e conhecimentos e democracia e cidadania. Colaborou enquanto formadora/professora em vários cursos de formação e programas de pós-graduação (incluindo programas de mestrado e de doutoramento). Investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Portugal (desde 2004); assistente de investigação do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Portugal (2000-2004); professora de Sociologia e outras disciplinas nas escolas ITAP e Profitecla (2000-2001); secretária de redacção da Revista Crítica de Ciências Sociais (1998-2000). Membro da Direcção Nacional do Bloco de Esquerda; membro da direcção da Pro-Urbe, Associação Cívica de Coimbra. Foi mandatária nacional do Movimento "Cidadania e Responsabilidade pelo Sim", no âmbito do referendo nacional pela despenalização do aborto em Portugal. Encabeçou a lista do Bloco de Esquerda nas eleições à Câmara Municipal de Coimbra (2005).
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segunda-feira, 14 de Abril de 2014

Discurso no plural

A curiosidade que tínhamos começa a ficar mais dissipada. Fomos fazer uma leitura mais atenta do programa das comemorações do 25 de Abril que agora aparece no portal da câmara e, além de estar mais completo, apercebemo-nos que vem já dar uma luz sobre o que deverá acontecer e que nos tinha passado despercebido. A curiosidade que tínhamos sobre quem irá falar na madrugada do 25 de Abril. O ano passado o programa fazia referência apenas a "discurso" e foi isso o que tivemos. Um discurso do Álvaro que se limitou a dizer aquilo que achava que o seu partido tinha feito à frente da câmara. Foi o discurso próprio de quem está em pré-campanha mas que em nada glorificou o dia que se pretendia comemorar. O programa deste ano faz referência a "discursos" pelo que se pode concluir que não será apenas o Álvaro quem irá falar. Com a curiosidade a ficar mais dissipada, a dúvida que fica tem a ver com o saber quem irá acompanhar o Álvaro na arte de discursar. Com as limitações que lhe são conhecidas no que diz respeito à fluidez de expressão, não deixa de ser uma decisão arriscada a de deixar que mais alguém discurse e, com muita facilidade, a ele se sobreponha. Irá ser apenas o Vítor quem o irá acompanhar ou também os representantes das demais forças eleitas? Pelo que já soubemos, poderá haver vontade de alguns dos eleitos em poder usar da palavra e a dúvida com que ficamos é a de saber se, também aqui, o "problema é deles" ou se lhes vai ser dada igual oportunidade.
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Cansados

Hoje estamos assim, cansados. Foi um fim-de-semana intenso. Apeteceu-nos ir ao teatro e fomos. Fomos também ao cinema. Ainda tivemos tempo de ir ver exposições novas de arte. À noite aproveitámos para ir para a rua. Aproveitamos para conviver com as muitas pessoas que andavam como nós pela rua. Podermos estar junto de pessoas amigas que, como nós, quiseram estar a desfrutar das esplanadas, enquanto se ia vendo animação pelas ruas, é sempre agradável. Claro está que depois de um fim-de-semana assim, com muito movimento, a ver gente e coisas novas, ficámos cansados e hoje a vontade é mesmo de descansar. Mas soube bem. Acreditamos que com todos seja mais ou menos igual e que sempre que fazem coisas de que gostam, aproveitando os dias de descanso para fazerem aquilo que habitualmente não se pode fazer durante os dias de trabalho, no dia seguinte estão cansados. É evidente que, para conseguirmos tudo isto e termos um fim-de-semana com actividade e coisas novas, fomos passar o fim-de-semana fora! Aproveitámos para sair da terra onde passamos a semana e fomos para um local onde acontecem coisas. Hoje estamos cansados da agitação do fim-de-semana que serve para contrastar com o cansaço que sentimos habitualmente de ver que tudo está sempre igual.
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sábado, 12 de Abril de 2014

Quem vai falar?

As comemorações do 25 de Abril vão ter o seu ponto alto, como sempre, quando perto da meia noite se ouvir a Grândola Vila Morena e se seguirem os discursos. Este ano terá um significado acrescido depois do muito pelo qual temos vindo a ser obrigados a passar com as medidas que têm vindo a ser impostas pelo Governo. Mas, mais do que ouvir a canção que simboliza o dia, estamos curiosos para ouvir o que o Álvaro tem para dizer. Numa altura em que o governo local é partilhado por dois partidos, a dúvida sobre se irá existir apenas o seu discurso ou se irá dar também a palavra a quem consigo partilha o poder é algo que se vai manter até ao dia. Sabendo-se que tem muito pouco jeito para ler aquilo que alguém irá escrever, a questão que fica é se não deveria ele deixar que também o Vítor falasse. Não nos parece que o argumento de que apenas deve ser quem manda que deve usar da palavra, porque isso eliminaria também a possibilidade dele falar. Daí que esta curiosidade nos tenha vindo a assolar durante os últimos tempos. Se, por um lado, deixar que outros, quem não apenas ele, falem na varanda da câmara pode ser um sinal de fraqueza, seria, por outro, um sinal de democraticidade que, sabemos, muitos dizem não existir por aqueles lados!
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História de sangue!

Estalou o verniz! Essa é a conclusão que se chega depois de quinta termos lido que a exposição de marionetas não era senão o prolongamento do que se passa no edifício da câmara! De uma forma muito pouco polida, os membros do executivo foram chamados de fantoches (entre outros). Tudo isso porque o Álvaro terá dito que iria deixar de dirigir a palavra a quem ele acha que não o merece. Se tem ou não razão, apenas ele o saberá, sendo que em relação a quem se senta consigo na vereação já escrevemos. Já se imagina o que irá acontecer e é provável que de tudo isto possa sair sangue. As cenas dos próximos capítulos deverão ser recheadas de novas aventuras a menos que o Álvaro e os restantes vereadores possam tentar por uma esponja sobre o que por certo leram. Diz-se que quem não se dá ao respeito não pode esperar ser respeitado e acreditamos que o que se tem lido mais não é do que um teste à capacidade de encaixe dos que estão na câmara. O que irá acontecer apenas o futuro o poderá dizer mas uma coisa parece ser certa, com os limites a serem ultrapassados, depois do que lemos não há dúvidas que cada vez será mais difícil aos munícipes saberem o que a câmara vai fazendo, ou quer fazer!
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sexta-feira, 11 de Abril de 2014

Horário especial

O país está mergulhado numa crise que alguns criaram agravada pelo que têm sido as políticas seguidas por aqueles que dizem que mandam. Entre o PS e PSD/CDS será difícil saber a quem atribuir as culpas. Se de um lado está mal, do outro não está melhor e as perspectivas não são as melhores. É nas alturas de crise que há necessidade de mostrar o que se vale. Claro que se poderia falar em fazer cair o Governo mas para isso seria necessário que as alternativas pudessem dar alguma esperança de melhoria. Não são!| Se estamos muito mal, não iremos ficar melhor quando houver eleições. Entre o Passos, Seguro, Portas, Jerónimo, Semedo ou Catarina venha o diabo e escolha. Quase parece que os partidos escolhem o refugo para os liderar e o resultado está à vista. Em nenhum se conseguem encontrar capacidades para governar o país. Mas é com este cenário, em que há necessidade de poder desenvolver a economia; de acelerar a resposta ao que possa ser pedido; em que se quer atrair empresas; em que há necessidade de poder por os serviços da câmara a responder em tempo útil que é anunciado o acordo que prevê a manutenção de menos horas de trabalho! Nada temos contra que se possam criar melhores condições de trabalho, antes pelo contrário, mas numa altura em que as empresas e particulares precisam de uma resposta pronta ao que possam ser as suas solicitações, a câmara decide manter condições preferenciais aos que lá trabalham, em prejuízo do que possam ser as necessidades dos munícipes até porque não foram criadas alternativas ou formas para que seja dada uma resposta rápida aos munícipes. Não admira que os atrasos na resposta ao que é pedido continuem! Os sacrifícios vão continuar a ser feitos apenas por parte e, numa altura em que as empresas e trabalhadores sentem necessidade de ter que trabalhar mais para fazer face à crise, sabem que podem contar com serviços camarários que vão continuar a encerrar em horário diferente daquele que têm! Este acordo, sendo bom para quem trabalha na câmara, mostra uma evidente falta de capacidade de quem manda para conseguir motivar os que lá trabalham para fazerem também eles os sacrifícios que são pedidos ao resto da população que, sem dúvida, acreditamos fariam.
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quarta-feira, 9 de Abril de 2014

Figura de parvos

De todos os personagens que nos últimos anos têm aparecido, deverá haver poucos que tenham conseguido interpretar melhor a figura de parvo do que o Mr. Bean. Até ontem pensamos que ele seria o expoente máximo de alguém que faz asneiras sem que se aperceba que as faz. Quando ontem lemos o comunicado do PCP sobre o potencial encerramento de serviços do tribunal percebemos que estávamos enganados e que há quem nos queira fazer desempenhar o mesmo papel que aquele personagem. De uma forma que tenta mascarar o facto de terem dois vereadores com pelouros, um deles com actividade profissional na área, o PCP vem apresentar um comunicado em que apela à população para que se manifeste contra a intenção do Governo de fechar serviços que até agora estavam aqui. Esse comunicado, de 7 de Abril, não explica o que os seus vereadores fizeram até ao momento para tentar impedir que a decisão passasse a definitiva nem explica sua passividade. Claro que o comunicado visa isso mesmo, mascarar a inacção de uma vereação que não se consegue justificar nem justificar o porquê de nada ter feito. Vir agora o PCP com um comunicado, mais de duas semanas depois da decisão ter sido publicada, é tentar fazer-nos a todos estar no papel que o Rowan Atkinson desempenha de forma magistral. Não gostamos que nos queiram fazer de parvos e este comunicado mais não é do que isso mesmo! É com alguma tristeza que vemos que o PCP, que sempre foi conhecido pela sua acção reivindicativa, está a limitar-se a reagir em vez de fazer o que deles se esperava: agir. Esta deve, no entanto, ser a forma que têm de tentar mostrar que fazem alguma coisa enquanto têm vereadores que, pelo que se vê, pouco ou nada fazem. Este comunicado mais valia ter ficado na gaveta. Pelo menos não passavam a vergonha de virem dizer algo contra o qual há muito se sabe que nada pode ser feito. Não fizeram quando deviam e agora vêm tarde. Mas este comunicado entende-se, afinal já há cartazes de propaganda eleitoral nas ruas!
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terça-feira, 8 de Abril de 2014

Culpados

Já antes tínhamos sido alertados para o facto de a terra ir ficar privada de serviços no que diz respeito ao tribunal que aqui funciona. Até hoje não houve uma palavra que fosse da parte da câmara sobre o assunto. É como se não importasse que os munícipes tivessem que ir para fora da terra tratar dos seus assuntos. Sabe-se que a ideia de ser feita essa mudança parte do Governo e que até poderia ter acontecido que a câmara não tivesse sido ouvida ou que tivesse sido apanhada de surpresa. Só com alguém muito desatento isso poderia acontecer mas era uma hipótese que poderia não ser descartada. Mas não foi assim. A câmara não só teve conhecimento como teve a possibilidade de dar ocupação ao Atrium com serviços que agora irão para fora e nada fez para que isso se pudesse concretizar. Não conseguimos deixar de sentir que os que estão na câmara são também culpados de, daqui a uns meses, termos que ir para fora tratar dos assuntos. Não só é estranha esta ausência de actuação como também o é o silêncio a que se remetem. Quando, a partir de Setembro, os munícipes começarem a ter que ir para fora para tratar do que poderia continuar a ser resolvido aqui é provável que, quando já ninguém se lembrar bem do que aconteceu, surja uma qualquer declaração a condenar o Governo. É curioso que fazem-se programas para o investimento industrial mas deixa-se, de braços cruzados, que as empresas tenham que ir para fora se quiserem resolver litígios. Quais os empresários que, sabendo que aqui não terão possibilidade de resolver as suas querelas em tribunal, vão querer instalar-se cá? Quais os empresários que, sabendo que os autarcas nada fizeram para que eles pudessem continuar a resolver os seus litígios aqui, vão acreditar que eles estão mesmo interessados em ajuda-los e que esta é uma terra onde vale a pena investir porque os autarcas tudo fazem para os ajudar? É razão para que se diga que tentam dar com uma mão o que com a outra vão tirando!
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segunda-feira, 7 de Abril de 2014

Estacionamento... mas pouco

Esta seria a ideia inicial para o estacionamento da antiga JF Custódio. Isto foi, pelo menos, o que foi apresentado como sendo o que iria ser construído. Tivemos entretanto conhecimento que esta ideia começou a ter alterações. Com cada um a querer dar "contributos", o estacionamento, que iria ser a alavanca para a "reabilitação urbana de um aglomerado historicamente denso, através da transformação de espaço privado em espaço público", corre o risco de não ser nada disso. A ir para a frente o que começa a ser dado a conhecer corre-se o risco daquele espaço, que irá custar cerca de quatrocentos mil euros, não ficar com mais do que quarenta lugares de estacionamento. Os técnicos que estão com o assunto parecem querer deixar a sua marca pessoal naquele espaço, acrescentando cada um um detalhe que vai encurtando o espaço disponível. Lemos que ali iriam ser criados 108 lugares de estacionamento mas, pelo que já tivemos acesso e se forem esses projectos a ir para a frente, iremos ficar muito longe desse número. Tendo em mente o que ouvimos o Logrado afirmar na semana passada, iremos aguardar para ver se os tais 108 lugares assegurados pelos políticos  irão ser acautelados ou se irão ser os técnicos a ditar o que irá ali ser construído. Uma coisa parece ser certa, os quatrocentos mil euros destinado para a aquela obra darão para que muitos possam ter a tentação de querer ter muitas ideias para aquele lugar!
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Quem manda?

Sexta ouvimos aquilo que os vereadores independentes tiveram a dizer no programa que passou na rádio. Sem grande novidades e com o Logrado ainda fora, foram defendendo as suas visões  e o que consta nos seus programas. A parte que achámos mais interessante foi quando, a propósito de quem manda na câmara, o Aurélio tentou evitar dizer de forma clara o que todos sabem, fugindo à resposta. Preferiu optar por dizer que se alguém, que não os políticos mandam, está errado. Nessa parte o Logrado foi mais peremptório. Disse que "os técnicos passam os limites de competência", que "ultrapassam o limite para darem opiniões de decisores e os decisores quase sempre permitem isso", sendo que dessa os políticos "sacodem a água do capote". Disse que essa forma de agir colocava os políticos em "menoridade (...) face aos técnicos". O Logrado assumiu assim o que por muitos é afirmado e que tem a ver com o facto de haver, no interior da câmara, quem tenha mais poder do que deveria ter e quem decida sem que para isso tenha sido eleito. Claro que esta sua posição não lhe irá granjear muitas simpatias junto desses mesmos técnicos que, a partir de agora, deverão não olhar para ele com bons olhos. Mas disse mais! Apesar de reconhecer que possui conhecimentos técnicos, referiu que "há uma forte influencia da chefe de gabinete do presidente". Nada que não se soubessse mas que até agora ainda não tinha sido assumido de forma clara por um membro da câmara. A Tereza assume assim, indiscutivelmente, o papel de quem manda mais do que seria normal. Uma coisa foi dita e que está até agora sem resposta: até que ponto consegue o Vítor e a Alexandra conviver com esta divisão de poderes por parte dos que foram eleitos com os que foram nomeados? Ou terá a nomeação do Barreiros servido para tentar por os pratos da balança ao mesmo nível?
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sábado, 5 de Abril de 2014

A teoria Jonet

Há uns dias a Jonet, a que manda no Banco Alimentar, veio dizer que os desempregados passam o tempo nas redes sociais. Veio uma onda de criticas. Admitimos que não nutrimos nenhuma simpatia pela senhora e o que a forma como disse o que disse lhe ficou mal. Há, no entanto, algo com o qual não podemos discordar. Quem perder cinco minutos a passear pelo Facebook encontra os mais variados comentários, às mais variadas horas do dia. Desde comentários que não passam pela cabeça de ninguém a outros com fundamento. Quem anda à procura de quem possa estar desempregado faz, como é evidente, uma consulta às redes sociais para poder conhecer melhor quem possa estar a querer empregar. Esquecer que isso é feito é ignorar o óbvio. É aqui que nos parece que a Jonet pode ter alguma razão no que disse. Conseguindo-se ver, até pela forma como os frequentadores das redes sociais escrevem, pela quantidade de comentários que fazem e, acima de tudo, pelo seu conteúdo grande parte do que as pessoas são, torna-se evidente que haverá muitos que terão dificuldade em conseguir convencer um potencial empregador a dar-lhes ocupação. Ninguém, no seu perfeito juízo, admite como trabalhador pessoas que escrevem algumas das barbaridades que por vezes se lêem e, nessa perspectiva, não conseguimos discordar que as redes sociais são perigosas para aqueles que, podendo necessitar de trabalho, vão muito além do que deveriam ir, prejudicando-se por aquilo que escrevem. Sabendo-se que as redes sociais são viciantes, conseguirá alguém que escreve dezenas de comentários por dia numa rede social que lhe seja dado trabalho à frente de um computador ou num local com ligação à internet? Temos dificuldade em acreditar! 
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sexta-feira, 4 de Abril de 2014

Santos ausente

Quando ontem entrámos na sala de reuniões da câmara vimos o que não contávamos! O Santos tinha sido substituído! Claro que a primeira ideia que nos ocorreu foi a de que poderia ter ido fazer companhia ao Logrado. Também nos ocorreu que poderia ter-se visto de manhã ao espelho e ter constatado que, apesar do acordo que fez com o PS, pouco ou nada ainda aconteceu e se teria cansado de estar ali a ver que nada progride na terra. Até nos ocorreu que a sua ausência poderia ter a ver com movimentações internas do partido e de alguns que há muito querem ocupar o seu lugar. Conseguimos depois saber que afinal a sua ausência era apenas para aquela reunião e que não iria estar ausente mais tempo, não deixando que outros cumpram o mandato para o qual ele foi eleito. Mas esta sua ausência fez-nos pensar no acordo que fez com o PS e em que medida poderá estar ou não a ser cumprido o que foi acordado. Há quinze dias questionou o Álvaro sobre o estado em que estava a construção do mercado - um dos aspectos que foi mencionado no acordo que fez - e a resposta que teve a de que será um assunto que está a ser analisado para não fazerem mais elefantes brancos. Durante várias reuniões andou a questionar o Álvaro sobre a situação do relvado do ACM e só conseguiu resposta depois de muita insistência. Apesar de ter um acordo com o PS, é indiscutível que é tratado como se agora não fosse necessário, tanto mais que as decisões são tomadas pela maioria sem dar cavaco aos demais vereadores, ele incluído. Se ontem ele esteve ausente, a dúvida com que ficamos é a de até quando irá o Santos conseguir continuar a olhar-se ao espelho sem ver que o acordo que fez só irá voltar a ser falado quando a coligação se romper e ele for chamado para tentar salvar o executivo. Não temos dúvidas que a coligação não irá até ao final do mandato, sob pena dos dois partidos perderem a sua identidade, e não será com reuniões feitas de urgência, apenas porque há um editorial que fala de protagonismo do PCP, que conseguem convencer do contrário e de que há união. Estamos curiosos para ver se nessa altura o Santos não irá olhar-se ao espelho e irá lembrar-se do quão pouco ligaram ao que acordaram, batendo nessa altura com a porta!
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Aprender não custa

É habitual dizer-se que só não aprendem os burros. Temos algumas vezes dificuldade em conseguir entender o que vai na cabeça dos políticos. Podendo ser pessoas iguais a qualquer outro cidadão, têm às vezes comportamentos que não lembram ao diabo! Quando soubemos que a proposta do Aurélio de alterar o programa de incentivos ao investimento não tinha sido incluída na ordem de trabalhos da reunião de ontem e que apenas o foi por alguma pressão que foi feita, ficámos a pensar que, apesar do que já tinha acontecido antes, quem está na câmara não conseguia aprender com os erros. Desta vez ficámos agradavelmente surpreendidos ao vermos que não tentaram fazer prevalecer os interesses políticos individuais. O Aurélio apercebeu-se que se insistisse na discussão do assunto a sua proposta iria ser chumbada e teve o bom senso de a retirar. Também os demais vereadores tiveram o bom senso de ouvir e agendar para a próxima quarta-feira uma reunião para se sentarem e tentarem, em conjunto, delinear uma proposta de alteração que englobe as ideias de todos. O consenso foi assim a palavra dominante e pode-se daqui retirar a conclusão que aprender não custa, custa é querer aprender! Neste caso, aprenderam com exemplos passados e prevaleceu o bom senso (algo que muitas vezes está ausente). Pode ser que o que assistimos ontem seja o indício de que estão a começar a actuar como se espera que actuem e que estão a por os interesses do concelho à frente de outros interesses, claramente menores. Falta ainda ao Álvaro aprender a separar a vertente política da pessoal e aprender que as divergências político-partidárias não justificam amuos ou criação de inimizades. Esperemos que possam estar a começar a entrar no bom caminho.
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Marca esbatida

Quando há dias foi anunciada a criação da nova identidade para a terra ficámos convencidos que o símbolo escolhido passaria a estar em tudo o que fosse local. Se foi dito que "pretendemos garantir o reforço do território como região propícia ao desenvolvimento de negócios" e que é "imperioso recorrer a uma representação simbólica que passe a assumir-se como a nova marca ou identidade deste concelho, cujo desenvolvimento depende de todos os parceiros estratégicos envolvidos" a ideia com que ficámos foi a de que esse símbolo iria ser difundido por tudo o que fosse sítio. Pensámos mal! Começando pelo portal da câmara, passando pela página do Facebook e terminando no papel que é usado, em lugar algum se vê a nova identidade. É assim que querem mostrar a nova identidade? Poderá dizer-se que passou ainda pouco tempo mas não é suposto, quando se cria uma marca, ela ser difundida quase até à exaustão? Faz lembrar outros tempos e outras realidades que também se ficaram pelas intenções. A nova marca da terra está assim sem cor e muito esbatida, como que se dela existisse apenas uma intenção que não passa do papel. Se a ideia é usar a marca para dar a conhecer o ADN do concelho, não parece estar a ser feita alguma coisa nesse sentido. Custaria alterarem o portal da câmara, a página do Facebook (único meio de divulgação que é usado) ou é mesmo estar a pedir muito? Podemos estar enganados, e esperamos que possamos estar, mas tudo isto faz lembrar o que aconteceu com uma das sete maravilhas da gastronomia.
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quinta-feira, 3 de Abril de 2014

Há festa sem bombos?

Já se conhece o programa de comemoração do 40º aniversário do 25 de Abril. Se o compararmos com o do ano passado, as diferenças são poucas ou nenhumas. Se o Gaspar foi acusado de planear as finanças com base numa folha de Excel, os programas de comemoração do 25 de Abril, nos diferentes anos, parece seguirem sempre a mesma matriz. Há, no entanto, uma diferença que, podendo passar despercebida, poderá ter muito significado. Todos os anos temos assistido à actuação do grupo do Tojeira. Ano após ano, eles têm marcado presença. Sabe-se que houve a promessa de resolução do problema da sede mas que, apesar do que foi dito, tudo está mais ou menos na mesma. A câmara não dá a sede e este ano o grupo não está incluído no programa oficial das comemorações do 25 de Abril. Numa altura em que a câmara é governada, na área da cultura, pelo mesmo partido pelo qual o Tojeira foi candidato, não deixa de ser estranha a sua ausência no programa das comemorações. Este seria o ano em que se esperaria que não só marcassem presença como até fosse dado grande destaque no programa da câmara. Seria a forma do Tojeira ajudar o seu partido. Mas não! Parece que o partido não quer ajuda! Claro que poderá sempre vir a ser dito que foi um lapso de impressão do programa ou que está incluído no dos convidados de quem faz parte do cartaz e que não havia necessidade de duplicar a menção mas a verdade é que, por detrás desta ausência, deverá existir algo mais. Não se entende que um grupo da terra seja relegado para segundo plano se algo não existir! A agenda das festas já é conhecida e eles não estão lá! Quem ler o programa não fica a saber da sua participação. Seja uma tentativa de separar a câmara, e os vereadores do partido, da influência que o Tojeira possa tentar ter, seja pelo braço de ferro que tem sido feito pela luta por uma sede ou porque os vereadores do PCP estejam a sofrer influencias do PS, a verdade é que este ano vai haver festa sem bombos e, não fosse o facto de serem convidados de um dos músicos, naquele dia não iam aparecer!
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Há elefantes brancos

Há elefantes brancos na terra! Já há muito que se fala nisso a propósito de algumas obras que se transformaram em "elefantes brancos" mas a partir de agora isso é oficial. Quem o afirmou foi o Álvaro! Há dias o Álvaro disse que "não quer criar mais elefantes brancos" a propósito de uma questão que lhe foi colocada. Em plena reunião de câmara, o Álvaro assumiu que há "elefantes brancos" e que ele não quer criar mais. Depois de ouvirmos esta afirmação ficámos com uma dúvida, que ele não esclareceu. Se não quer criar mais "elefantes brancos" é porque aceita que já fez algumas! Só não quer fazer mais quem já fez alguma coisa! Quais são então aquelas obras que podem ser consideradas como "elefantes brancos" que ele considera que criou? Sabe-se que o mercado não é do tempo dele e, como tal, não pode assumir a paternidade desse mamarracho. Desde que está no executivo as obras que foram feitas foi a Resinagem e a Casa da Cultura. Não nos lembramos de mais alguma coisa que tenha sido feita e em relação à qual possa reclamar paternidade. Se não quer criar mais elefantes brancos e se há apenas duas obras que pode dizer que foram feitas desde que está na câmara, qual delas considera ser um dos elefantes que criou? Ou serão as duas? Criticando nós muitas das afirmações que o Álvaro faz, desta vez temos que reconhecer que lhe ficou bem reconhecer que há na terra elefantes brancos.
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quarta-feira, 2 de Abril de 2014

Má-língua

Línguas há de vários formatos e cores. Há línguas compridas e línguas pequenas. Cada animal tem uma. Sem elas não haveria possibilidade de falar e a comunicação seria impossível. A propósito de comunicação e de línguas, há quinze dias ficámos a saber que, quando a João propôs que os eventos fossem divulgados na comunicação social existente na terra, há também as "más-línguas". Não sabemos bem a quem se queria referir o Vítor quando falou que havia "más-línguas" que justificavam algumas coisas com a falta de comunicação mas ficou-lhe bem reconhecer que a câmara peca nessa área. Um dos argumentos usados para que não sejam utilizados os meios de comunicação locais ou a utilização de um outdoor tem a ver com os custos e com as dificuldades financeiras. Entendemos que não exista dinheiro para tudo, que tem que haver uma utilização racional dos meios à disposição, que tem que se pagar indemnizações mas, se reconhecem que há um défice de informação, porque razão não se vê ser feita alguma coisa para mudar? Bastarão as notas de divulgação para a imprensa quando ao Álvaro diz que é difícil fazer a ligação aos jornais? Não parece! Nem mesmo a justificação de que há sempre quem critique mas que depois não aparece é desculpa para explicar esta falha. Há dias o Vítor disse que gosta mais de fazer do que andar a mostrar, quando referiu que mandou um email ao Saraiva, mas que não estará na altura de começarem a perceber que há coisas que se não se sabem, é como se não existissem? Há anos que se sabe que a câmara não dá informação atempada e, apesar de já actualizarem mais frequentemente o portal oficial, é ainda pouco o que se faz. Limitam-se a dar a conhecer a quem tem internet ou conta no Facebook. É pouco. É provável que o Vítor possa chamar este reparo como "má-língua" mas se é o próprio a reconhecer que a câmara tem essa deficiência, que é uma área a melhorar e que gosta de mais de fazer, porque é que não começam a fazer alguma coisa para mudar?!
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