quarta-feira, 23 de Abril de 2014

O discurso

Conseguimos ter acesso ao que será o discurso que amanhã o Álvaro irá ler nas cerimónias do 25 de Abril que damos a conhecer a seguir:
"Minha Patroa, marinhenses e outros que estão no executivo,
Decorridos que estão quarenta anos desde que a revolução de Abril nos trouxe liberdade, esta é uma noite em que podemos afirmar que conseguimos voltar ao passado. Durante os quase cinco anos que estou à frente do município, consegui impor a vontade do partido que defendo. Apesar de ter conseguido convencer os comunistas a fazerem parte do meu executivo, continuam a ser as vontades do partido que Soares fundou, depois de ter vindo do seu exílio luxuoso em Paris, que aqui imperam. Ao longo destes quase cinco anos em que estou à frente da câmara consegui prometer-vos uma série de coisas, em que vocês acreditaram, que não eram para ser cumpridas e, como tal, não o foram. Eu sabia que não as conseguia cumprir e não me podem acusar de nada. Fui honesto comigo mesmo. Fiz obra. A Resinagem está aí para que se possa ver. Uma obra que foi feita mas que agora os comunistas não sabem o que lhe fazer. A culpa não é minha! Eles é que não têm ideias. O mesmo acontece com a Casa da Cultura. Eu fiz a obra. Não tenho culpa que o Vítor não lhe saiba dar uso! Fiz renascer o cento tradicional. Já lá estão umas flores murchas em meia dúzia de canteiros. Ainda não se vê nada mas há que esperar. Esperança deve ser a última coisa a morrer e agora morrer até já não deve ser tão mau porque tiramos as árvores que impediam a visão para o exterior. Tenho tido um mandato do qual me posso orgulhar. Consegui manter uma mão forte. Fui firme com os funcionários que não se portaram bem, deixando que eles achem que eu não vi que eles fizeram asneira, mas foi só para os enganar. Impus a minha vontade não seguindo as ideias idiotas dos independentes ou dos auditores. Eles sabem que liberdade é respeitar as ideias dos outros, neste caso as minhas. Somos um concelho onde a liberdade não é a ideal mas é aquela que a minha patroa deixa que seja. Não conseguimos dar resposta atempada ao que é pedido pelos munícipes mas que importa isso se eles votaram livremente para que hoje eu aqui esteja novamente. As conquistas do 25 de Abril estão espelhadas em cada dia que passa. Somos um concelho que vai perder serviços do tribunal mas isso até é bom porque ter questões em tribunal só dá dores de cabeça. Eu ajudei a que não as tenham deixando que tudo acontecesse sem me mexer quando devia ter mexido. Só têm que me agradecer. Esta é, por isso, uma noite em que todos devemos dar graças ao facto de me terem elegido. Não sou muito competente mas a democracia, expressa pelo vosso voto, disse que eu o deveria ser o vosso líder e, como tal, há que respeitar. Respeitem-me mesmo que eu não me dê muito ao respeito! De pouco importa se não seguimos os ensinamentos dos que lutaram pela liberdade se hoje somos livres de fazermos o que nos apetece. Essa é a maior conquista da revolução. Temos uma câmara bipolar mas onde ninguém se pode queixar porque, se quem manda nem sequer foi eleito e todos aceitam, é porque está bem assim. Para terminar, até porque já me começo a engasgar, quero agradecer aos comunistas e aos social democratas o facto de me terem dado a mão e de me estarem a ajudar a deixar a oposição sem voz. Eles, os da oposição, sabem que democracia é respeitar a vontade da maioria por isso não têm que se vir queixar de lhe tirar a palavra, de não falar com eles ou mesmo de querer impor a minha vontade (da patroa, para ser honesto). Viva o 25 de Abril que me deu a oportunidade de satisfazer o meu ego e mostrar que consegui chegar a presidente da câmara. Afinal, desde há muito que, se há um lugar vago, tou cá eu para o preencher. Viva a minha liberdade e as conquistas que o 25 de Abril me deu. Agora vão lá ouvir as músicas da revolução que eu vou até casa para não me misturar convosco. O gajos da oposição ou o Vítinho que o façam que eu só tenho que me preocupar com isso daqui a três anos."
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Beco sem saída

Poucas serão as pessoas que não estiveram já num beco sem saída. Estar-se perante uma situação em que não se têm qualquer alternativa é sempre mau. Pior é quando se vive num! Tivemos conhecimento que existem munícipes que vivem num beco sem saída e em relação ao qual parece existir esquecimento por parte da Junta e da Câmara. Na Rua dos Pires, numa paralela à estrada para S. Pedro, o esquecimento parece ter-se instalado. Quem ali passa sente que está a entrar num mundo à parte. O matagal que ali existe é apenas comparável ao que se encontra em algumas zonas da mata e, pelo que conseguimos saber, apesar dos pedidos que têm sido feitos, ninguém parece importar-se. Da Junta à Câmara a conversa tem sido a mesma e as promessas parecem ser a cartilha por onde todos aprenderam. Acreditamos que, sendo um beco sem saída, longe da vista dos que passam, possa ser fácil esquecer que ali também vivem munícipes que precisam e merecem alguma atenção. Quando se vê em alguns locais funcionários a trabalhar e outros de mãos nos bolsos questionamo-nos se estes não poderiam ir até ali fazer alguma coisa, evitando que possam ocorrer de novo situações como as que já tivemos conhecimento. Depois da justificação que o Álvaro deu para o corte das árvores junto ao cemitério, acreditamos que os munícipes que ali habitam não se importariam de ver por ali uma ou outra prostituta. Seria a forma de alguém se lembrar que aquele beco existe e mandarem ali ser cortado o matagal que por ali prolifera! Uma coisa os munícipes que ali moram podem ter a certeza: quando chegar perto das eleições alguém ali irá fazer mais promessas!
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terça-feira, 22 de Abril de 2014

O munícipe é que paga

Haverá quem não tenha conhecimento que a câmara tem uma participação de cerca de 10% no capital da empresa de águas Simlis. Apesar de há dias ter surgido uma campanha, meritória, para defesa da água, a verdade é que aquela empresa tem mais de dois milhões de euros de capital negativo. Traduzido por miúdos, significa que aquela empresa está praticamente falida. De acordo com os auditores da câmara, uma das formas que esta empresa terá para poder tentar corrigir esta situação será pelo aumento de facturação o que faz com que seja imprevisível o que pode vir a acontecer. Com a economia no estado em que está e com a grande probabilidade do Seguro poder vir a ser o próximo Primeiro-Ministro, as perspectivas são tudo menos animadoras! Poderá dizer-se que esta é mais um resultado da crise. Se o é ou não não sabemos nem é isso que tem maior relevância. A questão está no facto de não existir da parte da câmara qualquer actuação no que diz respeito à tomada de medidas que possam de algum modo acautelar um possível - quase certo - fecho daquela empresa. Caso isso venha a acontecer ficarão em causa quase quinhentos mil euros. Os auditores recomendam que seja provisionada aquela quantia mas os serviços, por certo mais sabedores, acham que os "activos e segurança contratual" são suficientes para acautelar os interesses da câmara. Ou seja, em vez de ouvirem os conselhos dos auditores seguem ideias que, pela experiência do dia-a-dia, levam a que a câmara possa perder tudo. O tempo dirá quem tem razão mas fica por perceber a razão de existirem auditores se os seus conselhos não são seguidos! Não deixa de ser curioso o facto de a câmara ter uma participação muito superior à da Batalha e não ter um único membro na administração enquanto aquela assume a presidência! 
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Olhar à lupa

Uma das coisas que tem sido falada tem a ver com o controle que é feito pela câmara dos dinheiros que tem para usar. Desde que foi eleito que o Álvaro tem andado apavorado com situações que podem levar à perda de mandato. Por mais do que uma vez ouvimos esse argumento para justificar a inacção que lhe é conhecida. Quando se sabe que os auditores reconhecem que não existe um controle adequado dos dinheiros, a gravidade aumenta e deixa de ser apenas o diz-que-disse. Os auditores recomendaram que a câmara reveja o processo de atribuição dos subsídios e seja feita uma monitorização de aplicação dos mesmos. Pelo que deu para ler, é opinião deles que tudo seja visto à lupa, coisa que a câmara não tem feito. Em causa está o facto de existirem três entidades subsidiadas que não entregaram os elementos que permitam confirmar que os subsídios foram usados para os fins para os quais foram concedidos. Esta questão até poderia não ter muita relevância se uma das instituições subsidiada não tivesse como presidentes pessoas que foram candidatas pelo PS nas últimas eleições. Claro que esta situação pode levar a que algumas pessoas possam pensar que esta falta de atenção por parte da câmara poderá ter tido como causa o facto de poder não interessar puxar as orelhas aos seus candidatos! Uma coisa é certa, com tanta preocupação numas áreas, há algumas em relação às quais não há atenção alguma. A oposição poderia ter feito um brilharete na última reunião de câmara mas, pelo que ouvimos, apenas a um vereador o Álvaro quis tirar a palavra! É nestas situações que não conseguimos entender o papel da oposição nem o facto de não serem alterados os procedimentos. Até parece que interessa que tudo continue assim!
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segunda-feira, 21 de Abril de 2014

Dinheiro prescrito

Sempre tivemos a sensação de que no tempo dos escudos se dava maior importância ao dinheiro. Ao longo do anterior mandato uma das justificações que foi dada para que muita coisa não fosse feita foi o da falta de dinheiro. Entendemos que em tempo de vacas magras não se pode pedir que dêem muito leite mas há situações em que a falta de dinheiro não é senão desculpa. Quando uma entidade como a câmara é bem gerida, as preocupações com a gestão devem ir no sentido de se ponderar bem o que se gasta mas ter atenção redobrada ao que se recebe. Sem se receber não há como poder gastar nem dar conta das necessidades dos munícipes. Pelo que se sabe, a câmara deixou de cobrar, no período "anterior ao ultimo semestre" do ano passado, 119.896 euros apenas porque os serviços que têm por função cobrar não mandaram as cobranças para os tribunais, tendo sido provisionada essa quantia. Tudo isto porque as facturas de água, saneamento e recolha de resíduos sólidos têm que ser cobradas nos seis meses seguintes ao fornecimento. Pelo que os auditores puseram no seu relatório, os serviços da câmara deixaram prescrever aquele montante. Claro está que deste descuido, que custou muito dinheiro aos cofres da câmara, não foram pedidas, ao que se sabe, responsabilidades! Não deixa de ser curioso lermos os elementos do PS fazerem um grande alarido, e bem, quando as multas que o Banco de Portugal aplicou a alguns banqueiros foram consideradas prescritas e neste caso os elementos desse mesmo PS se remetam ao silêncio na esperança que não se venha a saber! Claro que os serviços da câmara, sempre muito "ocupados", não tiveram tempo para, nos seis meses seguintes ao fornecimento da água e saneamento, enviarem os assuntos para "cobrança litigiosa" e conseguiram fazer com que a câmara perdesse a possibilidade de arrecadar quase cento e vinte mil euros. É grave quando se sabe que a câmara tem que pagar cento e cinquenta mil euros de indemnização mas não deixa de ser tão ou mais grave a perda de um quantia quase igual é devida à inércia dos serviços. Afinal não são apenas aos grandes e os banqueiros  quem beneficia das prescrições. É lamentável que se deixam prescrever quantias que poderiam servir para prestar melhor serviços aos munícipes! Tudo isto vem confirmar a "eficiência" dos serviços da câmara! Pode também ser que não haja tempo para se tratar destes assuntos por se andar ocupado a pedir satisfações a colegas de trabalho!
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Vender a Cooppovo

Uma das instituições que é conhecida quase desde sempre é a cooperativa. A "Cooppovo" tem sido uma das instituições que tem ajudado muitos dos munícipes que vêm ali uma forma de comprar de forma tendencialmente mais barata do que noutras superfícies. Essa é pelo menos a ideia que se tem quando se fala ou ouve falar daquela instituição. Poucas são as vezes que se ouve falar nas contas daquela cooperativa, se dá lucro ou prejuízo. Na reunião de câmara da passada semana foi apresentado o relatório de auditoria feito à câmara e a tudo o que a envolve. Eis que surge a recomendação de que seja ponderada a alienação da participação que a câmara tem naquela cooperativa em virtude de ela estar a apresentar prejuízos e eles terem que ser cobertos pela câmara. O alerta vai no sentido de todo o passivo poder ter que ser assumido pela câmara (mais de seiscentos mil euros). Este alerta faz-nos questionar a fiscalização que tem sido feita, ou não, por parte dos responsáveis da câmara em relação à gestão da cooperativa. Não sendo uma instituição que deva dar muito lucro, presume-se que não deva ser gerida de modo a que vá acumulando passivo. Claro que tendo como sócio a própria câmara há sempre a garantia de que alguém possa assumir os erros de gestão que possam ser feitos e que conduzem à existência de passivo acumulado. Já se sabe que não irão ser pedidas responsabilidades até porque a principal responsável será aquela que, sendo sócia, nada faz para controlar o que possa ir acontecendo, mas é lamentável que tenha que se chegar ao ponto de ter que ser aconselhada a alienação da participação pelos motivos que foram dados. Resta saber se, para tapar os erros de gestão, não irão aumentar os preços e termos que ser todos nós a pagar!
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domingo, 20 de Abril de 2014

Silêncio

Desde que o executivo tomou posse que, de certo modo, temos estado habituados a que as reuniões de câmara sejam "animadas" com as intervenções do Logrado. Tem cabido a ele o papel de proporcionar alguma diversão aos que têm a paciência de assistir às reuniões. Não é por acaso que as reuniões da câmara da terra são faladas pela animação que têm tido. Mas, pelo que deu para ver na última reunião, e mesmo naquela que teve lugar para discutir a alteração ao programa de investimento industrial, algo mudou. Se antes o Logrado falava como se gostasse de se ouvir, o seu regresso marcou-se pelo silêncio. Nem mesmo quando se discutiram os assuntos relacionados com a TUMG ele mostrou algum interesse! Esta sua nova postura vem um pouco na sequência do que tem acontecido com os vereadores substitutos. Não se sabe se esta sua nova forma de estar é para ficar ou se será ainda do jet lag. Se se mantiver este silêncio, as reuniões deixarão de ser tão divertidas quanto foram mas passarão a ter uma duração menor do que até agora! Não deixa, no entanto, de ser estranho a sua apatia quando se falou da TUMG e quando, em condições normais, ele teria tido argumentos para falar horas a fio! Ao contrário do que é normal, foi o Aurélio quem quase teve a palavra a ser-lhe retirada por se ter alongado mais do que seria expectável! Seja como for, este silêncio do Logrado é estranho e apenas se consegue encontrar explicação na sua longa ausência, que motivou já alguns abandonos em termos de apoios.
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sábado, 19 de Abril de 2014

Nada se faz

Temos estado à espera para ver quanto tempo demoraria retirar o que decidiu cair do Atrium, bem por cima da entrada onde deveria funcionar o mercado. Cansámos de esperar. Já lá vão demasiados dias sem que alguma coisa tenha sido feita. Claro que ali não está já quase nada a funcionar e esse poderá ser o argumento que pode tentar justificar esta inércia dos serviços da câmara. Mas o problema do Atrium, além de ter uma cor de tijolo quando era o branco que ficava bem, para poder condizer com o elefante que é, vai além disso. A câmara é dona de parte daquele edifício. Ainda que possa argumentar que as obras que são necessárias são da responsabilidade do condomínio, ver que aquele espaço tem parte do revestimento no chão ou que as letras que dão o nome ao espaço decidiram abandona-lo mostra o que é a incapacidade de quem tem o pelouro de conseguir fazer alguma coisa. Ainda que a maioria dos proprietários sejam privados, aquele espaço tem ainda as marcas da câmara e quem ali passa vê ainda nas portas o sinal de que ali está o mercado municipal. Parece-nos que a câmara já deveria ter feito alguma coisa para poder dar um pouco mais de dignidade àquele local. Já que é um espaço que foi apadrinhado pela câmara e onde tem responsabilidade pelo que ali está feito, pelo menos que fizesse alguma coisa para minimizar o que de mau fez ao longo dos anos à terra e aos que foram convencidos a ali fazerem algum investimento ao permitir aquela construção.
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sexta-feira, 18 de Abril de 2014


Num dia triste, apeteceu-nos ouvir Bocelli.                                           
                                                                                     
                                                                   
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quinta-feira, 17 de Abril de 2014

Apoio à natalidade... mas pouco

Não deverá haver nada mais bonito que os bebés. Infelizmente há cada vez menos. Apesar de ter feito parte dos programas eleitorais, só ontem foi para votação o programa de apoio à natalidade. Quatro meses e meio foi quanto tempo demorou a fazer uma cópia mais ou menos fiel do que existia o ano passado! É a velocidade a que nos fomos habituando a ter na câmara e, apesar do Vítor ter afirmado há semanas que o programa iria surgir na reunião seguinte, só ontem apareceu. Já não foi mau! Claro que ele não mentiu já que não deixa de ser apresentado numa reunião seguinte... só que muitas semanas depois! Mas indo ao que interessa, pelo que ouvimos ser discutido pelos vereadores, o programa tem algo que temos alguma dificuldade em entender. Quando se fala em subsídios à natalidade, partimos do principio que o apoio a ser concedido terá sempre a ver com o número de bebés que nascem num determinado agregado. O subsidio a atribuir deveria sê-lo, parece-nos, tendo em conta a quantidade de pessoas que constituem uma família seguindo a lógica de quantos mais, maior o subsidio. Essa era a ideia que tínhamos. A ideia com que ficámos, quando ontem saímos da sala, foi a de que o subsidio será atribuído tendo em conta o salário dos pais e não o número de pessoas que constituem o agregado familiar dos requerentes do subsidio. Claro está que, nestes moldes, o subsidio não irá encorajar o aumento da natalidade nem mesmo a que possam vir para cá mais casais. A ideia que foi defendida, e que foi aprovada, tem a ver com a indexação do subsidio ao salário mínimo, sendo esse o requisito essencial para a determinação do valor e não o número de pessoas que constituem o agregado. Ficamos sem entender a razão de, nesta matéria, o relevante ser o salário dos pais e não o número de crianças numa família mas isso não ter já relevância para a atribuição de manuais escolares, em que é feita sem que se tenha em conta o  que possam ser os rendimentos! Se numa situação se argumenta com a ausência de discriminação para se fazer a entrega dos manuais, na outra essa argumentação parece não ter aceitação! Vá-se lá perceber!
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Jazigo que queima

Desde há algum tempo que se tem vindo a falar na obra polémica: o jazigo que foi feito sem supervisão da câmara. Houve até munícipes que foram à reunião de câmara para saber o que se passava. Ouvimos o Álvaro dizer que os serviços estavam a analisar e que na próxima reunião já iria dar resposta às questões que lhe foram colocadas. A reunião foi ontem mas a resposta ficou por dar. Ao contrário do que afirmou, o Álvaro não conseguiu explicar o que se passou com aquela obra. Sabe-se, pelo que o Vicente disse há dias, que aquela obra está ligada à família do vereador substituto, Branco, mas mais do que isso nada se sabe. Não deixa de ser estranho que algo tão simples como saber o que aconteceu com aquela obra demore tanto tempo a ser dado a conhecer! É a celeridade dos serviços que temos e não admira que o Álvaro sinta a necessidade de propor um louvor quando vê algo a ser feito com a rapidez que é exigida! Continua a não se perceber a razão da câmara continuar a arrastar as respostas quando os assuntos são quentes. Neste caso, o jazigo é mesmo assunto que pode queimar alguém e parece haver um interesse grande em que nada se saiba. Quanto a respostas atempadas, o Vítor e a Alexandra têm dado cartas! Deve ser por não haver muito a que responder que as respostas estão a sair muito rapidamente! Seja como for, este assunto do jazigo começa a deixar muitas dúvidas no ar! Há uma dúvida que não deixa, a de que os serviços demoram demasiado tempo a dar resposta ao que os munícipes e ninguém parece importar-se com isso!
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quarta-feira, 16 de Abril de 2014

Questões de Abril

A chegar-se ao 40º aniversário do 25 de Abril parece-nos que pode fazer-se o balanço do que foram estes quarenta anos de "democracia". Na escola pouco ou nada se ensina sobre o que aconteceu nem sobre as razões que levaram a que se desse a revolução. Os principais protagonistas são esquecidos e nem no local que simboliza a democracia é dada voz a alguns dos que tiveram um papel activo. Numa altura em que a classe política é representada pelo que de pior o país produziu de homens e mulheres; numa altura em que o parlamento é composto por refugo que nem para casco serviria; numa altura em que somos governados por ditadorezinhos cuja única competência profissional relevante é terem sido boys; numa altura em que o principal partido da oposição é liderado por um imbecil, também ele boy de profissão a questão que se coloca é se terá valido a pena toda a luta que muitos tiveram para se conseguir chegar àquela madrugada. Continua a ser mais importante, para a grande maioria, saber se o Benfica ganhou ou Sporting ou se o Castello Branco fez mais alguma aparição. Somos aquele país onde os jornais diários com mais tiragem continuam a ser os desportivos ou o Correio da Manhã; aquele país onde os reality shows ou concursos apresentados por idiotas muito bem pagos continuam a ser os programas com mais audiência. Continuamos a fazer manifestações com hora marcada, sabendo que no dia seguinte tudo está igual porque a telenovela ou o jogo é mais importante do que continuar a lutar pelo que se tem vindo a perder. Por cá, na terra, continuamos alheados em relação ao que se passa e às decisões, muitas delas erradas e sem explicação, que vão sendo tomadas. Continuamos sem nos preocuparmos com os "elefantes brancos" de que o Álvaro fala e sem pedir explicações. Temos obras que teimam em não ser concluídas e sem que alguém explique as verdadeiras razões. Somos a terra onde a liberdade foi sempre uma das bandeiras mais agitadas mas onde hoje impera a vontade de quem se comporta como tendo aprendido muito pouco com a queda da ditadura. Claro que, à classe política local, este é um assunto que não interessa discutir e não irá haver nenhum debate que aborde o tema. Deixamos por isso as perguntas: valeu a pena o 25 de Abril? Que diferenças existem hoje do 24 de Abril de 74 e o que está igual ou pior? Vivemos numa terra onde as conquistas de Abril são respeitadas? E já agora, que estava a fazer quando soube da revolução e o que fez a seguir?
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Não há circo sem palhaços

Sem palhaços não há circo. Pode haver muita coisa mas uma das coisas que nunca pode faltar são aqueles que nos fazem rir dar parvoíces que fazem à nossa frente. Quando soubemos que este ano vai haver circo perto do estádio fomos dar uma vista de olhos ao que antes tinha sido dito pelo Álvaro. Em Dezembro de 2012 o Álvaro disse que "pelo que enquanto não houver um espaço condigno e com condições de segurança não autorizará esta instalação" referindo-se ao pedido que foi feito para a instalação do circo e depois de ter ouvido o Vítor dizer que "terá sido informado de que a Câmara não autorizava esta instalação pelo que não valia a pena apresentar o pedido ou falar com o Presidente, como pretendia. Gostaria de saber se isto é verdade, pois parece-lhe que o circo é um a atividade que anima a cidade, para além de se apoiar quem explora este tipo de atividade e dela sobrevive". O Álvaro disse também que "as questões de segurança e higiene necessárias são aquelas que tem os na Vieira, com água, eletricidade e piso consistente para instalação das bancadas e dos animais, e só quando as tiver aqui é que assinará qualquer autorização para instalação de circos". É aqui que ficamos confusos! Nada mudou no que diz respeito às condições e, pelo que já vimos ser anunciado, desta vez até tubarões haverá! Se nada mudou e se a câmara não criou condições diferentes daquelas que existiam em Dezembro de 2012, que terá levado a que agora seja possível instalar-se um circo onde antes o Álvaro disse que nunca autorizaria? Será que o facto de a maioria agora ser composta por aqueles que em Dezembro levantaram a questão tem influencia na decisão? Diz o povo que quem um dia diz uma coisa e no outro diz ou faz outra está a fazer figura de palhaço. Deve ser por isso que este ano temos circo onde antes não era permitido, palhaços devem ser a atracção principal!
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terça-feira, 15 de Abril de 2014

O custo do Circo

Surgiu há pouco um comentário que dava a conhecer que a câmara teria cobrado a quantia de quatro mil euros pela utilização do espaço onde o circo está instalado, despesa que tinha sido suportada pelos bombeiros. Tratava-se de informação que não dispúnhamos e que nos apareceu como surpresa. Fomos tentar saber o que se passava e se o comentário tinha algum fundo de verdade. Ainda sem que tenhamos confirmação oficial, obtivemos informação que contraria esse comentário. Pelo que conseguimos saber, o teor desse comentário não corresponde à verdade. A informação escassa que obtivemos do interior da câmara foi a de que esta não cobrou os quatro mil euros que são referidos. Achámos estranho que tal pudesse ter acontecido quando se anuncia que há a concessão de apoios. Claro que, se alguma dúvida existir, a questão poderá ser clarificada na próxima reunião de câmara. É evidente que esta questão traz de novo a que tem a ver com a localização do circo e a razão de não ser autorizada a sua instalação num local mais visível, com mais estacionamento do que aquele onde está actualmente instalado. Se é autorizada a instalação de roulotes de comes-e-bebes, sem o mínimo de condições, não entendemos a razão de não ter sido autorizada a instalação de um circo por uns meros quatro dias mas isso levar-nos-ia a outras questões que para já não iremos falar. 
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Os candidatos

Numa altura em que estamos a dias de começar a campanha para as europeias e quando se sabe que o interesse que há nessas eleições é reduzido, fomos ver o curriculum de cada um dos cabeças de lista dos principais partidos. Escusado será dizer que a vontade que temos é de fugir!
Francisco Assis: Estudou num colégio católico e licenciou-se em Filosofia, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Professor do ensino secundário, é militante do Partido Socialista desde 1985. Foi Presidente da Câmara Municipal de Amarante, de 1990 a 19951 e deputado à Assembleia da República desde o último desses anos. Foi, pela primeira vez, presidente do Grupo Parlamentar do PS entre 1997 e 2002. Saiu para ocupar o cargo de deputado ao Parlamento Europeu, onde permaneceu até 2009. Pelo meio foi eleito presidente da Federação Distrital do PS do Porto e candidato à Câmara Municipal do Porto, nas eleições autárquicas de 2005, saindo derrotado por Rui Rio. Manteve-se como deputado no Parlamento Europeu até ao final do seu mandato, ao mesmo tempo que se mantinha como vereador no Porto. Em Julho de 2009 foi apresentando como cabeça-de-lista do Partido Socialista pelo Círculo da Guarda às eleições legislativas de 27 de Setembro, vindo a ser eleito para o mandato de 2009-2013. Foi, pela segunda vez, líder parlamentar do PS, entre 2009 e 2011.
João Ferreira: Licenciatura em Biologia; 2009 - Técnico Superior da Associação Intermunicipal de Água da Região de Setúbal (AIA); 2007-2008 - Técnico de consultoria numa empresa de estudos e projectos na área do ambiente, ordenamento e gestão do território (Nemus, Lda.); 2003-2007 - Membro Associado do Centro de Ecologia e Biologia Vegetal da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Bolseiro de Doutoramento; 2001-2003 - Bolseiro de Investigação Científica no Museu, Laboratório e Jardim Botânico da Universidade de Lisboa; 2000-2001 - Bolseiro de Investigação Científica no Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa; Membro do Comité Central do PCP, da Direcção da Organização Regional de Lisboa do PCP e da Direcção do Sector Intelectual de Lisboa do PCP; 2003-2007 - Presidente da Direcção da Associação dos Bolseiros de Investigação Científica (ABIC); 2004-2005 - Delegado de Portugal na EURODOC - Federação Europeia de Associações de Investigadores e Estudantes de Pós-Graduação; 1999-2000 - Membro do Conselho Directivo da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa; 1997-2001 - Membro do Senado da Universidade de Lisboa, da sua Comissão Coordenadora, e da Assembleia da Universidade de Lisboa; 1997-2001 - Membro da Assembleia de Representantes e do Conselho Pedagógico da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa; 1996-2000 - Membro da Direcção da Associação dos Estudantes da Faculdade de Ciências de Lisboa; 1997-2005 - Membro da Assembleia de Freguesia da Ameixoeira - Lisboa.
Paulo Rangel: Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa do Porto. Frequentou o mestrado em Ciências Jurídico-Políticas na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e o curso de doutoramento em Direito Público na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa. Advogado sócio da Cuatrecasas, Gonçalves Pereira & Associados. Área de Actividade: Direito Público. Docente na Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa. Rege a disciplina de Ciência Política e dirige os seminários Cuatrecasas de Contratação Pública e de Tutela Cautelar em Direito Administrativo. Administrador da Fundação Robert Schuman e membro da direcção da Associação Comercial do Porto; comentador em diversos órgãos de comunicação social.Presidente do Grupo Parlamentar do PSD em 2008-2009 e Deputado à Assembleia da República na X Legislatura; Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Justiça no XVI Governo Constitucional. Obras publicadas: autor de múltiplas conferências e palestras, bem como de artigos científicos e livros na área do direito e de âmbito político-constitucional. Repensar o Poder Judical, Publicações Universidade Católica, 2001, O Estado do Estado, D. Quixote, 2009, entre outros. Períodos de investigação no DAAD em Frankfurt, no Instituto Europeu de Florença, na Universidade de Osnabrück, na Universidade de Upsala, na Universidade de Lausanne, na Universidade de Bolonha, na Universidade de Génova e na Universidade de Freiburg. Condecorado com a Grosseverdienst Kreuz mit Stern Bundesrepublik Deutschland (2009); Prémio René Cassin: Conselho da Europa (1989); Prémio D. António Ferreira Gomes (1986).
Marisa Matias: Doutoramento em Sociologia, Universidade de Coimbra, Portugal, com a tese: "A natureza farta de nós? Saúde, ambiente e novas formas de cidadania" (2009); mestrado em Sociologia, domínio dos estudos sociais da Ciência e da Tecnologia, Universidade de Coimbra, Portugal (2003); licenciatura em Sociologia, Universidade de Coimbra, Portugal (1998). Domínios de especialização: saúde ambiental, sociologia da ciência, sociologia da saúde, sociologia política. Publicou vários artigos científicos, capítulos de livros e outras publicações, nacionais e internacionais, sobre relações entre ambiente e saúde pública, ciência e conhecimentos e democracia e cidadania. Colaborou enquanto formadora/professora em vários cursos de formação e programas de pós-graduação (incluindo programas de mestrado e de doutoramento). Investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Portugal (desde 2004); assistente de investigação do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Portugal (2000-2004); professora de Sociologia e outras disciplinas nas escolas ITAP e Profitecla (2000-2001); secretária de redacção da Revista Crítica de Ciências Sociais (1998-2000). Membro da Direcção Nacional do Bloco de Esquerda; membro da direcção da Pro-Urbe, Associação Cívica de Coimbra. Foi mandatária nacional do Movimento "Cidadania e Responsabilidade pelo Sim", no âmbito do referendo nacional pela despenalização do aborto em Portugal. Encabeçou a lista do Bloco de Esquerda nas eleições à Câmara Municipal de Coimbra (2005).
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segunda-feira, 14 de Abril de 2014

Discurso no plural

A curiosidade que tínhamos começa a ficar mais dissipada. Fomos fazer uma leitura mais atenta do programa das comemorações do 25 de Abril que agora aparece no portal da câmara e, além de estar mais completo, apercebemo-nos que vem já dar uma luz sobre o que deverá acontecer e que nos tinha passado despercebido. A curiosidade que tínhamos sobre quem irá falar na madrugada do 25 de Abril. O ano passado o programa fazia referência apenas a "discurso" e foi isso o que tivemos. Um discurso do Álvaro que se limitou a dizer aquilo que achava que o seu partido tinha feito à frente da câmara. Foi o discurso próprio de quem está em pré-campanha mas que em nada glorificou o dia que se pretendia comemorar. O programa deste ano faz referência a "discursos" pelo que se pode concluir que não será apenas o Álvaro quem irá falar. Com a curiosidade a ficar mais dissipada, a dúvida que fica tem a ver com o saber quem irá acompanhar o Álvaro na arte de discursar. Com as limitações que lhe são conhecidas no que diz respeito à fluidez de expressão, não deixa de ser uma decisão arriscada a de deixar que mais alguém discurse e, com muita facilidade, a ele se sobreponha. Irá ser apenas o Vítor quem o irá acompanhar ou também os representantes das demais forças eleitas? Pelo que já soubemos, poderá haver vontade de alguns dos eleitos em poder usar da palavra e a dúvida com que ficamos é a de saber se, também aqui, o "problema é deles" ou se lhes vai ser dada igual oportunidade.
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Cansados

Hoje estamos assim, cansados. Foi um fim-de-semana intenso. Apeteceu-nos ir ao teatro e fomos. Fomos também ao cinema. Ainda tivemos tempo de ir ver exposições novas de arte. À noite aproveitámos para ir para a rua. Aproveitamos para conviver com as muitas pessoas que andavam como nós pela rua. Podermos estar junto de pessoas amigas que, como nós, quiseram estar a desfrutar das esplanadas, enquanto se ia vendo animação pelas ruas, é sempre agradável. Claro está que depois de um fim-de-semana assim, com muito movimento, a ver gente e coisas novas, ficámos cansados e hoje a vontade é mesmo de descansar. Mas soube bem. Acreditamos que com todos seja mais ou menos igual e que sempre que fazem coisas de que gostam, aproveitando os dias de descanso para fazerem aquilo que habitualmente não se pode fazer durante os dias de trabalho, no dia seguinte estão cansados. É evidente que, para conseguirmos tudo isto e termos um fim-de-semana com actividade e coisas novas, fomos passar o fim-de-semana fora! Aproveitámos para sair da terra onde passamos a semana e fomos para um local onde acontecem coisas. Hoje estamos cansados da agitação do fim-de-semana que serve para contrastar com o cansaço que sentimos habitualmente de ver que tudo está sempre igual.
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sábado, 12 de Abril de 2014

Quem vai falar?

As comemorações do 25 de Abril vão ter o seu ponto alto, como sempre, quando perto da meia noite se ouvir a Grândola Vila Morena e se seguirem os discursos. Este ano terá um significado acrescido depois do muito pelo qual temos vindo a ser obrigados a passar com as medidas que têm vindo a ser impostas pelo Governo. Mas, mais do que ouvir a canção que simboliza o dia, estamos curiosos para ouvir o que o Álvaro tem para dizer. Numa altura em que o governo local é partilhado por dois partidos, a dúvida sobre se irá existir apenas o seu discurso ou se irá dar também a palavra a quem consigo partilha o poder é algo que se vai manter até ao dia. Sabendo-se que tem muito pouco jeito para ler aquilo que alguém irá escrever, a questão que fica é se não deveria ele deixar que também o Vítor falasse. Não nos parece que o argumento de que apenas deve ser quem manda que deve usar da palavra, porque isso eliminaria também a possibilidade dele falar. Daí que esta curiosidade nos tenha vindo a assolar durante os últimos tempos. Se, por um lado, deixar que outros, quem não apenas ele, falem na varanda da câmara pode ser um sinal de fraqueza, seria, por outro, um sinal de democraticidade que, sabemos, muitos dizem não existir por aqueles lados!
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História de sangue!

Estalou o verniz! Essa é a conclusão que se chega depois de quinta termos lido que a exposição de marionetas não era senão o prolongamento do que se passa no edifício da câmara! De uma forma muito pouco polida, os membros do executivo foram chamados de fantoches (entre outros). Tudo isso porque o Álvaro terá dito que iria deixar de dirigir a palavra a quem ele acha que não o merece. Se tem ou não razão, apenas ele o saberá, sendo que em relação a quem se senta consigo na vereação já escrevemos. Já se imagina o que irá acontecer e é provável que de tudo isto possa sair sangue. As cenas dos próximos capítulos deverão ser recheadas de novas aventuras a menos que o Álvaro e os restantes vereadores possam tentar por uma esponja sobre o que por certo leram. Diz-se que quem não se dá ao respeito não pode esperar ser respeitado e acreditamos que o que se tem lido mais não é do que um teste à capacidade de encaixe dos que estão na câmara. O que irá acontecer apenas o futuro o poderá dizer mas uma coisa parece ser certa, com os limites a serem ultrapassados, depois do que lemos não há dúvidas que cada vez será mais difícil aos munícipes saberem o que a câmara vai fazendo, ou quer fazer!
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