Não bate certo!

Ainda a propósito do OP, depois de lermos a informação que está na página criada para o efeito, há um aspecto que nos parece não fazer sentido. O regulamento prevê a possibilidade de ser apresentada reclamação do que foi decidido pela comissão técnica mas nada diz sobre quem tem por função apreciar as reclamações. Na página do OP vem a informação de que "As reclamações serão apreciadas pela Comissão Técnica". Ou seja, os que tiverem acesso à lista provisória podem apresentar reclamação da decisão que foi tomada pela comissão técnica e essa reclamação vai ser apreciada pela mesma comissão técnica! Cabe assim aos que rejeitaram propostas decidir sobre a sua decisão! Pode até estar tudo correcto e quem fez o regulamento ter querido que assim fosse mas parece-nos que a reclamação deveria ser decidida pelo órgão máximo da câmara, o Presidente, ou até mesmo pela vereação. É assim que acontece em relação a todas as decisões da câmara e é dessas decisões que os munícipes podem queixar-se ao tribunal. Um munícipe que não concorde com a decisão que seja tomada pela comissão, na sequência da reclamação que apresente, como é que se vai queixar ao tribunal se a decisão não é da câmara mas apenas de uma comissão? Algo não bate certo!


Onde anda a lista?

Fomos dar uma vista de olhos ao que diz o regulamento que define as regras referentes ao Orçamento participativo. De acordo com a informação que é avançada no site do OP, o período de análise pela tal comissão que ninguém sabe por quem é composta, terminou no dia 29 do mês passado (sexta-feira). Diz o regulamento que "findo o período de análise das propostas é elaborada e divulgada a lista provisória das propostas admitidas e excluídas, para no prazo de 10 dias serem, se for o caso, apresentadas reclamações". Ou seja, desde sexta-feira que está a decorrer o prazo para que sejam apresentadas reclamações. O regulamento não diz que as reclamações podem apenas ser apresentadas pelos proponentes o que faz com que qualquer munícipe possa, se assim entender, reclamar. Se o orçamento é participado pelos munícipes, não teria lógica que eles estivessem impedidos de reclamar, mesmo que não tenham apresentado propostas. Aqui aparece o problema! Reclamar do quê se não foi divulgada a lista provisória em local que se tenha acesso? A câmara não deu a conhecer em local algum - seja no seu portal, seja na página do OP ou mesmo no Facebook - a lista provisória. Ou seja, um munícipe que esteja interessado em reclamar, está impossibilitado de o fazer porque a câmara não deu a conhecer a lista! É razão para que se pergunta por onde anda a lista!


As propostas do OP

Acabou a fase de apreciação, pela comissão nomeada pelo Álvaro - que os munícipes não sabem como é composta -, das propostas que foram apresentadas no âmbito do Orçamento Participativo. Não somos como alguns que, não fazendo parte do executivo, sabem quais as propostas que foram apresentadas - o que só por si revela uma fuga grave de informação e que pode por em causa todo o OP - mas conhecemos o que a generalidade dos munícipes sabe, com a informação que os proponentes têm dado. Uma delas diz respeito à possibilidade de vir a ser construída um nova rotunda na zona industrial. O facto de existir esta proposta, ao que se sabe apoiada pela maioria dos que frequentam a ZI, revela que a decisão que foi tomada de construção das duas rotundas não satisfaz as necessidades de quem faz a sua vida naquela zona. Claro que os que desenharam aquela solução deverão conseguir defender a sua opção mas sabe-se que uma coisa são as soluções que ficam bem no papel e outra são as que realmente ajudam as populações. Não podemos ainda pronunciar-nos sobre a proposta porque ainda não conhecemos todas mas há uma coisa que suspeitamos: a comissão deverá ter arranjado forma de implicar com a proposta. A razão para que pensemos assim é simples. A comissão foi nomeada pelo Álvaro. Se a proposta passar para a fase de votação e se for a escolhida isso irá traduzir-se numa derrota do executivo liderado pelo Álvaro e pelo PS já que será a evidência de que a opção que tomaram, onde foi gasto muito dinheiro, foi a errada. Perante isto, sabendo-se que há quem saiba mais do OP do que devia e que a comissão foi nomeada por quem não quer ver decisões suas serem desautorizadas, parece ser evidente que algum problema irá ser encontrado para que esta proposta - ou qualquer outra nas mesmas condições - não passe. Uma comissão que ninguém sabe quem faz parte e que tem o poder de rejeitar propostas sem que se conheçam quais as regras que têm que seguir é uma comissão que não pode merecer muita confiança dos proponentes e dos munícipes, ainda que as pessoas que dela façam parte estejam a acima de suspeita. Para que ninguém possa vir a acusar o actual executivo de não ser transparente era essencial que fossem dadas a conhecer quais as propostas que estiveram em análise - para que não seja o Pedrosa o único a disso ter conhecimento -; se conheçam quem são os membros da comissão que fez a análise e, acima se tudo, quais as regras pelas quais ela se orientou. Uma coisa é certa, se for aprovada uma proposta que contrarie ou ponha em causa uma decisão da câmara deveriam "rolar cabeças"!


Cartões de visita

Numa altura em que as notícias voltam à antiga vidreira pelas más memórias que tem para muitos e pelo que ali aconteceu, recordamo-nos do que há dias foi falado na reunião de câmara sobre o perigo que aquelas instalações representam para quem ali passa. Não sendo responsabilidade directa da câmara o abandono que ali se vê existir, não deixa de ser estranho que não sejam postas em prática nenhumas medidas de prevenção. Aquele espaço, tal como a Angolana, é um dos locais em que não se consegue entender porque não existe uma acção preventiva por parte da protecção civil. Quem sabe um dia, quando algum problema grave ocorrer, se lembrem de atribuir responsabilidades a alguém.  Até lá eles vão funcionando como cartões de visita mas pelas piores razões. 


Só um sorriso...

Ainda um pouco em choque depois de lermos a Revista Municipal, tentámos imaginar o que seria se tivéssemos um Presidente de Câmara que não aparecesse na fotografia a olhar os munícipes como se estivesse num pedestal, olhando-os para baixo. É assim que aparece na fotografia e, apesar de não se poder ver nas caras o que as pessoas são no seu íntimo, elas reflectem a postura que se tem. Quando se olha para a imagem que está na revista consegue-se perceber, mesmo que aqui não se viva, a forma como é entendida a governação da câmara. É como se nos fizessem um favor por estarem à frente do comando da terra e cada um de nós, munícipes, tivesse que lhes prestar homenagem e agradecimento pelo grande favor que nos fazem por estarem lá. Isso é o que resulta da imagem que o Álvaro quis por na revista que hoje os munícipes irão receber. Tentámos fazer o milagre de dar uma visão do que gostaríamos que fosso o que o nosso - pelo menos dos que nele votaram - presidente transparecesse para quem o possa ver. Não conseguimos porque milagres não existem e nem o Photoshop o consegue fazer mas fica a ideia. Em vez de um Presidente de Câmara que não sabe o que é sorrir, que nos olha - aos que irão ler a revista - de cima para baixo (sem contar que se apresenta de braços cruzados em vez de mangas arregaçadas), gostaríamos de ter um que sorrisse, que nos olhasse nos olhos, sem ser com ar de superioridade. A imagem que aparece na foto da revista é, infelizmente, a forma como os munícipes são tratados. Um dia haverá quem diga que até foi um período de prosperidade mas esses serão aqueles a quem o ferro e magnésio lhes faltou e afectou a memória.


Mudança para onde?

Estamos no final do mês e saiu agora a Revista Municipal de Agosto. Ainda pensámos que a revista pudesse fazer uma compilação do que aconteceu durante o mês aqui na terra mas, como nada aconteceu, não é de estranhar que a capa tenha coisas passadas! A revista de Agosto vem com o que aconteceu noutros meses exactamente porque nada têm que possa dizer respeito a eventos realizados no mês das férias. Mas esse é apenas um dos detalhes. O Álvaro aparece com a "nota de abertura" dando conta que o concelho está "no caminho irreversível de um concelho em mudança". A questão que se coloca é: mudança para onde? Pelo conteúdo da sua nota de abertura, o Álvaro parece centrar essa "mudança" no design e no que diz que vai acontecer em torno dessa ideia. Deve ser essa ideia que levou à mudanças irreversíveis que se notaram com os cortes que foram feitos e com as árvores que o Álvaro diz que foram plantadas em numero maior do que as cortadas mas que não se vêem em lugar algum! Não temos muitas dúvidas que o concelho mudou em algumas coisas mas temos muitas dúvidas se essas mudanças foram para melhor. É provável que eles saibam para onde a mudança que dizem existir leva a terra. Seria pedir muito que partilhassem o que sabem com quem aqui vive? Em tudo o resto a revista é apenas uma repetição do que já todos sabem e nem se compreende a razão da câmara gastar dinheiro com aquela publicação. Da Revista Municipal fica a imagem que o Álvaro nela colocou sua. Nem um esboço de sorriso se consegue vislumbrar. Deve ser assim que um autarca se deve mostrar aos munícipes, austero e despido de sentimentos!


Regresso de férias

Regressados de férias, fomos dar uma volta pelo concelho para vermos o que, numa semana, tinha mudado. A resposta foi simples de obter. Não mudou nada. Tínhamos a esperança de que o tempo que estivemos fora nos pudesse dar uma visão diferente quando regressássemos mas rapidamente a perdemos. Bem lá no fundo a esperança que existia era a de que o Vicente pudesse ter posto mãos à obra e, qual Noé à beira de um dilúvio, tivesse feito alguma coisa que fosse além do corte de árvores e que pudesse salvar quem aqui vive. Ficámo-nos pela esperança! Notou-se que o estacionamento da J. F. Custódio está em andamento mas não nos pareceu que consiga estar concluída, como foi afirmado, até ao final da semana. Passámos pelas praias e, tirando S. Pedro onde ainda se vê que o dilúvio passou por aqueles lados e que nada foi feito, nada mais se vê que tenha acontecido. Provavelmente não podemos censurar o Vicente já que também ele tem direito a férias mas, como a terra não vai de férias, pensámos que alguma coisa tivesse sido feita que permitisse que sentíssemos estávamos a chegar a uma terra renascida. Nem mesmo as ciclovias onde os turistas poderiam fazer as suas caminhadas foram limpas ou o mato cortado. O abandono que se nota, agora que temos bem presente o que encontrámos fora daqui, é bem maior do que se pode imaginar. Habituamo-nos a ir vendo todo o ano sempre o mesmo e, apesar de acharmos que está mal, não temos a exacta noção do quão mal estamos.


Porta fechada

Quando se quer passar um Domingo longe da praia, porque há mais gente ou apenas porque não apetece estar na areia, nada como ir visitar o que a terra tem para oferecer. Museus; exposições; construções novas; ver o cubo de vidro e o que nele está em exibição. É isto que quem habita na terra pode fazer. Bom, isto seria o que poderiam fazer se estes espaços estivessem abertos. Mas é capaz de ser mesmo melhor estarem fechados. Desse modo não correm o risco de serem usados pelas pessoas e até poder haver quem suje alguma coisa ou estrague. Assim é que deve ser, preservar para que as gerações futuras possam usufruir do que foi construído pelos seus antepassados. Achamos até estranho que tenham optado por construir um "cubo" e não uma "pirâmide". Se o tivessem feito poderiam ter usado a mesma técnica usada pelos Egípcios para selar o conteúdo das pirâmides. Assim ninguém entrava durante séculos! Por estarmos a falar em Egípcios, lembramo-nos do Nilo e das semelhanças que existem com o que se passa na Resinagem. A quantidade de água e humidade que existe num e noutro local é mais ou menos semelhante! Nas novas instalações os funcionários e utentes têm a oportunidade de conviver diariamente, e com muita proximidade, com as infiltrações de água que se vê existirem nas paredes e com os estragos que o bolor já está a causar. Uns meses depois de terem sido abertas aquelas instalações, o estado em que se encontram convida a que as portas se mantenham mesmo fechadas. O mercado foi fechado por falta de condições. Quando será fechado o espaço que agora é usado para quem vai tratar assuntos das águas? É sem dúvida o local apropriado, tal é a quantidade de água que aquele espaço tem metido! Estranhamente, a câmara decidiu aplicar uma sanção à empresa que está a construir a Casa da Cultura mas em relação à que fez a Resinagem, que se vê já que está com defeitos graves, nada acontece! Porque será? Será que tem a ver com o facto de ser a tal empresa do regime do tempo do Sócrates?


Design em S. Pedro

Ontem apareceram nos outdoors da terra os cartazes que anunciam o evento do design. Apesar do que foram as discordâncias dos empresários quanto à designação do evento e da própria marca, a câmara levou a sua avante e temos que reconhecer que tem razão. A terra é um marco do design a nível nacional! Onde mais se conseguem encontrar exemplos de design como aqueles que se conseguem encontrar em S. Pedro? É, sem dúvida alguma, um local marcante do que é a capacidade que a terra tem em termos de design. Ele são os varandins que estão há meses com um estilo muito próprio, com o que foi arrancado pelo mar colocados de uma forma que só pode ser atribuída a quem vê no design um dos elementos essenciais do concelho. Percebe-se agora porque é que, passados estes meses todos, nem uma pedra foi ali mexida... é por causa do design! Ele é o facto de se terem substituído as protecções em madeira por fitas em plástico que, sem margem para dúvida, dão um aspecto futurista, cheio de estilo e design. Ele é o facto de os passeios e escadas estarem sem protecções, como só quem tem uma visão muito desenvolvida do que é a capacidade de inovar tem possibilidade de perceber. Ainda queria o Amadeu oferecer a madeira para que a câmara colocasse ali as protecções! Coisa mais absurda! S. Pedro é o maior expoente da capacidade que a terra tem de por o design à frente de qualquer outra capacidade que a terra tenha. Qual vidro ou moldes qual quê! Design é que está a dar e quem duvidar que passe por S. Pedro.


Acessos às praias

Há dias tínhamos usado esta foto para convidar as pessoas a visitarem a Praia da Concha. Ouvimos há pouco nas notícias que hoje houve quem tenha tido problemas no mar. Estamos longe e não conseguimos ainda saber como decorreu o salvamento mas estamos a imaginar o que terá sido o trabalho dos socorristas ao terem que usarem as escadas que acabam a meio da arriba. Estamos a imaginar o que terá sido a dificuldade que os socorristas terão sentido para poderem chegar a quem necessitava de ajuda. Estamos também a imaginar os palavrões que terão dito ou pensado quando tiveram que usar o que a câmara não arranjou. É nestas alturas que se vê a necessidade que faz podermos ter gente competente a mandar. Gente que faça o que é necessário. Resta agora saber se as pessoas que estiveram em dificuldades no mar poderão ter sido socorridas de forma menos eficiente ou sem ser a tempo por causa da falta de condições que a praia tem em termos de acessos. Os nossos autarcas, sempre tão preocupados com as responsabilidades que lhes poderão ser atribuídas pelo que fazem de mal, estarão agora preocupados com a responsabilidade que lhes poderá ser imputada pelo que não fizeram ou por não terem interditado uma praia que não tem acessos condignos? Nós, no lugar deles, estaríamos, pelo menos, com um enorme peso de consciência!


São "Álvaro" Zeferino

Já muitas vezes lemos argumentos que não têm pés nem cabeça para justificar o que é difícil. Ainda que haja quem defenda a sua presença na terra, é generalizado o sentimento de que a presença de membros de etnia cigana aqui, sem que se tenham ajustado minimamente às regras normais de convivência em sociedade, é má. Os que dizem que assim não pensam são os mesmos que não os querem à sua porta. Ainda que seja politicamente incorrecto assumir-se isso, não há quem consiga conviver com quem, por opção, cheira mal; vive à margem da sociedade; vive de subsídios sem que alguma vez tenha contribuído para alguma coisa e importuna quem quer apenas fazer a sua vida. A semana passada, na reunião de câmara, colocou-se a questão da presença de muitos ciganos na terra, daqueles que ninguém quer ter como vizinhos. Ontem leu-se no jornal o argumento que o Álvaro usou para defender que eles não devem aqui estar. Em vez de dizer, de forma clara, que ninguém gosta de viver ao lado de parasitas, armou-se em São Zeferino e disse que “defendo que se trata de uma etnia nómada, pelo que têm 24 horas para seguir viagem. Devem preservar os seus valores e não se fixarem". O Álvaro tentou ser politicamente correcto e usou um argumento que não lembra a ninguém. Quer os ciganos fora daqui para que eles possam continuar a ser nómadas e preservar os seus valores! Bastava que tivesse dito que não os quer cá mais do que um dia para que não causem "problemas como os que estão a causar na Marinha Grande" e toda a gente iria entender e até aplaudir (com excepção dos que gostam de se armar em protectores mas que não os querem a viver no seu quintal). Em vez disso, de defender quem aqui vive, tentou armar-se em santo e defender os valores da etnia cigana! Ter-lhe-ia ficado melhor dizer o que qualquer pessoa normal pensa em vez de tentar dar uma no cravo e uma na ferradura. Ficámos assim todos a saber que a principal preocupação do Álvaro é mesmo a de que os membros da etnia cigana não percam os seus valores e não tanto a segurança de quem aqui vive! O Álvaro tentou ser o Santo padroeiro dos ciganos em vez de ser quem nos deveria defender de quem quer viver à margem das regras.


Mira ao Vicente

Há dias a Alexandra entrou na reunião de câmara de mira apontada ao Vicente. A Alexandra disse que tinha ido ao parque e que "ficou apreensiva com a obra que lá foi feita, que entende que deve ser fiscalizada, pois verificou que existem quinas vivas, um dos brinquedos foi removido mas ficou com a base no chão que potencia quedas. O próprio piso já tem pontas levantadas. As mesas e bancos estão em muito mau estado, nos bebedouros não há água. As crianças mais pequeninas ficaram sem um brinquedo que adoravam, pelo que solicita a colocação de um brinquedo para os mais pequeninos". O que achamos estranho não tem a ver com o discordarmos de alguma coisa que tenha dito, já que tudo corresponde à realidade, mas ficámos sem perceber muito bem o porquê daquela intervenção. Se o que disse tivesse sido dito por alguém que esteja na oposição, nada haveria a estranhar. Mas não é o caso! Ela, mal ou bem, faz parte do grupo de vereadores que mandam na câmara. Apesar do pelouro de obras não ser seu, ela é parte integrante do executivo que decide. A sua intervenção só pode ter assim uma de duas leituras: ou quis mostrar, para quem estava presente, que se preocupa com o que se passa na terra; ou não existe diálogo entre os diversos pelouros. Vir queixar-se daquilo que o Vicente não fez bem feito - porque o próprio reconheceu que os materiais usados não foram os correctos e que outros serão substituídos (o que mais uma vez mostra uma falta de supervisão, que já antes vimos na colocação das cadeiras da Casa da Cultura) - em reunião de câmara significa, acima de tudo, que a câmara é gerida por um governo bicéfalo; em que as decisões são tomadas de forma isolada; em que os vereadores que mandam falam apenas ali, de quinze em quinze dias, sem que haja comunicação entre os diversos pelouros. Já antes se tinha notado isso e, mais uma vez, deu para perceber que lá dentro é cada um para o seu lado! Se assim não fosse, a questão não tinha sido abordada em reunião mas resolvida lá dentro, entre eles!


Algo não bate certo!

Foi ontem anunciado que, pelo quinto ano, a câmara vai fornecer os livros às crianças do primeiro ciclo. Uma vez mais se coloca a questão de saber se a medida é justa uma vez que não distingue os que precisam dos que não necessitam de apoio e que poderia permitir aumentar a ajuda a quem dela carece. Pelo que vem na informação que foi disponibilizada, as crianças recebem os livros com a indicação de que deverão conservá-los e devolvê-los para que possam ser reutilizados. Desde sempre aprendemos que um livro em que não se escreve ou no qual não se fazem apontamentos é um livro que não serve para ensinar mas entendemos que a câmara possa querer aproveitar o que compra para os anos seguintes. Se os livros são entregues com a condição de serem devolvidos para que sejam reutilizados e havendo essa reutilização, não conseguimos entender como é que a câmara anuncia que gasta 70.000 euros nessa iniciativa! A parte curiosa é que em 2011 foram anunciados esses mesmos 70.000; em 2012 terão sido cerca de 60.000 e em 2013 foram anunciados mais de 50.000. Ou seja, pelo menos nestes anos o custo com livros escolares tem sido sempre na mesma ordem de grandeza. Não se questiona o que seja gasto, porque tudo o que se gaste com as crianças e com a escola é sempre bem empregue, mas parece existir alguma coisa que estará a funcionar menos bem com a tal reutilização. Sabendo-se que o custo de livros do primeiro ciclo ronda os 60 euros, significa que, das 1600 crianças beneficiadas o ano passado, apenas cerca de 260 devolve os livros já que a câmara tem que gastar o equivalente a livros novos para mais de 1150 crianças. Este é um cenário que se repete ano após ano! Há algo que aqui não bate certo até porque o número de crianças beneficiadas tem vindo a diminuir! Visto assim, das duas uma: ou a câmara anuncia que gasta mais do que realmente gasta, porque fica bem dizer-se que se gasta dinheiro com as crianças, ou não está a haver o controle que deveria existir!


Resultados no PS

Temos andado intrigados com o que se está a passar no PS e com a corrida ao poder na Federação. Entre o Sales e o Medeiros parecia não existir grande diferença. Começámos então a ver quem eram os que apoiavam um e os que apoiavam o outro. Fomos tentar saber mais e chegámos à conclusão que a principal diferença está no facto de um simbolizar a continuidade e o outro a mudança. Pelo que conseguimos saber, caso o Medeiros seja eleito uma das mudanças a que vamos todos assistir é a do Pedrosa, Tereza e restantes seguidores irem serem afastados e ser-lhes retirado o poder que têm. Não admira, por isso, que encontremos o Pedrosa ou o Álvaro de mãos dadas com o Sales. Pode-se dizer que nele eles têm a única possibilidade de continuarem a ter poder. No caso do Pedrosa de poder continuar a ser o candidato a deputado - que tudo tem feito para estar no poder e não ter que regressar ao seu lugar na segurança social - e no do Álvaro de manter a mandar na câmara quem tem mandado. O resultado das eleições depende muito dos apoios que um e outro consigam ter mas uma coisa é certa, com o Sales vai ser mais do mesmo! A ideia do Medeiros fazer uma limpeza quase faz querer que ele ganhe! Resta saber se, à semelhança do que aconteceu em Braga, também aqui os mortos irão ter as quotas em dia para que possam ir votar!


Estrada Arco Iris

Na reunião da semana passada o Santos foi um dos que também falou pelos cotovelos. Uma das situações que chamou a atenção foi para o estado em que se encontra a estrada para S. Pedro. As raízes fazem com que andar por ali tenha que ser feito com imenso cuidado. Sugeriu, pareceu-nos que em tom jocoso, que cada uma das lombas fosse pintada com cores diferentes para que os condutores as vissem e que a estrada passasse a ser chamada de "Estrada Arco Iris". Sabe-se que aquela estrada não é da responsabilidade da câmara - se fosse, já tinham sido deitadas abaixo todas as árvores - e ficou-se a perceber o porquê de não existir da parte da câmara qualquer espécie de pressão junto do Governo e das entidades com responsabilidade para que seja feita alguma reparação. O Álvaro afirmou que até acha que a estrada não está assim tão má e que ele, quando passa ali com o seu carro descapotável velhinho, não acha que a estrada esteja a precisar de reparação porque o limite de velocidade é 50 e a essa velocidade as lombas não afectam a condução! Conseguiu assim calar o Santos que, perante uma argumentação tão pouco desprovida de sentido, ficou sem saber o que lhe dizer. Acreditamos que terá pensado mandá-lo ir passear no seu carro velhinho mas ter-se-á contido. Nós ficámos a saber que por cá apenas alguma coisa será feita quando os que mandam acharem que é necessário e não quando os munícipes os chamarem a atenção. Sorte a nossa o Álvaro não andar de jipe porque aí ficaríamos a saber que só haveria reparações quando os buracos impedissem os jipes de lá passar!


Porque no te callas!

A semana passada, na reunião de câmara, um munícipe foi alertar para o facto de existir um terreno que, sendo propriedade da câmara, foi vedado por um particular que, deve achar que o terreno é seu. A reacção foi a esperada: não foi dada atenção. Mania que alguns munícipes têm de ir chamar a atenção à câmara de coisas que se passam aqui na terra. São uns chatos que deveriam ficar em casa sem chatear os que mandam. Afinal, eles foram eleitos porque são donos do saber e de toda a competência. Um munícipe, um ser muito abaixo daqueles que foram eleitos, é alguém que deveria apenas ser chamado quando há eleições. Os culpados são os que quiseram que as reuniões fossem abertas ao público. Percebeu-se que os eleitos se estão borrifando se alguém ocupa terrenos que são de todos nós ou não. Se fosse deles, até recebiam os interessados na câmara! Mas a chamada de atenção não se ficou pelo terreno. A câmara, tão atenta que é às construções ilegais, esqueceu-se de ir ver umas que estão a ser feitas por membros de um etnia que alguns dizem ser protegida. Resta saber se alguma coisa irá ser feita ou se, como é habito, por medo de se aproximarem deixam tudo como está. A câmara refugia-se no facto de a generalidade das pessoas não ir ler as actas nem estar nas reuniões e, por isso, dedicarem tempo aos munícipes apenas quando há eleições. Mas há quem não se esqueça! A ideia que ficou na reunião foi a de que a vontade que tinham era mesmo a de dizer "porque no te callas!". Os munícipes que insistem em estar nas reuniões de câmara estão a perder o tempo porque, pura e simplesmente, quem ali está não está interessado em ouvir o que eles têm para dizer.


Levantar do muro

A imagem faz parte dos arquivos da nossa história, daquela que não queremos lembrar mas que nunca deveremos esquecer. A construção do muro da vergonha, aquele que separou um povo. Hoje há-os a serem construídos em Gaza. Vergonha atrás de vergonha. Estas separações mostram que não estamos minimamente ajustados a viver com a diversidade. Se têm opiniões contra, faz-se um muro para que elas fiquem do lado de lá! Há umas semanas foi aprovada uma moção por causa disto mesmo, do que é a diferença de opiniões que leva a que, há muitos anos, haja conflitos. A semana passada aconteceu algo parecido na reunião de câmara. Um munícipe, que ocupa lugar num outro órgão municipal, usou o direito que foi concedido aos munícipes para exporem as suas ideias para questionar a câmara sobre uma série de assuntos. Para espanto de quem estava presente, esse munícipe foi confrontado com o facto de não dever estar ali porque faz parte de um outro órgão. Nesse momento foi levantado um muro. Um muro que separa aqueles que, por estarem a ocupar cargos noutros órgão, se devem abster de usar o seu direito como munícipe. Se numa semana aprovam moções que condenam o separatismo, a seguir querem que ele impere. Já se sabia que o tempo que é concedido aos munícipes para falarem no início das reuniões é apenas para inglês ver. Ninguém, dos que está no poder, quer saber do que ali é dito. É uma hora que usam para pensar em tudo menos no que os munícipes ali vão dizer. Quando isso é assumido em relação a um eleito, tal como eles, isso fica claro. Os muros continuam a ser levantados e, mesmo os que defendem a sua abolição, os levantam quando lhes dá jeito. Quinta-feira foi um dos dias em que isso aconteceu, em que se mostrou que o tempo concedido aos munícipes é apenas para encher a agenda. Por falar nisso, como está a questão do jazigo?


Um brinde

Estamos de férias. Merecidas ou não, estamos longe do que se passa na nossa terra. Pusemo-nos a pensar no que têm sido estes anos. Discordamos do que achamos errado e, sem olhar a quem, dizemo-lo. Estamos a saborear um excelente por do sol, a comer uns biqueirões e conquilhas e a pensar que há, no meio de todos aqueles que estão no poder, os que merecem o reconhecimento. Mesmo sendo alvo das nossas criticas sempre aceitaram a nossa existência e não nos enjeitaram apenas porque, numa ou outra situação, eram criticados. Com os erros que vão cometendo ao longo do tempo, achamos que é devido um reconhecimento a esses (eles sabem quem são) que mantiveram o contacto. Nós estamos todos a gozar as nossas férias mas não deixamos de vos ter aqui connosco. Sabemos que são aqueles que sabem lidar com as criticas e que, podendo num ou noutro momento não gostar do que escrevemos ou de que escrevamos do modo como vos agrada, são aqueles que querem o melhor para a nossa, hoje, distante terra. A vós, o brinde que agora entre nós fazemos. Aos outros, aos que fingem que não existimos, um outro brinde, um para que tenham humildade. É uma das virtudes que alguns ainda têm mas a maioria perdeu.


A importância das receitas

Quando se vê o que é o aproveitamento que algumas câmaras fazem das potencialidades do turismo, não podemos deixar de fazer algumas comparações com o que temos na terra. Por onde andamos, as empresas que se dedicam ao desenvolvimento do turismo têm apoios das câmaras. Os próprios turistas são beneficiados em termos de impostos quando se instalam por aqui. As diferenças são assim abismais entre o que temos na terra. Isto fez-nos lembrar o que há dias foi dito em reunião de câmara pelo Vicente, apoiado pelos restantes vereadores que integram a coligação. Quando se colocou a questão de poderem ser integradas nos benefícios que são concedidos à industria outras empresas e outras actividades, o Vicente afirmou que não se pode estar a conceder apoios a toda a gente porque depois a câmara perderia receitas! Entende-se que a câmara necessita de receitas. Afinal tem que ter dinheiro para pagar as indemnizações que são resultado de más decisões mas colocar as receitas da câmara à frente dos interesses do concelho vai muito além do que seria esperado. Claro que não se pode exigir muito de quem apenas sabe fazer uma gestão simples do deve / haver e é natural que não consigam ver além do imediatismo do que os olhos lhes permitem alcançar. Isso faz com que não tenham a capacidade de ver que há situações em que as receitas da câmara não devem ser colocadas como argumento para recusar algumas propostas porque isso, mais cedo ou mais tarde, vai-se virar contra eles. O Vicente, e a restante câmara, actuou como o Tio Patinhas, preocupados apenas com as receitas sem perceberem que uma perda de receitas, se for motivada pela criação de postos de trabalho e mais desenvolvimento, se irá traduzir, a curto prazo, num aumento maior do que o que têm medo de perder. É por isso que não conseguimos passar da cepa torta!


Homem bala

Quando se fala dos políticos comete-se às vezes o erro de pensar que eles são pessoas bem instruídas e com conhecimentos. Erro enorme! Talvez porque na terra está um circo - no mesmo sítio onde há meses o Álvaro achava que era impróprio para estar um em funcionamento - que tem como atracção um "homem bala" que o Pedrosa veio esta semana, na sua crónica semanal, chata e sempre a terminar com citações de alguém encontrado numa busca na Google, disparar contra o SOM. Claro que se entende que o faça, até porque o actual presidente é um dos dissidentes do PS, mas esperava-se que o fizesse com algum conteúdo. Segundo o deputado na nação, o SOM, entidade privada, deveria ter apresentado uma proposta para o Orçamento Participativo para que o seu parque de estacionamento fosse alvo de melhoramentos. Se a ideia viesse de quem não tem responsabilidades políticas até poderia ser entendida. Vinda de quem vem, apesar de dali pouco se esperar, vai muito além do que seria aceitável. Sugerir que uma entidade privada apresente uma proposta para que dinheiro do OP lhe seja entregue é absurdo. Um deputado deveria saber que o que propõe no jornal não tem qualquer cabimento num OP! Quase faz pensar que o texto foi escrito depois da visita ao festival do Bombarral! Claro que se entende que poderá querer ter um bom estacionamento quando vai às reuniões do partido mas a sugestão, em tom de critica, é desprovida de sentido. Na ânsia de criticar, disparou no sentido errado! Tão preocupado que está com os incentivos que são dados e esqueceu-se de fazer menção à deliberação da câmara que corrige uma decisão anterior para que alguém do seu partido não tenha problemas em justificar o dinheiro recebido. Isso sim deveria ser alvo da sua atenção! E, já agora, como é que alguém que não pertence à câmara tem conhecimento de quais foram as propostas apresentadas no OP se ainda não foram divulgadas? Haverá alguma fuga de informação ou estará tudo a ser trabalhado nos bastidores? Se o Pedrosa sabe quais as propostas que foram entregues (já que sabe as que não foram), quem nos garante que tudo está a ser feito de forma transparente?


Triste sina

Quando ontem o Amadeu apareceu na reunião da câmara, a imagem que nos veio à mente foi a do Vasco Santana! Não tem a ver com o aspecto físico, por ser estudante ou por alguma das piadas que eram próprias daquele actor. Tem a ver com o que se passou e que nos fez lembrar no que é a sina que cada um tem. O Amadeu terá saído da reunião a pensar "que triste sina ver-me assim, que sorte vil e degradante, ai que saudade sinto em mim do tempo em que era ouvido". Tudo isto porque, da parte dos vereadores com poder, o Amadeu foi tratado como se ali não devesse estar. Quando ele disse que, no século passado, muito antes de estar lá o Álvaro ou o Vítor, foi à câmara e viu um problema resolvido ficou-se a perceber a diferença que existe entre o que se passa agora e o que se passou quando a ditadura ainda estava a mandar. A forma como o Amadeu, membro de um órgão autárquico, foi tratado por parte dos que mandam na câmara mostra que, por aquelas bandas, o melhor é mesmo não colocar questões. Seja porque não sabem o que responder; seja porque a competência é algo que por aqueles lados não abunda, a verdade é que o que se viu acontecer ontem é uma pequena amostra do que acontece no dia-a-dia. Se não se discordar do que fazem, está tudo bem. Se se discorda, e porque se está contra. Vê-se nestas situações que os que mandam (mal) não sabem lidar com opiniões contrárias às suas. Quando a ditadura vigorava era assim que acontecia. Agora que a ditadura parece ter acabado, há quem não saiba lidar com as opiniões que são diferentes das suas. No outro tempo isso era ditadura, agora deve ser mesmo só incompetência!


Vamos de férias. Voltamos um dia destes (ou talvez não).


Destino

Os Portugueses até são boas pessoas. Não reclamam; trabalham (em especial quando emigram); pagam impostos (quando não arranjam forma de fugir); elegem incompetentes para os governar; quando têm oportunidade; reelegem os mesmos ou outros da mesma laia; gostam de fado e futebol; endividam-se para passar férias e ter um carro de grande cilindrada é sinal de poder; gostam de ser tratados por "doutor" ou "engenheiro", mesmo que isso não seja sinónimo de conhecimento; adoram revistas cor de rosa e a vida dos outros é muito importante; criticam o que se passa no BES mas esquecem o que se passou no BPN; aplaudem os socialistas por crticarem os incompetentes dos social-democratas pelo que decidiram agora fazer com o banco como se eles não tivessem feito o mesmo; esquecem que os boys existem em todos os partidos do poder e que, sempre que podem, votam neles, vezes sem conta; nas manifestações reclamam mas com hora marcada para o início e o fim, porque as novelas e o futebol não podem deixar de ser vistas. São tudo isto e muito mais mas será que mereciam ter os políticos que têm? Não mereciam melhor do que sempre os mesmos à frente do destino do país? Deve ser uma questão de destino!




Adivinharam!

Há uns meses lemos isto. Meses depois, quando já se sabe qual a intervenção que tem tido, a quantidade de ausências, o facto de nada mais ter surgido por sua iniciativa e do papel apagado e pouco consequente que tem tido, nas poucas vezes que aparece, temos que concluir que afinal há quem saiba adivinhar o futuro! Aquele texto de há meses era premonitório!


Queixa e o óbvio

Hoje o PCP saiu com uma previsão que deixou todos surpreendidos. Prevêem que o BPN nos vai custar mais dinheiro! Depois do muito que já se sabe, fazer uma previsão destas, depois do que foi o relatório do TC, é, sem dúvida, algo que nem a Alexandra Solnado conseguiria fazer. Até entendemos que possam querer ser notícia mas temos alguma dificuldade em entender o porquê de saírem previsões que todos nós já conhecemos! Por falar em conhecer, recordámo-nos de uma queixa que o PCP fez há uns meses sobre as suspeitas que existiam quanto à obra da Resinagem. A queixa foi feita em Outubro de 2012. Pelo que se pode ler, numa pesquisa simples na internet, a investigação não pode exceder os 8 meses. Significa isso que, passados que estão esses 8 meses, a investigação deverá estar terminada. Das duas uma: ou foi arquivado ou alguém foi acusado. Estranhamente nunca mais ninguém falou nesse assunto! Depois do que foi a previsão que o PCP hoje fez, também conseguimos prever que o assunto foi abafado porque não interessa a ninguém falar no assunto! Esta previsão faz de nós adivinhos? Claro que não! Tal como o comunicado que hoje saiu, apenas nos limitamos a fazer a leitura do que é óbvio. Ainda assim, parece-nos que todos os munícipes teriam interesse em saber quais foram as conclusões a que os investigadores do Ministério Público chegaram na sequência da queixa apresentada!


Bom e mau

Com o que se passou, e está a passar, no BES, não há quem não fale no "banco bom" e "banco mau". A ideia de mau ficou associada à parte sombria que envolveu aquela instituição. Isso levou-nos a pensar se na câmara não haverá também uma parte boa e uma parte má! Quem serão os que ocupam a parte boa e quais os que estão na parte má? Ainda passou pouco tempo desde que o executivo camarário e acreditamos que possa ser difícil a alguns vereadores conseguirem ultrapassar problemas que podem estar ligados a alguma cristalização de ideias e comportamentos mas parece-nos que, dos sete que foram eleitos - juntamente com os seus assessores - poderá já ser feita uma primeira análise e avaliar se o que têm feito os coloca na parte boa ou na parte má da câmara. Nós temos uma ideia quanto a isso. Qual a vossa? Quem deverá ser colocado na parte boa e quem deverá estar na parte má?


Turista por acaso.

Hoje tentámos por-nos na pele do Vítor. Responsável como é pelo entretenimento aqui na terra, tentámos fazer o que ele faria num dia de domingo, em pleno mês de Agosto. Tal como ele, começamos a manhã a dar uma volta pelos parques. Num, ainda em obras, fomos fazer a contagem das árvores que sobreviveram ao desbaste que tem sido feito. Não tivemos que contar muito! De manhã, como não havia nada a acontecer, fomos até ao parque da Cerca e ali encontrámos menos do que meia dúzia de pessoas. Uma multidão! Demos depois um salto ao outro parque e ali vimos... patos. Não havia muito mais para ver. Como aqui nada acontecia, fomos até ao concelho vizinho ver a partida da volta. Ali pudemos ver muita gente, uma obra que se assemelha às que aqui existem - que ninguém sabe para que servem mas enchem o olho - e os corredores. No entanto, ver tanta gente junta foi agradável e quase nos fez lembrar as festas da cidade. Tal como  a volta, acontece uma vez por ano (na melhor das hipóteses) e não há que esperar por muito mais! Depois regressámos aqui à terra. Ainda pensámos ir almoçar ao restaurante que deveria estar aberto na Resinagem mas, como nada existe, fomos até casa. Depois do almoço decidimos ir visitar o Museu do Vidro. Lá encontrámos as mesmas peças que já tínhamos visto há muito tempo. Fomos aos outros Museus e exposições e, como já não é a primeira vez que lá passamos, não demorámos mais do que cinco minutos. Ver o que já antes vimos não demora tempo. Quando olhámos para o relógio já eram quase três da tarde e ficámos sem saber onde ir! Não havia mais nada para ver ou visitar aqui na terra. Decidimos ir a S.Pedro ver o estado em que estava a reparação dos sanitários. Por lá o ambiente estava um pouco mais animado mas nada que motivasse a presença de muita gente. Decidimos então ir à Vieira. Lá encontrámos o mesmo que já tínhamos visto mas nada que nos leve a querer lá regressar - tirando ir à praia. Quando regressámos eram seis e cinco e já os portões da Resinagem estavam fechados. Mesmo que tivéssemos a vontade de lá passar, não dava. E assim se passou um Domingo. Sem se fazer nada de novo ou encontrar alguma coisa que nos leve a querer repeti-lo. Quando amanhã nos perguntarem o que fizemos hoje, a resposta que teremos que dar é: nada de interessante, estivemos na Marinha! Estando nós na pele do Vítor, o que iríamos dizer seria também que: passem amanhã pelo posto de Turismo, bem dentro do Museu do Vidro - que terão que adivinhar onde é porque não há sinalização - e procurem um mapa para saírem daqui o mais depressa possível!


A Volta de volta... fora daqui

Domingo vamos ver a partida de mais uma etapa da Volta  Portugal. Há muitos anos não tínhamos que fazer uns quilómetros para poder ver partidas ou chegadas da volta. Muitos foram os anos que ela começou ou terminou aqui. Muitos foram também os anos que havia uma série de provas desportivas que traziam animação à terra. A Volta aos Sete era uma delas. Agora não existe nada e até mesmo a Burinhosa tema mais movimento do que aqui temos. Apesar da obra que foi feita para o evento ser claramente exagerada, desnecessária e, parece-nos, feita para mostrar alguma ostentação, a verdade é que até aquela aldeia tem mais actividade do que aqui temos. Se o lema que lá usaram foi o que que a terra tem vida, aqui o lema deveria ser o oposto. Mas tudo isso é, apesar de tudo, normal. Mesmo nas praias nos concelhos vizinhos, onde houve também intempéries, vê-se que houve a preocupação de fazer alguma coisa para que agora não se visse o que por cá se vê. Apesar de concordarmos que a câmara não pode mandar no tempo, como a Alexandra há dias disse, poderia controlar a forma de ser mais diligente. Mas sabemos que isso é pedir demais. Não só a câmara não controla o tempo como se vê que não controla mais nada e ai de quem ousa questioná-los já que, como também a Alexandra disse, ela só responde quando quer!


Banco mau

Com o Espírito Santo na ordem do dia, fomos ver até que ponto isso poderia estar a afectar aqui a terra. Demos, por isso, uma volta pelos parques e apercebemo-nos que as ramificações do que está a acontecer a nível nacional tem reflexos por cá. Aqui começa, desde logo, pelo que se consegue ver nos bancos do jardim. A quantidade de bancos maus é maior do que de bancos bons! Quem tiver coragem de se sentar em alguns daqueles bancos corre o risco sério de sair de lá com roupa estragada, tal a quantidade de podres que por ali existe. Se a nível nacional o problema do banco tem a ver com, pelo que se lê nos jornais, má gestão, o que se passa aqui com os bancos maus tem mais ou menos a mesma origem. A negligência que se nota ter existido durante anos levou a que, também por cá, o fenómeno "banco mau" exista. Já foram arranjados os equipamentos destinados às crianças, meses e meses que estiveram estragados. Resta agora saber quanto tempo irá demorar até que os bancos maus sejam reparados ou se iremos ver a sua degradação progressiva, sem que nada se faça!


Tristeza

Quando hoje passámos pelo centro tradicional e vimos o estado em que estão alguns dos edifícios, começamos a imaginar como seria se também o edifício da câmara estivesse à imagem do que se vê em redor. Claro que exagerámos na imaginação porque árvores seria algo que nunca ali existiria mas não deixa de continuar a ser preocupante o que por ali se vê. Há uns tempos ainda foram colocadas as lonas com as imagens de árvores mas até isso já está degradado. Tirando os cortes de transito, não se vê que por ali tenha havido alguma intervenção nestes últimos anos. Nada disto é novo mas não conseguimos deixar de sentir que nunca é demais lembrar quem manda que nada fizeram por aquele local. Fartos de ver misérias, aproveitámos para ir, novamente, dar uma vista de olhos aos museus e Resinagem. A esperança foi a de que pudéssemos encontrar alguma coisa de novo. Mas não! Foi como quando passava todos os Natais o mesmo filme na televisão. Nada de novo. Não admirou, por isso, que não estivesse mais ninguém por ali. Não admira que não se veja movimento nem turistas. A terra está, em pleno mês de Agosto, uma tristeza.


Apoio a animais

Tivemos conhecimento que os animais em risco têm mais um local para os proteger. Apesar de não ter sido divulgado o seu aparecimento, desde Março que um grupo de pessoas está a encabeçar um novo projecto. Depois de se terem afastado da APAMG, pelo que soubemos por não estarem de acordo com muito do que lá acontece e com alguns comportamentos que não se coadunam com a ideia de ajudar só por ajudar, esta nova associação vai sobrevivendo com ajudas que têm vindo de fora e com o que os que dela fazem parte vão contribuindo. Sem que haja ainda notícias sobre uma das promessas eleitorais, o canil, e sabendo-se que são más as condições em que os animais são mantidos na APAMG, talvez este pudesse ser o momento da câmara perder algum tempo com o assunto e ajudar, mais que não seja, na coordenação de meios.


Será?

Será que foi também por isto que houve tanta oposição às provas?













Boas férias

Aqueles que acham que estamos de férias que se desenganem. Não estamos nem vamos estar. Hoje escrevemos para todos aqueles que connosco falam. Os outros, aqueles que que acham que queremos mais do que apenas dizer o que pensamos, que vão para o sítio onde muitas vezes nos mandam. Os idiotas que acham que queremos mais do que dizer o que pensamos são os mesmos que acham que têm algum valor. Um monte de nada (porque até aquilo que aqui não escrevemos é mais do que esses). Presunção é como a água benta e cada um valoriza-se na mesma medida que o ego o permite. São, todos eles, um monte de muito do que todos conhecem mas não se escreve. Ao longo destes anos houve aqueles que se aproximaram e, usando-nos, acharam que este seria um meio de difundir as suas ideias. Quando viram que não já não éramos necessários, não mais escreveram. São os mesmos que acharam que eram alternativa. Oportunistas que nos usaram, mesmo nós sabendo que estávamos a ser usados. Essas são as pessoas em quem sabemos que não se pode confiar. Há depois todos aqueles que, de um modo que só nós e eles sabemos, nos têm considerado como um veículo que permite que se dê a conhecer o que vai acontecendo, sem que daí, porque o fazem sem que se queira que sejam identificados, resulte qualquer dividendo, e querem o bem para a nossa terra. Em período de férias há que distinguir aqueles que nos usaram e os que não o fazem. Àqueles que nos usaram, desejamos que tenham umas excelentes férias. Que sejam tudo o que sonharam mas que nunca se esqueçam do que fizeram. A hipocrisia, o fingimento e mentira deverá ter o retorno que merecem.
Aos que de forma identificada para nós, mas anónima para quem nos lê, falam connosco desejamos um excelente período de férias ou, ainda que já as tenham gozado, possam ter delas desfrutado na sua plenitude. Esses são aqueles que nos merecem o verdadeiro reconhecimento. Ainda que vindos de vários lados, são aqueles que achamos que pensam na nossa terra. Podemos deles discordar mas, por tudo o que têm defendido e por tudo o que nos têm dito, são aqueles que nós achamos que, de facto, defendem a nossa terra. Aqueles que sabem a quem este texto é dirigido, os nossos agradecimentos e por quererem, à vossa maneira, o melhor para a nossa terra, tal como nós. As mensagens que são deixadas, não por aqui mas por outros meios, são reconhecidas e são elas que nos impelem a manter este espaço. Aos outros, àqueles que acham que queremos ocupar os seus lugares, que criticamos apenas por criticar, desejamos, ainda assim, umas excelentes férias. Que elas vos possa trazer a sabedoria que o dia-a-dia não nos trouxe. Aos pretensos fazedores de opinião, desejamos também umas boas férias. Nenhum de nós usou este espaço para poder fazer parte de uma qualquer lista pelo que estamos muito acima daqueles que, não sabendo sequer escrever, nos criticam. Tudo isto para desejar a todos, sem excepção, umas excelentes férias.
Em particular, ao Álvaro desejamos, sinceramente, umas boas férias. Tem feito o que é capaz e o deixam fazer. Esperamos que saia das férias com a afirmação que fez em período eleitoral de que era ele quem mandava. Ao Vicente desejamos que possa conseguir descansar e vir das férias renascido, sem ideias de por a terra à sua maneira e não à maneira de quem aqui vive. Ao Vítor desejamos que possa descansar, repensando como poderá dar a volta a este marasmo. À Alexandra os mesmos votos, esperando que possa vir das férias com uma maior intervenção. O que dela ouvimos nos debates fazia esperar mais. Ao Santos desejamos tenha tido umas boas férias. Já o vimos hoje a trabalhar e presumimos que já tenha gozado as férias. Esperamos que possa ter ganho as forças para ser aquilo que os votantes deles esperaram. Ao Aurélio, desejamos boas férias na esperança que possa sair delas com mais do que artigos no jornal. Que possa conseguir mostrar mais do que tem querido. Ao Logrado, desejamos que tenha umas boas férias aqui na metrópole e que, quando for para a "colónia", possa deixar uma melhor representação que saiba desempenhar de forma eficaz o mandato que os que neles votaram lhe deram, em vez do conhecido usar e deitar fora. Fez isso connosco e não gostámos. Oportunismo é isso!
A todos, umas boas férias.


Acreditem!

É por estas e por outras que vale a pena acreditar nos políticos! A "coerência" do seu discurso ao longo dos tempos faz como que não tenhamos qualquer motivo para duvidar do que eles nos dizem. Só mesmo por má vontade é que alguém pode dizer que não somos bem governados e que o que se diz hoje é o que irá prevalecer no dia seguinte. Há por isso que repensar tudo e acreditar bem no que nos dizem os políticos e, nem em sonhos, duvidar de uma palavra que nos seja dita. Desta vez foi o Passos. Há uns anos tinha sido o Sócrates. Façam-nos uma favor e acreditem nos nossos políticos. Eles merecem o voto de confiança que lhes possam dar!


Vergonha

Até há pouco tempo a ideia que tínhamos em relação ao mel era apenas a de que era usado na alimentação. Por azar de um de nós, desde há dias que o mel teve outro significado. Devido a um problema de saúde tem sido necessário fazer todos os dias o penso no Centro de Saúde. Qual o espanto quando nos é dito que se fosse usado um penso de mel o tratamento seria menos doloroso e mais rápido. Foi aí que soubemos que no Centro de Saúde não há pensos desses e foi-nos sugerido que levassemos os pensos que lá seriam colocados. Foi também aí que ficámos a saber que há já muitos medicamentos que não existem assim como uma série de material necessário para fazer os tratamentos. É o que temos! Quando há pouco ouvimos que vão ser injectados quase cinco mil milhões num banco por erros que podem ser atribuídos a uma mão cheia de gente mas que temos que levar pensos se queremos ser tratados, porque para isso não há dinheiro, a vontade que dá é mesmo de mandar os que mandam a um sítio. Hoje sentimos imensa vergonha de dizer que temos todos nacionalidade Portuguesa. 


Festas sem festa

A imagem não é muito antiga mas é seguramente de outros tempos! Os tempos eram de eleições e não havia festas nas colectividades que não estivessem repletas de gente que não se via antes e que já não se vê por lá. Temos dado uma volta pelas festas que se têm realizado nas colectividades e, sem espanto, não se vêem os "comboios" nem as t-shirts. Não se vê nenhum daqueles grupos que entravam e pareciam que eram donos de tudo. A razão é simples: este ano não há eleições. Já se sabia que iria ser assim e que aquela vontade súbita de participar em todas as festas mais não era que uma tentativa de obter votos e não tanto de ajudar as colectividades. Não há, por isso, que estranhar que agora os que se vêem por lá sejam os mesmos que se viam nos outros anos sem os que viram naquelas festas uma oportunidade. Como é que é mesmo o nome que se dá a quem se aproveita de oportunidades?


Fundação M. Soares

Hoje demos uma volta aqui pela zona. Já que o tempo não ajuda e por cá nada acontece, fomos todos almoçar para os lados de Leiria e, conversa puxa conversa, falámos no que se passa no país. O PSD sem saber o que fazer com o país e com o últimos escandalo, o BES. O PS sem saber para onde olhar, com o Sócrates de novo nas noticias ao lado de uma empresa de Leiria, que por acaso conseguiu aqui fazer obras durante a governação PS! Mas, tirando isso que mais ou menos todos sabem, a conversa foi para o que são os gastos do Estado em coisas que não deveriam ser por ele financiadas. Estando nós em Leiria não poderia deixar de vir à conversa a Fundação do Soares, ali nas Cortes, onde nada acontece! O Estado financia uma fundação que não se sabe o que faz. Acreditamos que seja o pagamento que o Soares exigiu mas a verdade é que, BPNs e BESs à parte, grande parte do dinheiro que pagamos para o Estado é depois distribuído por estes personagens que os partidos do eixo da governação parecem querer esquecer. Lemos o que o Pedrosa escreveu sobre a escolha do Comissário mas não temos ideia de ter lido nada dele sobre os milhões que têm sido canalizados para uma fundação que nada fez mas que tem o nome do histórico do partido, o Soares! Se fosse uma fundação chamada "Cunhal" por certo que já teria sido extinta!


O Facebook não está a funcionar bem. Estamos a imaginar o desespero daqueles que não conseguem ir à casa de banho sem postar isso antes no Face! Para muitos é o principio do fim do mundo!


Acabou a guerra!

Pronto, está resolvido o conflito no Médio Oriente. Ontem foi aprovada uma moção que apela ao fim dos conflitos. Está claro que quando chegar ao conhecimento das partes beligerantes eles vão parar de imediato de fazer o que se lê nas notícias. Nem teria lógica que continuassem a lutar depois de a câmara aqui da terra ter aprovado a moção! Até um cessar fogo começou hoje às seis! Deve ter sido já o primeiro efeito da moção! Temos imensa dificuldade em entender a razão de ser destes actos que não levam a nada. Temos a informação que aparece nas notícias e custa-nos muito ver as imagens que são difundidas mas não sabemos quem tem razão. Ao longo dos anos as duas partes do conflito têm tido comportamentos que não lhes permitem clamar serem os únicos inocentes. Seguramente que as vítimas não são as culpadas. Essa é a única certeza que temos. Até entenderíamos que esta moção apelasse ao cessar fogo mas o texto reflectisse a culpa que ambos os lados têm no conflito, mas não é o caso. São horríveis os ataques de Israel como o são os atentados terroristas do Hamas, criando vitimas inocentes de ambos os lados. Entende-se que este assunto possa interessar ao partido, como sendo mais uma forma de atacar o que chamam de "imperialismo" e que os vereadores tenham que fazer o papel que lhes é determinado, mas estranhamos que esta moção não tenha sido acompanhada de uma que condene o que aconteceu com o avião que, também segundo as notícias, terá sido abatido ou mesmo sobre o que se passa na Coreia, com uma evidente ausência de democracia e, pior que isso, liberdade. Também houve vítimas com a queda do avião e as há na Coreia, como as há em muitos outros locais que não aparecem na internet com tanta frequência como este conflito! Quando vemos que os nossos eleitos perdem tempo a cumprir ditames partidários e usarem o poder que lhes demos com o voto a fazer coisas que nada ajudam quem aqui vive, não conseguimos deixar de achar que há, no meio de tudo isto, alguma hipocrisia. Aprovaram uma moção sobre o conflito Israel-Palestiniano mas esqueceram de aprovar uma a condenar a falta de medicamentos no centro de saúde, que fale de como os doentes têm que levar os próprios pensos se querem ser tratados convenientemente ou do problemas dos enfermeiros! É a política no seu melhor e é pena que quer o Vítor quer a Alexandra se prestem a esse papel!


A Branca do MpM

Desde há muito que se falava que o movimento do Aurélio estava apenas centrado em si próprio. Apesar de terem aparecido outros nomes na lista, a ideia que existia era a de que tudo girava à sua volta. Ontem, ou porque lhe chegou aos ouvidos que essa era uma das coisas que se falava ou porque o que estava para ser discutido poderia ser da área da Ana, ele foi substituído pela número dois. Apesar do Álvaro e do Vítor terem dado sinal de que estavam pelos cabelos com o que se estava a passar, acreditamos que todos saíram da reunião com a ideia de que a número dois do Aurélio tinha ido com a lição bem estudada. Estamos convencidos que terá havido momentos em que terão desejado que, qual filme da Branca de Neve, alguém lhe tivesse dado, antes da reunião começar, uma maçã para que ela se calasse. Tenha sido para mostrar serviço ou porque se tratou de assunto da sua área de actuação, a verdade é que se notou uma diferença em relação a outros vereadores substitutos que ali estiveram sem saber muito bem ao que iam. Desta vez pode-se dizer que não se notou que aqueles que votaram na lista do Aurélio tenham ficado menos bem representados com a mudança. Resta saber se foi um caso isolado ou se, em situações futuras, irá haver igual desempenho. Não sabemos se foi por isso ou não mas sentimos que o Álvaro estava tremendamente mal disposto! Terá tido a ver com o que leu de manhã ou com o assunto mal explicado da denúncia que apareceu assim como que vinda do nada?


Nojento, outra vez!

Hoje escrevemos sobre algo diferente mas muito mais preocupante que os temas de política local. Já há uns tempos tínhamos feito a experiência, na sequência de denúncias que tínhamos recebido. O resultado foi nojento. As denúncias continuam e hoje voltámos a repetir o que antes tínhamos feito. Criámos no Facebook um perfil fictício de um rapaz de 14 anos que pediu amizade a um habitante aqui da terra conhecido por não olhar a idades para ter encontros. Num diálogo de 3 minutos, que podem ler aqui, o rapaz de 14 anos foi convidado a encontrar-se logo com o individuo para o que se imagina seria a intenção. A conversa terminou por aí, até porque o vómito estava a surgir, mas não deixou de se conseguir demonstrar, de novo, que o predador continua por aí. Nada temos com a vida privada de cada um mas tudo isso termina quando temos conhecimento que poderá haver acções como as que aqui, mais uma vez, se demonstraram. Já antes tínhamos alertado para o perigo que existe mas nada foi feito para evitar que possa acontecer alguma coisa. Fica mais uma vez o alerta para todos os que têm filhos menores. A pessoa em causa tem variados perfis no Facebook que usa para as suas actuações (deixamos a lista em baixo). Como este haverá outros que usarão os mesmos meios para fazer o que não só é nojento como deveria ser alvo de uma atenção redobrada por parte de quem deve e pode. Também os pais devem estar atentos. Desta vez não omitimos o nome porque achamos que é altura de alguém fazer alguma coisa para que cessem de vez este tipo de comportamentos. Se é doença, que se trate a maleita. Se não o é, que se impeça o que parece ser prática recorrente.

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Vandalismo

Esta semana uns vândalos acharam que deviam dar largas aos seus "dotes" artísticos e fizeram uns desenhos mal feitos numa das paredes da biblioteca. Há os que acham que se deve criar um espaço para que os vândalos possam fazer as suas pinturas mas a generalidade das pessoas com bom senso não pode senão censurar o que fizeram. O que aconteceu não deixa de ser um pouco uma forma da câmara experimentar o veneno que tem deixado que se crie. Tudo isto acontece porque a terra está votada a um esquecimento e toda aquela zona é, depois dos serviços da câmara encerrarem, um deserto. Não há policiamento nem quem ali passe. Aliás, por ali só passa de noite quem for a isso obrigado. Não admira que os que nada melhor têm para fazer se ocupem a destruir o que é de todos. Agora, depois do mal feito, bem que a câmara poderá tentar apanhar os culpados! Será tempo e dinheiro que irá perder. Há, no entanto, algo que poderiam fazer para tentar evitar que algo do género se repita. Como se sabe que apenas há polícias onde estão colocados os parquímetros e a maioria dos locais onde eles estão colocados não tem carros, porque os condutores preferem estacionar em cima do passeio do que por uma moeda, a câmara poderia ali colocar uns dispensadores de bilhetes de estacionamento e assim iria ter a garantia de que a PSP iria ali passar mais tempo. A julgar pelo que se vê no resto da terra, será a única forma de ali haver policiamento!


Imagem que conta

A Resinagem tem sido classificada, por parte de quem manda, como sendo o elemento dinamizador do centro tradicional. Nesta altura em que muitos poderiam visitar a terra e que deveria haver uma atenção redobrada - não que os que cá habitam não mereçam o mesmo tipo de atenção -, ver que existe uma falta de cuidado com a manutenção do espaço interior leva a que se comece a questionar o que irá ser daquele espaço daqui a uns meses. Já que a câmara não parece estar atenta a estes aspectos e como se tem notado alguma preocupação por parte da Junta em fazer alguma coisa, poderiam entregar-lhes o serviço de manutenção daquele espaço. Pode também ser que o Vicente esteja à espera que aquelas ervas daninhas se transformem em árvores e aí já possa ter razão para actuar. Quem aqui vem passar férias fica, sem dúvida, com uma imagem de que ainda é preservado algum "verde" na terra, mais que não seja em jardins descuidados!


Parabéns

Acabámos de dar uma volta pela cidade. O que encontrámos foi um deserto. Deserto de gente, de movimento e de ideias para dar volta à terra. Encontrámos uns moços numa mota eléctrica que se nos atravessarem à frente e que podemos dizer que foi o ponto alto da noite Marinhense. Depois dizem que somos nós que criticamos tudo e todos por estarmos a ver a nossa terra a morrer a cada dia que passa. Deve ser erro nosso querer que algo mude mas, se o é, que assim seja porque passar num final de Julho, numa terça-feira, e podermos dizer que a única coisa que encontrámos, que nos anime, é a musica que toca no radio do carro é triste e mostra o estado de desprezo a que a nossa querida terra chegou depois de anos de governação incompetente. Amanhã, quando os senhores políticos acordarem, vão saber que estão a acordar numa terra que foi morta por eles. Muito provavelmente não deverão ter espelhos em casa porque, se os tivessem, não iriam ser capazes de sair à rua de cabeça levantada. Parabéns pelo que fizeram da nossa terra. Não mais será igual depois da vossa passagem pelo poder.