Estamos aqui

Alguém quis brincar connosco. Alguém achou que nos devia calar. Não funcionou. Ainda por aqui estamos. Com algum trabalho pela frente para "limpar" o que foi feito, mas ainda aqui estamos e por aqui vamos ficar. Já há muito que era previsível que nos tentassem calar. Haverá até quem tenha deitado foguetes perante a perspectiva de não mais nos lerem. Foram foguetes antes do tempo! Estamos aqui e aqui vamos continuar, com mais vontade. Ao longo dos próximos dias iremos estar ocupados a corrigir o que tentaram nos fazer mas não iremos estar desatentos em relação ao que se passa. Poderemos não escrever no imediato, mas iremos escrever.


As baixas médicas

Hoje lemos no jornal cá da terra que o Amândio está ainda de baixa médica. Pelo que se lê, a razão será "incapacidade física para prestar serviço". Não temos conhecimentos médicos para podermos por em causa a baixa médica mas, desde o dia em que foi dado a conhecer a nomeação, sabia-se que esta era uma situação previsível, senão mesmo esperada. O tempo encarregar-se-á de mostrar tudo o que se disse na altura. Esta é apenas mais uma situação igual a tantas outras que por este país existe e que nos fez pensar. Todos nós estamos sujeitos a ter "incapacidades físicas para prestar serviço" mas não deixa de ser curioso que essas incapacidades, que até podem ser graves, nunca impedem quem as tem de conduzir ou de ter outras actividades! Quando pensamos na quantidade de baixas médicas que existem, muitas de natureza duvidosa (e não dizemos que esta o seja), não conseguimos deixar de pensar que existe uma forma simples de elas serem evitadas. Se alguém está doente para trabalhar, por incapacidade física ou psicológica (ou psiquiátrica), também o deverá estar para conduzir ou para desenvolver outras actividades (caça, pesca ou actividades associativas). Não temos dúvidas que se uma baixa médica para trabalhar fosse acompanhada de baixa médica para, por exemplo, conduzir, mais de metade das "doenças" eram de imediato curadas. Sabendo-se que conduzir é uma actividade perigosa e que um carro é uma arma, se alguém não está em condições para trabalhar, menos condições terá para estar atrás de um volante! Mas, claro, isto somos nós a pensar alto! De qualquer modo, desejamos as melhoras ao Amândio, seguros que estamos que ele não deverá estar em condições sequer de conduzir!


O programa



Já pudemos ler o programa para a inauguração da Casa da Cultura. Não sabemos ainda se vai ou não ser feita maior divulgação mas parece-nos que a divulgação deverá ser feita por todos, incluindo nós. Pode ler-se que "Venha assistir à peça de teatro "Palco de Memória", com encenação de Norberto Barroca, de 25 a 29 de outubro. Reserve o seu bilhete gratuito, no Museu do Vidro ou através do email teatro.stephens@cm-mgrande.pt". Sugerimos, por isso, que não se atrasem a reservar os bilhetes. Tanto tempo de espera merece que a sala possa estar cheia, sem que se comece a dizer que isto ou aquilo está errado. Isso deixaremos para mais tarde.


Comentários para quê?
























Lido por aí








Acabou a votação

Acabou o período de votação do Orçamento Participativo. Agora há que contar os votos para ver quem ganhou. Como é óbvio, não sabemos o resultado final mas desconfiamos qual será (basta pensar qual o único que foi apresentado por um movimento partidário e a ele associarmos o silêncio)! Há dias dissemos que havia três inscritos que não eram cá da terra mas que, ainda assim votaram. Até agora, ao momento em que este texto está a ser publicado, nenhum dos e-mails recebeu a informação que há tempos recebemos daqueles personagens que criámos. Demos a possibilidade de serem vistos quais os e-mails dos que inscrevemos para que os serviços da câmara procedessem ao cancelamento da inscrição e dos votos. Não foi pedido para que o ficheiro fosse disponibilizado! Agora que as "urnas" encerraram pode-se afirmar que houve votantes que não deveriam ter sido permitidos votar. O resultado que sair desta votação não merece, por isso, credibilidade. O que nós fizemos outros poderão ter feito (e fizeram, com a diferença que esses vão permanecer calados). A câmara nem nos casos que foram identificados e em relação aos quais poderiam ter feito alguma coisa o fez. O primeiro OP fica assim marcado por se saber que os resultados que vão ser apresentados serão tudo menos o que seja a vontade dos que aqui vivem e trabalham. Numa terra que teve quem lutou para que o voto fosse algo que tivesse significado, ser possivel acontecer o que aconteceu é algo que deveria envergonhar quem manda. Ainda que o OP possa vir a ser bem executado, ele deixa uma mancha indelével na terra que já foi um bastião da luta pelo direito ao voto e tudo o que ele representa.

A partir de hoje poderemos facultar os dados dos votantes que não são de cá a quem tiver interesse em impugnar o resultado.


Como é por lá?

Tivemos a curiosidade de ir ver como se processa o registo de interessados em votar os OPs de outras terras. Encontrámos locais onde o registo é como cá, sem qualquer validação, mas há locais, como em Braga, onde o registo apenas é validado mediante a apresentação de um qualquer documento que comprove a relação de quem se quer registar com o município. Outros locais há onde é exigido número de telemóvel para validação ou mesmo indicação do número de eleitor. Dá mais trabalho verificar? É provável mas a segurança é outra!


A proposta do SOM

Quando ontem dávamos uma vista de olhos sobre o que tem sido escrito sobre o OP, deparamos com algo que não esperávamos. Sempre vimos o SOM como sendo uma instituição que estaria acima de partidos ou interesses. Apesar de, durante muitos anos, ter estado intimamente ligada ao PS e não conseguir afastar a ideia de que esteve muitas vezes ao serviço do partido, sempre foi vista como algo que estava, apesar de tudo, acima desses interesses. Nunca apoiou expressamente ninguém. Até agora! Quando lemos, não conseguimos perceber a razão de ter agora optado por dar o apoio expresso a uma das propostas do OP em detrimento das outras. Se até agora ainda conseguíamos ver aquela instituição como uma entidade que estava acima das querelas partidárias ou outros interesses, a ideia foi desaparecendo à medida que fomos pensando no assunto. Depois de vermos que o SOM apoia uma proposta fomos lê-la com mais atenção e aí entendemos o que antes não estávamos a conseguir ver! Percebe-se que a que foi feita o foi um pouco à sua medida, à medida das suas necessidades e à medida das actividade que desenvolve e não tanto dos interesses gerais dos munícipes (a que o OP se destina). Conclui-se que não foi apresentada em seu nome apenas por isso não ser possível! Depois disto, de vermos que se trata de uma proposta algo encapotada, já quase não nos parece tão descabido o que o Pedrosa há tempos sugeriu! Se o OP pode ser usado para beneficio de uma instituição, quase se entende o raciocínio que na altura criticámos! Agora até já nos espantamos que não tivesse sido apresentada uma proposta para a construção de uma qualquer sede!


A inauguração

Hoje fizeram-nos chegar um folheto de divulgação de mais um concerto solidário que irá ter lugar no dia 24. Pelo que pudemos apurar, este folheto de divulgação está já ser distribuído por Leiria há alguns dias e pode ser encontrado em estabelecimentos comerciais, consultórios e muitos locais onde há quem o leia. Pelo que se pode ver pelo programa, parece ser algo que não se deva perder, tanto mais que é uma causa solidária. Quando vimos este evento ser divulgado, com duas semanas de antecedência, lembrámos que no dia seguinte, 25, irá ser inaugurada oficialmente a Casa da Cultura e tivemos a curiosidade de ir tentar descobrir onde está a ser divulgado o que vai acontecer. Anos e anos depois de estar encerrado, o velho Teatro Stephens merecia, além de uma inauguração com pompa e circunstância, que ela fosse divulgada para que todos pudessem saber. Ficámos um pouco como o poeta, na voz do Tony de Matos, "Procuro e não te encontro". Não encontrámos nada! A menos de duas semanas da inauguração, o que se sabe é o que foi noticiado há dias. Não sabemos se a inauguração irá ser apenas para convidados ou para os poucos felizardos que irão dela ter conhecimento, mas nota-se, quando olhamos para o que nos entregaram e quando procuramos por algo que já deveria existir, uma diferença enorme entre os que sabem o que fazem e os que vão improvisando. 


Rede sem fios

O tempo agora não convida muito a que se ande na rua mas, quando há uma aberta, ainda sabe bem não estarmos fechados em casa. Num destes dias em que saímos encontrámos as placas no parque com indicação de que ali era uma "zona wireless". Desde há muito que essas placas estão colocadas mas nunca tínhamos tido a curiosidade de ver se a velocidade de ligação à internet era boa ou má. Ficámos a saber que não era nem boa nem má, não era pura e simplesmente! Já antes tínhamos sido alertados para o facto de não existirem hot spots como existem noutras terras mas pensámos que seria algo temporário e que as placas estavam ali apenas para enfeitar. Pelo que deu para ver, por ali não há mesmo rede para ligar à internet! Mas, depois de vermos isso, ficámos a perceber que aquelas placas não dizem respeito à internet! Rede, daquela que se veja, é coisa que não há mesmo por ali! As placas são mesmo para avisar que a rede sem fios ou arames que ali existe tem mesmo só a ver com os dois campos de futebol que ali vão sobrevivendo. A rede de vedação dos campos é das modernas, sem fios ou arames que se vejam! Há que reconhecer que, ao contrário do que se possa pensar, a sinalização existente está adequada e ninguém poderá dizer que foi enganado. Ela diz é respeito a coisa diferente da que incialmente se possa pensar! Aquela zona é mesmo uma zona com rede sem fios ou arames e, tal como a rede que nos permite ligar à internet, aquela rede que por ali existe também deverá ser daquela que não se vê! Basta ir junto dos campos e isso é visivel e, pelo que nos recordamos, está assim há muitos, muitos meses à disposição dos que queiram ali ir.


Arte invisível

Em Nova York, uma artista encontrou uma forma diferente de fazer "arte". Segundo ela, a arte que faz é invisível. Essa "arte" está exposta e há quem a esteja a comprar! Apesar de ser um conceito novo, que ainda assim está a levar muitos a comprarem essa "arte", acreditamos que ela se deverá ter inspirado no que tem acontecido aqui na terra nos últimos anos. Quem aqui manda diz que tem havido cultura e muita preocupação com ela - que o diga a Cidália - mas deverá ser da mesma que esta artista agora faz, invisível! A artista diz que "só porque não consegue ver coisa alguma, não significa que não se tenham gasto muitas horas de trabalho a criar essa peça em particular". Onde é que já ouvimos algo parecido? Sem ironia, a ideia até poderia ter alguma utilidade aqui na terra. Em vez de termos exposições que duram meses a fio, apenas para manter os espaços ocupados e poderem dizer que há muita cultura na terra, poderiam aproveitar este conceito e fazer exposições rotativas de arte... invisível! Assim como assim, já que é para ter os espaços ocupados, evitavam ter as mesmas exposições tanto tempo.


Isto, por lá!

Há dia vinha noticiado num jornal nacional a confusão que reinava na câmara de Guimarães por causa do acto eleitoral relativo à votação das propostas do OP não ser transparente. Agora pode ler-se na página oficial do OP deles que foi aberto um inquérito interno para apurar a existência de irregularidades. Por cá ainda se vota, sem irregularidades!


Acabou o design

O "design" acabou e agora a terra voltou ao que era antes do evento ter começado. Apesar do que o Vítor disse na cerimónia de encerramento, não nos parece que a ideia que quis transmitir de sucesso tenha real correspondência com o que se passou. A terra não ficou a ser conhecida pelo "design" por causa deste evento e, tirando um ou outro interveniente que poderá usar o evento para auto-promoção, não nos parece que o que foi gasto tenha retorno. Os jornais ou televisões nem uma palavra disseram sobre um evento que tevo o patrocinio do Cavaco. Os cerca de quarenta mil euros orçamentados para este evento não nos parece que tenham sido bem aproveitados. Valeu o espectaculo de encerramento que compensou por muito do que se viu acontecer durante a semana. Apesar de se saber que o Álvaro não tem grande jeito para falar em público, não deixou de ser estranho que o encerramento do evento fosse feito por um vereador e não pelo Presidente da Câmara. Um evento que, segundo eles, iria transformar a terra no centro nacional do "design" deveria ter sido representado sempre ao mais alto nível e pelo chefe do executivo. Esta repartição de funções entre o PS, que abriu o evento, e o PCP, que o encerrou, vem reforçar a ideia de que existe governação bicéfala na câmara, dividindo entre eles os momentos em que podem ter algum protagonismo. Resta agora saber quando irão ser apresentadas as contas do que realmente foi gasto e quais os proveitos reais que, segundo a câmara, a terra teve e não apenas os dividendos políticos que se podem tentar colher!


Saída digna

As eleições do PS passaram e um novo rosto emergiu. Durante muito tempo o Seguro foi o alvo das criticas, incluindo nossas, mas há algo que hoje temos que reconhecer e que não é normal na política. É verdade que sofreu uma derrota como não era previsível. É verdade que o que foi a votos não foram as ideias mas sim as personalidades. É verdade que dificilmente ele conseguiria sobreviver de cabeça levantada depois do que aconteceu. Há, no entanto, que reconhecer que a sua postura após as eleições é merecedora de ser notada. Saiu de todos os cargos que tinha, incluindo o de poder continuar a receber na AR e seguiu a sua vidinha. É um comportamento que não é normal ver-se nestes tempos que correm. Se muitas vezes chegamos a gozar com o que ele dizia ou fazia, parece-mo de toda a justiça reconhecermos nele uma postura que é digna de ser notada. Fez as malas e pôs-se a andar. Ao contrário dos outros que, mesmo perdendo, arranjam sempre uma qualquer justificação para tentarem mostrar que a derrota afinal foi uma vitória, este saiu derrotado mas portou-se como um homenzinho! Talvez se aqui na Federação houvesse quem tivesse esse tipo de postura já se pudesse ter uma decisão definitiva quanto a quem realmente se vai sentar na cadeira que o Pedrosa ainda ocupa. Já agora, este já apoiará o Costa?


Votos que não contam

Há dias demos a conhecer que o sistema de votação para o OP não merece qualquer credibilidade porque não é fiável. Os "votantes" que inventámos antes e que demos a conhecer viram a sua inscrição ser cancelada e um deles o voto anulado no mesmo dia em que o divulgámos. Tal como dissemos, houve outros votantes que inventámos mas que não demos a conhecer. O objectivo era vermos se as inscrições eram invalidadas assim como os seus votos. A pouco mais de quatro dias do encerramento da votação, nada aconteceu. Apesar de termos colocado dados totalmente errados, moradas que não existem de pessoas que nem nunca puseram um pé aqui na terra, os seus votos estão registados. Naturalmente que não era nossa intenção que esses votos pudessem ser considerados até porque a intenção foi apenas a de mostrar o quão frágil era o sistema usado para votação. Atendendo ao tempo que já decorreu, já percebemos que se não dermos a conhecer quais os votantes que registámos eles irão beneficiar três das onze propostas. Não queremos que isso aconteça. Assim, porque a câmara não conseguiu verificar que os três votos não eram de pessoas de cá e que não deveriam sequer poder votar, deixamos a indicação dos seus e-mails aqui para que os serviços da câmara possam, se quiserem e já que sabem em que proposta foi descarregado o voto, invalidar a inscrição e os respectivos votos. Nós damos a conhecer aqueles registos que não são reais. Resta saber quantos outros já foram feitos uma vez que se sabe que os que o fizeram não irão divulgá-lo e a câmara, como se vê, não os detecta! Nós conhecemos alguns, e vocês? A câmara mantém-se em silêncio!


Mundo de patas ao ar!

Muitas vezes as pessoas se questionam sobre o porquê de termos políticos que não ligam ao que são os interesses dos que eles governam e de não haver quem faça alguma coisa para mudar esta situação. Cada um tem as suas teorias sobre isso mas, para os que poderiam ter algumas dúvidas, a resposta aparece quando se lêem notícias que fazem mostrar o que as pessoas têm de pior e que as suas preocupações estão viradas para o lado errado. No momento que que o abate de um cão (e note-se que gostamos de animais e temos pena de este ter sido abatido) é assunto que anda a ser falado há dias a fio, que motiva comentários como estes (ver notícia aqui) que aqui deixamos e que mostra que há mais preocupação pelo animal do que pelo estado da dona, esse é o momento em que fica explicada a razão de os que mandam se estarem marimbando para todos nós. Senhores do Governo, querem aumentar impostos sem que haja ondas? Façam sair a notícia do abate de um cão e verão que haverá mais interessados nesse assunto do que no que no aumento dos impostos! Quando lemos que há quem diz que a vida de um animal é mais importante do que a de um ser humano; que gostam mais dos animais do que dos humanos ou mesmo quando perguntam se "vão abater o marido", esse é o momento em que temos pena de fazer parte da mesma espécie daqueles que escrevem essas coisas. Quando lemos comentários como estes quase entendemos aqueles que dizem gostar mais dos animais. Esses, pelo menos, têm desculpa para muita coisa... não pensam! É por estas e outras que o mundo está de patas ao ar!


Vá-se lá entender!

Ontem escrevemos que as conferências tinham uma coisa boa, estavam a acabar. Hoje é possivel ver que o sentimento é partilhado por quem está na câmara. De acordo com o programa do evento, este terminará dia 11. Ontem ao fim do dia já se via que tinham arrumado as malas! Nas principais rotundas os outdoors que existiam a divulgar o evento foram já substituídos por outros. Nada temos contra que se apele ao voto no OP, antes pelo contrário. O que não conseguimos entender é porque razão se removem os cartazes que dão a conhecer um evento antes de ele terminar! Que amanhã fossem removidos e substituídos não só era normal como seria a demonstração que a máquina da câmara estaria a funcionar. Fazê-lo antes soa a reconhecer aquilo que todos viram que aconteceu. Este tipo de comportamentos são estranhos porque são praticados fora de tempo. Poderá defender-se que o evento foi publicitado antes e que quem tinha interesse já conhece a sua existência. Poderá até ser que isso seja um argumento mas não nos parece que seja um que possa ser considerado como sendo válido. Pelos lados da câmara quem tem por função dar a conhecer o que se faz, ou não faz ou faz fora de tempo. Vá-se lá entender!


A coisa corre mal

Mais um dia passou com as conferências de "design". Temos que reconhecer que estávamos enganados quando ontem pensámos que hoje a sala estaria cheia. Estamos convictos que os que reclamaram por não terem sido considerados como sendo daqueles que estiveram sempre presentes na organização do evento hoje estarão arrependidos de terem querido que o seu nome figurasse na lista dos que colaboraram. Já tínhamos um texto mais ou menos alinhavado para hoje podermos dizer que tinha corrido tudo bem e que tinha sido um dia produtivo mas tivemos que apagar tudo. A realidade fez com que, infelizmente, tivéssemos que escrever tudo de novo. Para amanhã... bom, para amanhã nem nos atrevemos a tentar fazer uma projecção do que irá acontecer! Há uma coisa que as conferências têm de bom, estão quase a acabar!

Fotos: CMMG

Álvaro Magnólia

Nem só de tristezas se vive e hoje ouvimos uma expressão que nos fez rir. Ao Álvaro já foram atribuídas algumas alcunhas, como aliás a quase todos os políticos. Desta vez não se pode dizer que seja alcunha mas é mais o nome pelo qual parece estar a ser tratado junto de algumas pessoas, algumas delas bem próximas. Pelo que nos contaram, o Álvaro está a ser motivo de alguma chacota porque, dizem alguns, mudou de nome! Se antes se chamava Álvaro Pereira, depois do que fez ao lado do cemitério em que optou por outro tipo de árvore, ele agora está a ser chamado por "Álvaro Magnólia"! Pode-se dizer que o apelido se mantém ligado às árvores mas desta vez sem que seja das que dão fruto. Aliás, se pensarmos bem no que tem acontecido nos últimos cinco anos, não se pode dizer que a sua acção tenha dado muitos frutos para melhorar o dia-a-dia de quem aqui vive! Deve ser por isso a opção pelas magnólias e daí o nome que agora lhe dão poder até ser mais ajustado. São vistosas, como as obras que foram feitas, mas não produzem coisa alguma de onde alguém possa tirar algum proveito. 


Conta a intenção

Poucas vezes acontece mas ainda conseguimos ser surpreendidos com munícipes que têm iniciativas que vão para além da utilização da internet e das redes sociais. Sem que contássemos, encontrámos nas caixas do correio um convite para que votemos numa das propostas do Orçamento Participativo. Não interessa aqui tomarmos posição sobre a proposta em si, até porque cada um é livre de votar naquela que ache mais ajustada, mas não podemos deixar de apreciar a preocupação que o proponente de uma das propostas teve de andar a distribuir nas caixas do correio o convite para que votem na sua. A surpresa surge também porque vemos um munícipe fazer mais pela divulgação do que acha dever ser publicitado do que a câmara, com todos os meios que tem ao seu alcance. Se há situações em que a intenção conta muito, este é um dos exemplos que deve ser merecedor de ser notado. Já muita vez escrevemos sobre a falta de comunicação que existe na câmara e o modo como fazem depender tudo do que acontece on-line. Eis como um munícipe mostra que há outros meios de fazer chegar a mensagem, neste caso, bem mais eficaz do que a utilização das redes sociais. Neste caso, conta a intenção!


Lá, não exactamente como cá!

Esta é a notícia que hoje se pode ler no JN. Afinal há mais quem tenha pensado no que nós pensámos. A diferença é que lá, em Guimarães, quem o fez, fê-lo para aumentar os votos nas propostas enquanto nós foi para expor uma fragilidade do sistema de votação e disso alertar; lá não se lembraram de ir às listas de contribuintes que se encontram disponíveis na internet e gastaram dinheiro desnecessariamente! Lá foi um deputado da CDU quem fez a acusação de que há adulteração de resultados na votação no OP deles; cá a CDU está calada. Cá como irá ser? Irão fechar os olhos, fingindo que não sabem que já há votos que não são reais? A notícia diz que o Presidente mostrou-se surpreendido com a denúncia e disse que "este processo irá ser avaliado". Aqui já mostrámos que pode ser feito; mostrámos que foi feito; eles sabem disso; já sabemos que há quem esteja a usar este método, em segredo, para aumentar os votos em algumas propostas mas nem uma reacção existe por parte da câmara! Será que irão mostrar-se também surpreendidos se isto vier a ser notícia nos jornais? Uma coincidência existe! Lá, como cá, "os serviços técnicos anularam a inscrição e avisaram o responsável pelo projeto onde o voto falso tinha caído" o que mostra que a votação não é secreta e lá, como cá, a câmara consegue saber quem votou em quê! 


Conferência mais pequena do mundo

Numa altura em que tudo se centra na semana do "design", não podemos deixar de ir dando conta do que vai aparecendo. Somos ouvintes da Rádio Comercial e apreciamos os concertos que promovem que designam por "concerto mais pequeno do mundo". São concertos intimistas, muito próximos do artista. Depois de vermos o que ontem aconteceu, acreditamos que alguns dos oradores das conferências que estão a ter lugar deverão sentir que estão nas "conferências mais pequenas do mundo". Não fosse o Álvaro ter estado presente e quase que poderiam ter aproveitado para jogar uma partida de sueca!


Foto: CMMG


PCPbook

Ultimamente temos notado que têm existido muitos dos que eram adversos às coisas feitas pelos americanos aderirem ao Facebook. Sabendo-se que aquela rede social é controlada pela máquina "fascisante", "capitalista" e "imperialista" que são os Estados Unidos (estamos apenas a citar o que lemos muitas vezes de muitos que se dizem contra tudo o que vem do lado de lá do oceano), ver alguns dos que ainda se mantêm ligados a algumas ideias usarem aquela rede social não deixa de ser estranho! Vê-los usar a maior rede social, que assenta em teorias capitalistas e que visa obter o lucro, controlando e processando o que cada um escreve e as suas orientações, não deixa de ser um contra-censo com o que defendem. Criticam mas usam! Ontem ficámos a saber a razão de isso estar a acontecer. Pelo que soubemos, os mais fervorosos defensores do PCP estão a ser aconselhados a abrir contas no Facebook para que espalhem a palavra. Desta vez não será a "palavra do senhor" mas serão as ideias que defendem que, como se sabe, são contra tudo o que o Facebook representa. Ver os que são contra o capitalismo usarem a máquina capitalista no seu maior expoente para difundir as suas ideias soa ao mesmo que vender a alma ao diabo!


Governação de papagaio

Os papagaios são aqueles pássaros que pouca utilidade têm a não ser o serem vistosos; são algo desajeitados; repetem o que lhes é dito; gostam de se mostrar mas não são capazes de fazer algo de útil. Lembrámo-nos deste pássaros quando pensamos no que a câmara vai fazendo, que vai permitindo ver a capacidade dos que foram eleitos. Quando chegam as eleições, eles recebem os votos mas, na grande generalidade dos casos, quem vota não se lembra do que foram os primeiros anos do mandato e, quase sempre, votam pelo que a memória recente lhes dá. O que agora está a ter lugar permite ver até que ponto os eleitos estão com os olhos virados para o interesse da terra ou se estão a comportar como meros papagaios que se limitam a repetir o que o aparelho partidário lhes permite fazer. Há uns anos o Henrique disse ao Órfão que quem não sabe fazer obra, faz jardins! Nós temos três grandes jardins, com mais um a ser remodelado e um outro que irá aparecer onde também se poderão estacionar-se carros. Obras que produzam riqueza para a terra não se vê nada. Também aqui os papagaios surgem, tentando mostrar-se mas sem que o conteúdo do que dizem ou fazem seja o que mais importa. Nenhuma das obras que tem sido feita nos últimos anos permite vislumbrar qualquer espécie de preocupação com o enriquecimento da capacidade produtiva da terra. São todas elas obras de fachada que permitem manter aos papagaios continuar a mostrar, aos mais incautos, que alguma coisa é feita. O evento do "design" é disso exemplo. Uma enorme preocupação em mostrar mas um descuido imenso com o conteúdo e com aqueles a quem o evento se devia destinar. Assim tem sido governada a terra e parece ser o destino que lhe esta traçado! A governação que tem existido não tem conduzido a terra no sentido de podermos esperar ter um futuro melhor. Ainda que os que dão a cara pelas máquinas partidárias nas eleições possam ser boas pessoas e até algo esforçadas, quando vemos, nos eventos que são organizados, alguns dos que mandam nessas mesmas máquinas e reparamos no comportamento que têm, ficamos com a esperança de que algo mude completamente desvanecida. Depois de vermos esses, os que mandam nos que mandam, sabemos que a governação em modo papagaio vai continuar, para nosso mal!


Mais um dia

Gostávamos de estar a começar a escrever este texto e a pensar no quanto errados estávamos e no quão injustos tínhamos sido no que escrevemos antes. Não conseguimos! Hoje teve lugar mais um dia das conferências sobre o "design". As imagens não precisam de muitos comentários! Há dias lemos que os alunos da "universidade sénior", agora a funcionar nas instalações do ISDOM, que hoje era quem encabeçou as conferências, estavam dispensados das aulas para poderem estar na conferência. E foi isso que aconteceu. Na sala estiveram os alunos da universidade sénior e alunos de tenra idade, os mesmos que antes foram recrutados. Não se vêem por lá aqueles a quem a conferência e o evento se deveria destinar. O balanço dos dias vai-se fazendo e, aos poucos, vai-se confirmando o que foi por muitos profetizado. O objectivo deste evento, "estimular a inovação, a criatividade, a tecnologia, a competitividade e o desenvolvimento de produto", parece estar assim longe de ser atingido já que aqueles que deveriam ser os destinatários, não estão presentes! Aqueles que foram apelidados de "velhos do Restelo", nos quais provavelmente nos incluíram, deverão estar, como nós, a tentar encontrar alguma coisa que se possa dizer que correu bem! Apenas podemos falar por nós mas temos que admitir que a tarefa está a ser difícil!

Fotos: CMMG



Copo cheio... de nada

O facto de estar a decorrer aqui na terra a semana do "design" fez-nos lembrar um copo cheio! Não porque a terra esteja cheia de gente interessada em participar na semana do design ou porque se sinta que não há locais para estacionar o carro por estarem ocupados por aqueles que aqui vieram ver as exposições. Também não resulta das muitas notícias que se podem ler na imprensa escrita, rádio ou televisões sobre o assunto. Sobre isso não há uma única palavra nos órgãos de comunicação nacionais. A ideia vem pelo facto de nos ter sido prometido um copo cheio e agora sentirmos que afinal ele está cheio de nada! Não conseguimos ainda perceber quem teve a ideia de promover a terra a um centro de design ou pensar que isso iria ser um motivo para que passássemos a ser considerados como tal. A sensação que dá é que os que mandam quiseram impor a sua vontade, transformando a terra em algo que eles acordaram a pensar mas que pouco tem a ver com a realidade. Ainda faltam uns dias para o evento acabar e não se pode ainda fazer um balanço, nem sequer aproximado, mas a ideia que tínhamos de que o evento não iria ser o sucesso que alguns diziam começa a fazer cada vez mais sentido. Isto dos políticos quererem impor por despacho o que uma terra é dá nisto! De terra vidreira e de vidreiros, passámos a ser terra dos moldes e plásticos e hoje somos, por determinação camarária, terra de design. Não conseguimos deixar de achar que toda esta ideia do "design" gira em trono de algum sentimento de vaidade e alguma ânsia de protagonismo! Não sabemos ainda quanto custará este evento mas, para já, fica a clara sensação de que custará bem mais do que a utilidade que trará. O movimento que se vê nas ruas é disso clara evidência!


Um sucesso?!

As conferências sobre o "design" parecem estar a ser um sucesso! Sala cheia para ouvir os oradores falar. No final poderá fazer-se o balanço da participação e por certo que dirão que a participação esteve perto do pleno, com uma participação próxima dos 100%. De algum modo tínhamos a ideia que esta iniciativa se destinava a todos os que estão ligados ao design e que, pela imagem que a câmara tem tentado passar, a terra seria um expoente de "design". Imaginámos que os empresários iriam estar ali em peso e que de fora viriam dezenas de pessoas. Apenas isso justificaria tanta expectativa criada. Também se sabe que houve discordância de alguns empresários quanto ao nome e ao próprio evento que, segundo eles, deveria ser mais vocacionado para mais do que o "design". Deve ser por isso que a sala tem estado cheia mas lá apenas se encontram, além do Álvaro e do Vítor - nos seus trajes habituais - que estão lá por dever, oito outros adultos e o resto são apenas jovens, em idade de escola, que ali parecem fazem o papel figurantes depois de terem sido recrutados de uma qualquer sala de aula próxima para fazer número e não deixarem os oradores falar para uma sala vazia! Pelas caras de tédio que alguns mostram ter, o assunto parece ser do seu agrado!!! Talvez se os empresários tivessem sido ouvidos a plateia fosse outra! Mas deve estar certo assim! Afinal os jovens são o futuro! Deve estar a ser mesmo um sucesso!

Fotos: CMMG

Outro stripper

A mania dos políticos começarem a fazer "striptease" começa a ser preocupante. Primeiro foi o Passos quem disse que não iria fazer um "stripease" às suas contas. Ontem foi o mais recente camaleão da política nacional quem veio afirmar que vai fazer um "striptease" dos seus rendimentos. Pouco nos importa que se dispa todinho e que ponha tudo à mostra, até porque se sabe quanto ganham os eurodeputados. Não é grande a aventura de mostrar os rendimentos futuros, até porque não falou que iria mostrar o passado. O que importa é a postura demagógica e populista com que começa a convencer alguns que acham que dali pode sair alguma coisa de jeito. O novo partido, que parece estar posicionado entre a esquerda, centro e direita, com uns laivos das extremas e um pouco de monarquia à mistura, está aí e, apesar de termos sempre tentado manter alguma imparcialidade no que escrevemos, desta vez temos que admitir o receio que sentimos se, por hipótese, daquele novo partido sair alguma votação que possa dar alguma representatividade nas próximas eleições. Se os políticos mereciam pouca credibilidade, a ideia do Marinho poder vir a ser alguém que possa até ter assento num Governo, assusta-nos porque se trata de alguém que vai perdendo a credibilidade a cada discurso que faz mas que poderá vir a mandar. A rapidez com que as suas ideias e discursos mudam fazem-nos lembrar a anedota do coelhinho... "vai ser tão bom, não foi?".


Apoios a quem?

A propósito do que aconteceu a semana passada com a questão da atribuição dos subsídios, o assunto fez-nos pensar em algumas questões. Naquele caso a instituição dedica-se ao apoio a toxicodependentes e prostitutas. Pelo que se vê na terra, quem se dedica à prostituição é de fora. Desde a erradicação desse problema por parte da câmara com o corte das árvores, essa actividade vê-se apenas nas entradas (restando um ou outro caso junto à escola, daquelas que resistiram ao corte) e é exercida por mulheres que, ao que conseguimos saber, vêm de fora. No que diz respeito a toxicodependentes, apesar de ser uma realidade que não desapareceu da nossa sociedade, não se vê com tanta frequência a presença daqueles que infelizmente ficaram dependentes. Isso leva-nos à questão de se saber se os apoios que são prestados - e não pomos em causa que o sejam - o são a residentes aqui da terra ou se estamos a ser um ponto de passagem para quem necessita de apoio. Não havendo esses locais de apoio em todas as localidades, os dinheiros que estão a ser dados pela câmara (pelo menos nos outros anos) são para quem aqui habita ou estaremos a contribuir para que quem é de fora possa vir aqui receber o que não tem noutros locais e, quem sabe, fixar-se por cá, com o consequente aumento de problemas? Esta questão vem um pouco ao encontro do que tem sido feito com os apoios aos clubes de futebol em que a atribuição é feita pelo número de atletas, mesmo que não sejam aqui residentes e só aqui venham jogar por interesses, muitas vezes, dos clubes para que tenham bons jogadores e melhores equipas. Apesar de poder haver quem concorde com a atribuição indiscriminada de apoios sem que se verifique quem são os reais beneficiários dessas quantias, parece-nos algo injusto que o orçamento da câmara seja usado para beneficiar quem é de fora, em prejuízo dos que aqui residem.


Um sucesso

O quem ontem se assistiu durante grande parte da tarde e noite no centro tradicional permite chegar a algumas conclusões. Uma delas é a de que quem aqui vive apenas não comparece quando não é dado a conhecer o que se faz. Os eventos que têm sido organizados pela câmara têm tido uma reduzida participação por esse motivo. As pessoas querem e gostam de participar. Isso foi visível com as ruas cheias de gente. Um outra é a de que não são as construções onde se gastam milhões que dinamizam o centro. São as iniciativas. As pessoas não querem exposições que poucos entendem ou espectáculos para uns auto-intitulados eruditos apreciarem, aqueles que de repente passaram a gostar de coisas finas. As pessoas querem o que é simples, a banca na frente das lojas, o contacto pessoal. Apesar de estar a decorrer o evento do "design", notou-se que as pessoas estavam mais interessadas na banca das castanhas ou nos doces caseiros do que o "design" trouxe. A organização está de parabéns por aquilo que conseguiu por em prática e a câmara poderia ter aproveitado para aprender que há coisas simples que se podem fazer e que até não têm muito custo. Basta querer. Ao ver-se o que ontem aconteceu e o que tem acontecido nos últimos anos percebe-se que quem tem estado à frente das instituições que deveriam dinamizar o centro não fazem uma mínima ideia de como o fazer. Pode ser que, a partir de ontem, a câmara possa decidir facilitar a vida a quem pode ali trazer vida, reduzindo as taxas que lhes cobram ou permitindo que as estradas, já pouco movimentadas, possam ser usadas para que sejam ocupadas com algo que as pessoas gostem. Os comerciantes ontem deram uma lição! Esperemos que a câmara tenha aprendido alguma coisa e passe a agir com a rapidez que é necessária e sem pensar sempre que têm que ser aqueles que ali tentam ganhar a vida a contribuir para pagar as indemnizações que as más decisões obrigaram a pagar.


Confusão na Novo Olhar II

Esta semana assistiu-se a algo que não era esperado. Tudo começou quando, na segunda, a secretária da mesa da Assembleia saiu do seu lugar e passou para a bancada para poder questionar o executivo relativamente à falta de apoios e aos prazos. Não era expectável que um membro da Assembleia assumisse tal postura e questionasse a mesa onde deveria estar mas que, por conveniência, abandonou. Não contente com isso, na quinta, na reunião de câmara, a sala estava cheia com alguns dos que fazem parte da Novo Olhar II. Uma vez mais a secretária da mesa, também ela eleita, foi confrontar o Vítor por causa da falta de entrega dos apoios. Uma instituição que é, ao que se vê, dependente de subsídios, tem mesmo que se prestar a este tipo de comportamentos. O Vítor não esteve com muitos rodeios e fez perceber que os subsídios pedidos ainda não foram entregues porque existem sérias dúvidas quanto aos documentos que têm sido entregues e que levam a que não mereçam credibilidade e não tanto porque não foram entregues. Quem esteve na reunião conseguiu perceber que há dúvidas sérias que levam a que exista falta de credibilidade da própria instituição ou daqueles que a dirigem. Tratando-se de dinheiros públicos, torna-se claro que a câmara não deverá entregar dinheiro sem mais nem menos, ainda por cima quando os documentos que podem ter sido entregues poderão ter alguns problemas. Já antes tinha havido chatices com a entrega dos subsídios e eles parecem não deixar de existir. O que não deixa de ser estranho é que, sendo uma instituição virada para o apoio aos mais carenciados e com dificuldades, de entre os documentos que são entregues estejam recibos de vencimento de quem diz que actua por voluntariado! Vá-se lá perceber! Não admira que as caras com que vimos sair alguns dos que estiveram na reunião fossem as de quem saia com os cabelos em pé!


Concertos de violino

Ontem a reunião de câmara teve mais umas peripécias que vão animando os que querem estar presentes. Não houve uma única palavra sobre o OP e sobre a facilidade de adulterar os resultados da votação, remetendo-se o Álvaro sempre para a comissão. Quase parece que é assunto que não lhe diz respeito! Uma das partes que sempre achámos curiosa tem a ver com a forma como os vereadores se tratam entre si e os comentários que vão fazendo ao que cada um diz. Nota-se que a maioria da "coligação" pouco quer saber do que os vereadores da oposição dizem. A sensação que fica é mais ou menos do "deixem-nos falar para aí até se cansarem". Mas ontem o Álvaro teve uma saída que é digna de ser notada. Quando um dos vereadores usava da palavra, provavelmente por estar meio afectado com mal-estar que deverá existir junto das hostes socialistas por causa da Novo Olhar II, o Álvaro dirigiu-se para ele e disse "continue a dar concertos de violino". Quando alguém diz a outro que ele lhe está a dar musica significa que o que essa pessoa possa dizer cai em saco roto, que não se presta nenhuma atenção. É assim com toda a gente! O que o Álvaro disse foi que o Aurélio, bem como todos os demais vereadores da oposição, bem podem falar que para ele não tem qualquer importância já que é como se eles estivessem apenas a dar música! Já se sabia que era isso que ele pensava mas nunca pensámos que isso lhe saísse da boca. A partir de ontem os vereadores da oposição passaram a ter a confirmação que a sua presença nas reuniões é apenas para fazer número já que, quando falam, o que dizem soa apenas a concertos de violino!


Nadar em dinheiro

Há uns anos, no outro mandato, a câmara não organizou nada no dia da criança porque, segundo disseram, não havia dinheiro. As coisas mudaram alguma coisa mas o argumento do dinheiro é ainda um dos argumentos que é usado para que muita coisa fique por fazer. Mas tudo parece ter mudado de forma radical e de vez! Há dias o Álvaro disse que "como é sabido a Câmara Municipal da Marinha Grande não precisa de dinheiro, antes pelo contrário, vai é contribuir para aquelas que fizeram rotundas". Ficou-se a saber que a câmara está a nadar em dinheiro e que ainda vai ajudar outros! A partir de agora a câmara não tem mais desculpas para não fazer o que deve nem de ter que estar à espera de terceiros para poder fazer aquilo que é necessário. Claro que isto será numa perspectiva de que não estão a querer fazer como o Patinha, amontoar dinheiro sem o gastar para que possam nadar em dinheiro!


Há placas!

Uma das questões que já foi várias vezes colocada em reunião de câmara tem a ver com a falta de sinalética. Quem não é de cá e quer ir a um qualquer sitio tem que andar a perguntar. Há dias a resposta que surgiu foi a de que está a ser tratado o assunto! Há anos que o assunto está a ser tratado mas, pelo que se vê, é ainda para durar. Uma das razões que também já foi usada foi a questão do custo! Aqueles que aqui vivem sabem onde querem ir mas quem é de fora desiste porque não há sinalização e o único destino a que conseguem chegar é o da conclusão de que estão perdidos. Mas tudo parece ter mudado! Agora a terra está inundada de sinais para indicarem onde vai ser o "designcenter". Até parece que não há mais nada que importe e, estranhamente, para fazer estas placas que agora se vêem houve tempo, dinheiro e vontade. Com tanto dinamismo que agora se vê existir, poderiam aproveitar a onda e mandar fazer o resto das placas que faltam um pouco por todo o lado! É que o "designcenter" são 9 dias, o resto do ano são 356!


Bicefalia

Desde que há um ano houve eleições que se anda sem saber muito bem quem manda em quê! Apesar de, desde aquela data, se entender que existiu uma coligação entre o PS e o PCP, nunca quiseram assumir assumir esse facto. A verdade é que se tem notado nas reuniões que as decisões vêm já trabalhadas de modo a que ali tudo passe como eles querem. Hoje, ao lermos a entrevista do Jerónimo, notamos que é por ele assumido que a câmara aqui na terra funciona em regime de bicefalia. O Jerónimo diz estar por dentro do assunto - que não duvidamos - e que aqui não existe qualquer coligação até porque "nem sequer existe programa político comum". Pegando assim nas palavras do líder do PCP pode-se concluir que estão a ser postos em prática dois programas de governação para a terra, um do PS e outro do PCP. Uma vez que não existe, segundo ele, coligação, a conclusão a que se chega é a de que a câmara tem uma governação bicéfala. Os vereadores do PS cumprem algumas coisas do seu programa e os do PCP parte do que prometeram. Este reconhecimento da bicefalia vem explicar a razão de, quando há algum evento organizado pela câmara, se ver os que são do PS para um lado e os que são do PCP para outro, sem se misturarem! O que fica por explicar é a razão de se continuar a sentir que as decisões são tomadas antes de chegarem à reunião de câmara, fazendo ali todos o "frete" de ouvir os munícipes e o que os vereadores da oposição têm a dizer! A parte que não entendemos na entrevista teve a ver com o que o Jerónimo quer que a terra seja para o partido e como pensa conseguir isso com os representantes do partido que aqui tem! Deverá acreditar em milagres!


As gotas!

Todos os dias se podem ler coisas estranhas nas redes sociais. A quantidade de disparates é maior do que as coisas acertadas que se lêem. Os disparates que são ditos, quando ditos por quem não tem posições políticas e mesmo sociais conhecidas, não têm grande relevância. Afectam apenas o que cada um possa pensar e a imagem com que dele depois se fica. Quando são escritos por quem pode ser identificado com um partido ou com uma instituição, o caso muda de figura. Ontem ao final do dia assistiu-se a algo que é pouco dignificante e que faz com que quem leia possa ficar com uma imagem errada do que são as pessoas que podem defender determinadas ideias. A propósito de um comentário sobre o PCP e o papel que ele tem desempenhado na governação da terra, o que foi candidato pelo PCP à Assembleia Municipal, o Tojeira, rematou a sua argumentação dizendo "dizer parvoíces não é o mesmo que exprimir uma opinião!", "constato que ou não tomou as gotas ou que provavelmente se está a automedicar..." e "e não se esqueça das gotas...". Isto dito por quem não tem responsabilidades políticas pode ser inofensivo mas vindo de quem até representou um partido nas últimas eleições faz com que se fique com a ideia de que a falta de argumentos faz resvalar a argumentação para o ataque pessoal. Opiniões são opiniões e valem o que valem. Ataques pessoais apenas porque as opiniões são diferentes vai muito além do que possa ser considerado um argumento válido. No final de lermos aquele diálogo degradante entre um cidadão sem intervenção política e um político, ficamos na dúvida em relação ao que é parvoíce! Quem perde com este tipo de dislates é o partido que fica com imagem negativa!


Talk to the hand

O que era previsível aconteceu e cabe-nos dar disso conta! Depois de termos dado a conhecer as identidades dos personagens que criámos, recebemos email a dizer que "Lamentamos mas o seu registo não foi validado" e que "Lamentamos mas o seu voto não foi validado", como pode ser visto aqui (não colocamos todos porque são iguais). Nem uma palavra sobre a razão de não ter sido validada a inscrição ou o voto. Claro que nós sabemos qual foi e é compreensível que assim seja. Com esta resposta acreditamos que terão querido dizer-nos "talk to the hand" e assim justificar que os bonecos de banda desenhada ou mesmo o último que criámos não foram aceites. Com os emails que enviaram poderão ter a resposta para alguma questão que lhes possa ser colocada. Até dirão "fomos mais espertos"! Mas, com esta resposta, o problema coloca-se agora a outro nível. Acedendo ao site do OP nós pudemos voltar e foi dada a confirmação do voto mas, umas horas depois, depois de termos reconhecido o que tínhamos feito, recebemos o email a dizer que o voto não tinha sido validado. Aqui está o busílis! Se invalidaram o nosso voto significa que sabem em que proposta votámos. Significa que o voto não está a ser registado de forma automática e secreta e que haverá quem faça o controle da votação! Que tivessem rejeitado a inscrição, parece-nos mais do que lógico. Afinal, ela nem deveria ter sido possivel ser feita. Invalidarem o nosso voto significa que sabem qual foi o nosso voto e qual a nossa votação! Não temos ideia de ter lido que a votação iria ser verificada por alguém ou que iria ser em modo de "voto de braço no ar". Sempre pensámos que seria secreto! Hoje podem dizer que o sistema está a funcionar e que apenas serão aceites os votos de pessoas reais que aqui habitem ou trabalhem, como deveria ser. É nesta parte que temos que admitir que não dissemos a verdade toda! É que além daqueles votantes que identificámos, prevendo que iriam ser invalidades as inscrições até para defesa da eficácia do sistema de voto, fizemos, já há muito tempo, mais três registos com nomes de pessoas reais - e não de desenhos animados ou do Cavaco -, com os respectivos dados mas que, uma já faleceu e duas vivem e trabalham muito, mas mesmo muito longe da terra. Quisemos confirmar a eficácia do sistema e esses foram também registados, já votaram e nem a inscrição nem o voto foi invalidado, nem nenhum email foi recebido a dizer que "lamentamos"! Quando agora olhamos para os emails que recebemos a vontade que temos é de responder a dizer "talk to the hand". Teria sido tão fácil evitar problemas destes se tivessem feito a validação por leitura de cartão de cidadão mas, claro, aí já não poderia haver vários a votar na mesma proposta!

(Os nomes e dados desta vez são mascarados para que não recebamos mais um email)


Coisas estranhas

Sabe-se que o Orçamento participativo apareceu um pouco porque foi uma das bandeiras de campanha do Logrado e, para procurarem dar uma imagem de que não ficam atrás, decidiram avançar com um meio à pressa e sem que fosse dada grande margem para discussão. Ele aí está e veremos como corre até ao final. Tem havido algumas coisas que são estranhas e na passada segunda-feira houve mais uma! Na Assembleia Municipal o Álvaro afirmou que não sabia nada sobre o que se passava com o OP nem mesmo quais as propostas que tinham sido aprovadas. Sabe-se que foi nomeada uma comissão técnica para apreciação das propostas e das reclamações mas o que não foi dito é que a comunicação para os interessados era feita pela Tereza! Quando se pensava que seria tudo tratado por uma comissão técnica independente, sem qualquer ligação a quem quer que estivesse ligado a um dos membros do executivo, eis que os interessados recebem as cartas assinadas pela Chefe de Gabinete e não por uma comissão ou de alguém da comissão! O facto de as comunicações não serem feitas pela comissão mas por alguém externo a ela faz com que se possa também por em causa a forma como as escolhas foram feitas. Pode até nem ter havido qualquer intervenção na decisão; pode até ter sido apenas uma questão formal mas que parece que houve algo estranho, parece! Nestas questões o que parece pode não corresponder à verdade mas que faz com que fiquem muitas dúvidas no ar, faz. O Álvaro diz que não sabe de nada, as cartas são assinadas por quem se vê... depois não querem que haja muitos a dizer que quem manda na câmara não é quem foi eleito!


Orçamento nada participativo

Quando, no fim-de-semana, fizemos o registo do Curioso e do Mickey Mouse no OP para poderem votar, pensámos que hoje iria ser pedida uma verificação de dados de modo a ser validada a autenticidade do voto. Ontem ao final da noite registamos o Pato Donald apenas para ver se era aceite. Foi aceite (ver aqui) e o personagem da banda desenhada passou a ser mais um a fazer parte da lista dos inscritos. À meia noite experimentámos votar com os personagens que criámos. Para nosso espanto o Curioso pôde votar na proposta 1, o Mickey votou na 2 e o Donald votou na 1 (sem que as escolhas tivessem tido algum critério ou fossem a escolha que pudéssemos querer fazer). Há assim, pelo menos, três votos que pertencem a três personagens que não existem, que são figuras da banda desenhada mas que, ainda assim, já tomaram posição sobre o que deverá ser feito pela câmara. Apesar de no Sábado termos escrito sobre isso, nada foi feito (e não podem dizer que não sabem porque receberam o post por email) e neste momento estarão a ser aceites votos não se sabe de quem, se são de quem existe ou de meros personagens de banda desenhada. Com esta pequena demonstração fica evidenciado que o Orçamento Participativo é tudo menos isso. No momento em que qualquer um pode votar, até personagens da banda desenhada, o resultado que possa ser obtido não pode deixar de ser considerado como inválido ou fraudulento. O orçamento participativo começou mal e está a continuar a ir pelo mau caminho. Aqueles que quiserem aproveitar-se desta situação basta que registem um nome com um número de contribuinte, um email e, a partir daí, podem adulterar o resultado. Cabia à câmara ter assegurado que não havia falhas deste tipo. Não o fez e a partir de agora sabe-se que o resultado que possa aparecer não é a escolha dos que aqui vivem!


Viver cá, com divulgação

Há uns dias que se sabe que no próximo fim de semana vai haver animação no centro tradicional, promovido pela ACIMG Pelo que temos tido acesso, há muita adesão, desde comerciantes a pessoas ligadas às artes. Quando a câmara se desculpa com os custos para não fazer isto ou aquilo, aqui está um bom exemplo de que esse argumento nem sempre é justificativo da inércia que existe. Mas há um outro aspecto que merece ser destacado. Quem passa na terra, ou mesmo em Leiria, pode ver o evento a ser divulgado. Aqueles que não acedem à internet podem assim ficar a saber que Sábado é dia para irem até ao centro tradicional. A divulgação está a ser feita. Pode até não atrair muita gente - que esperemos não aconteça - mas não será por não ser dado a conhecer. Quando vemos tudo isto e nos lembramos do que é a divulgação que a câmara faz, parece ficar evidente que há, por aqueles lados, quem ande a dormir! Às vezes parece que na câmara não há quem saiba como se faz uma coisa tão simples como dar a conhecer o que vai acontecendo. Aqui está um exemplo de como se faz! Não é caro, não dá tanto trabalho que faça suar e basta fazerem parecido!


Quanto custa chamar clientes

Muito se fala do que a câmara faz ou deixa de fazer para que possa ser devolvida vida ao centro tradicional. É já quase um assunto sobre o qual pouco se pode dizer. Ainda assim, chegou-nos a informação de que, mesmo quando os comerciantes querem fazer alguma coisa, a câmara não facilita. O centro precisa de movimento, precisa de gente. É necessário que haja quem tenha iniciativas, quem as ponha em prática de modo a que as pessoas sintam vontade de ali ir. Quando isso acontece esbarram com os entraves. A câmara cobra a quem quiser ocupar um pouco do passeio para poder dinamizar a sua actividade. Nos tempos que correm não é fácil um qualquer estabelecimento que tenha porta aberta no centro realizar vendas que lhes permitam pagar licenças apenas para ocupar uma parcela de passeio para assim poder chamar os potenciais clientes. A "ajuda" que a câmara dá é assim no sentido contrário, de levar a que as iniciativas sejam cada vez menos. Uma das formas que poderia ser usada para dar incentivo aos comerciantes, os poucos que subsistem, seria isentá-los de taxas absurdas que nenhum fundamento têm. Mas isso não acontece! As preocupações em manter os cofres da câmara equilibrados é semelhante ao que se assiste com as politicas do Governo e com a exagerada carga fiscal que estrangularam a economia. Uma câmara de esquerda faz o mesmo que um Governo de direita! Não perceberam que manter taxas elevadas faz com que não haja mais actividades; não exista aumento de facturação; não haja aumento de movimento nos estabelecimentos; não exista aumento do valor de derrama e, consequentemente, a receita da câmara não aumente! A incapacidade de verem que a perda de receita imediata pode não ser um mal, faz com que quem tenha ideias as mantenha na gaveta. Não admira que o centro esteja às moscas e que os comerciantes se retraiam. Os comerciantes queixam-se mas não são ouvidos porque quem os poderia ouvir não ouve senão o que querem!


Futuro político

Depois de se conhecerem os resultados das primárias do PS e de se saber quem ganhou para a Federação, começámos a pensar o que será o futuro político daqueles que se posicionaram contra o que foram os resultados das duas eleições. Recordando o que aconteceu ao Osvaldo e tendo sempre em mente que elas costumam pagar-se cá, estamos a imaginar o que será, depois das próximas legislativas, vermos o Pedrosa a servir umas sardinhas aos seus colegas de bancada depois de ser afastado para um distrito diferente daquele pelo qual foi eleito. Setúbal ou Beja parece-nos que será um dos distritos que permitirá que ele possa concorrer e que poderá mostrar que a história se repete. Sendo Setúbal a terra da "sarrdinha", nada como ele poder mostrar o que irá aprender quando andar por lá a tentar convencer os eleitores a votarem nele (se chegar a ser incluído numa lista), tal como aconteceu a outros que foram afastados das listas para que pudessem dar-lhe lugar. A quantidade de comentários que se ouvem agora que é quase certo o seu afastamento é impressionante como é espantosa a quantidade de pessoas que agora começam comentar o que ele tem feito. Esta ideia de poder ser afastado das listas ao parlamento faz-nos apenas recear que a próxima ocupação possa ser perto de algum lugar na câmara!


Cada um para seu lado!

No passado Sábado foi possível ver o estado em que está a gestão da câmara e a relação que existe entre os eleitos. Quem os viu pode aperceber-se que anda um para seu lado. Apesar de não se ter visto o Aurélio, o Vicente ou a João (já que se sabe que o Logrado anda longe), os restantes vereadores estiveram presentes mas cada um para seu lado. Quando se poderia pensar que ali, à frente das poucas pessoas que lá estavam, eles poderiam dar uma imagem de estar todos unidos, quais anões em volta de uma Branca de Neve, não foi isso que transpareceu. Há pequenos detalhes, como este, que mostram que assim é difícil conseguirem governar uma câmara, estando cada um em seu canto. Se nas reuniões de câmara se nota que existe uma tentativa de mostrarem que a coligação está unida, cá fora não conseguem disfarçar a distância que os separa e o resultado está à vista! Já quando foram as Festas da Cidade se notou que mantêm a distância e que os grupos que se fazem são das mesmas famílias políticas e não da família que deveria ser a câmara. Sábado notou-se novamente isso! Mas Sábado permitiu também ver os que decidem nos partidos e a forma como agem. Se o espectáculo poderá ter ficado, em certa medida, aquém das expectativas (além de ter começado muito depois da hora, não que isso importasse já que pareceu ser destinado aos que estavam a jantar), o que se pode ver na plateia não foi melhor! Deve ser para que os munícipes não vejam a forma como eles se comportam em público que não divulgam os eventos que se organizam nem disponibilizam lugares à mesa em número suficiente para terem uma sala cheia. Terem vinte lugares disponíveis para quem soube e se quis inscrever no jantar não é algo que se possa dizer que é merecedor de ser elogiado. O que aconteceu antes, na sala, quase pareceu tratar-se de um jantar privado, para convidados, com sessão de fados a seguir, feito às custas da câmara e, como é lógico, de todos nós!

Terceiro boneco do mais recente Curioso. Bem vindo.


Contra a maioria

A ideia de termos um Presidente de Câmara que pensa é sempre algo que não pode deixar de nos agradar. Não duvidamos que o Álvaro seja dos que pensa mas temos algumas duvidas que o que pensa seja o correcto. Ontem o seu "líder" perdeu as eleições internas para o PS. Se a derrota que o Seguro disse que infligiu ao PSD foi, segundo ele, histórica, a derrota que ontem sofreu é vergonhosa. Claro que haverá os que dizem que não perdeu, até porque fez isto ou aquilo, mas não deixa de ser uma derrota muitíssimo grande e que deveria envergonhar quem viu nele o futuro Primeiro-Ministro. O Álvaro, e todos aqueles que fazem parte da concelhia do PS, apoiavam o que hoje já não é líder e que teve uma derrota mais do que histórica. Tudo isto fará o Álvaro, e todos os restantes apoiantes do Seguro, pensar qual será a posição que a partir de hoje devem assumir. Apostaram no "cavalo" errado quando todos conseguiam perceber que era um "cavalo" que corria coxo. Esta sua incapacidade de fazer uma leitura do que poderiam ser os indícios que todos, menos eles, viam deveria levar a que eles extraíssem as devidas consequências desse apoio. A incapacidade de perceberem que estavam a apostar num caso perdido deveria levá-los a reformular muita coisa, incluindo a forma como actuam. A incapacidade de lerem o que parecia ser óbvio, e se concretizou, leva-nos a por em causa a sua capacidade de conseguirem perceber o que os rodeia. Diz-se que "diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és" e aqui o ditado aplica-se na perfeição. Um politico que apoia alguém que perde por uma margem vergonhosa é um que não sabe estar na mesma linha de pensamento da grande maioria que votou no outro candidato. O Álvaro apoiou um candidato que perdeu, aqui, por 74% dos votos. Saberá ele ler o que os munícipes que ele governa querem? Claro que muitos dirão que uma coisa não tem a ver com a outra mas todos nós vivemos das escolhas que se fazem. No caso da câmara, vivemos das escolhas que alguns fazem. Quando se vê que eles não sabem escolher bem ou de acordo com o que a maioria quer, sabemos que eles não estão na mesma "onda" de todos os outros. Por isso aparecem obras que hoje se vê que não servem para nada senão para encher os seus enormes egos e por isso a terra está a morrer, sem que eles consigam ver isso!


Palavras para quê?





Primárias do PS

Já se conhecem os resultados aqui na terra. Na freguesia da Marinha ganhou António Costa; na Vieira António Seguro; na Moita António Costa.


Divulgação... onde?

Raros são os dias que as nossas caixas do correio não são cheias daquela publicidade que nos tenta convencer ir gastar dinheiro aqui ou ali. É um dos meios usados para divulgar o que se tem. Há anos que nas nossas caixas do correio não há uma comunicação da câmara relativa a qualquer evento que seja por eles organizado. Esse é um dos motivos de quem aqui vive não saber o que se passa por cá. A divulgação não melhorou nada desde as últimas eleições. O exemplo disso esteve ontem na praça em frente à câmara. Numa noite que até não esteve desagradável, a praça poderia ter estado cheia para se ouvir cantar o fado mas isso não aconteceu. Não se pode dizer que a escolha tenha sido a melhor e queremos acreditar que não foi feita por questões partidárias mas a segunda parte compensou o que a primeira deixou a desejar. Ainda assim, a noite começou por ninguém saber onde se dirigir para ir comer e culminou com uma praça que não teria muito mais do que meia centena de pessoas! Se o evento se destinava celebrar o Turismo, ele ficou muito aquém do que se poderia pensar mas não admira, poucas eram as pessoas que tinham conhecimento do que ia acontecer. Os próprios comerciantes não tinham conhecimento que ali ia ter lugar alguma coisa senão quando começaram a ver ser montado o palco. A falta de contacto com os interessados mantém-se. A câmara continua fechada sobre si própria sem conseguir perceber que o que possa fazer apenas tem valor se as pessoas a quem se destinam os eventos tiverem deles conhecimento. Apesar de por lá andarem alguns dos vereadores, faltaram as pessoas que poderiam ter tornado a noite e o evento em algo muito animado se, pelo menos, disso tivessem tido conhecimento. Para quem subiu ao palco deve ter sido frustrante verem uma praça quase vazia por culpa que apenas pode ser atribuída à falta de divulgação. De vez em quando gostávamos de ter na caixa do correio publicidade não endereçada vinda da câmara mas sabemos que isso é pedir demais! Se a celebração do dia do Turismo teve este evento como exemplo, entende-se a razão de aqui não haver turistas. 


Podemos votar no OP!

"Os projetos validados pela comissão técnica de análise podem ser votados por via eletrónica neste sítio e presencialmente nos serviços da Câmara Municipal (balcão de relações públicas).". Esta é a informação que está no site do OP em relação à forma de votar. A partir do dia 1 de Outubro todos aqueles que estejam registados podem votar numa das 11 propostas que foi validada pelo site. Tivemos a curiosidade de ir ver até que ponto aquela forma de votação pode ter alguma fiabilidade; até que ponto podem apenas votar aqueles que aqui vivem ou trabalham e, acima de tudo, se os que se registarem são pessoas reais ou se qualquer um se pode registar e votar. A resposta obtivemo-la em meia dúzia de minutos. Nós vamos poder votar no OP. A nossa inscrição foi validada e o Curioso está registado para poder votar! No momento em que pudemos registar como munícipe um personagem que não existe a questão que se coloca tem a ver com a fiabilidade do sistema de votação que foi implementado. Qualquer um se pode registar usando os dados que quiser e votar a partir do dia um! Isto leva-nos a imaginar o que será que poderá ter já sido feito por parte daqueles que apresentaram as propostas e que poderão estar interessados em que elas ganhem. Não nos custa imaginar ver uma juventude partidária tirar partido desta falha do sistema! Se uma proposta tivesse sido apresentada por nós e quiséssemos que ela ganhasse, bastaria que criássemos umas dezenas de emails e procurássemos uma série de números de contribuinte e, a partir do dia um, iríamos poder começar a votar como se fossemos aqui residentes. Uma só pessoa pode assim votar várias vezes! As regras de votação estão aprovadas e publicadas, não podendo já ser alteradas, e os registos para votar estão a ser feitos o que leva a que nenhuma credibilidade se possa dar aos resultados que forem obtidos. É provável que o nosso registo seja eliminado depois de escrevermos isto, mas quantos mais registos teremos já feito com dados e nomes de pessoas que não residem aqui mas que se encontram facilmente na internet numa qualquer lista de devedores ao fisco? Não sabem? Nem eles! Alguém poderá dar credibilidade ao que possam ser os resultados e assegurar que quem vota é aqui residente? A resposta parece ser simples! Depois de sabermos que qualquer um pode votar; seja vivo ou morto; resida ou não aqui ou seja um boneco ou pessoa real o resultado quase que o podemos adivinhar, sabendo que uma das propostas pertence à máquina partidária do PS! Quase parece que a falha no sistema foi criada à medida das necessidades!


O segredo da reunião

Ontem teve lugar uma reunião de câmara, com carácter extraordinário, para decidir o pedido que foi apresentado pelo Atlético. Todo o assunto se encontra envolto num manto de silêncio que é de difícil compreensão. Desde logo o assunto é levado a uma reunião extraordinária, longe dos olhos do público e dos munícipes. Um assunto como o que está em causa não é um dos que deva ser considerado como segredo ou deva ser mantido nesse estado. O que o Atlético pretendia dificilmente poderia ser aceite e não vemos como é que o assunto poderá ser resolvido por via da câmara. A posição que foi assumida ontem pelos diferentes vereadores leva a que o Atlético tenha mesmo que tentar resolver o assunto de outro modo. Mas todo este assunto vem já de trás, de antes do tempo do Barros, com o Órfão e Constâncio no início, mas foi com ele que ganhou peso e depois com o Cascalho / Luís Guerra. A questão do clube e do que eles queriam ali fazer remonta a mandatos anteriores a este e, curiosamente, a "batata quente" cai novamente nas mãos do PS / PCP. Não deixa de existir em tudo isto alguma ironia do destino que faz com que o problema tenha sido iniciado com executivos camarários que eram liderados pelos partidos que hoje mandam e volte a estar ao rubro com os vereadores com o pelouro a pertencerem a um dos partidos! Este é um assunto que afecta quer o PS quer o PCP, daí a forma como ontem se comportaram. Seja como for, por explicar está a razão de este assunto ter sido remetido para uma reunião extraordinária à margem dos munícipes, repartida em dois momentos: um para discutir o assunto, outro para o votar. Terão tido assim tanto receio de que a sala se enchesse de adeptos e não tivessem tido a coragem de enfrentar todos ao darem o não ao que estava a ser pedido ou, com tanto segredo, querem manter-se de bem com "Deus e com o Diabo" sem grande alarido? Agora que a câmara lhe tirou o tapete e todos parecem estar contra, resta saber se os apoiantes que sempre disseram que tinha o clube no coração e foram os primeiros a receber o que lá tinham posto quando foi feito o negócio da venda - que agora também irá ser posto em causa - vão aparecer neste momento difícil do clube.


O Stripper

O Passos disse hoje que recusa que seja feito um "striptease" às suas contas. O termo pouco feliz foi usado quando lhe foi pedido que mostrasse os movimentos que foram feitos. Tudo isto por causa dos dinheiros que recebeu ou não. Não se esperava que a justificação que viesse dar fosse outra senão uma que pudesse dar-lhe uma escapatória. Vindo de quem vem, não espanta o que disse mas a sua recusa em poder mostrar as contas é uma ofensa àqueles que, podendo dever alguma quantia ao fisco - quantas vezes porque a carga fiscal é exagerada -, vêm o sigilo bancário ser levantado sem sequer saberem, para não falar na facilidade que o Estado tem de ter acesso às informações bancárias. O chefe do Governo trata assim de forma diferente situações iguais. É verdade que se existia alguma divida, ela deverá ter já sido "perdoada" pelo tempo mas um politico não pode escudar-se na morosidade da máquina fiscal para sair beneficiado quando uma das bandeiras que anda sempre no ar é a do combate à fuga ao fisco. "Faz o que eu digo mas não faças o que eu faço" parece ser assim um dos lemas que o Passos segue. A recusa de dar informações por parte de quem não perdoa a quem não as dá é inaceitável mas, se pensarmos bem, vindo de quem vem é até um comportamento normalíssimo!


Tudo previsto

Muitas vezes se critica o que não se faz e há que reconhecer quando alguma coisa é feita. Mas há, acima de tudo, que reconhecer quando alguma obra é executada e tudo é previsto ao detalhe. Uma das ruas que acabou de ser mexida é ali mesmo ao lado da rodoviária. Aquela rua de sentido único que perdeu os poucos lugares de estacionamento e que ganhou um passeio, do lado direito, que não permite que passe uma pessoa, está concluída. O cuidado com a execução foi de tal modo grande que até do espaço para o contentor do lixo estar foi previsto! Não é normal que isso aconteça mas desta vez não se esqueceram desse detalhe. Quem ali passa não vê o contentor no meio do passeio nem o vê sem que tenha um lugar perfeitamente definido. São estes pequenos detalhes que levam a que tenha que se reconhecer que aquela obra foi bem planeada. Acreditaram? Não pois não! A imagem não precisa de muitos comentários!