Sala vazia

pcp_confHá dias teve lugar aqui na terra o primeiro de um ciclo de debates promovidos pelo PCP. Até poderia achar-se que era uma iniciativa de pouca importância não fosse o facto de ter estado presente um dos mais conhecidos deputados do partido. Ainda assim, a quantidade de pessoas que esteve presente não foi a suficiente para que juntos formassem duas equipas de futebol. É este o estado a que chegou o partido aqui na terra! Sabe-se que quando vem cá o Jerónimo e aparecem as salas cheias isso tem a ver com a máquina do partido que faz deslocar pessoas para que as salas estejam compostas. Não foi este o caso e o resultado está à vista: uma sala praticamente vazia. Factos como este deveriam ser analisados e os responsáveis do partido deveriam parar para pensar o que é que estão a fazer mal que leve a que sejam quase só eles quem esteja presente. Não o fazem e o resultado é uma sala vazia para debater assuntos que até são importantes. O partido não parece conseguir perceber que há coisas que tem que mudar acima de tudo porque a conclusão a que chegariam é a de que as mudanças deveriam começar por quem manda.

Um dia pela vida

um_dia_vidaHá causas e causas. Sendo quase todas meritórias, há aquelas que merecem uma atenção especial. Poucos são aqueles que não têm um ente querido ou uma pessoa especial que não sofra da doença que não diferencia ricos de pobres, dos que são de esquerda ou de direita. Sentimos profunda tristeza quando vemos que existe uma tentativa de aproveitamento político de coisas que nunca deveriam tê-lo. Ontem surgem no jornal caras de alguns que dizem estar a encabeçar o projecto para angariação de fundos para o projecto “um dia pela vida”. Coincidência das coincidências, na foto aparece a a Cidália, o Curto e a “primeira-dama”. Não pomos em causa que exista alguma boa intenção dos que posaram para a foto mas não conseguimos deixar de dissociar esta súbita boa vontade do facto de este ano haver eleições. O PS está em peso nesta organização e representado ao mais alto nível. Dirão alguns que não há que associar uma coisa à outra mas o facto de serem todos do mesmo partido não será inocente, como inocente não é o facto de “aceitarem posar para a objectiva” como se isso fosse um sacrifício. Acredita quem quer que tudo aquilo foi uma coincidência! Como já antes escrevemos, quem quer fazer bem não precisa de posar para a fotografia nem precisa de dizer que faz, a menos que exista nisso uma qualquer intenção encoberta. Tentar tirar dividendos políticos de causas meritórias é feio. Mas as causas não devem ser penalizadas por aqueles que delas tentam tirar dividendos políticos e não podemos deixar de apelar a todos os que por aqui passam, gostem ou não do que se escreve, para que não se deixem influenciar pelo facto de aquela parecer uma organização partidarizada e para que colaborem na medida do que puderem. No Domingo, às 16, lá estaremos na Casa da Cultura. Não faltem.

Mais informação poderá ser obtida aqui.

Sentir importante

nelson_importanteA presunção é como a água benta, cada um toma a que quer! Viemos há pouco da Resinagem onde decorre um seminário sobre competências profissionais. Não conseguimos perceber muito bem o que esteve a fazer o adjunto como orador mas conseguimos perceber que isso o fez sentir importante! É isso que se pode ler no Facebook. Tudo isso fez-nos ir buscar um texto que ontem lemos de quem já teve um papel importante na empresa municipal e que escreveu o seguinte: “Quem tiver lido hoje o artigo de opinião do Sr. Nelson Araújo – adjunto do Presidente da Câmara – verifica a sua óbvia intenção. Retirar os pelouros aos vereadores comunistas e romper a coligação. Já não é a primeira vez que tal sucede e, não será, certamente, a última. Como membro do Partido Socialista, não me revejo, de forma nenhuma, nesta maneira de agir e penso que a política tem de ser muito mais que isto. É o ‘dividir para reinar’, típico de alguns que não sabem cooperar intensamente em nome dos superiores interesses de uma comunidade. Preferem fechar-se em si mesmos, e agarrar com as duas mãos a meia dúzia de vinténs de poder que julgam ter e que pensam ser eterno. Nunca simpatizei com o Partido Comunista e nunca me revi nos seus métodos, listas e programas. No entanto, uma vez feito um entendimento pós eleitoral que ‘serviu’ na altura, penso que deveria chegar até ao fim do mandato. Pelos vistos não é esse o entendimento e a vontade dos eleitos e ‘não eleitos’ do PS na Câmara. Lamentável forma de agir e de pensar. Utiliza-se um adjunto para dizer publicamente o que pensam em privado e vai-se minando uma coligação devagar e em lume brando. Forma cobarde de agir, forma triste de se estar na vida pública. O que pensará o Partido Socialista de tudo isto? Fica a pergunta.“. É provável que este texto reflicta muito do que os militantes do PS sentem. A resposta à pergunta parece, no entanto, viro do próprio Álvaro que começa a dar sinais de que tudo o que tem sido escrito e feito é-o com a sua bênção.

Os mimos

mimo2_1Sempre que há um qualquer assunto que envolve o PCP, o comportamento a que estamos habituados é o de se manter o silêncio. Actuam como os “mimos”. Vão tentando passar a mensagem que querem sem nunca dizerem uma palavra. Sobre o que se tem passado na câmara e que hoje foi noticia em todos os jornais, nem uma palavra foi dada sobre o assunto, sabendo-se que as várias decisões que foram sendo tomadas tiveram sempre elementos do partido envolvidos. Ainda que possa não ser do conhecimento da generalidade dos munícipes o que se passa, o assunto não tem sido, no entanto, esquecido. Pelo que conseguimos saber, irá haver do partido uma reunião para analisar para analisar este assunto. Depois de hoje ter saído em todos os jornais esta matéria e de poder haver algumas coisas para explicar aos munícipes, só agora se irão sentar para fazer a análise que deveria ter sido feita há muito. Claro que mais vale tarde do que nunca e será interessante saber-se quais as conclusões a que irão chegar. Ouvem-se afirmações no sentido de que tudo foi feito por parte do PS, com a posição que o Álvaro assumiu na reunião, com o intuito de “queimar” alguns dos vereadores que poderão estar envolvidos neste assunto e que poderiam estar a querer algum protagonismo. Não deixa, no entanto, de ser estranho que nenhum dos partidos tenha vindo dar explicações sobre o que se passou antes de tudo sair escarrapachado na comunicação social. Poderiam ter evitado que os munícipes que sabem o que se passa apenas quando lêem os jornais ficassem com a ideia de que não se pode ter a certeza de que o que hoje decidem amanhã não seja dado sem efeito. Certeza há apenas uma: os três partidos não estão isentos de responsabilidade pelo que aconteceu e pelo que virá a acontecer.

Declaro-vos… contra a coligação

logrado_nelson_1Na última reunião de câmara o Logrado teve aquela demonstração de afecto pela governação do Álvaro, atacando o desempenho dos vereadores do PCP. Obviamente que a intenção é compreensível e vem na sequência daquilo que já há uns meses tinha acontecido. Falta só mesmo pedir que lhe seja arranjado um espacinho na câmara para que possa concretizar o objectivo de ter um pouco de poder. Na sua intervenção o Logrado rasgou elogios em relação ao Nelson. Hoje pode ler-se um texto de opinião do adjunto onde vem defender uma governação fora da coligação. Desde há muito que são conhecidas as suas ideias anti-comunistas e tem-se vindo a notar, desde que foi nomeado, que a sua intervenção tem sido sempre no sentido de deitar abaixo a coligação. Hoje ficou claro que o objectivo é mesmo esse. Claro que quem deverá ter ficado deliciado com o texto terá sido o Logrado que por certo verá no que foi escrito mais uma oportunidade para conseguir o que pretende. De certo modo entende-se que tenha feito tantos elogios! Quase parece existir entre ambos uma acção concertada no sentido de deitar abaixo a coligação. O que um quer é o que o outro deseja e se juntarmos à intervenção da semana passada o texto de hoje, fica um casamento perfeito! Se na quinta ficámos com a ideia de que o Logrado estaria a fazer um pedido de casamento ao Álvaro, hoje ficamos na dúvida se ele não estaria a ser mais dirigido ao Nelson! As intervenções que têm surgido por parte do adjunto poderão ser o que o Logrado necessita para poder dar-lhe o empurrão que tem faltado para chegar ao poder. Se de um casamento se tratasse, a parte final não seria a de os declarar marido e marido mas de os declarar contra a coligação! De uma coisa não há dúvida: assim não será fácil a coligação manter-se por muito tempo.