¿Por qué no te callas?

Não, o objectivo da imagem não é o de assustar as crianças, obrigando-as a comer a sopa toda! Hoje ouvimos o Soares falar depois de ter ido visitar o ex-primeiro ministro. Apesar de os dias de visita serem às terças, quintas e fins-de-semana, lá foi permitido que também hoje houvesse visitas! Possivelmente todos os demais reclusos terão tido o mesmo direito! Mas não é isso que achámos mais curioso. O que não pudemos deixar de notar foi a forma como ele se referiu ao que tinha acontecido. Ouvi-lo dizer que o Sócrates "não foi ao tribunal" e que "ainda não foi ouvido" vem apenas reforçar a ideia de que há muito ele deveria ter deixado de falar em público. É que este tipo de afirmações traz um problema para o seu amigo. Se ele acha que ainda não foi ouvido ou mesmo que ainda não foi a tribunal, que significado terá a afirmação de que ele "é um homem digno"? A idade faz com que se vão perdendo faculdades, o que acontece quase a todos. O problema é que o que se previa poder vir a ser Primeiro-Ministro - que depois desta confusão, já temos dúvidas - ainda ouve os seus conselhos! Isso assusta! Ficámos a saber que este "é um caso de política" pelo que, se no tribunal se fez política, deveremos passar a ver serem feitos os julgamentos na Assembleia da República! Será que ele não tem na família alguém que o aconselhe a calar-se?


Mais uma FAG

Este fim-de-semana começa mais uma FAG. Já lá vão 24 edições e há que reconhecer o mérito de quem tem conseguimos manter aquele evento. Para os que gostam, no sábado vai estar lá um cantor conhecido. Desta vez não haverá problemas para quem quiser assistir porque não só vai haver espaço para todos como tem sido publicitado nas ruas e não apenas para aqueles que têm internet. À mesma hora irá ter lugar na Casa da Cultura uma sessão de teatro, à borla. A realização destes dois eventos, mais ou menos à mesma hora, vem, uma vez mais, evidenciar alguma descoordenação, talvez por inexistir uma política cultural definida. A câmara deveria ajudar e potenciar um evento que comemora as bodas de prata. Em vez disso, agendou uma sessão de teatro numa clara situação de concorrência desleal. Não deverá ser fácil, para quem passa semanas a dar o litro para conseguir por em funcionamento a FAG, ver que ali ao lado a câmara irá estar a oferecer entradas para um espectáculo que lhes vai estar a tirar pessoas! Por falar na FAG, no fim-de-semana passado teve lugar uma prova desportiva à qual, pelo que tivemos conhecimento, não compareceu ninguém da câmara! Deve ter sido por ser domingo e ser dia de descanso! Pelo que nos foi transmitido, a Isabel esteve presente, mostrando a proximidade que a Junta continua a tentar manter com as pessoas que aqui vivem, ao contrário do que acontece na câmara.


São opiniões!

Temos imensa curiosidade em saber de que modo os eleitos aqui na terra, que governam, fundamentariam esta afirmação, se a questão lhes fosse colocada, e de que modo a coligação iria sobreviver depois de da a resposta! Deve ser por isso, por a coligação não ser aceite do mesmo modo por todos, que se nota algum descontentamento em alguns dos que na segunda se sentaram no lugar destinado aos deputados. Que o diga o Zé Luís!


A contar com o ovo

Ontem, na Assembleia Municipal, o assunto do orçamento foi abordado e notou-se que o Telmo ficou um pouco engasgado com o assunto. Apesar do Pereira ter mostrado não saber que o orçamento deveria ter sido aprovado até ao final do mês, o Telmo sabia-o. Foi por o saber que não teve muito facilidade em explicar que enviou o orçamento para as bancadas dos diferentes partidos / movimentos mesmo antes de ter sido aprovado em reunião de câmara. O orçamento apenas pode ser distribuído aos deputados depois de ter sido aprovado pela câmara. É assim em qualquer lugar, menos aqui. Na realidade o que aconteceu foi que o Álvaro, a contar com o ovo no cu da galinha, enviou para o Telmo o orçamento mesmo antes de ter sido aprovado. Mas, não menos grave do que isso foi o facto de ele ter sido recebido e enviado para os deputados mesmo sabendo-se que não existia deliberação que permitisse o envio. Já se sabia, até porque tinha sido afirmado pelo Álvaro, que o procedimento tinha sido este mas notou-se as agulhas que o Telmo sentiu as serem-lhe espetadas quando o assunto foi abordado. É óbvio que o Telmo sabia, quando recebeu os documentos, que o orçamento iria ser aprovado. Ainda assim, a aceitação faz com que ele possa ser acusado de estar "feito" com o executivo, dando cobertura ao que parece ser um contorno ao que a lei prevê. Com comportamentos deste tipo, não admira que os munícipes pouca relevância dêem àquelas reuniões porque elas não são nem mais nem menos do que uma extensão do que a maioria da câmara quer.


De novo a TUMG

Desde há muito que o Logrado tem uma espécie de obsessão pela TUMG. Sem que se consiga perceber muito bem porquê, sempre foi um assunto que o entusiasmou. Entusiasmou tanto que chegou a oferecer-se para ser administrador daquela empresa municipal. Fica-se um pouco com a ideia de que "já que ninguém me gaba...". Pensámos que a ideia da TUMG lhe tivesse passado mas ontem ouvimos que não! A ideia de ser administrador daquela empresa ainda não lhe passou e ontem na Assembleia voltou a propor-se para ser ele a comandar aquela empresa. Fica-se sem perceber como iria ser feita a administração da empresa uma vez que se sabe que passa mais tempo fora do que cá. Não disse quem o iria substituir mas, pensando-se bem nisso, também não disse na campanha que iria estar sempre fora! Para quê dizê-lo agora?! Há coisas que temos sempre dificuldade em entender e uma delas é quando alguém passa o tempo a olhar-se para o espelho, procurando encontrar os predicados que os outros não vêem. Com tanta insistência, é capaz de um dia conseguir mesmo vir a integrar os quadros daquela empresa, mais que não seja como condutor! É um princípio!


E agora?

















6 - 0

A primeira vez que lemos que a câmara iria ter a Casa da Cultura aberta até ao final do ano sem que se pagasse o que quer que fosse ficámos com  sensação de que era uma boa ideia. Pensámos que a distribuição de entradas iria ser feita com alguns critérios. Passado que está este tempo, não conseguimos manter a mesma opinião. Hoje fomos dar uma vista de olhos sobre as actividades que vão ter lugar no próximo fim-de-semana. Apercebemo-nos que a câmara está a ganhar! A titulo de exemplo, quem quiser ir ao SOM tem que pagar 6 euros; na Casa da Cultura é à borla! Como se um jogo de futebol se tratasse, a câmara consegue deitar abaixo os que tentam manter as actividades culturais mas que, para poderem sobreviver, têm que cobrar. A estratégia cultural da câmara, até ao final do ano, é mesmo a de aniquilar os que tem mantido as actividades com as dificuldades que são conhecidas. A única vantagem que existe entre as organizações que não estão ligadas à câmara, e que vão organizando actividades culturais, e o que a câmara faz é só o facto de aquelas darem a conhecer a todos os que possam estar interessados em participar enquanto que a câmara se limita a usar o Facebook para divulgar essas suas realizações. A Casa da Cultura e a forma como está a ser posta em prática a "política" cultural da câmara está assim a criar desigualdades  que não fazem sentido, Hoje, que se sabe que o acesso aos espectáculos da Casa da Cultura são apenas destinados a alguns, reconhecemos razão aos que criticaram esta forma de agir e de fornecer de forma gratuita as entradas. Ainda que cobrassem uma entrada simbólica - que levaria que a muitos não açambarcassem os bilhetes - e a destinassem a instituições que precisam de apoio, teria sido uma solução mais equilibrada e justa.


Munícipes especiais

Antes do dia do concerto do Zambujo, a informação que foi dada pela câmara foi a de que estava com lotação esgotada. Sabíamos que os vereadores não tinham bilhetes. Eles próprios se queixaram a várias pessoas desse facto. Qual a nossa surpresa quando vemos que a primeira fila ficou reservada para os vereadores! A câmara encarregou-se, mesmo depois de tudo estar reservado, arranjar lugares para os eleitos bilhetes (que custaram, cada um, a todos os munícipes 35 euros) que não disponibilizou para os que os elegeram! Alguns munícipes viram as reservas serem canceladas para dar lugar aos VIPs! Deve ser este o conceito de igualdade que alguns apregoam. Apesar de todos os lugares terem sido reservados pelos que tiveram informação atempada, nos quais nos incluímos, a câmara deu o dito pelo não dito e arranjou lugares para aqueles que, pelo que dá para ver, serão merecedores de um tratamento diferenciado em relação a todos os demais munícipes. Até seria entendível que fossem reservados bilhetes para os eleitos não fosse o facto de eles apenas terem sabido que já não tinham entrada quando isso foi publicamente dado a conhecer. De uma forma milagrosa, o Vítor conseguiu arranjar lugares na primeira fila para aqueles que nada fizeram para ter lugares senão o facto de terem sido eleitos. Mas, para agravar, não foi apenas para eles! Também as não eleitas tiveram direito a lugar na primeira fila! Vale ou não vale a pena ser vereador? A forma como o pelouro da cultura se comportou neste assunto levaria a que, se tivessem vergonha, viessem pedir desculpas aos munícipes que ficaram na rua pela forma como fizeram com que uns ficassem na rua para arranjarem bilhetes para os munícipes especiais, os eleitos. A sorte que têm é que a generalidade dos munícipes que ficou na rua não sabe que aquela fila, a primeira, foi arranjada à última da hora para que os eleitos não ficassem na rua. Que têm eles a mais que todos os outros munícipes? Será que os que lá estiveram conseguiram apreciar o espectáculo, mesmo sabendo que estavam a ocupar o lugar de munícipes. Se conseguiram é porque são mesmo munícipes especiais! Numa altura em que se fala muito no Sócrates, vale a pena pensar nas contrapartidas que por cá são conseguidas, seja com descontos, seja com lugares especiais! Foi, no entanto, uma forma inteligente de fazer calar a oposição. Deram-lhe lugares e agora eles não poderão levar o assunto para ser discutido porque foram eles os beneficiados.


Teoria da cabala

Sendo inevitável falar-se no assunto do dia, lemos já muita coisa. Uns a favor, outros contra. Uns com umas explicações, outros com outras. Uns felizes, outros tristes. Todos têm opinião e todos querem mostrar saber mais do que realmente sabem. O que ainda não lemos foi alguém defender a tese da cabala organizada para impedir que o Sócrates estivesse presente nas comemorações do Dia Nacional do Engenheiro que estão a decorrer por causa das dúvidas que existem em relação à sua licenciatura! Já passaram 24 horas e parece que não há mais nada a acontecer. Já cansa!


Para emoldurar



















Última hora

As notícias que hoje vão encher os noticiários e os jornais terão a ver com a detenção do Sócrates e das buscas e detenções que foram feitas na empresa que foi considerada como a "empresa do regime" no tempo em que Sócrates mandava. Quando ouvimos o que estava a acontecer lembrámos do que aconteceu há já uns meses por causa do assunto da Resinagem. Nessa altura a CDU falou nas relações que existiam entre a empresa que construiu a Resinagem, o PS e a câmara. Isso motivou uma queixa no Ministério Público. Ficou-se com a ideia de que haveria mais do que se pensava. Hoje que o ex-Primeiro Ministro é notícia e aquela empresa também o é, lembrámos que nunca mais ninguém soube de nada sobre aquela queixa. Já terá havido decisão ou está tudo ainda sobre investigação? Seria interessante que fosse dado a conhecer o que se passa em relação a esse assunto. Não que suspeitemos de alguma coisa mas, se a CDU achou que havia fundamento para fazer uma queixa, parece-nos que seria bom, para todos, que se soubesse como estão as coisas não vá alguém começar a fazer ligação entre o que se está a passar hoje e o que levou a que fosse apresentada a queixa!


Injustiça

Diz-se que a justiça é cega e que os pratos da balança estão sempre equilibrados. Em teoria deveria ser assim mas a realidade é que da teoria à pratica vai uma longa distância. O espectáculo que hoje à noite vai aqui ter lugar fez-nos pensar na justiça da decisão que foi tomada. As criticas têm-se feito ouvir por todos os lados. Todos aqueles que sentem que não tiveram conhecimento ou que sabem que os bilhetes se esgotaram no primeiro dia que foram disponibilizados reclamam. Parece ser evidente para todos que a ideia de trazer cá um cantor de renome, podendo ser boa, trouxe com ela injustiça. Injustiça pelo facto de não ter sido dado a conhecer com tempo; injustiça porque iremos todos pagar muito dinheiro para que cerca de duzentas e cinquenta pessoas possam dele usufruir; injustiça porque a câmara proporciona um espectáculo gratuito sem pensar que isso leva a que as casas que vivem da noite e que têm que cobrar a quem a elas vai, para poderem sobreviver, irão ter alguma dificuldade em explicar porque é que eles cobram se a câmara dá espectáculos à borla; injustiça porque, dispondo a câmara de outros locais para onde poderia ter transferido o concerto, manteve a teimosia de o fazer num local que não alberga todos os que poderiam querer assistir. O concerto que a câmara hoje proporciona a um punhado de pessoas é assim repleto de injustiça. No fim irão dizer que foi um sucesso e que a câmara está a ter um bom desempenho na cultura. A questão que fica por responder é se a cultura é isto, a criação de desigualdades e utilização menos adequada dos recursos que a câmara tem à sua disposição! O vereador com responsabilidade nesta área não sai glorificado por ter insistido numa decisão que vem rodeada de injustiça para todos aqueles que cá vivem. Se a Casa da Cultura serve para criar desigualdades, quase que faz pensar se não valeria mais que se mantivesse fechada! A decisão de manter o concerto nestes moldes, vinda de quem diz defender os mais desfavorecidos, parece não ter sido tomada tendo essa premissa em mente. Mereciam que logo, à porta da Casa da Cultura, estivessem todos aqueles que queriam assistir ao espectáculo mas não tiveram bilhete para ver se os que mandam, e que por certo irão assistir, passariam de cabeça levantada!




As subvenções

Quem agora der uma vista de olhos pelas redes sociais, fala-se muito sobre o facto do PSD e PS, com a ajuda do CDS, terem aprovado a suspensão das subvenções vitalícias para os titulares dos cargos políticos. Não conseguimos entender qual é o espanto e o porquê de tanta indignação! Não estavam à espera que os três partidos decidissem nesse sentido? Se não estavam podem considerar-se ingénuos. Os três partidos que governam o país, em regime de rotação, são a mesma coisa, mudando apenas o nome e os protagonistas. Os que pertencem aos três partidos e que votaram esta medida são apenas farinha do mesmo saco. Temos alguma curiosidade para saber se para a semana virá um qualquer artigo de opinião, de um dos que votou esta medida e que é infelizmente aqui da terra, a defender esta decisão. O mínimo que se espera é que o faça porque aqueles que nele votaram por certo que terão muita curiosidade em saber para que serviu o seu voto. Desta vez optámos por não usar imagem porque seria difícil conseguir colocar uma que traduzisse o que pensamos dos que votaram a medida. Ainda pensámos por a de um balde para nele colocar as imagens dos deputados mas não conseguimos encontrar um com tamanho suficiente para nele por tanta ..., tanto conteúdo malcheiroso!


Politica cultural?!

Com todo o respeito que merecem aqueles que fazem da vida a música, quando lemos que iria ser realizado aqui um concerto com "instrumentos" musicais que não são nem mais nem menos do que o que podemos encontrar numa casa de banho, não conseguimos deixar de esboçar um enorme sorriso. A primeira ideia que nos surgiu foi a de que estaria a ser organizado aqui o concerto para ter um pouco a ver com o tipo de politica cultural existente, muito próxima daquilo para o que aqueles "instrumentos" servem. Apesar da Casa da Cultura estar com ocupação aos fins-de-semana, não se nota que exista mais do que isso. A terra continua a estar sem uma politica cultural que possa servir de referência. Apesar deste executivo estar já há mais de um ano em exercício de funções, não se pode dizer que tenha sido criado um evento que seja algo que permita colocar a terra no calendário das actividades culturais. Há uns meses houve as festas da cidade que trouxeram muita gente mas que não mais se soube se é evento para continuar ou se foi apenas um caso único. Não existe um calendário minimamente delineado e que tenha sido dado a conhecer aos munícipes. Em relação à Casa da Cultura, não se sabe nada senão o que vai acontecer este mês. Nem uma palavra sobre se vai haver ou não cinema; como vai ser depois de Janeiro, quando os espectáculos forem pagos; quem os vai organizar e, acima de tudo, o que está previsto. Continua a ser feita uma gestão que em pouco ou nada se diferencia do que existia antes. Uma gestão do dia-a-dia, sempre sem perder terra do horizonte. Os "concertos de esgoto" são por isso ajustados a uma politica cultural de ...




Um ser repugnante e um fadista

Carlos do Carmo já recebeu o Grammy. Goste-se ou não da forma como canta, e nós adoramos, é impossível ficar-se indiferente a este prémio. Apesar de vivermos num país que nos explora até ao tutano, quando estamos fora são cantores como este que nos fazem sentir saudade deste rectângulo tão mal tratado. Aquela coisa que ocupa o lugar de Presidente, que como pessoa não nos merece qualquer espécie de respeito ou consideração, decidiu não reconhecer o fadista nem lhe atribuir qualquer espécie de galardão. Fê-lo a todos os que sabemos que afundaram o país, tal como ele, mas a este não. Como muitos, sentimos vergonha quando temos que dizer que aquela coisa é quem representa o país e todos os que aqui vivem. A nós não representa. Ele consegue, no entanto, ser o ser que, quando pensamos nele, mais nos repugna. Não conseguimos desejar mal a ninguém mas àquela coisa não conseguimos desejar bem. Uma coisa é certa, se daquele ser repugnante a história pouco contará, do fadista fica o reconhecimento internacional.





O "nosso" grammy





Esgotado! Grande novidade!

Ontem a câmara deu a conhecer que o concerto para o Zambujo está esgotado! Grande novidade! Sabe-se há muito que está esgotado desde o dia em que os bilhetes foram disponibilizados. Vir agora a câmara dar essa informação é mais ou menos como estar a gozar com aqueles que quiseram ir e não foram já a tempo. De uma forma que é incompreensível, os que mandam fizeram ouvidos de mercador aos muitos que têm vindo a queixar-se de não lhes ser dada a possibilidade de assistirem ao espectáculo. A teimosia de manter o espectáculo limitado a uma mão cheia de pessoas é demonstrativa da incapacidade de reconhecerem que poderão não ter decidido de forma adequada a realização daquele espectáculo. Apesar do argumento que o Álvaro usou de que não podem organizar eventos a que todos possam assistir, esperava-se que os eventos pudessem ser organizados à medida dos que poderão ter interesse em assistir. Poderão no final até dizer que trouxeram cá um artista que está na moda mas poderão dizer que criaram as condições para que o espectáculo fosse acessível a muitos? Não nos parece. Uma coisa é certa, será com os impostos de todos que alguns irão poder assistir ao concerto. Sabendo-se que o Vítor era um dos que não tinha bilhete, será que já conseguiu arranjar um cantinho onde se sentar?




De novo a sirene

Há pouco ouvimos de novo a sirene dos bombeiros. Longe vão os tempos em que ela tocava apenas quando havia situações graves e em que era preciso chamar muitos voluntários. Hoje em dias ouve-se com maior frequência. Pelo que conseguimos saber, isso deve-se a existirem menos bombeiros já que alguns terão saído por algumas divergências internas. Desde as chefias até aos menos graduados, eles têm vindo a afastar-se, daí a necessidade de mais e mais vezes terem que ser chamados os que ainda existem pelo toque da sirene. Mas este toque de sirene fez-nos recordar que a semana passada houve reunião na corporação. Pelo que pudemos apurar, foi afirmado que quem anda a passar informação em relação ao que acontece dentro da corporação corre o risco de passar apertado. Palavras como "dá uns murros", que o que deu as informações (presumimos que referindo-se ao que aqui foi escrito) "é um m€4#%s" ou que "é um filho da p%$€$#" foram ouvidas. Ficou assim claro que aquela corporação funciona em sistema corporativo! Com as eleições quase à porta, estamos curiosos em saber se irá apenas aparecer uma lista e se, até lá, haverá ou não mais alguns desenvolvimentos.


Sem destaque

Durante meses, senão anos, ouviu-se que a remodelação da Casa da Cultura iria ser um dos factores de desenvolvimento do centro tradicional. Apesar de estar aberto há pouco tempo, não se nota que alguma coisa tenha mudado. Vamos esperar para ver! Há, no entanto, algo que nos parece que poderia ser mudado num curto prazo. Quem passa em frente àquelas duas obras no centro, à noite, o que vê é praticamente nada. Não houve o cuidado de colocar qualquer espécie de iluminação para os novos edifícios. Não existe um único projector quer para a Casa da Cultura quer para a Resinagem. Ao contrário do que se vê noutras terras onde os edifícios que podem ser considerados como emblemáticos ou de interesse histórico são iluminados de modo a poderem ser uma atracção mesmo para quem por eles passa à noite, aqui nada é feito. Quem ali passa não tem nada que que os motive a olhar quer para um lado quer para outro edifício. Quando este fim-de-semana passamos por algumas terras e vimos o cuidado que os autarcas têm nessa matéria lembramo-nos da falta que os que aqui mandam têm quanto a isso. As obras onde se gastou muito dinheiro não parecem assim ter nada que atraia sequer os olhares de quem ali passa. Pode-se gostar ou não do que ali existe mas não haver alguma coisa que lhes dê algum destaque parece soar a falta de cuidado.




Saída digna

Depois do muito que Governo tem feito, quase nos custa não criticar um dos que dele fez parte. Neste caso não podemos deixar de falar no Macedo. A sua demissão é um dos assuntos do momento e que mostra que há ainda quem tenha o que parece faltar a muitos. Com ou sem culpa no assunto dos vistos - e quanto a isso iremos esperar para ver o que dá, sem tirar conclusões precipitadas - a sua demissão não pode deixar de ser considerada como a mais sensata. Ao contrário de alguns sobre os quais impendem suspeitas de cursos inexistentes, de dinheiros mal explicados ou de relações perigosas com algumas pessoas menos recomendadas mas que mantêm a intenção de continuar na vida politica, ainda que seja como comentadores, governantes ou membros de instituições que gerem muito dinheiro, este assumiu a responsabilidade politica que tinha e que não descartou. Quando pensamos no que é o papel dos políticos, o que deveriam fazer e o que é a função para a qual foram nomeados ou eleitos, não conseguimos deixar de pensar naqueles que, por cá, vão fazendo da politica um hobbie que lhes preenche apenas o tempo que têm livre e que, ao contrário da posição que o Macedo teve, insistem em manter-se num lugar que não souberam honrar porque puseram, ao contrário do que disseram em relação à "causa pública" que cada um deve assumir, as causas pessoais à frente da pública e fazem da politica apenas uma forma de passar um tempo. Uns agem com dignidade, os outros agem por interesses pessoais que em nada ajudam aqueles que neles votaram.




Almoço com o fantasma

Apesar de não parecer, acreditamos que a Alexandra na sexta estaria assustada como se tivesse visto um fantasma! A manhã foi difícil e o almoço deverá ter-lhe  criado a ideia de que estaria sentada à mesa com um fantasma. Tudo isso porque à sua frente esteve sentado aquele que tem sido um quase um fantasma, o Logrado. Pois é, apareceu! Depois de umas semanas de ausência, deu sinal de vida e ocupou o lugar que tem deixado vago. Deverá ser pelo facto de andar por fora que se notou que está menos por dentro dos assuntos e o que antes se via nele, não se vê mais. Mas é normal que assim seja. Afinal, quem está fora tem sempre muita dificuldade em poder ter um desempenho que seja o que se poderia esperar. Agora vamos aguardar para ver até quando irá estar por cá. Acreditamos que haja já quem faça apostas!




Ameaça de prisão!

A reunião de ontem esteve ao rubro. Já nas últimas reuniões o ambiente não foi o melhor. O facto do Aurélio ter acusado os vereadores que têm pelouros de não darem respostas, de não entregarem os documentos e de não cumprirem com o que deviam, já antes tinha levado a Alexandra a ameaçar processar o MpM. Ontem o Aurélio nas explicações que deu não apenas manteve o que tinha dito como reforçou as acusações. Provavelmente entusiasmado com o artigo do Henrique, o tom das criticas foi elevado. Perante isso, a Alexandra perdeu as estribeiras e deu a conhecer que iria avançar com uma queixa contra o Aurélio. Para reforçar, o Álvaro pôs também essa hipótese! As acusações que tem feito e que têm aparecido no jornal cá da terra poderiam levar assim o Aurélio para trás das grades. Essa era pelo menos a intenção da Alexandra! Não fosse o Santos, num tom mais apaziguador - o mesmo que lhe tem valido algumas criticas por ser considerado como de passividade -, ter aberto a porta para que a Alexandra voltasse atrás sem parecer que estava a recuar em relação ao que disse que ia fazer e o assunto iria mesmo para tribunal. Tenha ou não o Aurélio exagerado nas criticas, torna-se difícil entender a razão de assumirem as criticas que são feitas em relação às suas acções enquanto vereadores como sendo ataques pessoais que possam dar origem a queixas no tribunal! Claro que poderá sempre ser entendido como uma forma de tentar calar a oposição. A ameaça de poder ser alvo de um processo em tribunal poderá ser usado como argumento mais eficaz para calar alguém do que os que deveriam ser a arma que os políticos deveriam usar: o argumento da razão. Não pensámos que o ambiente na câmara chegasse ao ponto a que ontem chegou mas a verdade é que nos parece que ultrapassou os limites do razoável, seja qual for o lado para o qual olhemos!


Jardim aberto, finalmente!

Muitas semanas depois da data prometida, eis que são retiradas as grades que impediam o acesso ao jardim. Numa terra dominada por jardins, é mais um. É a forma mais fácil de mostrar algum trabalho, apesar de pouco ou nada contribuir para o desenvolvimento da terra. Também não podemos dizer que vem dar qualquer espécie de dinamismo, porque um jardim só por si pouco faz, mas permite dar um pouco mais de beleza àquela zona. Desta vez, não podemos dizer que tenhamos encontrado isto ou aquilo de mal. Parece estar um espaço agradável e a questão que agora fica é por quanto tempo aqueles equipamentos irão permanecer sem ser vandalizados. A julgar pelo que aconteceu há bem pouco tempo, acreditamos que, infelizmente, não durem muito. Fica a esperança de que o estabelecimento ali existente possa virar uma das câmaras de segurança (que esperamos tenha) para o espaço exterior para que aqueles que apenas sabem viver com os bichos, para quem este tipo de equipamentos de lazer são mal empregues, possam sentir-se dissuadidos daquilo que tanto gostam de fazer. A câmara não poderá lá colocar um guarda as vinte e quatro horas do dia e sabe-se que a PSP pouco fará, ficando assim a esperança de que, agora que temos algo que não está feio, os que cá vivem saibam estar à altura.


Os vistos

Agora só se fala nos vistos dourados como se não fosse algo que se previsse há muito que era algo que poderia acontecer. É provável que a surpresa seja mais por, pelo que se lê, ter sido descoberto o que parece que se fazia do que pelo facto de acontecer. Só um ingénuo acreditaria que não existia este risco. Os cargos políticos e de algumas chefias são propícios a isso. De um modo ou outro há sempre uma tentação a que se cede, seja ela porque se recebe um favor, porque se recebe uma lembrança ou porque se consegue fazer um bom negócio. Os que são eleitos cedem de imediato à tentação de nomearem para seus assessores ou secretários aqueles a quem devem favores políticos ou por questões de interesse partidário. Que se veja o que aconteceu aqui na terra com as nomeações que foram feitas logo após a tomada de posse e entrega de pelouros. Escolhas feitas na base do pagamento de favores políticos - que permitem depois do tempo mínimo necessário no cargo uma ida directa para o IEFP e a seguir para a reforma - ou na base dos interesses partidários. Escolhas que foram feitas tendo em conta outros interesses que não os da competência. A diferença entre o que acontece com as nomeações feitas com base pressupostos que não incluem o da competência e os favores que se obtêm por inerência dos cargos que se ocupam é alguma mas não tanta assim.




Taxa turística

Temos lido o que se tem escrito sobre a polémica taxa de turismo que o Costa quer fazer aprovar em Lisboa e, depois do muito se tem falado, ficámos curiosos para saber se por cá, sendo a câmara maioritariamente da mesma cor partidária, iria ser implementada uma taxa semelhante. Lemos o orçamento do princípio ao fim e só quando acabámos é que percebemos que tínhamos estado a perder tempo! Não pensámos bem antes de o começar a ler! É claro que não poderia nunca ser criada uma taxa dessas aqui na terra porque o orçamento não pode contemplar rúbricas que iriam ter um valor igual a zero. O estado em que estão as praias têm estado no período balnear, a par de um uma total ausência de politica que esteja virada para a actividade turística, faz com que qualquer intenção de receber um euro que fosse com turistas que aqui viessem fosse pura perda de tempo. Nada existe que motive pessoas de fora virem cá. Nem mesmo com as obras concluídas, as que iriam ser a alavanca de desenvolvimento, se nota que haja algum crescimento. Curiosamente, hoje lemos a notícias da abertura de uma unidade hoteleira em S. Pedro no próximo ano. Quem avançou com a ideia é, sem dúvida, alguém com muita coragem! O estado de abandono a que S. Pedro tem estado votado faz com que só alguém muito corajoso possa aceitar correr o risco de abrir uma unidade hoteleira de raiz. Seja como for, aqui não haverá polémicas por causa de taxas aplicáveis a um turismo que não só não é desenvolvido como não existe. Mas não é de estranhar! Se não existe uma política para a cultura; se não existe política para o desporto; se não existe política para a indústria e comércio, porque haveria de haver uma para o turismo!


Patrocínios

Temos estado à espera para saber quais são as contas que irão ser apresentadas em relação ao evento do design. Estranhamente, as semanas vão passando e não se sabe ainda quanto custou. Também não será amanhã! Os benefícios já se sabem quais foram e são fáceis de contabilizar. Entre nada e coisa nenhuma, as contas são fáceis. Há, para além disso, uma coisa que ainda nos intriga. Há anos, quando foram os jogos olímpicos em Londres, via-se nas imagens de televisão o papel de um dos patrocinadores. Era carros iguais por tudo o que era sítio a transportar os membros da organização e até atletas. É esse o papel dos patrocinadores: patrocinarem de algum modo o evento, pondo à disposição dele o que eles têm. Quando olhamos para a página do DesigneCenter encontramos 3 patrocinadores, ou "sponsors" para ser mais fashion. Tendo nós estado presentes no evento, temos alguma dificuldade em perceber qual o papel de cada um e qual o patrocínio real que foi dado por eles. Tivemos entretanto conhecimento da forma como alguns foram "negociados" e a questão que não conseguimos deixar de ter é: o quê ou quem é que foi patrocinado? Quando por vezes vemos alguns dos que se sentam nas cadeiras do poder e vemos a forma como eles olham para os munícipes de um modo altaneiro, como se fossem Deus na terra, lembramo-nos destas coisas e do que vamos sabendo. Nessa altura, a vontade que dá é atirar uma pedra ao ar para ver qual a reacção. Entretanto vamos continuar a esperar para conhecer as contas do evento e poderá ser que aí consigamos perceber qual o papel de cada um porque, fora dele... bom, essa parte está percebida! Uma coisa é certa: quando nos cruzarmos com algum olhar altaneiro seguramente que não nos iremos esquecer de muita coisa! De repetente lembrámo-nos daquela expressão "tu sabes que eu sei que tu sabes que eu sei!".




Reunião atrasada!

Uma das maiores reclamações que se tem ouvido da parte de alguns vereadores tem a ver com o facto de a documentação ser-lhes enviada sempre em cima da hora. Apesar do argumento de que sempre foi assim, consegue-se entender que aqueles que não estão permanentemente na câmara, e são três, possam querer receber, com algum tempo, a documentação para que a possam analisar. Claro que se sabe que de pouco adianta que o façam uma vez que as decisões sobre cada um dos assuntos vai já tomada por parte daqueles que têm a governação. Ainda assim, ficaria bem que parecesse que as votações que são feitas são o resultado da discussão dos assuntos, recolhendo os contributos de cada um dos eleitos. Claro está que tudo isto é lirismo porque na prática acontece o oposto. Amanhã deveria haver reunião de câmara mas não vai ser assim! Acreditamos que o Álvaro tenha atrasado a reunião um dia para que não tenha que ouvir mais reclamações e dar mais um dia para os serviços, que só têm que fazer as 35 horas, possam ter tempo de enviar os emails. Desta vez cremos que os vereadores irão receber a tempo todos os documentos e na sexta, quando se reunirem, irão poder discutir o assuntos em pé de igualdade. O Álvaro até poderá estar com um sorriso de orelha a orelha por, por uma vez que seja, tudo correr como deveria correr sempre. Claro que, se mais uma vez houver reclamações, ficará por explicar a razão de ter sido atrasada a reunião, que nenhuma explicação tem na ordem de trabalhos. Por explicar está o facto de os munícipes nada terem sabido, com a antecedência necessária, sobre esta mudança! Os munícipes que poderiam ter interesse em assistir, e que organizaram a sua vida para estarem na reunião no dia normal, são assim surpreendidos com uma mudança repentina do dia! Nenhuma explicação está publicitada, apesar de estarmos em sétimo na transparência! Imagine-se que estávamos mais para o fundo da tabela!!! Mas que importa isso? O que conta são os interesses dos que se sentam à mesa! Assim até pode ser que os chatos dos munícipes que só os vão importunar não apareçam.


Estranho! (II)

Há uns dias escrevemos sobre o que tínhamos assistido quando necessitámos de uma ajuda dos bombeiros. Apesar da explicação que foi dada, fomos tentar saber mais sobre o que se passava. O que nos tinha sido contado não era exactamente o que tinha resultado da explicação. Fomos junto de outros membros da corporação tentar saber o que realmente se passava. O que nos foi transmitido correspondeu ao que ante nos tinha sido contado, desta vez com mais detalhes. Com muito receio de que pudesse haver represálias e sempre a coberto de muito pedido de sigilo - ao que pudemos saber, o clima que por ali se vive é tudo menos um de abertura - lá nos foi sendo contado que há bombeiros que, tendo conhecimento directo deste assunto, se calam perante esta e outras situações para não terem "problemas" e que o assunto raramente chega a quem manda. Pelo que nos foi contado, as gratificações que os utentes mais tarde vão entregar para o bombeiro A ou B (e não para a corporação) nunca chegam ao destino. São dadas indicações para que seja colocado na "caixa" e que, mais tarde, quando, ao A ou ao B, o utente diz que foi lá deixar a tal gratificação, ela não aparece. O ambiente que se vive na corporação é tudo menos saudável, apesar de haver alguma preocupação de que assuntos que dizem respeito aos bombeiros não venham para fora. Uma coisa foi assegurada, o descontentamento está instalado desde há muito e ficámos com a sensação de que muita coisa poderia ser resolvida se, quem manda, tivesse um contacto mais próximo, e talvez em privado, com os que andam no terreno e sentem este e outros problemas de perto. Claro que enquanto o medo dos "problemas" que poderão ter se falarem prevalecer, nada mudará!


Defender o indefensável

Hoje ouvimos, como é hábito, a crónica humorística que passa na TSF. O que foi dito fez-nos ir ler o editorial do jornal oficial do PCP, "O Avante". Nesse editorial as expressões "forças da reacção", "potências imperialistas", "imperialismo", entre outras, faz-nos retornar a um passado que pensávamos que estava ultrapassado. De uma forma quase surrealista, aquele editorial quase que defende a existência do muro, procurando chamar a atenção para outros muros - não menos vergonhosos - que vão sendo construídos sem conseguir reconhecer a vergonha que foi a sua construção, antes pelo contrário, defendendo-a. A incapacidade de se actualizarem parece ser uma constante e a forma como o partido vai tentando justificar o injustificável mostra que não conseguiram ainda dar o salto para os dias de hoje. Quem perder cinco minutos a ler aquele editorial ficará com a clara noção de que, para os comunistas, o erro esteve não na construção do muro, que foi construído com "carácter defensivo", mas na sua destruição. Defender o indefensável faz com que se caia no ridículo.




Porta das traseiras

Os grandes actores e artistas sabem quando é o momento certo de sair de cena. Essa é uma das características que distingue aqueles que sabem estar e os que vão tentando manter-se, mesmo quando já todos começam a achar que o espectáculo já devia ter terminado. É isso que distingue os que saem pela porta da frente e os que saem pelas traseiras! Quando olhamos para o que tem sido o percurso de um dos vereadores, não conseguimos deixar de achar que o momento da saída de cena poderia ser equacionado para breve. Sabe-se que é o vereador que mais ausente está. Sabe-se que nunca se sabe quando irá aparecer. Sabe-se também que a sua ausência defraudou todos os que nele votaram. Ainda que se possa tentar defender a ideia de que o que contava era o movimento independente, é indiscutível que os votos foram para ele. Não é por acaso que o movimento teve uma votação muito aquém da que eles afirmavam ir ter, tal era a falta de confiança que os demais eleitos mereceram. A sua ausência até poderia ser entendida se isso não limitasse a acção dos que o substituem. Ser-se suplente num executivo camarário, sempre à espera que na próxima reunião possa já não estar, não apenas é desmotivante como faz com que não se possa ter um desempenho total. A João, por muito boa vontade que tenha, é apenas uma suplente que vai mantendo a cadeira quente até ao dia que o que foi eleito se digne aparecer. É por isso que nos parece que, por respeito pelos que votaram no movimento independente, por respeito pela vereadora suplente que vai preenchendo as faltas e, acima de tudo, para que possa sair pela porta da frente e poder até poder ter aspirações para umas futuras eleições, este seria o momento certo para por um ponto final nesta novela do entra e sai. Um pai sabe quando largar os filhos para que sigam a sua vida. Sendo o Logrado o pai do + Concelho, parece-nos que estará na altura de permitir que os que ficaram cá a apanhar os cacos possam ter a porta aberta para voarem sozinhos.


Esticar o tempo

Depois de pensarmos nas faltas do Logrado às reuniões, fomos dar uma vista de olhos às reuniões deste ano e foi interessante ver a forma como, de artificio em artificio, foi sendo encontrada forma de tentar contornar a exigência de, sempre que há faltas superiores a 30 dias, ser suspenso o mandato de um vereador com motivo justificado e fundamentado. A contar do dia 6 de Fevereiro, o Logrado esteve ausente 57 dias; do dia 30 de Abril, esteve ausente 49 e do dia 17 de Setembro esteve, até à última reunião, 46 dias. Na reunião que teve lugar no dia 7 de Março, o Logrado fez-se substituir pela João para além do período de substituição que havia indicado (que terminou no dia anterior). Destes períodos de ausência, nuns casos indicou a substituição por 30 dias, e por um mês, e completou o restante em falta com pedido de suspensão por 15 dias. Os pedidos de suspensão tem sido exactamente iguais aos de substituição, ou seja, sem que seja apresentado um pedido "devidamente fundamentado" mas uma simples alegação de que não lhe é "possível estar na área da autarquia", sem justificação. Ou seja, o que deveriam ter sido pedidos de suspensão de mandato, têm sido um misto de substituição e suspensão, parecendo não existir diferença entre um e outro! Este esticar do tempo ainda que possa não ir contra as leis, e isso apenas o gabinete jurídico da câmara poderá dizer, tem uma aspecto ético que vai contra o que se poderia esperar. Quem votou no movimento que o Logrado encabeçou dificilmente conseguirá achar que está a ser cumprido tudo aquilo que foi dito durante a campanha. É, aliás, o que se vai ouvindo por aqueles que sentem que o que foi dito não corresponde ao que está a ser feito!


As faltas

Quem tem assistido às reuniões de câmara tem notado que, como era previsível, o Logrado nunca mais lá pôs os pés. Com pedidos de suspensão uns a seguir aos outros, tem sido a João quem tem assegurado a representação do movimento independente que prometia mudar o concelho. Não tem sido isso que se tem visto. É quase como se notasse a sua presença. Claro que as reuniões perderam algum do furor que tinham quando ele estava presente e é capaz de ser por sentir falta disso que o Vítor agora quer saber se esta sucessiva suspensão de mandatos está ou não de acordo com o que a lei permite. Claro que se sabe que o que irá ser respondido é que a suspensão é possível desde que comunicada ao Álvaro e seja justificada. É óbvio que o Vítor não está com saudades nem a pedir que ele volte e é provável que na base do pedido que fez exista algum fundo de razão. Pelo que se tem assistido e pelo que se lê nas actas, o Logrado tem-se limitado a dar a conhecer que está fora do concelho, indicando que será a número dois a substituí-lo. Esse é um motivo justificativo para a ausência. A questão que poderá estar na base do pedido, e sabemos que o Vítor não estará a fazer o papel de ingénuo, será o facto de poderem não estar a ser enviados os justificativos da ausência. Se é verdade que basta uma comunicação escrita, não deixa de ser necessário que a razão da não comparência seja justificada com documento que comprove o facto que é invocado. As sucessivas substituições por motivo de ausência poderão levar a que o mandato do Logrado possa estar em causa assim como as próprias reuniões de câmara se, como parece ser o caso, as faltas não foram comprovadas. Podendo parecer que o Vítor está a fazer o papel de gatinho, na realidade, por trás desse aspecto poderá estar mesmo um tigre.




On / Off

Ontem vimos parte do programa que discutiu o direito a morrer com dignidade. Já há uns dias tínhamos lido sobre uma doente que quis por termo à vida de forma digna e a hipocrisia que existe naqueles que por cá mandam e se dizem contra esse direito. Vivemos num estado onde a eutanásia não é permitida mas onde se tem que esperar meses para fazer um exame que pode salvar a vida e que, quando é por fim realizado, já pode ser tarde. Vivemos num estado que não permite a eutanásia mas que literalmente condena à morte aqueles que precisam de cuidados médicos. Até entenderíamos que o Estado e alguns defensores dessa ideia pudessem manter a posição de ser contra se se permitisse que todos os que necessitam de tratamento pudessem ter a ele acesso, quando dele necessitam. Não vimos equipados à nascença com um botão on/off mas continuamos a ter um sistema de saúde que nos instala esse botão no momento em que temos o azar de nascer neste malfadado país, com a característica de que são eles quem controla o botão. Pelo que se pode ler, fomos o primeiro país a abolir a pena de morte mas continuamos a permitir que ela, de uma forma quase criminosa, se mantenha pela mão da falta de atendimento atempado que existe. Sendo um problema que muitos sentem na pele, apercebemo-nos mais dele quando sabemos que há casos urgentes que são atirados para daqui a uns meses. Quando durante o fim-de-semana lemos sobre a preocupação que o Ministro da Saúde mostra ter em relação aos que estão internados, quase nos dá vontade de lhe perguntar por todos aqueles que, não sendo vítimas de um surto, caminham para uma situação bem pior mercê da ausência de cuidados que deveriam ser um direito adquirido. Não assistimos a todo o programa mas sabemos que enquanto o assunto se vai discutindo há quem vá sofrendo porque infelizmente somos quase todos demasiado brandos com os que mandam para exigirmos sermos tratados com dignidade. Se é verdade que temos o que merecemos, há muitos que mereciam bem mais do que lhes é permitido ter.


Só à cavacada!

Disse hoje o Cavaco: "O que eu espero e penso que é o que de melhor poderia acontecer para Portugal neste momento era que se evite o desmembramento da empresa. Eu penso que é legítimo, apesar de se tratar de uma empresa privada e brasileira, é legítimo, pelo menos, fazer uma pergunta: o que é que andaram a fazer os acionistas e os gestores desta empresa. É, pelo menos, esta pergunta que os portugueses têm o direito de colocar". A resposta parece ser simples (não fosse o facto de ele poder já andar a esquecer-se): andaram a ser condecorados por Sua Excelência pelo "excelente" trabalho realizado! Mas disse mais: "Quando um país compra ao estrangeiro muito mais do que aquilo que lhe vende, a diferença tem que ser financiada ou por empréstimos ou pela entrega de ativos que nós possuímos e no passado nós acumulamos grandes desequilíbrios externos". E quem deu uma ajuda enorme para que assim fosse, senhor Presidente?


E decisão?

Ainda às voltas com o orçamento e o que foi aprovado, houve algo que nos chamou a atenção. sabe-se qual foi o resultado que foi publicado. Sabe-se que as obras que são feitas pela câmara têm que ser aprovadas em reunião onde o assunto seja debatido e aprovado. Pelo que se sabe, o assunto das obras que foram dadas como tendo sido as vencedoras da votação do OP ainda não foi a reunião de câmara. Significa que ainda não houve coisa alguma que ratifique a votação e que dê o que foi anunciado como sendo definitivo. Estranhamente, as duas obras vêm já na proposta de orçamento que foi aprovado como sendo um dado adquirido! Ou seja, ainda antes de ter aceite a votação e de o assunto ter ido a reunião de câmara, já é assumido como assente na proposta de orçamento. Os vereadores não tiveram ainda oportunidade de tomar posição sobre o que foi o OP e a forma como decorreu a votação, o que apenas poderá acontecer quando ao assunto for a reunião de câmara, mas, quando se lê o orçamento, conclui-se que já está decidido que as obras a realizar são as que foram anunciadas! Claro que se sabe que quando o assunto for a reunião de câmara a maioria irá fazer como se tudo tivesse corrido normalmente e que a ratificação é apenas uma formalidade. Ainda assim, não deixa de ser estranho - ou talvez não - o assunto não ter passado por reunião de câmara. Evidentemente que agora também poderão dizer que já não é necessário ir porque as obras já estão previstas no orçamento, este foi aprovado e, como tal, todo o processo do OP foi assim ratificado!




Decidido antes de aprovado

Sabe-se que o orçamento de uma câmara tem que ser aprovado até ao final do mês de Outubro. Se não o for, a câmara passa a estar numa situação de ilegalidade. Este ano, como nos anos anteriores, o prazo não foi mais uma vez cumprido. O orçamento foi apenas aprovado em reunião que teve lugar no dia 3, segunda-feira. Quando se pensa no orçamento, a ideia que fica é a de que aquele é um documento que tem que ser discutido e aprovado pela câmara. Com votos contra e votos a favor, o orçamento foi aprovado na segunda-feira para que possa a seguir ser votado na Assembleia Municipal. Depois de lermos as afirmações do Álvaro ficámos sem perceber a razão de ter sido discutido o assunto na segunda-feira quando na sexta anterior a proposta de orçamento já tinha sido enviada ao Telmo! Antes mesmo de ser aprovado, já o presidente da mesa da Assembleia o tinha! Fica claro que a aprovação do orçamento em reunião de câmara mais não foi do que uma formalidade que tinha que ser cumprida, apesar de de nada adiantar ter-se perdido tempo a discutir o que já estava decidido! Apesar disso, o Álvaro considera que tudo foi feito de forma regular e que não há qualquer incumprimento. O orçamento estava assim decidido mesmo antes de ter sido aprovado. Uma vez mais ficou claro que as reuniões de câmara são meros actos formais que têm lugar porque a lei assim o exige porque, na realidade, tudo o que vai para ser decidido já o está antes de lá chegar.




O estado das tendas

Acabámos de chegar do mercado. Não porque tivéssemos que ir lá fazer compras mas fomos dar uma vista de olhos ao estado em que o mercado se encontra. Para uma "obra" temporária, não está mal. Recordamos as criticas que à data foram feitas à decisão do Barros mas a verdade é que não foi ainda encontrada solução melhor. Ao passarmos junto  de algumas bancas ficámos a pensar qual seria a posição que seria tomada pelos que conduzem as inspecções. Claro que se sabe que agora os inspectores não saem a menos que haja denuncia, já que não têm verbas para poderem andar por aí como até à pouco tempo, mas que aconteceria se eles por la aparecessem? Há quem diga que as tendas ali estão em situação ilegal e que a sua manutenção naquele sitio poderá trazer problemas para a câmara e para quem manda. Quando o mercado funcionava onde hoje está um edifício que não sabe bem para que serve, houve quem tivesse chamado os inspectores. Teriam os que mandam na câmara coragem para o fazer? Quando por lá andávamos lembrámos do Atrium e de como o Álvaro conseguiu o apoio do partido deixando a obra de fora dos planos da câmara. Provavelmente nunca se virá a saber que interesses existiram à volta dessa obra mas que temos muita curiosidade em descobri-los, isso não podemos negar!




Transparência ou opacidade

Hoje pode ler-se que a câmara ficou classificada no sétimo lugar no índice de transparência. Quem fez essa classificação foi uma organização não governamental que baseou a análise na "informação disponibilizada aos cidadãos nos seus web sites". É sempre bom quando estas notícias surgem. Há que reconhecer que a informação que tem vindo a público é mais frequente do que há uns meses atrás. Até a disponibilização das actas das reuniões está a ser feita com uma maior proximidade da data da sua realização. O site da câmara é actualizado com maior frequência, disso não há dúvida. Há, no entanto, algo que nos parece que não foi avaliado, já que isso não pode ser feito pela informação que se retira do site da câmara. Isso tem a ver com o tempo de resposta aos munícipes. Quem vai às reuniões de câmara apercebe-se que aqueles que lá vão colocar questões são quase sempre os mesmos e as perguntas são sempre as mesmas. É frequente ouvir-se reclamações de que as respostas não são dadas, apesar de ser sempre dito que o são. De reunião para reunião, há assuntos que parecem ir-se arrastando no tempo, como que se existisse alguma esperança que o esquecimento possa ganhar. Transparência passa também por os munícipes terem resposta às dúvidas e às perguntas que vão colocando e, nessa matéria, parece-nos que se o índice de medição tivesse isso em consideração, a posição em que a câmara ficaria poderia ser claramente pior do que a que ficou. Se há transparência na informação que a câmara quer dar, naquela que os munícipes precisam de ter parece existir muita opacidade!


A relva já cresceu!

O jardim perto da Junta de Freguesia era para estar concluído, segundo o Vicente, em finais de Agosto. Em meados do mês passado, o Vicente afirmou que "está à espera que a relva cresça para abrir ao público". Hoje passámos por lá e ficámos todos contenstes! A relva já está crescidinha! Desde a data prevista até hoje passaram já mais de dois meses. Tendo em conta as últimas afirmações conhecidas, acreditamos que agora não haja mais impedimentos para que a rede se mantenha e o jardim possa finalmente ser aberto ao público. De hoje para a frente, iremos estar em contagem para vermos quanto tempo mais irá estar aquele espaço por abrir, sabendo-se que o que estava a condicionar a sua abertura está já em condições de ser cortado!




De novo o Mercado

Depois de lermos o orçamento para o ano que vem e de se saber que a possibilidade de vir a ser construído um mercado até ao final do mandato é muito remota, pareceu-nos, juntamente com outras pessoas preocupadas com o assunto, que seria o momento de trazer o assunto de novo para discussão. Criou-se uma petição, com o texto que incluímos abaixo, e um grupo no Facebook. A ideia será podermos todos discutir as alternativas, na esperança de que haja quem possa sentir vergonha do que temos. Merecemos mais do que o que nos tem sido dado.

A Marinha Grande tem o mercado instalado há anos em tendas. Há anos foram construídas instalações destinadas a nelas se instalar o mercado que foram abandonadas. Até hoje tem-se falado muito no mercado, sem que se tenha passado a uma fase de concretização. A construção de um mercado implica um esforço significativo por parte da câmara, sendo que a obra apenas poderá ser realizada caso sejam obtidos fundos comunitários. Até hoje não foi dada oportunidade aos munícipes de se pronunciarem sobre as alternativas, designadamente no que diz respeito ao aproveitamento das instalações que foram abandonadas ou pela opção de fazer instalações novas. A câmara já adoptou o orçamento participativo, reconhecendo a importância de dar voz aos munícipes em alguns assuntos. É o momento de permitir que os munícipes se possam pronunciar sobre o mercado. A câmara deverá submeter a questão do mercado a uma consulta popular, comprometendo-se a respeitar a decisão que vier a ser tomada. A câmara deverá permitir que os munícipes se pronunciem sobre a possibilidade de ser aproveitadas as instalações do Atrium ou se deve ser construído um mercado novo. Se concorda que devem ser consultados os munícipes sobre o futuro mercado, subscreva a petição para que possa ser remetida ao Presidente da Câmara e Presidente da Mesa da Assembleia Municipal.



"Não é meu patrão"

Há quem defenda que os que se candidatam a lugares na câmara são, na sua maioria, pessoas que não conseguiram singrar no sector privado ou que não conseguiram mostrar a sua autoridade por falta de capacidade e procuram, com o cargo para o qual conseguem ser eleitos, preencher o vazio que sentem em relação ao poderem mandar em alguém. A semana passada não conseguimos deixar de sentir isso! Quando eles falaram no assunto da rotunda do Atrium, o Vicente sentiu que estava a perder autoridade e, para arrumar o assunto sem mais discussão, saiu-se com a afirmação de que "o senhor não é meu patrão". Fez-nos lembrar a cena do "Padrinho" em que todos tinham que venerar o chefe da família, ainda que ele fizesse asneira! Esta simples afirmação mais não é do que a demonstração de que ali, alguns dos que têm pelouros, sentem que são donos e senhores da câmara, não aceitando que possa haver quem tenha opinião contrária. Se é verdade que na câmara nenhum vereador é patrão de qualquer outro, não é menos verdade que em democracia os "patrões" são quem os elege e os eleitos são meros executantes do mandato que lhes foi conferido. Muitas vezes parecem esquecer isso e tudo vai sendo feito como se eles fossem efectivamente os "patrões". Esquecem-se que a grande maioria dos que são eleitos o são exactamente porque não passaram pela fase de serem "patrões" e de terem mandado em alguém, com competência. O cargo que ocupam decorre das escolhas partidárias e não tanto porque tenham sido escolhidos pelas provas que deram da sua capacidade de gestão. O resultado está à vista! 


Estranho!

Esta semana aconteceu algo de muito estranho! Não, não vimos nenhum porco andar de bicicleta nem um político cumprir as promessas eleitorais! Foi algo diferente. Tivemos que recorrer ao serviço dos bombeiros. Andar de ambulância, por mais cómoda que seja, é sempre desagradável. Fomos bem tratados por quem nos transportou e, no final, quisemos ter uma atenção com os que nos transportaram. Apesar de pouco, quisemos deixar algo como forma de reconhecimento. Foi aí que percebemos que o nosso gesto não teve a receptividade que, em condições normais, deveria ter. Foi aí que percebemos que as "gorjetas" que são deixadas para os membros da corporação não lhes estão a chegar às mãos! Pelo que percebemos pela conversa que depois tivemos, parece existir alguma coisa que está a fazer com que as "gorjetas" que muitos utilizadores habituais dos serviços dos bombeiros deixam, não estão a chegar a quem se destinam. Quando perguntámos se recebiam muitas lembranças como aquela que quisemos dar, a resposta foi a de que não sabiam quanto existia, se alguma coisa! Ficámos com a nítida sensação de que alguma coisa vai mal na corporação e percebemos aí o porquê de o gesto que tínhamos tido ter sido tão desvalorizado! Uma coisa parece ser certa, algo de estranho se passa!


Enganados

Quando há anos lemos o que Rousseau dizia, achámos que era apenas mais uma teoria de um pensador. A ideia de que defendia de que os homens nascem bons e é a sociedade quem os corrompe parece ter sido agora confirmada com o que se passa em Timor. Recordamos quando há anos acordávamos a ouvir a TSF com aquela musica de fundo, em emissão contínua, que durou enquanto houve problemas naquela ex-colónia e como nos sentíamos sensibilizados com o que se ouvia. Recordamos de, à semelhança de muitos, termos parado um minuto no sitio onde estávamos por Timor e de as rádios terem também parado a emissão. Recordamos de Lisboa ter parado para receber, como nunca tínhamos visto, um dos que lutou pela independência daquele país. Considerámos o Xanana como um homem bom, daqueles aparece um em cada século. Depois das notícias que têm surgido e do que se sabe que tem vindo a acontecer, sentimos que fomos enganados.