Vandalismo

Esta semana uns vândalos acharam que deviam dar largas aos seus "dotes" artísticos e fizeram uns desenhos mal feitos numa das paredes da biblioteca. Há os que acham que se deve criar um espaço para que os vândalos possam fazer as suas pinturas mas a generalidade das pessoas com bom senso não pode senão censurar o que fizeram. O que aconteceu não deixa de ser um pouco uma forma da câmara experimentar o veneno que tem deixado que se crie. Tudo isto acontece porque a terra está votada a um esquecimento e toda aquela zona é, depois dos serviços da câmara encerrarem, um deserto. Não há policiamento nem quem ali passe. Aliás, por ali só passa de noite quem for a isso obrigado. Não admira que os que nada melhor têm para fazer se ocupem a destruir o que é de todos. Agora, depois do mal feito, bem que a câmara poderá tentar apanhar os culpados! Será tempo e dinheiro que irá perder. Há, no entanto, algo que poderiam fazer para tentar evitar que algo do género se repita. Como se sabe que apenas há polícias onde estão colocados os parquímetros e a maioria dos locais onde eles estão colocados não tem carros, porque os condutores preferem estacionar em cima do passeio do que por uma moeda, a câmara poderia ali colocar uns dispensadores de bilhetes de estacionamento e assim iria ter a garantia de que a PSP iria ali passar mais tempo. A julgar pelo que se vê no resto da terra, será a única forma de ali haver policiamento!


Imagem que conta

A Resinagem tem sido classificada, por parte de quem manda, como sendo o elemento dinamizador do centro tradicional. Nesta altura em que muitos poderiam visitar a terra e que deveria haver uma atenção redobrada - não que os que cá habitam não mereçam o mesmo tipo de atenção -, ver que existe uma falta de cuidado com a manutenção do espaço interior leva a que se comece a questionar o que irá ser daquele espaço daqui a uns meses. Já que a câmara não parece estar atenta a estes aspectos e como se tem notado alguma preocupação por parte da Junta em fazer alguma coisa, poderiam entregar-lhes o serviço de manutenção daquele espaço. Pode também ser que o Vicente esteja à espera que aquelas ervas daninhas se transformem em árvores e aí já possa ter razão para actuar. Quem aqui vem passar férias fica, sem dúvida, com uma imagem de que ainda é preservado algum "verde" na terra, mais que não seja em jardins descuidados!


Parabéns

Acabámos de dar uma volta pela cidade. O que encontrámos foi um deserto. Deserto de gente, de movimento e de ideias para dar volta à terra. Encontrámos uns moços numa mota eléctrica que se nos atravessarem à frente e que podemos dizer que foi o ponto alto da noite Marinhense. Depois dizem que somos nós que criticamos tudo e todos por estarmos a ver a nossa terra a morrer a cada dia que passa. Deve ser erro nosso querer que algo mude mas, se o é, que assim seja porque passar num final de Julho, numa terça-feira, e podermos dizer que a única coisa que encontrámos, que nos anime, é a musica que toca no radio do carro é triste e mostra o estado de desprezo a que a nossa querida terra chegou depois de anos de governação incompetente. Amanhã, quando os senhores políticos acordarem, vão saber que estão a acordar numa terra que foi morta por eles. Muito provavelmente não deverão ter espelhos em casa porque, se os tivessem, não iriam ser capazes de sair à rua de cabeça levantada. Parabéns pelo que fizeram da nossa terra. Não mais será igual depois da vossa passagem pelo poder.


Regulamento para quê?

Quem teve oportunidade de ouvir os presidentes de Junta falar sobre os apoios que são dados às colectividades e associações, não pôde deixar de notar a sintonia que existe entre todos quando se fala em regulamentar a atribuição de subsídios. Todos foram unânimes em dizer que não é necessário nenhum regulamento para definir as regras que levam à atribuição de apoios às colectividades. À primeira vista isso poderá querer dizer que todos eles estão de acordo quanto à necessidade de apoiarem as associações nos eventos que vão organizando. Quanto a isso não temos dúvidas. A questão que mais uma vez se coloca, e à qual todos parecem querer fugir, tem a ver com a definição de critérios claros quanto à atribuição desses apoios. Não que se ponha em causa que cada um deles faz o que pode, que disso não se pode duvidar, mas parece-nos que seria importante para as próprias colectividades saberem com o que poderão contar. A gestão de dinheiros públicos deve ser feita com a maior transparência possível e isso leva a que não se deva ir pelo caminho da arbitrariedade e da análise casuística. Ainda que possam tentar tratar todos de forma igual, sempre haverá diferenças que poderiam ser evitadas. Se a câmara se rege por um regulamento (ainda que imperfeito, como o Vítor referiu), porque não deverão as Juntas fazer o mesmo? Mas nisso os presidentes estão de acordo o que leva a que, ainda que tenham todos afirmado que as colectividades não devem sentir que andam de mão estendida a mendigar apoios, quem está à frente dessas instituições não possa ter outro comportamento senão o de andar sempre a pedir. Tudo isto porque, pura e simplesmente, não há um regulamento definido que lhes permita saber, no início do ano, com o que poderão contar.


Amazónia II

Pouquíssimas são as vezes que conseguimos acreditar nos políticos. De quando em vez somos surpreendidos! Há uns dias passámos pelo Centro de Saúde e vimos o estado em que estava. Demos disso conta aqui. Hoje voltámos a passar e, qual o nosso espanto, encontrámos funcionários da Junta a cortar o matagal que ali existe. Não foi necessário andarem alguns a tentar mostrar-se para que a equipa da Isabel fizesse alguma coisa. Há que reconhecer quando as coisas aparecem feitas mesmo sem que seja na ânsia de protagonismo. Felizmente que não foi ninguém da câmara que começou a fazer a limpeza ou também as árvores estariam em risco. Às vezes é preciso tão pouco para que a terra possa tornar-se num local mais agradável para se viver que torna-se difícil perceber como não o fazem mais vezes.


Pensativos

Este fim-de-semana passou-se alguma coisa aqui na terra ou foram mais dois dias amorfos, sem nada que levasse a que alguém aqui viesse?


Tempos medievais

Em Leiria vai estar patente este fim de semana uma feira medieval. Numa altura em que há muitos que estão de férias, parece-nos ser lógico que possam ser organizados eventos que possam, de algum modo, trazer animação às cidades. Não apenas permite que algumas pessoas possam querer assistir como isso trará mais gente. O comércio agradece e as cidades que criam esses eventos conseguem ser reconhecidas pelo que fazem. Ainda pensámos que aqui poderia ser feito algo do género. A ideia de vermos o Álvaro ou o Vítor mascarados de acordo com a época seria algo que valeria a pena ver. Pensámos melhor e percebemos que aqui na terra não se justifica organizar uma feira medieval. Não que isso tenha a ver com o facto de não existir cá um castelo. Isso seria facilmente ultrapassável. A dificuldade que poderia existir em tentar recriar uma época medieval aqui na terra teria mais a ver com o facto de poucos irem conseguir perceber que o que se poderia estar a organizar era encenação! Apesar de ter vindo noticiado que teremos em breve uma Casa da Cultura aberta e que até está "alinhavado" um programa até ao final do ano, a verdade é que tudo não tem passado de afirmações que, como o vento, duram o tempo que conseguem permanecer na memória. A realidade é que aqui nada acontece. Nada se vê ser feito e nem mesmo o facto de aparecerem dois vereadores nos jornais, como se estivessem a fazer alguma coisa, quem aqui vive não sente que isso tenha qualquer correspondência com a realidade. Deve ser por isso, por estarmos ainda, em muitos casos, a viver em plena idade média que não surgiu a ideia de organizar isso aqui na terra. Ainda queria o Logrado fazer alguma coisa desse tipo! Para quê? Já todos sentimos isso no dia-a-dia!


Amazónia

Amazónia? Não! Apenas o Centro de Saúde. Ontem terminou a greve dos enfermeiros e, por causa disso, tivemos a curiosidade de passar pelo Centro de Saúde. Já há muito que não íamos lá e, qual não é a surpresa, quando vemos o que está na imagem! Há uns tempos ainda houve quem tivesse andado lá a cortar ervas mas como não se aproxima nenhum acto eleitoral, não há voluntários "pés-embora" não devesse ser apenas nessas alturas que as ideias devam existir. O que se vê naquele espaço não nos parece que tenha sido a causa da greve mas bem que poderia ter sido uma das reivindicações que poderia ter sido feita. O que é estranho é ter existido tanta vontade de andar a cortar árvores para que os peões não tivessem obstáculos, mas não se veja ali uma foice roçadora a desbastar aquele matagal! Quem está doente fica ainda pior ao ir àquele local e é estranho que a comissão de utentes que foi criada, e da qual fazem parte destacados políticos da terra, não tenha ainda feito nada em relação a este assunto! Mas é o que temos. O Centro de Saúde é assim e é assim que irá ficar apenas porque não há quem se interesse por aquele espaço.


Pedir demais

31 de Agosto foi a data limite que um empresário definiu para decidir se faz ou não um investimento de seis milhões de euros no concelho. Tudo isto porque, depois de ter tido uma reunião há três meses com o Álvaro, nada avançou. O empresário não consegue que a câmara integre a sua actividade como sendo uma actividade industrial e não poderá ser enquadrada no plano de apoio ao investimento. Está claro que o empresário está a querer mais do que é possível. Esperar que uma câmara decida alguma coisa em três meses ou que pense alterar o que está já definido é exigir demais! Esta coisa dos empresários acharem que as câmaras têm que andar ao seu ritmo não tem jeito nenhum. Há que ter paciência, esperar e deixar que os assuntos amadureçam. Que mania que algumas pessoas têm de acharem que três meses é tempo suficiente para que a câmara possa decidir alguma coisa. Claro que não chega. Três meses é quanto demora a começarem a pensar que devem pensar no assunto! Esta teimosia de esperarem da câmara mais do que é que possível leva a isto, incompreensão. A culpa é mesmo de quem não faz os seus planos de investimento no concelho a contar com a falta de colaboração por parte da câmara. Mas, afinal, são só seis milhões que não são investidos e uns quantos postos de trabalho que se perdem. Que é isso comparado com o poder ter que se alargar o apoio industrial a outros sectores ou esperar que três meses sejam suficientes para que haja respostas? Nada. Há mesmo que deixar que os investimentos não se façam; que a câmara amadureça as ideias e que cobre tudo o que pode cobrar porque, afinal de contas, a câmara não pode perder receitas!


Shhhh...

O que aconteceu a semana passada era, mais ou menos, esperado. O Álvaro mandou calar um munícipe quando ele quis intervir apenas porque ele não se tinha inscrito com, exactamente, 24 horas de antecedência. Mais uma vez coloca-se o formalismo à frente dos interesses dos munícipes. Claro que se entende que o Álvaro se agarre a um formalismo para não deixar falar o munícipe que mais intervém, mais questões coloca e até escreve no jornal! Acreditamos que a vontade que expressou na quinta-feira seja a que sempre tem, sempre que vê o seu nome na lista dos inscritos. Acreditamos que o munícipe possa agora inscrever-se já para todas as reuniões até ao final do ano, ficando assim com o problema resolvido e não havendo mais desculpa para que lhe possa ser tirada a palavra. Podendo até ter que ser dada razão ao Álvaro por não ter sido respeitado o prazo de inscrição, não deixa de ser estranho que se agarre à questão dos prazos para este assunto mas não tenha a mesma preocupação em relação ao prazo de resposta aos munícipes! Se há formalismo para umas coisas, deveria haver para outras. Se se exige dos munícipes que cumpram, deveriam dar o exemplo! Que o diga quem espera e desespera à espera de uma resposta por parte da câmara


Custo das festas

A câmara decidiu, a semana passada, pagar ao STIV. Todo o serviço que é prestado deve ser pago e a câmara decidiu a semana passada pagar pelo que foi feito no 18 de Janeiro. Dito assim pode soar mal mas nós explicamos. Há uns meses o STIV organizou a comemoração dos 80 anos da revolta do 18 de Janeiro. O programa consistiu no que alguns ainda se recordarão. Sete meses depois a câmara decide atribuir um "apoio" ao sindicato por aquelas comemorações! Cinco mil euros é quanto a câmara vai dar. Uns poderão dizer que é muito, outros acharão que é pouco; uns dirão que não tem lógica apoiar uma organização sindical, outros acharão bem empregue o dinheiro. Tudo depende da perspectiva que se tenha sobre o assunto. Há, no entanto, algo que não soa bem. Uma câmara dar um "apoio financeiro" a uma organização sindical, seja ela qual for, é mais ou menos como aceitar como correcto que uma câmara atribua um apoio a um partido político. As contas podem até estar certas mas a ideia dos nossos impostos estarem a ser canalizados para uma organização sindical é, desde logo, contrária ao que parece dever ser a separação que deve existir entre o poder político e o sindical. Estar a atribuir um "apoio" sete meses depois do evento ter tido lugar não é apoio, é pagamento. Olhando para o programa das festas e o que foi atribuído, fica-se na dúvida quanto à paternidade do evento. É quem organiza ou quem paga? Um outro aspecto que ficámos sem entender, e pensamos que ninguém sabe, foi o que levou a que fosse atribuído aquele valor! Foi reembolso de despesas ou foi feito um calculo a olho, usando métodos puramente discricionários e, se o foi, porquê aquela quantia e não outra? Ficou-se sem perceber! Uma terceira questão ficou por explicar. Consultando o programa das festas constata-se, com facilidade, que houve mais entidades que tiveram intervenção nas comemorações. Também elas irão ser contempladas com algum "apoio" ou ele irá ficar por aqui? É provável que, para o ano, haja mais candidatos a querer organizar os festejos já que se ficou a saber que, muito seguramente, irão ser reembolsados do que gastarem!


Estacionamento ou árvores

Nem sempre se conseguem entender as razões que levam a que sejam tomadas algumas decisões por parte dos que mandam na terra. Uma das últimas decisões que foi tomada gerou alguma polémica mas agora entendemos a razão de ter sido tomada. As árvores são muitas das vezes um estorvo. Que jeito tem estarem árvores a ocupar os passeios quando o espaço fica tão melhor ocupado com um ou mais carros! Claro que se fosse num local com parquímetro, a PSP estaria lá a mostrar que faltava a moeda mas como ali só havia árvores e não é um local de estacionamento pago, a preocupação com esses assuntos não existe. Afinal estávamos errados e sempre havia um bom motivo para desimpedir os passeios para que não houvesse impedimento para a passagem de peões... perdão, estacionamento de carros!


Dotes musicais

Estará o PS a dar aulas de música aos seus militantes? Há dias foi o Álvaro que nos deliciou com os seus dotes na arte de tocar "pinhocas". Este fim-de-semana foi o Seguro com ferrinhos. Não há dúvidas que para se ser político é necessário saber dar música aos que os elegem mas não era preciso tanto. É razão para se dizer: tocam bem mas não nos encantam!




Opções

Quando hoje passámos grande parte do tempo sem água e nos lembramos do que se gastou na Casa da Cultura e na Resinagem não conseguimos deixar de pensar nos critérios de investimento que têm sido usados. Optar entre a conduta dos Altos Picotes ou obras de fachada parece ser uma escolha difícil. Ainda nos lembrámos de ir ver se havia água na Resinagem que nos permitisse tomar banho mas como está normalmente fechada, optámos por esperar. As opções que têm sido tomadas estão assim à vista de todos e a utilidade das mesmas é por demais evidente. Talvez quando uma dia não houver água na casa dos que mandam eles se lembrem que poderiam ter feito outras escolhas. Claro que reparar ou investir no que fica debaixo de terra não se vê e pode até não dar votos!


Nada se faz

Hoje, como sempre, o centro estava assim, às moscas. Quatro anos depois do Álvaro ter iniciado funções, não se vê que tenha existido uma única mudança para melhor. Edifícios em ruínas, abandonados ou à mercê de vândalos é o que o centro tradicional tem para oferecer. Longe vão os tempos em que por ali se via gente, movimento. Claro que a câmara não pode ser responsabilizada por tudo de mau que ali se vê mas não se nota existir qualquer ideia que permita combater a desertificação que se tem sentido. Os estacionamentos pagos foi a única medida que  foi tomada que tinha por objectivo devolver a vida ao centro. As duas construções (Resinagem e Casa da Cultura) que iriam ser o elemento dinamizador e que iria, segundo eles, levar a que o movimento retornasse ao centro tradicional não o fizeram. Agora desfazem e refazem-se passeios, cortam-se árvores para dar lugar a passagens livres de impedimentos mas naquela zona nada se faz. Sem que a crise seja disso culpada, nestes quatro anos e meio a qualidade de vida dos que aqui moram não melhorou em nada.


Ivima... para quando?

Quando hoje dávamos volta aos arquivos de imagens, apareceu-nos esta que data de 1918. Longe vão os tempos em que aquele edifício era da Companhia Nacional e Nova Fábrica de Vidros da Marinha Grande, mais tarde Companhia Vidreira Portuguesa. Hoje ele está entregue à câmara e, apesar de se falar que lá irá ser instalado um espaço para acolher crianças, a verdade é que os meses vão passando e nada acontece. Sabemos que alguns destacados dirigentes do PS local foram sempre contra aquela ideia mas, agora que já está na posse da câmara há tantos meses, qual a razão de nunca mais se ter falado no assunto? Um pouco como aqueles assuntos em que há a esperança que ninguém se lembre deles para que não peçam explicações, assim está este assunto. As instalações lá vão estando ocupadas com alguma coisa mas muito longe do que foi prometido. Será esta mais uma promessa que voltará a ser falada apenas quando se estiver próximo das eleições?

Imagem não editada


Lixo

Há afirmações que, sendo curtas, dizem muito. No site onde se pode fazer a inscrição como simpatizante do PS está o alerta para o facto do email que irá ser recebido, vindo do PS, poder ser considerado como "lixo". Até já os computadores conseguem perceber de onde vem o lixo!


Soninho na cultura

É muito provável que a culpa seja mesmo nossa por termos criado expectativas demasiadamente altas no que diz respeito ao que poderia ser a animação que este verão poderia aqui existir. É provável que o que a câmara não está a fazer seja o que esta correcto. Se assim for, seremos nós quem tem que mudar! A verdade é que a terra voltou a estagnar. Tivemos um mês em que houve alguma animação, com as festas da cidade a trazerem aqui muita gente, mas de lá para cá fica a sensação de que o Vítor ficou a dormir! Até mesmo o outdoor da rotunda, que foi mudado várias vezes, está a anunciar uma coisa que agora está entregue a uma comissão e em relação ao qual apenas haverá notícias lá mais para a frente. Mas não é de estranhar que assim seja e, como referimos, o erro deve ser mesmo nosso. Só hoje, em pleno mês de Julho é que a câmara vai atribuir os subsídios da cultura! Não, não é engano! A câmara está há sete meses e meio para decidir o que atribuir a cada um dos agentes culturais do concelho. Não admira que a terra esteja parada. As colectividades lá vão andando com as festas e as tentativas de manter actividade para não morrer mas não podem ir além disso. A própria câmara não colabora. Mas, pior do que isso, é a falta de iniciativa que se nota existir para tentar ocupar as pessoas. Sabendo a câmara que há muitos que não podem sair do concelho, que as praias têm uma oferta limitada, esperava-se que pudessem ter iniciativas que levassem os munícipes a sair e aproveitar o verão (ainda que o tempo possa não ajudar muito). Mas não. Até a Resinagem, com o cubo (que ainda não percebemos para que serve), continua a fechar depois das seis da tarde. É sabido que uma das coisas que não se deve fazer é acordar quem dorme mas a vontade que temos é mesmo de chegar junto de quem manda e dar-lhes um abanão para que despertem para a vida. A terra precisa deles acordados!


A cartola do Santos

Há dias tínhamos tido a informação que o Santos poderia estar de partida. Essa tinha sido a informação que nos tinha sido dada e que confirmamos junto de algumas pessoas próximas dele. Ontem ao final do dia somos surpreendidos com uma tomada de posição sua, num comentário que aqui fez, que veio contrariar o que se sabia. Conseguimos entretanto confirmar que, se até certo momento a sua vontade seria a de poder dar lugar a outros, algo o terá feito mudar de opinião e, pelo que já conseguimos saber, aqueles que poderiam estar com vontade de ir atrás do seu lugar terão que esperar mais algum tempo. Como que por artes mágicas, o Santos tirou da cartola uma vontade de continuar, vontade que alguns achavam já estar extinta. Resta agora saber se isso irá traduzir-se numa intervenção mais participada nas reuniões da câmara, assemelhando-se a alguns dos que com ele se sentam à mesa, ou se irá manter uma atitude que, segundo ele escreveu, tenta atingir o consenso, sem grandes alaridos. Conseguimos também saber que da cartola poderá sair uma surpresa que poderá abalar as intenções daqueles que podem estar a sentir o chão a fugir-lhes debaixo dos pés e poderão querer o apoio do partido. O tempo irá confirmar. Percebeu-se a quem era dirigido o texto que escreveu e acreditamos que os recados que mandou não irão cair em saco roto. Quando parecia que o Santos estava com guia de marcha, eis que ele reaparece como que dando uma palmadinha nas costas à coligação mas lembrando-os de que ainda lá está, recordando-os do acordo que fez e que até nós pensámos que já se teria esquecido! A política tem destas coisas!


Dia negro

Hoje é um dia triste. Deverá ser um dos piores dias do ano. É uma das datas que deveria ter sido apagada do calendário há, pelo menos, setenta e cinco anos e uns dias. Se isso tivesse acontecido Cavaco não teria tido a oportunidade de nascer e hoje não seria a data em que a sua querida mãe fez algo que faz com que hoje todos nós soframos: deu à luz! Habitualmente damos os parabéns quando alguém celebra o seu aniversário mas, neste caso, a vontade que temos de o fazer é nenhuma. Mas hoje, além de dia triste, é também um dia de protesto. Viu-se nas televisões e ouviu na rádio que houve presidentes de câmara e autarcas que estiveram em frente à Assembleia da República a protestar por causa das mudanças que vão acontecer nos tribunais. Indo a terra ser afectada por essas alterações tivemos imensa curiosidade em tentar encontrar nas imagens alguém conhecido aqui da câmara. Não encontrámos mas acreditamos que eles tenham estado lá todos. Acreditamos até que terão ido bem cedo para que pudessem ficar na primeira fila dos muitos que vimos a protestar mas as câmaras de televisão é que não devem ter conseguido apanhá-los. Não acreditamos que o Álvaro, e todo o seu séquito, não tenham estado lá a protestar a tentar defender os interesses dos munícipes. Vamos agora esperar para ver as fotos deles no Facebook (a menos que tenham optado por mandar apenas a moção de protesto e ficado a ver nas televisões as imagens dos que procuram defender de forma activa os interesses dos que são por si governados).


Inscrição feita

Depois de fazer a inscrição no PS para poder escolher o candidato a candidato, receberá um email assim, com a confirmação de que já poderá votar. Se até nós conseguimos inscrever-nos como "simpatizantes", qualquer um o pode fazer. Pode ser esta a forma democrática de escolher um candidato mas se até nós nos pudemos inscrever, a palavra que nos parece mais ajustada ao que vai acontecer no PS é mesmo rebaldaria!


Candidatos a candidato

A partir de agora, todos se podem inscrever como "simpatizantes" do PS. Estão abertas as inscrições a partir deste momento. De uma forma estranha, todos aqueles que podem até não gostar do PS e das suas políticas vão poder ter uma palavra a dizer em relação ao que será o futuro do partido. Costa ou Seguro é o que a partir deste momento se começa a decidir. É muito provável que os dois sejam a mesma face de uma moeda que não interessa ao país mas será um deles que irá candidatar-se ao lugar que agora é ocupado pelo Passos. Não decidimos ainda se vamos ou não inscrever-nos para que possamos ter uma palavra a dizer sobre o que poderá ser o candidato mas esta forma nova de decidir quem vai candidatar-se. Os dois candidatos a candidato não deverão agora tentar mostrar que são os melhores para o lugar. Quando terminar o período de inscrições por certo que o PS irá declarar-se como o partido com mais simpatizantes porque por certo que mesmo aqueles que votam noutro vão tentar usar estas primárias para tentar afastar o candidato que poderá fazer frente ao seu partido. No final o PS deverá ser como o Benfica, com mais simpatizantes, adeptos e sócios do que o que seria possível. É quando nos lembramos do clube que ficamos curiosos para ler o que o Pedrosa irá escrever no seu artigo semanal, onde aproveita para mostrar que sabe fazer citações depois de fazer uma pesquisa no Google, sobre o que se vai passar a seguir no seu partido e, acima de tudo, para se ver quem irá apoiar. Seguindo a mesma técnica que tem sido usada por ele, a citação que nos parece ser mais adequada para terminar este texto será, como diz o Zé Povinho, os dois candidatos a candidato são os dois farinha do mesmo saco.


Ciclovias descuidadas

A câmara deu a conhecer as ciclovias que existem no concelho. Para quem gosta de caminhar ou andar de bicicleta é uma das coisas boas que existe. Raras são as vezes que as imagens que são colocadas reflectem a realidade. Neste caso temos que reconhecer que a câmara fez uma escolha acertada que reflecte o que se passa. Quem anda nas ciclovias vê o que a imagem escolhida pela câmara mostra: ervas e falta de cuidado. Mas a imagem é apenas uma amostra do que se vê por aí. Quem quiser andar nestas vias especiais para bicicletas deverá fazê-lo mas sem se esquecer de levar remendos. Tirando as mais recentes, as ciclovias são o espelho do descuido que existe em algumas áreas. Deverá ser por isso que se vê uma grande quantidade de ciclistas a utilizarem as estradas em vez das vias que a eles estão destinadas. Poder-se-ia dizer que este é um problema endémico que afecte todas as autarquias mas não é o caso. Quem tiver dúvidas sobre os locais onde começa o concelho basta andar nas ciclovias para ficar com uma noção clara. O concelho começa no mesmo sítio onde se nota a falta de cuidado e conservação. O Vicente andou tão preocupado em cortar as árvores que estavam, segundo ele, a obstruir os passeios e é pena que não tenha igual atenção em relação aos arbustos, paus e raízes que tornam as ciclovias locais próprios para os adeptos do BTT!


Preço de saldo

O que é que leva a que um lugar idílico como este esteja ao abandono? O que leva a que a câmara o vá por em hasta pública a preço de saldo? A resposta parece ser simples. O abandono a que aquele parque está votado desde há muito justifica que isso aconteça. Aliás, é até de estranhar que não tenha que ser a câmara a pagar para que alguém queira explorar ali o que quer que seja. Apesar da foto parecer corresponder a um local onde qualquer um poderia gostar de passar uma tarde, a realidade está muito longe disso. As águas estão sujas. A relva mal cuidada. Os espaços circundantes parecem ter saído de um cenário de guerra. Terá que ser alguém muito corajoso quem puder vir oferecer o valor irrisório que estão a pedir de renda. A câmara poderia até oferecer aquele espaço, sem que cobrasse um cêntimo, para que ali pudesse passar a haver movimento que ainda assim seria caro. A terra chegou a este ponto: lugares que deveriam valer muito dinheiro estão a preço de saldo. Já assim foi com os espaços na Resinagem e está a ser assim aqui. Por estes pequenos detalhes se consegue ver o valor de uma terra e o que ela pode render a quem aqui queira investir. Mas para quem manda tudo isto deve ser normal e são até capazes de afirmar que esta é uma forma de ajudar o comércio e o trazer algum movimento para alguns espaços. Pode até ser que alguém acredite. Será que quem investe pensa assim quando quiser aplicar aqui dinheiro para dele tirar rendimento? Não nos parece! Mas não podemos também atribuir a culpa aos nossos governantes nem exigir resultados. Afinal, quem dá e faz o que sabe... e neste caso, não se pode pedir mais do que isto!


Ir para fora

Hoje vamos todos para fora do concelho. Não temos praias que possam ser frequentadas; não temos qualquer actividade que nos motive a ficar cá; já fomos aos museus, Resinagem e a Casa da Cultura é só uma miragem; não nos apetece andar no parque a ver o que está estragado. Resta-nos ir ver os passeios no lugar onde estavam as árvores ou aqueles que estão a ser refeitos mas tudo isso já fomos vendo ao longo da semana. Continua a serbuma terra sem nada que leve a que por cá fiquemos durante o fim-de-semana por isso vamos até qualquer sítio. Pode até ser aqui mesmo ao lado, onde tem existido uma maior preocupação em manter os que lá vivem e atrair os que não são de lá. Esperavamos que a câmara se tivesse lembrado de, já que anunciou que não devemos ir para as praias do concelho, arranjar alguma actividade que pudesse dissuadir aqueles que, como nós, estão cansados de viver numa terra moribunda. Tivemos um fim-de-semana das festas da cidade mas parece que vamos ter que nos contentar apenas com isso até ao final do Verão.  


Tarde demais

Para as árvores aqui da terra, o regulamento veio tarde! Deve ter sido por causa disto a pressa em cortar tudo!




Bancos e políticos

A história do BES tem, pelo que se lê, semelhanças com o que aconteceu no BPN. Lembrámos de ir buscar alguns recortes da imprensa sobre o assunto. PS e PSD são os protagonistas mas com visões diferentes, consonante o tempo e os interesses.















Imitadores

Mania de imitarem o que se faz aqui!




Ocupação da via pública

Não se entusiasmem... é em Pombal!




Praias do concelho

Este é o mapa das praias do concelho para o verão de 2014. É razão para se dizer que a "aposta" no turismo valeu a pena!














Visitar fábricas

Se já imaginámos aproveitar as férias a visitar fábricas? Fazer nas férias o que fazemos fora delas? Não. Não mesmo! Talvez nos imaginássemos a vir da praia (das que ainda se podem frequentar) e ir tentar conhecer a industria local em passeios organizados, com locais de partida e chegada, com guias que nos explicassem o que estávamos a ver e visitar os pontos de interesse que pudessem ser integrados num roteiro. Visitar fábricas (que só o nome faz com que seja algo pouco convidativo), não! Algo nos diz que o marketing (*) da câmara não está a funcionar muito bem nem irá atrair muita gente!

(*) Para o caso do Álvaro ler este texto e como não conhece termos em inglês, "marketing" pode ser definido como o processo de conquistar clientes.



300

Qual foi a parte que o Pedrosa não entendeu, no "direito de resposta" que ontem começámos a ler, que o seu texto não poderia exceder as 300 palavras?


Boxe no PS

Hoje é notícia em jornais da região o problema que se passa nas praias. As obras não estão a dar condições aos veraneantes para poderem gozar o seu período anual de descanso. A economia local sofre com isso mas a câmara tenta arranjar desculpas. Não são apenas as praias do concelho que estão afectadas. Também as de Leiria sofreram com o mau tempo mas lá, ao contrário de cá, as obras começaram muito antes. Aqui, S. Pedro é um estaleiro e a parte que parece quererem esconder é que o atraso nas obras teve a ver com a procura de obtenção de fundos comunitários. Manter as contas da câmara em ordem parece ser mais importante que dar condições aos munícipes! Mas, pelo que já há dias nos tinham contado - e agora confirmámos - o que se passa em S. Pedro está a levar a que existam descontentamentos mesmo no seio do PS. O descontentamento foi tal que um dos que discorda deste "deixar andar" a que a câmara se habituou, o Curto, ter-se-á envolvido em acesa discussão com o Álvaro, tendo os dois quase chegado ao contacto físico, o que só não aconteceu porque houve quem se tivesse metido entre os dois! Parece assim haver quem, vestindo a camisola rosa, não se reveja na letargia que os responsáveis da câmara se acostumaram, deixando para o período de férias, e de movimento, o que poderia ter sido feito antes. Temos pena não ter assistido mas, disse quem viu, que foi digno de ser incluído no calendário desportivo do concelho. Pelo que tem vindo a acontecer ao longo dos últimos tempos com cadeiras pelo ar, pedidos de explicações de chefes de secção, insultos entre vereadores e agora dentro do próprio PS, a câmara bem poderia patrocinar uns combates de boxe já que candidatos a receber o cinturão não deverão faltar!


Praias interditas

Como S. Pedro está transformado no que se vê e a Praia Velha sem condições, resta mesmo ir-se para fora!













Ó pra mim a posar!

Há momentos que as máquinas fotográficas captam que valem mais do que mil palavras. Neste caso, o Álvaro deixou-se fotografar aquando da visita da delegação da câmara de Oliveira de Azeméis. Não podemos deixar de notar que enquanto todos estavam interessados em ver os trabalhos da Casa da Cultura, ele estava mais preocupado em posar para a fotografia! É o chamamento para as luzes da ribalta que ainda não lhe passou! Quase apetece dizer "Ó pra mim a posar pra fotografia"! Estes pequenos momentos reflectem muito do que se tem passado, em que existe uma maior preocupação em mostrar-se do que mostrar serviço. É pena!





Abertura da Casa















Saldo positivo?























Mais serviços externos

Desde há muito que se sabe que a câmara deverá continuar a ser a principal empregadora do concelho. A quantidade de trabalhadores que foram admitidos ao longo dos anos faz dela a entidade com mais funcionários. Estranhamente o Vítor há dias admitiu que vai ter que contratar uma empresa externa para que possa ter o Núcleo de Arte Contemporânea aberto! Claro que não conhecemos todos os funcionários que estão empregados na câmara mas não deixa de ser estranho ouvir-se da boca de um vereador do PCP que há necessidade de recorrer a empresas privadas para manter um espaço público aberto! Não se compreende porque razão a câmara não procura estabelecer um qualquer acordo com o Centro de Emprego que permita que seja dada ocupação a quem está ali inscrito. O que irá gastar na contratação de uma empresa poderia ser canalizado para quem está no desemprego! Mas isto leva a um outro problema. Quando foi decidido fazer a Resinagem e a Casa da Cultura já deveriam saber quantos funcionários tinham e quais a disponibilidade que tinham, em termos humanos, para poderem por a funcionar o que iria ser construído. É difícil entender-se que só agora se apercebam que não têm capacidade de reorganizar os serviços de modo a manterem em funcionamento o pouco que a câmara tem aberto ao público. Este simples facto vem reforçar a ideia que muitos defendem de que aquelas obras foram feitas sem o mínimo de planeamento e sem pensarem no que iria lá funcionar. Interessava era levantar paredes para dizer que se fez obra. Se a câmara já está a ponderar contratar serviços externos para manter aberto o NAC, como irá ser quando um dia a Casa da Cultura lhe for entregue? A julgar pelo que se ouviu, o mais provável é que a exploração daquele espaço seja entregue a privados, deixando assim de ter a câmara que se preocupar com o programa cultural para aquele local. Pensando bem, se ninguém ainda sabe o que está pensado para aquele local, talvez seja mesmo melhor a entrega da exploração a quem saiba o que fazer!


Agenda sem cultura

Hoje tivemos a curiosidade de ir consultar a "agenda cultural" para este mês. Sempre que o fazemos temos a esperança de encontrar alguma surpresa. Encontrámos! Claro que há surpresas boas e surpresas más. Desta vez, para não variar muito, a agenda nada trás que possa motivar algum destaque pela positiva. É mais do mesmo. Não se consegue encontrar nela alguma coisa que se possa dizer que seja algo que motive alguém a vir cá. Uma repetição do que já existe, sem alguma coisa que possa ser diferente. Houve, no entanto, algo que nos despertou a atenção. Às quartas há filmes na biblioteca. Não há Casa da Cultura mas ali vão passar filmes para as crianças. Ainda pensámos que pudessem ser filme recentes, daqueles que as crianças nunca viram ou nunca passaram nas televisões. Não é o caso! O mais recente é de 2008, indo ser exibida uma animação de 1997! Não se pode tirar o mérito de poderem querer dar aos mais novos algo com que se entreter mas será que não poderiam ter tido o cuidado de escolher outros mais recentes, que as crianças pudessem não ter já visto dezenas de vezes? É assim que a câmara espera atrair a juventude e dar-lhes ocupação? A "agenda cultural" PARA UM mês em que as pessoas já estão de férias e poderia ser o momento ideal para atrair gente, é um vazio de iniciativas e de alguma coisa que possa atrair pessoas. Em termos culturais a terra está como o ano dos filmes que vão ser exibidos, no século passado!


Fechado a curto prazo

Recebemos há pouco uma informação que nos deixou deveras preocupados. Já se sabe que vai haver alterações no tribunal, passando alguns assuntos a ser tratado fora daqui. Durante umas semanas viu-se nas ruas uns cartazes do PCP chamando a atenção para esse assunto. A Alexandra apresentou uma moção na câmara de condenação da intenção do governo de tirar daqui serviços. Desde então nada mais aconteceu. A informação que nos enviaram há pouco, que ainda não conseguimos confirmar mas que, tendo em conta a origem, nos leva a dar-lhe credibilidade, fala no facto de, depois de Setembro, o tribunal aqui da terra ficar apenas com cerca de 300 processos. Se à primeira vista isso poderia significar que iria ser uma forma de acelerar os assuntos, na realidade o que vai acontecer é, daqui a uns meses, vir a informação de que não justifica ter aqui um tribunal a funcionar com tão poucos processos. Pelo que se lê nas notícias, noutros locais já foi usado esse argumento para encerrar organismos públicos. Podemos estar enganados, e esperemos que sim, mas aqui irá acontecer o mesmo. Acreditamos que, em não muito mais do que um ano, a terra irá ficar sem tribunal, obrigando os munícipes a deslocarem-se para fora para resolver todos os seus problemas. A informação que recebemos refere que há funcionários que estão à espera de saber para onde irão, com os transtornos que isso traz e com mais gente que irá abandonar a terra! Sabemos que a decisão foi tomada pelo governo e que a câmara pouco poderá fazer mas custa-nos ver que não exista sequer uma tentativa de fazer alguma coisa. Ficaram-se por uma moção como se isso significasse ou valesse de alguma coisa. Mas, quase tão grave como o que a câmara não faz, é não dar qualquer espécie de informação. A câmara tinha a obrigação de informar os munícipes, já que muitos desconhecem o que se vai passar, para que eles pudessem até organizar-se e fazerem, por eles, o que a câmara poderia fazer e não faz: protestar. Sabendo-se que a Alexandra falta a algumas reuniões de câmara por estar a exercer a sua profissão, não deixa de ser estranho que se mantenha impávida e serena, como se nada estivesse a acontecer, quando se sabe que não pode desconhecer o que se está a passar. Uma vez mais os munícipes irão ser penalizados e quem poderia tentar fazer alguma coisa, remete-se a um silêncio constrangedor.


De mala feita

Desde que foram as eleições que se tem notado que o Santos tem andado meio apagado. Apesar de ter conseguido fazer um acordo eleitoral com o PS mesmo antes da coligação ter sido formalizada com o PCP, quem assiste às reuniões não pode ter deixado de notar que o Santos parece estar com pouca vontade de ali estar. Claro que se entende que há algumas reuniões onde ninguém quereria estar, tal é o nível a que algumas têm descido! Apesar de no mandato anterior não ter sido dos que mais interveio, neste nota-se que intervém ainda menos. No início ainda pensámos que pudesse ser para dar espaço aos novos eleitos ou mesmo que pudesse não concordar com a forma que alguns fazem política e não quisesse acompanhá-los em discussões que pouco trazem de útil para a terra. Agora soubemos que o Santos poderá estar mesmo a fazer as malas e que a sua postura nas reuniões mais não é do que a antecâmara de uma saída da vida política. Desde há algum tempo que se ouve pelos corredores da política local que há quem queira afastar o Pereira e, de seguida, substituir o Santos. Ouve-se mesmo que haverá quem, estando agora a vestir outra camisola, possa querer ocupar o lugar que ele ocupa. Deve ser por isso que o Santos terá confidenciado com pessoas a si ligadas que poderá mesmo não acabar este mandato, deixando assim a porta aberta aos que, de forma mais ou menos ostensiva, o querem ver pelas costas. Acreditamos que, se o que ouvimos se concretizar a curto prazo, o PSD poderá ficar relegado a um papel ainda mais insignificante no meio político local.


Melhor amigo da câmara

É normal ver-se por aí espalhado um sinal de trânsito de perigo. De acordo com o que se aprende quando se está a tirar a carta, esse sinal significa "outros perigos". É aquele sinal que dá para tudo! Não pomos em causa a designação que foi dada ao sinal mas parece-nos que ele deveria ser rebaptizado. O nome mais adequado deveria ser "melhor amigo da autarquia". Tudo isto porque este é o sinal de trânsito que a câmara costuma usar para descartar responsabilidade. Uma estrada pode estar em mau estado, quase intransitável durante meses a fio mas se tiver um sinal destes tudo passa a estar bem. Pode-se espatifar um carro, rebentar um pneu mas este sinal faz com que nenhum munícipe possa exigir responsabilidade à câmara. Não admira que haja tantos por aí espalhados. A venda de sinais destes deveria até ser objecto de um tratamento especial tendo em conta os benefícios que trás às autarquias. Mas, esquecendo-se os benefícios que referimos, sempre que se vê um sinal destes significa que há, dali para a frente, incompetência da câmara. A câmara refugia-se num sinal de transito para desculpar o que não faz. Pena é que não coloquem nele a data em que é posto no local para que se contasse o tempo de inacção da câmara! Talvez assim ganhassem vergonha! Entendemos que seja mais barato e dê menos trabalho colocar um sinal do que mandar tapar um buraco ou corrigir algum problema numa qualquer estrada mas é triste ver quando uma câmara, que deveria estar ao serviço dos munícipes, arranja como desculpa para não pagar os danos que são provocados pela sua inacção um simples sinal de trânsito! Em vez de estar ao serviço dos munícipes, a câmara está ao serviço da inacção e da incompetência dos que nela mandam e não fazem o que devem. Só falta mesmo colocarem à entrada da câmara um sinal como o da imagem, avisando da presença de políticos incompetentes, para que tudo fique justificado e desculpado!


Informações falsas

Aos poucos vai-se tendo acesso a mais informação sobre o que terá acontecido com o tão falado regulamento de venda ambulante. Depois de termos assistido na reunião da semana passada à troca acalorada entre o Álvaro e Aurélio, fomos tentar saber quem teria razão. Quem assistiu à AM e leu os jornais ficou a saber que o Álvaro disse que a DECO não tinha sido ouvida e, por isso, o regulamento era retirado para poder ir mais tarde. Fomos dar uma vista de olhos à acta que foi aprovada na última reunião e lá vem que "foram ouvidas" a "DECO" e que "foram consultadas" as "Freguesias do território da Marinha Grande". O que está na acta do dia 19 de Junho contraria assim aquilo que o Álvaro disse aos deputados municipais e veio noticiado. Mas, depois do que a Isabel disse na reunião da Junta, fomos tentar saber quando é que ela tinha sido consultada. Pelo que lemos, a consulta tem que ser feita com 15 dias de antecedência. A reunião de câmara foi no dia 19 e o oficio, na imagem, para a Junta foi enviado dia 16! Os 15 dias não foram cumpridos e, naturalmente, a Junta não teve tempo - nem tinha obrigação de o fazer - de se pronunciar! Ou seja, a menos que se considere que "ser consultado" é dar a conhecer, o que consta na acta que foi aprovada em reunião de câmara, onde consta a deliberação, é falso. Agora que que tivemos acesso a esta informação não conseguimos compreender a razão do Álvaro se ter exaltado tanto e ter recorrido ao insulto quando sabe, ou deveria saber, que o que foi afirmado na reunião de câmara não correspondia à verdade. É certo que ele diz que, apesar de poderem ser decisões de outros pelouros, a responsabilidade é dele mas, neste caso, evitava ter ido tão longe. Agora não há dúvidas que os vereadores, na reunião do dia 19, foram enganados, tendo-lhes sido dadas informações que não correspondiam à verdade!


Não há regras

É sabido que a câmara não nada em dinheiro. Não tem tanta falta quanto fazem crer mas sabe-se que não o podem esbanjar. Uma gestão criteriosa impõe, ali como em qualquer outro lugar, que sejam bem pensadas as verbas que são gastas. Seja em obras, seja em apoios, é necessário que seja tudo equacionado. Quando não o é, dá no que se viu que está a acontecer numa das instituições apoiadas. Claro que quando a câmara apoia instituições subsidio-dependentes, os critérios de gestão têm que ser postos de lado sob pena delas não conseguirem sobreviver. Mas isso leva-nos ao que sempre foi falado pela oposição, mesmo no anterior mandato, e agora continua. No que diz respeito à concessão de apoios às instituições que operam aqui na terra, eles são atribuídos sem que existam regras previamente definidas. O montante que é atribuído é feito na base do momento. Quando é o próprio Vítor quem afirma que é assim que se gere ficamos ainda mais confusos quanto a saber o que é que leva que se atribuam quantias a umas entidades e outras a outras. Quando isto acontece a ideia que fica é mesmo a de que o Vítor estará sentado numa pilha de dinheiro, com muito para dar tanto que não necessitam de critérios pré-definidos! Continua-se, nesta matéria, numa perspectiva de navegação à vista, sem que exista algo a que alguém se possa agarrar. Mesmo as instituições beneficiadas ficam sem saber o que fazer nem do que reclamar. Não há regras! Além da ausência das regras, os atrasos são de bradar aos céus!


Novo olhar enrolado

Na última reunião de câmara foi incluído um ponto na ordem de trabalhos (que foi depois retirado) que dizia respeito à "clarificação da deliberação" tomada em Dezembro de 2012 relativamente ao apoio anual que foi concedido, no valor de quinze mil euros, para uma entidade criada apenas dois meses antes! Fomos ler o que tinha sido deliberado e é aí que se fica a perceber o problema que se tem ouvido. Há muito que nos chegam informações que existirão problemas numa das associações que presta apoio a toxicodependentes. Sabe-se que um dos riscos que existe, quando se misturam entidades que recebem apoios da câmara e a política, é o de poder ser difícil distinguir quando terminam os interesses de uma e começam os de outra. O perigo de poderem existir dúvidas que ficam depois difíceis de explicar aumenta quando essas ligações existem. Pelo que agora parece não ser já possível esconder, existirão dúvidas quanto à utilização do dinheiro do apoio que foi concedido e, por causa disso, uma das instituições que tem feito um trabalho que deveria ser meritório, poderá estar a ficar enrolada num imbróglio. A câmara optou, no entanto, por usar o termo "clarificação" para evitar outros que possam levar a que, quem lê, conclua que existem irregularidades sérias. Desde há muito que há informações de que os documentos de despesas que eram enviados por aquela instituição para a câmara, para justificar o que foi entregue, levantavam dúvidas ou pura e simplesmente não existiam. Poderiam até ser apenas lapsos mas, pelo que soubemos, é mais do que isso. É claro que acreditamos que a câmara não tenha pensado nas consequências do que fez quando atribuiu o subsidio anual e que acreditou que os documentos de despesa que lhe seriam remetidos e não mereceriam atenção especial. Aquela instituição, criada já durante o mandato do PS, esteve sempre intimamente ligada ao aparelho partidário e à grande proximidade que existe com o Álvaro e Tereza. Deverá ter sido por isso que só agora o assunto veio ao de cima e acreditamos que para grande constrangimento da máquina partidária! Pelo que agora se sabe, as dúvidas confirmam-se. Não existem documentos que comprovem a despesa, cuja entrega foi exigência da deliberação de 2012, e que deram origem ao apoio Daí que estejam a câmara e a instituição metidas no meio dum problema. Ainda assim, estranhamente, a câmara opta por uma "clarificação" que mais não é do que tentar passar uma borracha no assunto. Na realidade o que existe é uma série de irregularidades que deveriam merecer mais do que uma simples "clarificação de deliberação". Se existem dúvidas quanto à utilização de dinheiros públicos, elas deveriam ser apreciadas sem paninhos quentes! Esta forma, aparentemente fácil, de resolver o assunto, redistribuindo o apoio por anos futuros, não consegue limpar a imagem de que, mesmo que possa não ser o caso, existem favores ou condescendências políticas. A câmara decidiu tardiamente conceder o apoio, sem pensar nas consequências de o estar a atribuir para o ano quando a instituição tinha acabado de nascer, mas deveria agora ir mais além do que a mera "clarificação". Daqui para o futuro, qualquer entidade que receba apoios fica com a porta aberta para poder apresentar irregularidades e esperar uma "clarificação"! Ao nível partidário impunha-se uma tomada de posição por parte do PS. Se, como parece ser o caso, há irregularidades, quem as praticou não deveria continuar a ocupar cargos políticos (coisa que não deveria existir desde o início, por razões de transparência) para que não se pense que pode existir algum favor!