Apeteceu-nos ouvir...






Coindicências

"Com o intuito de divulgar o design como importante factor de competitividade e de desenvolvimento económico, gerador de riqueza e valor acrescentado, o Design Center - Semana do Design da Marinha Grande apresenta-se como instrumento de promoção do empreendedorismo" é o que se pode ler na página de divulgação do evento. Quando tivemos conhecimento pela primeira vez deste evento, pensámos que ele se iria basear em ideias inovadoras, que não sejam cópia do que já existe. Quando a câmara deu início a esta ideia da semana do design não pensámos que ela poderia de algum modo ficar ligada a uma entidade em particular. Qual o nosso espanto quando, depois de darmos uma vista de olhos pelos que organizam e patrocinam o evento, encontramos uma semelhança deveras estrondosa entre o que está a ser divulgado pela câmara e o que já existe de uma empresa privada. Nada temos contra que possam tentar criar semelhanças mas esta parece ter sido feita por encomenda! Quando se visita uma e outra página fica-se com a ideia de que o evento foi criado à medida de um dos organizadores. Nem a cor é diferente! Sendo um evento que pretende mostrar a capacidade de design, poderiam ter começado por inovar e não criar um evento, pago por todos nós, que mais parece ser uma promoção muito pouco disfarçada de um dos organizadores! Pode ter sido mera coincidência mas há quem não acredite nelas. Não admira que quando foi a reúnião com os empresários tantos se tenham mostrado desagradados com a ideia. Podendo não ser o caso, a ideia que fica é que a organização "puxou a brasa à sua sardinha"!


Página bilingue

Já está disponível a página onde consta a informação relativa à semana do design. Apesar de não termos conseguido ler o programa completo por por ficheiro em pdf aparece sempre em branco, já se pode ler alguma coisa sobre o que vai acontecer. Veremos se as expectativas irão ser atingidas. Parece-nos, no entanto, que esta página de divulgação foi feita com alguma maldade pelo meio! Quando se percorre a página vão aparecendo alguns termos que, tendo exacta correspondência com outros em língua portuguesa, aparecem escritos em inglês. A maldade de quem desenhou a página é dirigida ao Álvaro que, como se sabe pelo que ele disse há tempos, não conhece termos em inglês. Esta mania de usar expressões em língua inglesa deve ser alguma coisa que persegue o executivo camarário. Persegui-o quando teve que pagar a indemnização por terem excluído a proposta que tinha palavras em língua inglesa; perseguiu quando se falou em "benchmarking" e o Álvaro não sabia o que era e agora persegue com os "sponsors" e os "partners" na página do evento do design center (também em inglês). Mas isto de usar uns termos em inglês e outros em português deve ser porque dá um aspecto de que se trata de um evento virado para o mercado externo! Ou isso ou porque fica mais nice! Olhando para o programa, não encontrámos nada referente à eventual vinda do "high sponsor"! Será que a "organization" não se lembrou de o convidar; as "news" não estão actualizadas ou o "program" não está ainda completo? Com esta coisa estarmos a ler a página, já quase nos sentimos como os que regressam nas férias e misturam meia dúzia de palavras da língua do país onde ganham a vida com o resto do país onde nasceram! Assim está a página do design center, à moda de emigrante. 


Férias como desculpa

Haverá muitos que não sabem da sua existência mas aqui na terra funciona uma "universidade sénior". Vocacionada a dar mais conhecimentos àqueles que já muito sabem pelo que a vida os ensinou, esta "universidade" tem funcionado em instalações que não são suas. Claro que não se pode pedir que seja a câmara a dar instalações - isso já há quem faça há muito - mas esperava-se que a da parte da câmara existisse uma maior sensibilidade para o assunto. Quando o Álvaro respondeu que não ia dar resposta porque havia quem estivesse em férias ficámos a pensar se a resposta seria a mesma se quem questionou a câmara não tivesse estado do outro lado da barricada quando foi a campanha eleitoral. Não dar atenção aos que vão chegando a uma idade mais avançada é o mesmo que desrespeitar o próprio futuro. Este fim-de-semana aquela instituição organizou um evento que, pelo que pudemos constatar, foi um sucesso e acreditamos que tenha sido inspirado no facto de, quando a munícipe se dirigiu aos vereadores na reunião de câmara, ter levado sopa! Não deixa de ser estranho que os apoios surjam para um sindicato organizar uns festejos de cariz puramente partidário ou um clube automóvel organizar um rallye mas não existam quando se trata de assuntos como os relacionados com os nossos munícipes seniores! Mas, pior do que os apoios - que queremos acreditar que o Vítor consiga dar -, é a justificação: férias! Esquecem-se que quando se entra no clube dos seniores, tempo é coisa que não se pode desperdiçar às espera das férias dos outros! Agora que têm instalações cedidas, ainda que provisoriamente, por uma terceira entidade, bem poderão continuar as férias! Mais uma vez fica demonstrado que a câmara não consegue dar resposta atempada às solicitações dos munícipes.


Início de aulas

Chegaram atrasados ao trabalho? Pois, não admira! É no que dá as apresentações serem marcadas para o dia em que os alunos deveriam ter já começado a ter aulas e a aprender. Também aqui se deixa tudo para o último dia. A semana passada, em quase todas as escolas, foram feitas as apresentações mas aqui foi só hoje. Claro que se poderá perguntar o que é um dia de aulas na vida de um aluno? Pouco, muito pouco mas é já o sinal da forma como alguns vêem o ensino e a forma da sua organização. Curiosamente não tivemos ainda notícia de que tivesse havido professores a fazer boicote ou reuniões sindicais perante o inicio tardio das aulas nem ao facto de apenas hoje estarem a ser feitas as apresentações que deveriam já estar feitas há muito! Deve-se ter esquecido ou, se calhar, como é assunto que apenas diz respeito a alunos não é assim tão importante- Seja como for, aqui na terra parece que as coisas começam como é normal, mal.


Elefante de vidro

É normal falar-se em "elefante branco" quando alguém se quer referir a mamarrachos que ninguém sabe para o que servem. Nós próprios já usámos a expressão. Reconhecemos que, no que diz respeito à terra, o termo não está correcto. Deveremos usar a expressão "elefante de vidro". Não porque esta seja uma terra vidreira mas porque achamos que a Resinagem, que em vez de um "cubo de vidro" deveria ter um elefante, é isso mesmo, um "elefante de vidro"! Era mais apropriado! O branco, que se diz que não engana, não é ajustado já que quem pensa que ali há alguma coisa para ver está enganado! Um dos últimos mamarrachos criados aqui na terra, a Resinagem, é mais do que um elefante branco. Um espaço que ninguém sabe bem porque apareceu assim mas que todos sabem que não é aproveitado. Este fim de semana tentámos ir lá. Por diversas vezes nos deslocamos àquele que deveria ser o polo de desenvolvimento do centro tradicional, como os políticos enchem a boca a afirmar, mas, de todas as vezes que lá passamos, demos com a cara na porta! Durante um fim-de-semana inteiro aquele espaço esteve fechado! Já lemos que a câmara quer contratar uma empresa para assegurar pessoal suficiente para ter aquele e outros espaços abertos e a justificação que deve surgir - acreditando que alguém irá ter o bom senso de dar alguma explicação - é a falta de recursos humanos. Até acreditamos que a câmara possa não ter funcionários que estejam disponíveis para estar ali ao fim-de-semana mas isto leva-nos a uma questão: então quando decidiram construir aquele espaço não pensaram que era necessário haver gente para o ter a funcionar? Devemos ser das poucas terras no país que tem um espaço dedicado à cultura que está fechado quando as pessoas mais podem dele disfrutar. Ainda que sejam necessárias duas pessoas para manter aquele espaço aberto, não poderiam os senhores vereadores assegurar essa função? Afinal eles foram eleitos para trabalhar em prol da comunidade local e "servir" os eleitores, como dizem em tempo de eleições! Já sabemos que haverá quem diga que também têm direito a gozar os fins-de-semana, tal como as férias, mas, se eles foram eleitos, não foi para agirem como se fossem meros funcionários. Se têm tempo para ir a jantares e festas também terão para abrir e fechar aquele espaço! Até que se decidam a trabalhar em benefício dos munícipes, aquele vai continuar a ser um "elefante de vidro" aqui na terra, fechado. Até temos medo de pensar como irá ser com a Casa da Cultura depois de passar a "febre" da sua abertura!


Justificações para quê?


Já há dias falámos nos atrasos que existem sempre que se pensa nas obras que estão a cargo ou são supervisionadas pela câmara. A incapacidade de conseguirem cumprir os prazos deve ser algo que vêem como sendo algo normal. Obra atrás de obra os atrasos vão-se sucedendo o que faz crer que é algo para eles aceitável. Quando ontem passámos no parque que já deveria estar aberto ao público, o que se vê é apenas a continuação de obras que teimam em continuar. Quase que nos habituamos a isso mas o que é difícil de entender é a total ausência de explicações aos munícipes. Nem uma palavra aparece no jornal ou mesmo no portal da câmara que dê a conhecer o porque de também estas obras estarem atrasadas. Se houvesse eleições iriam andar por aí na rua a distribuir sorrisos falsos mas como elas só aparecerão daqui a uns anos, pouco importa se os que neles votaram sabem o porque de não conseguirem mostrar a competência que prometeram. Claro que se eles começassem a dar explicações muita coisa se iria saber e muita da competência prometida iria ficar como as restantes promessas, por encontrar! 


Profissionais da pobreza

Não somos particularmente fãs da Jonet. Qualquer pessoa que esta há muitos anos à frente de uma qualquer instituição começa a cometer erros ou ganhar habitos muito pouco próprios de quem deve manter-se impoluto. As últimas declarações da presidente do banco alimentar são polémicas e muito provavelmente não deveriam ter sido feitas. Há, no entanto, uma verdade inegável no que ela disse. Todos conhecemos pessoas que preferem não trabalhar e estar dependentes dos subsidios que o Estado ainda vai dando. Todos conhecemos pessoas que, sem competência, aproveitam uma oportunidade temporária de trabalho para poderem depois estar meses e até anos na depência dos apoios que vão conseguindo. Todos conhecemos pessoas que vivem à margem das regras scialmente aceitáveis e se mantêm numa dependência do que são as ajudas que vão conseguindo. Basta andar um pouco pelas redes sociais para se encontrar aqui e ali uma pergunta se já alguém recebeu o RSI mas dessas nunca lemos nada a perguntar por trabalho! Sempre aprendemos que só não trabalha quem quer e que trabalhar, seja no que for, não envergonha. Há quem prefira não o fazer! Apesar de reconhecermos que as declarações poderiam ter sido proferidas de um modo mais suave, não deixam se corresponder a uma verdade triste, mas real. Curiosamente alguns daqueles que se sentem ofendidos com o que ela disse são aqueles a quem o trabalho nunca cansou e que até os há aqui na terra!


Espaço cidadão

Alcobaça, Nazaré, Batalha e muito mais câmaras aceitaram criar um espaço onde os munícipes podem ir tratar de todos os assuntos. Quem já foi a um desses espaços sabe que não tem que andar de um lado para o outro para tratar dos assuntos que precisa. Em termos de tempo perdido em repartições e organismos públicos nota-se uma redução substancial. Há dias o assunto foi discutido na reunião de câmara. O Santos e o Logrado defenderam a sua implementação mas o Álvaro argumentou que o "programa «Espaço do Cidadão» foi uma tentativa de vender à pressa, às Câmaras Municipais, um presente envenenado". É provável que o Álvaro tenha razão e que o Governo tenha tentado despejar para as câmaras parte do que é a sua responsabilidade mas há uma dúvida que não conseguimos ver esclarecida. A função da câmara não é a de tudo fazer para que os seus munícipes tenham melhores condições de vida, ainda que isso signifique que a câmara possa ficar com mais atribuições e até encargos? Já sabemos que a câmara não gosta de aceitar presentes - que o diga o Amadeu - mas não deveria ser preocupação fundamental de quem manda o interesse dos munícipes e não tanto se o presente é ou não envenenado? Pelo que se lê nas notícias, há câmaras que aceitaram os tais "presentes envenenados" porque, ao contrário de cá, pensaram na utilidade que isso trará para os seus munícipes e não tanto se vão ter mais trabalho ou não. Mas entende-se! Este tipo de argumentação vinda de quem faz a estrada para S. Pedro sem passar dos 50 km/h é compreensível já que se sabe que não tem o mesmo sentido de urgência que todos os demais, que têm que andar de repartição em repartição ou a subir escadas mesmo sem poder, têm.


"Um dia"

Temos por principio duvidar de cada palavra que sai da boca de um político. Chamem-lhe cepticismo ou auto-preservação, a verdade é que fomos aprendendo com o tempo a por sempre tudo em causa. Neste caso temos que dar o braço a torcer porque o Álvaro surpreendeu-nos, fazendo-nos acreditar de novo no que dizem os políticos e nas promessas que fazem em campanha eleitoral. Uma das promessas de campanha do PS era a de avançar com a "Requalificação da estrada que liga a Vieira à Praia, com inclusão de ciclovia, passeios, iluminação e remodelação das adutoras de abastecimento de água.". Há dias o Álvaro avançou com a data em que isso irá ser feito. Sem papas na língua e sem qualquer hesitação, o Álvaro foi peremptório a dar a data: "um dia". Ficámos assim a saber que a promessa eleitoral, uma das 115 que foi apresentada, tem já data marcada! Agora é só ficarmos à espera de ver as máquinas a começar a trabalhar nessa data tão importante para a freguesia da Vieira. Nada como sentirmos que existe uma calendarização perfeita de tudo o que está para ser feito pela câmara.


Nem dado!

Diz-se muitas vezes que há presentes envenenados mas há quem sinta que receber alguma coisa de alguém é sinal de inferioridade ou fraqueza. Há quem diga que é por estupidez! Quem hoje passar por S. Pedro e passar pela Praia das Paredes vai encontrar uma diferença abismal. Num lado nada foi feito, no outro tudo foi arranjado! Há dias o Vicente deu a garantia que a câmara vai repor tudo o que está estragado em Setembro (presumimos que deste ano). Como é bom de ver, deve ser nessa altura que faz mais falta que tudo esteja bonito e arranjado! Poder-se-ia dizer que a câmara não arranjou o que o mar estragou porque não teve condições financeiras para o fazer e que o que a câmara de Alcobaça fez foi um exagero, dando àquela praia as condições para que os veraneantes se pudessem sentir agraciados. Mas, agora que o Setembro já leva alguns dias, nada está ainda a ser feito - apesar do Vicente ter afirmado que estaria - e o que mais espanta é que não se pode dizer que tenha sido por falta meios já que um munícipe se disponibilizou a oferecer a madeira que a câmara necessitasse para fazer as reparações! Quando há dias falámos neste assunto ainda pensámos que, depois da reunião, tivessem conversado e a câmara tivesse aceite a oferta. Hoje pode-se constatar que isso não aconteceu. O curioso é que a razão que levou a que, segundo o Vicente, a madeira não fosse colocada se deveu às férias das empresas que a fornecem! Mas até está bem, que alguém possa ter férias em condições (seguramente que os donos dessas empresas não vieram passar férias para S. Pedro) Este tipo de situações, em que a câmara age como se não precisasse de ninguém, seria compreensível se actuasse a tempo. Não o fazem e o verão passou sem que tivesse havido uma mostra de que estavam preocupados com aqueles que esperam do verão a possibilidade de equilibrar as suas contas! Mas é natural que assim seja quando se sabe que há quem prefira passar as férias bem longe daqui! O povo diz que "a cavalo dado não se olha o dente" mas, no caso da câmara, nem sendo dado eles se mexem!


Herói da corrida

Como andamos entretidos com as questões da política, às vezes esquecemo-nos de dar atenção àqueles que, por mérito, deveriam ser destacados. Aqui na terra nada acontece. É como se estivessemos em ponto-morto. A sensação que fica é mesmo a de que os que mandam não gostam muito de se mexer para fazer a terra andar. É um pouco por estarmos habituados a esse marasmo que ficamos impressionados quando sabemos que um nosso conterrâneo fica classificado em 13º lugar numa corrida de 336 quilómetros. O João correu quase 88 horas e fez o equivalente a subir 12 vezes a Serra da Estrela, a começar pelo nível do mar! Quando ouvimos os que mandam queixarem-se que estão cansados, que precisam de férias e que os assuntos não andam porque estão nas tais "merecidas" férias, a vontade que dá é mandá-los por os olhos no que é verdadeiro sacrifício para conseguir o que se deseja. O João é um daqueles que ficará na história aqui da terra como sendo um dos que pode ascender ao patamar de herói. Não sabemos o que é necessário para se conseguir atingir a proeza que o João conseguiu mas só de imaginar ficamos cansados! Para ele, os merecidos parabéns.


Interesse público!?

Já está decidido que a Angolana, antiga fábrica de vidros e hoje local em ruínas, é "monumento de interesse público". A classificação já é pública. Pelo que se pode ler, a câmara foi ouvida sobre esta classificação e sobre ela ter-se-á pronunciado. Isto significa que toda a zona envolvente passa a estar protegida e as ruínas que ali estão serão para ficar. A câmara nada poderá fazer naquele espaço e, como forma de acautelar que não ocorra nenhum acidente com a queda de alguma parede, parece-nos que, a curto prazo, a rua terá que ficar intransitável. Naquela que é a artéria mais movimentada da terra irá permanecer aquela construção que, apesar da história que representa, é um dos símbolos da decadência a que a terra chegou em muitas áreas. Apesar da decisão caber ao Governo, através do Secretario de Estado da Cultura, não deixa de ser estranho que esta classificação tenha sido feita quando se conhece o estado em que aquelas instalações se encontram. Seria interessante que a câmara desse a conhecer a resposta que deu quando foi ouvida sobre este assunto! Se de um lado poderá haver algum interesse histórico, do outro está a segurança dos munícipes que, com esta classificação, fica definitivamente posta em causa. Não deixa de ser curioso que o Secretário de Estado refira que naquele espaço existe uma "oficina de restauro de objetos destinados ao Museu do Vidro". Já lá passámos e não conseguimos vislumbrar sequer vestígios dessa oficina! Resta agora saber o que é que a câmara irá fazer para garantir a segurança dos que por ali passam e habitam!


Bombeiros inundados!

Não vivemos numa região onde as cheias sejam normais. Não significa que não haja quem sinta que está a viver numa zona de monções! Hoje choveu alguma coisa. Não se pode dizer que tenha sido muito mas foi o suficiente para muito dar que fazer! Sempre que chove um pouco mais quem tem que pedir ajuda aos bombeiros são os próprios bombeiros! Apesar dos pedidos que têm sido feitos para que a câmara possa dar uma ajuda para resolver este problema, a situação mantém-se há anos como se de nada se tratasse! As oficinas, bem junto ao Parque da Cerca, foram hoje mais uma vez inundadas e aqueles que têm por missão ajudar o próximo, vêem-se mais uma vez a braços com um problema sem que alguém os ajude! Pelo que pudemos saber, a câmara mantém-se de costas voltadas para os problemas que os bombeiros vão tendo. Mais uma vez temos alguma dificuldade em conseguir entender o porquê de isto acontecer quando se sabe que o Álvaro já pertenceu à associação e deveria ter uma sensibilidade maior para os problemas que eles atravessam. Mas, à boa maneira Portuguesa podemos dizer que, ainda assim, os bombeiros tiveram sorte! A inundação aconteceu quando já não têm o barco de socorro a vítimas na praia e assim puderam aproveitar para fazer uns treinos de socorro a náufragos sem terem que se deslocar! É capaz de ser por pensarem nisso que ninguém na câmara presta atenção ao assunto já que devem querer que aos bombeiros não falte nada, nem mesmo lugar para treinar o socorro a náufragos!


Afinal há perigo!

Quando há dias o Santos sugeriu, em tom de gozo, que as muitas lombas que existem na estrada de S. Pedro fossem pintadas com diversas cores para alertar os condutores do perigo que existe, a resposta do Álvaro foi a de que a estrada não estava assim tão má e que ele passava bem com o seu carrinho velho. Quando agora se passa na estrada encontram-se uma série de sinais de perigo a alertar para o mau estado do pavimento.  Depois de vermos isto ficamos na duvida em relação a quem tem razão, se o Álvaro, se os muitos que ali passam e aqueles que andaram a colocar os sinais de perigo! Claro que se entende que agora, depois de ter sido alertado para o problema, os sinais estão ali para evitar que possa ser pedida responsabilidade por qualquer estrago que possa resultar em algum carro. Não deixa de ser curioso o facto de há dias o Álvaro ter dito o que disse e, dias depois, se verem ali espalhados os sinais que alertam para um perigo que o Álvaro disse que não existia. Quem agora ali passa fica a saber que a também a estrada para S. Pedro não convida a que lá se vá! Pior cartão de visita é difícil arranjar!


Lixo

Desta vez não vamos colocar o debate entre os dois candidatos a primeiro-ministro por parte do PS porque não queremos baixar a qualidade do que aqui aparece ao ponto de poder ser classificado como lixo. O que por ambos foi dito é tão mau que não merece que seja reproduzido novamente.


Síndrome do "Patinho feio"

Quem ontem assistiu ao debate entre os Antónios não pôde deixar de ficar com a ideia de que o Seguro se posicionou como sendo a vítima do mauzão que o traiu e que não o deixou concorrer às eleições, não porque ele devesse concorrer pela sua competência - que não tem - mas porque aguentou estes três anos à frente do partido! Esta teoria, vinda de quem ascendeu à vida política por ter sido membro duma JS, não espanta! Pode-se mandar no país porque se tem antiguidade num lugar e não tanto porque se sabe mandar! Claro que, mesmo que ele ganhe e possa vir a ser primeiro-ministro, ficámos a saber que ele estará pouco tempo no poder porque, como ele próprio disse, demitir-se-á se aumentar impostos. Como só um idiota acredita que não haverá aumento de impostos, fica a garantia de que ele estará pouco tempo a ocupar o lugar de quem manda. Mas esta questão de se colocarem no lugar de vítimas, quais Calimeros, parece ser algo que contagia alguns dos que são seus seguidores. O Sales hoje deu a conhecer que afinal foi ele quem ganhou e que houve "desconformidades" no acto eleitoral. Também ele está afectado pelo "síndrome do Patinho feio"! Já se sabia que havia recursos pendentes mesmo antes das eleições e agora espera-se que eles aumentem. O Álvaro não fala mas hoje o Castro já afirmava que era o Sales quem iria ser declarado vencedor! Ainda que possa vir a ganhar na secretaria, a candidatura do Sales não deixa de ficar molestada por tudo aquilo que os seus apoiantes têm mostrado: um fraco poder de encaixe e conceitos de democracia que deixam muito a desejar. Mas tudo isto vem mostrar que, seja a nível nacional, seja a nível federativo, o PS não consegue ser alternativa para coisa alguma. Se eles próprios não se entendem, como esperam que alguém possa confiar-lhes o que quer que seja? Se estamos mal, muito mal, com o PSD/CDS, não conseguimos ver que o PS consiga dar a quem quer que seja - a não ser os apoiantes que votam apenas porque sim, sem saberem bem porque o fazem - a garantia de conseguirem levar o país para um bom caminho.


António vs. António



Um pé de fora

A semana passada saiu a noticia de que o Amândio estaria com um pé fora da câmara. Não podemos dizer que fosse algo que nos apanhasse de surpresa. O que foi surpresa foi o facto do Álvaro se mostrar desconhecedor dos motivos que levavam a que ele estivesse de baixa médica ou mesmo se iria de férias. A razão apareceu-nos sob a forma de foto! Sabe-se que o Álvaro é um acérrimo defensor do Seguro. Questões pessoais levam a que isso aconteça e até se compreende. Não é fácil quem tem dificuldade em gerir uma autarquia conseguir perceber que o Seguro não é pessoa para gerir um país. Quando vemos que o Amândio é um dos apoiantes do Costa, como se pode ver pela imagem tirada quando o Costa andou aqui em campanha em Leiria, percebe-se o porquê da possível saída dele de adjunto do Álvaro. Percebe-se agora o motivo da "doença" que motivou a baixa médica do Âmandio. Não sabemos qual o termo clínico mas em termos leigos chama-se "se não estás comigo, estás contra". O Álvaro não terá gostado que o seu amigo, ainda líder do PS, não tenha como apoiante do seu adjunto e passou-lhe guia de marcha! Deve ser uma das novas correntes doutrinarias que procuram definir o que é "democracia" e "liberdade de opinião"! Mas os problemas na câmara podem não ficar por aqui. Na lista que foi divulgada de apoiantes do Sales e o Medeiros o Álvaro aparece como apoiante do Sales e a Tereza como apoiante do Medeiros! Será que também ela irá entrar em situação de baixa médica ou começaram cedo a preparar-se para todas as eventualidades, não fosse o diabo tecê-las e eles ficarem sem um pé num lado e um pé noutro. É que uma coisa são as ligações entre os que têm assumido a linha dura do PS, outra é a posição do Âmandio que aparece no PS por conveniência e, por conveniência, poderá ser descartado!


São as férias!

Já muitas vezes pensámos que o melhor para o país seria mesmo fechar durante um mês para que todos pudessem gozar férias. Evitavam-se aborrecimentos e chatices desnecessárias. Quem ocupa cargos num qualquer órgão do Estado tem direito a gozar as férias. Isso é inegável. O que não tem direito é de por a terra em modo de espera até que as suas férias terminem! O que acontece aqui na terra é um pouco assim. Quando um vereador vai de férias, nada é feito no seu pelouro porque, pura e simplesmente, não existe quem decida. Devem achar que só porque estão de férias os munícipes não precisam de ver os seus problemas resolvidos e quem tem a ousadia de pedir explicações, ouve da parte do presidente da autarquia a frase espantosa de que o assunto não está tratado porque o vereador do pelouro está de férias e "as pessoas têm direito a férias"! Fica uma pergunta no ar: e os munícipes não têm direito de ver os seus problemas resolvidos ou as férias dos eleitos são mais importantes? A semana passada esta foi uma das justificações que foi dada para uma das questões que foi colocada por um dos munícipes que ainda acredita que consegue ter alguma resposta naquelas reuniões! Quando ouvimos um munícipe pedir resposta às questões que colocou em Fevereiro ficámos na dúvida se há quem esteja de férias desde essa altura!


Desistir? Não!

700.000 é um número como qualquer outro. Não é muito nem pouco, é o que é. Ele corresponde, no entanto, ao número de visitas que já tivemos. É um número simpático! Temos percorrido uma estrada longa durante a qual sentimos muitas vezes, muitas mesmo, que de nada adianta o que se vai escrevendo. Vamos tendo, no entanto, quem nos vai dizendo que desistir não é a solução. Vamos tendo quem vai mostrando que só lutando se pode conseguir chegar onde se quer. Ainda que muitas vezes sintamos que mais vale desistir, há sempre quem nos diga que gosta do que aqui vai lendo. O que tem acontecido connosco é o que gostávamos que acontecesse um pouco por todo lado, em especial com aqueles que nos têm mostrado que desistir não é a solução. Os caminhos percorrem-se dando um passo de cada vez e quando o primeiro passo foi dado estávamos longe de imaginar que estaríamos agora a escrever este texto. Nós aprendemos que desistir não é a solução para nada e que só lutando por aquilo que se quer se consegue chegar ao destino. Ainda que possamos não conseguir mudar nada, o simples facto de ainda por aqui andarmos, de haver quem leia, quem goste e quem critique, mas que não fique indiferente, é a prova de que, para muita coisa, basta apenas querer. É pena que quem manda não pense assim!


Parados no tempo

Já se sabe há muito que a câmara é péssima a dar a conhecer o que acontece. A situação agravou-se! Desde o final do mês passado que parece que a câmara fechou as portas. O único local que ainda é usado para dar a conhecer alguma coisa, o Facebook, deixou de ser actualizado a desde o dia 29! Deve ter a ver com as férias mas não se entende que não haja quem dê continuidade. É como se tivéssemos parado no tempo! Bom, se pensarmos bem no assunto, até tem lógica! A actualização da página ficou igual à terra, parada no tempo!


Caça às bruxas

As eleições da passada sexta-feira no PS não deixam de surpreender. Pelo que tivemos conhecimento, a forma como decorreram aqui na terra foi tudo menos pacífica! O facto de terem aparecido na sede do partido alguns dos apoiantes do Medeiros levou a que o ambiente se tivesse tornado num quase campo de batalha. A presença do Órfão, para muitos dos que estão com a actual direcção, foi entendida como uma afronta e uma tentativa de sobrevivência política. Escusado será dizer que agora irá começar a caça às bruxas! Quando se pensava que o resultado eleitoral para a Federação poderia levar a que fizessem uma reflexão interna sobre o que se passa; sobre o facto de o Medeiros ter ganho porque o Sales teve apoiantes que lhe tiraram votos e não tanto pela falta de qualidade do candidato; sobre o facto de aqui na terra o resultado não ter sido melhor por causa desses e outros apoiantes que afastam mais do que aproximam os militantes, vão começar a "atacar" aqueles que ousaram desafiá-los! Essa é, pelo menos, a vontade de alguns que não conseguiram perceber que as eleições ganham-se e perdem-se porque se está em democracia. Não deixa de ser estranho que tudo isto aconteça num partido que se arroga ser um dos fundadores da democracia. Curiosamente, há dias lemos o Pedrosa escrever que "130 militantes do norte do distrito quiseram estar presentes e dar o seu apoio ao próximo presidente da federação". De sexta para cá, como o "próximo presidente" não é quem pensava ou queria, nem uma palavra, nem um expressar público de parabéns ao vencedor. Deve-lhe estar a custar engolir o sapo mais ainda quando o Medeiros pertence à "lagartagem" que tanta comichão faz ao Pedrosa!


Ocupação por "Acaso"

Com o Vítor de férias, a terra está também de férias no que diz respeito a eventos culturais. Isto dito assim quase faz parecer que o Vítor esteve, desde as festas da cidade, de férias uma vez que nada aconteceu, mas não é o caso! A semana passada ouvimos o número de actividades que dizem estar programadas mas nada se sabe sobre o quê em concreto. Estranhamente, a informação que começa a surgir vem de fora e não de quem tinha que a dar! Foi anunciado pela organização do evento que no dia 31 de Outubro e 1 de Novembro terá aqui lugar parte do festival de Teatro "Acaso". O cartaz desse festival refere que os espectáculos terão lugar no "Teatro da Casa da Cultura Stephens". Depois de ouvirmos que o velho teatro Stephens passaria a chamar-se "Casa da Cultura", quando agora lemos esta designação fica-se sem saber se foi erro de escrita ou se houve uma nova redenominação daquele espaço - sabendo-se que nem todos o que estão agora na câmara concordavam com o nome que foi dado no anterior mandato. Seja como for, chame-se o que chamar, é lamentável que a câmara não dê a conhecer aos seus munícipes o que está planeado. Acreditamos que esta não seja uma ocupação por "Acaso" e que haverá já coisas que estão definidas. Se o que pretendem é criar suspense, deixem isso para os espectáculos que poderão ser exibidos! Continua-se a sentir que a câmara é governada por uma suposta elite que sente que tem que dar a conhecer a quem os elege apenas aquilo que eles querem, quando querem. Esquecem que se a competência fosse um dos motivos para atribuição dos cargos teriam sido seleccionados pelos partidos!


Ervas e mais ervas

Há pouco fomos dar uma volta pela terra. Não porque tivessemos conhecimento de alguma coisa que estivesse a acontecer mas para isso mesmo, ver se alguma coisa estava a ter lugar. Nada, como seria de prever. Numa das avenidas que passámos, numa das que foi alvo de intervenção recente e onde deverão surgir umas árvores grandes daqui a uns anos, o que encontrámos foram canteiros dignos de serem fotografados. O tamanho das ervas daninhas que ali encontrámos quase fez lembrar alguns gabinetes onde elas abundam (ainda que algumas de baixa). Esta é a imagem que a câmara dá a quem ali passa, ervas e mais ervas por cortar. É pena que tenha já terminado o periodo de apresentação das propostas para o OP porque estamos convencidos que uma proposta para compra de uma máquina para cortar relva seria a vencedora. Uma coisa é certa, não há duvida que a intervenção da câmara junto ao cemitério é evidente, mais que não seja por omissão!


O último abraço

Quando andamos a tentar saber o que se passa na vida polítcas, deparamo-nos com textos como o que transcrevemos, de quem sabe escrever bem, e que mostram a pequenês daqueles que fazem da sua suposta vida pública um campo de batalha que não é nada comparado com os verdadeiros problemas dos que travam as verdadeiras batalhas. Quão perdidos estão os que se perdem a achar que as lutas políticas que travam são importantes!

"O último abraço que me dás

Ali, na sala de quimioterapia, jamais escutei um gemido, jamais vi uma lágrima. Somente feições sérias, de uma seriedade que não topei em mais parte alguma, rostos com o mundo inteiro em cada prega, traços esculpidos a fogo na pele


O lugar onde, até hoje, senti mais orgulho em ser pessoa foi o Serviço de Oncologia do Hospital de Santa Maria, onde a elegância dos doentes os transforma em reis. Numa das últimas vezes que lá fui encontrei um homem que conheço há muitos anos. Estava tão magro que demorei a perceber quem era. Disse-me


- Abrace-me porque é o último abraço que me dá

durante o abraço (continua)


Balde gelado

A estupidez do desafio do balde de água pela cabeça abaixo continua. Não há bicho careta que não faça figura de idiota a por um video no Facebook à conta dos jantares que não quer pagar ou quer comer à borla. Ainda entendemos aqueles que o fazem por uma causa justa, como tem acontecido com alguns que o fazem para chamar a atenção de instituições que necessitam de apoio. Claro que nunca imaginámos que os nossos autarcas embarcassem numa fantochada dessas mas, depois do que aconteceu na sexta-feira, estamos plenamente convencidos que o Álvaro sentiu um balde de água gelada cair-lhe em cima! Não só sentiu fugir-lhe o chão debaixo dos pés como deverá ter-se lembrado do que disse! Os candidatos escolhem-se pelas caracteristicas que se acha que os outros não têm. Em fase de campanha para a Federação ele escreveu que apoiava o Sales e não o Medeiros, que ganhou, porque o seu candidato "acredita que em política não vale tudo". Daqui se conclui que ele acha que para o Medeiros vale tudo! Disse também que o seu candidato "defende a igualdade", que tem uma "visão estratégica, trabalho e honestidade". Se o seu candidato tem tudo isto é porque o outro não tem! Agora que se sabe que o que ganhou é, segundo o Álvaro, alguém para quem vale tudo, não defende a igualdade, não tem visão estratégica, não é trabalhador nem honesto, como é que ele vai conseguir estar ligado a um partido que, a nível da federação, é, segundo o Álvaro, governado por alguém tão horrivel? Como é que ele vai conseguir seguir as suas orientações partidárias? Como o Álvaro não deverá ter mudado de opinião em 24 horas, não vemos como é que ele vai conseguir conviver com alguém que, segundo ele descreveu, roça o execrável pelo que, a solução mais lógica será a sua saída do PS. Se existisse seriedade no que se diz e se assumisse cada afirmação, seria assim!



Fim de ciclo

Com os resultados já divulgados, a Federação do PS mudou de mãos! Este resultado não pode deixar de ser entendido como uma derrota para o Pedrosa e aqueles que têm sido os seus apoiantes. Por cá, esta mudança irá trazer consequências. Todos aqueles que ocupam lugares na concelhia deram o seu apoio expresso ao candidato que perdeu. Mas mais do que o apoio, eles assumiram uma postura de quase confronto com o que o outro candidato representava. Se com um dos candidatos a continuidade estava assegurada, com esta mudança, a concretizar-se o que foi dito durante a campanha, algumas coisas vão mudar. Tendo os apoiantes do Costa ganho, até ao momento, a maioria das distritais, muita coisa poderá mudar daqui para a frente. Pode-se assim dizer que os dirigentes do PS local apostaram no cavalo errado e não conseguiram perceber o que parece ser evidente para a grande maioria. Anuncia-se assim um fim de ciclo e, com ele, as mudanças que foram anunciadas. Hoje os que se sentaram na sala a dar o seu apoio ao candidato que perdeu deverão estar a delinear a estratégia para poderem dar o dito pelo não dito, como tão bem fazem os que andam na política.


O verde está a mais

Quando olhamos para o que tínhamos e vemos o que agora temos, há que reconhecer que estamos melhor! Tinha algum jeito estarmos num dos passeios e não conseguirmos ver os prédios ou mesmo o céu? Os que criticaram, nos quais nos incluímos, não conseguiram ter a percepção exacta do que estava a acontecer. Há também um aspecto que apenas agora nos apercebemos e que justifica tudo o que foi feito. A câmara, presidida por quem é um ferforoso Sportinguista, quis dar uma imagem de o verde não deverá ser algo que impere aqui na terra. A sua atitude mostra que não é assim tão fanático pelo verde como alguns dizem. Quando pensamos no assunto facilmente se conclui que a cor da terra está a mudar. Vejamos: a cor usada para a nova marca da terra é o vermelho; o Pedrosa, deputado do seu partido, é doente pelo vermelho (apesar de hoje estar verde de raiva pela derrota que também ele sofreu); a coligação é com quem usa o vermelho como bandeira; as reuniões de câmara quase que têm feito sangue. Tudo isto permite concluir que o verde é algo que começa a estar a mais na terra daí que tenhamos que reconhecer que o corte das árvores foi algo bem pensado! A imagem mostra, aliás, que agora se está muito melhor e que a ideia de árvores numa avenida é algo fora de moda, além de que, não havendo árvores, não há perigo de existirem fogos. Tudo muito bem pensado, sem dúvida!


As penas

Já são conhecidas as penas num dos casos mediáticos que envolvem um dos que foi braço direito do Sócrates e pessoa importante no PS. Se foi feita justiça ou não, não fazemos ideia e nem é isso que nos leva a escrever. O facto de estar a ser falado um dos homens fortes do tempo da governação socialista no país fez-nos lembrar que hoje há eleições da Federação Distrital. Já se prevê que o Sales ganhe e nem os recursos que estão pendentes fazem com que isso possa afectar essa presumível, quase segura, vitória. Ao vencedor restará desejar boa sorte mas, já se estamos em maré de falar em favores e jogos de influência, não conseguimos resistir à tentação de meter uma cunha para que o vencedor possa fazer alguma coisa para que ponha um pouco de ordem no que se passa aqui no PS local! Não é que isso nos diga muito respeito mas é pena e aborrecido sentir-se que há coisas que eles gostam de manter em segredo, como foi o caso do pedido que deu entrada na câmara para que o ACM fosse ajudado. Se o Álvaro tinha o pedido na mão, se reuniu com alguns dos que estão envolvidos no assunto durante a manhã e se até pediu um parecer aos juristas da câmara, para quê tanto secretismo? Afinal, não se trata de nada que não se viesse a saber mais tarde! Ou será que, como o assunto não foi falado ontem na reunião da câmara, por o Vítor estar ainda de férias, não havia interesse que os vereadores da oposição soubessem que ele tinha já conversado com os representantes do clube; que se soubesse que o pedido estava entregue e que daqui a 15 dias, quando o assunto for (em principio) a reunião, poderá já ser tarde demais para se fazer alguma coisa e não convir poder ficar a ideia que um assunto urgente não foi tratado com urgência? Acreditamos que a maioria das pessoas são da opinião do PS, de não viabilizar um financiamento ao clube nas condições em que ele se encontra. Se assim é, qual o problema de isso ser assumido desde já em vez de deixar que seja o tempo a decidir do género: bom, nós gostávamos de ter ajudado, mas agora já não adianta!


Dia de ditado

A reunião de ontem não ficou marcada apenas pela presença da "prima". Previa-se que o Álvaro fosse levantar o problema da Ana poder ter gravado a reunião e ter querido que o que disse ficasse a constar na acta mas optou pela solução mais fácil de dar instruções (ele ou alguém) para que tal texto não ficasse a constar. Foi na sequência desse assunto que depois o Logrado teve a sua intervenção familiar! Mas, primas à parte, o texto que a Ana queria que fosse incluído não o foi e, pelo que lemos nas muitas actas que estão disponíveis, foi a primeira vez que a acta anterior não foi aprovada por unanimidade! O Aurélio votou contra a aprovação da acta! Depois desse voto passou-se à fase que mais detestávamos na escola, a do ditado! O Aurélio usou a declaração de voto para colocar nela tudo aquilo que a Ana queria que constasse mas foi rejeitado. Foi um ditado longo e uma perda de tempo desnecessária! Esta questão do que fica ou não na acta é já um problema que vem desde há muito. Até que ponto o que fica na acta corresponde na integra ao que é dito? Até que ponto não é aproveitado apenas uma parte, deixando outros aspectos de fora? As actas são aprovadas 15 dias depois da reunião. É praticamente impossível conseguirem saber, com exactidão, o que disseram. Mas esse problema é maior para os vereadores da oposição. Eles vão à câmara para as reuniões, de 15 em 15 dias. Os restantes estão lá sempre e nada mais normal do que, nos dias seguintes, poderem ajudar, quem secretaria a reunião, a lembrar-se de tudo o que eles disseram! O Santos, o Aurélio e o Logrado, hoje na oposição, ficam numa posição mais frágil no que diz respeito ao que possa ficar na acta quanto às suas intervenções. Esse foi um dos argumentos que levou a que fosse proposto que as reuniões fossem gravadas. Claro que não estamos a dizer que é isto que acontece mas que pode acontecer, pode!


O regresso da "Prima"

Quem nunca assistiu a duas peixeira a discutir poderia ter ido ontem à reunião de câmara. A imagem que iria ter seria a mesma! Por causa do que se escreve ou não nas actas das reuniões de câmara, o Logrado achou que estava num comício e, num tom muito pouco próprio de quem está a representar os munícipes, teceu alguns comentários que levaram a que a Alexandra elevasse o tom de voz e lhe respondesse. Como duas peixeiras, o Logrado e a Alexandra trocaram argumentos como se mais ninguém estivesse na sala. O Álvaro, incapaz de conter os ânimos, aproveitou para fumar um cigarrinho enquanto os demais vereadores assistiam à troca de argumentos. A forma como os dois entraram em discussão foi muito pouco digna e pouco própria do lugar que ocupam. O Logrado disse que iria gravar as reuniões sempre que quisesse, tendo a Alexandra acusado-o de ter sempre intervenções ofensivas. A discussão elevou o tom e a Alexandra disse que o problema do Logrado "vinha do berço". Foi aqui que o Logrado chamou a família à baila e, mais uma vez, apelou à prima e, respondendo à Alexandra, disse que "berço é a sua prima". O Logrado marcou assim a sua rentrée com uma das frases que marcou a sua campanha, a prima! Ficou demonstrado que a família é assim um elemento fundamental da argumentação política do Logrado pelo que será de esperar que, quando regressar das suas viagens, possa trazer mais alguns argumentos familiares.


55

"33 foi a conta que Deus fez" era uma das expressões que nos lembramos de ouvir aos mais velhos. A partir de hoje há outro número que nos irá ficar na cabeça: o 55. Isto porque hoje se soube que esse é o número de actividades que a câmara diz que vai ter na Casa da Cultura até ao final do ano. Costuma-se dizer que não há fome que não dê em fartura mas não deixa de ser estranho que a câmara avance com o número de actividades que vai ter mas não dê indicação do que vai acontecer! Acreditamos que não estejam a contar como eventos as matinés e as sessões de cinema mas a verdade é que parece ser um número muito grande para tão pouco tempo. Mesmo que a Casa da Cultura abra dia um de Outubro, são 90 dias os que ficam a faltar até ao final do ano. Significa isso que, desses 90 dias, quase dois terços do tempo vai estar preenchido com actividades! Não somos muito de acreditar no que dizem os políticos mas temos imensa dificuldade em não duvidar desta informação e do que hoje ouvimos ser discutida na reunião de câmara. Mas, mais do que o número, gostaríamos que tivesse sido dado a conhecer o que irá acontecer naquele espaço! Esperemos não façam com essa informação o que fazem, com quase tudo o resto, em segredo ou só acessível a alguns. A menos de um mês da abertura, não se saber qual o plano ade actividades é, no mínimo, estranho!


Reunião gravada?

Já antes nos tinha chegado informação que dava conta que poderia existir um problema na reunião em que a Ana esteve presente. Hoje percebemos que esse problema pode levar a que a desconfiança fique instalada entre todos os membros do executivo. Quem assiste às reuniões sabe que as actas são feitas por quem secretaria a reunião e que, como é normal, o que fica escrito não corresponde na totalidade ao que é dito, sendo feita uma espécie de resumo. É assim em todas as reuniões. Pelo que percebemos, a Ana quis que o que disse na reunião ficasse, palavra por palavra, em acta, em texto que terá facultado para que fosse copiado para a acta. Como ninguém consegue recordar-se, palavra por palavra, do que diz numa reunião que dure mais do que cinco minutos, a conclusão a que alguns chegaram foi a de que a reunião terá sido gravada. Todos sabem que isso é simples, bastante que se tenha um computador ligado ou um telemóvel em cima da mesa! A questão que, apesar de não ter sido incluída na ordem de trabalhos da reunião de câmara de hoje, parece que irá merecer atenção especial tem a ver com esse facto: o de os vereadores poderem estar a gravar o que é dito. Há meses essa questão foi decidida quanto foi proibida a gravação. O assunto parece estar de novo em cima da mesa perante esta suspeita de que possa haver quem, pertencendo à câmara, possa ter contrariado o que foi decidido. A questão que agora se vai colocar tem a ver com a forma como poderá ser controlado quem, estando à mesa da reunião, possa ou não estar a gravar o que se diz! Irão proibir o uso de telemóvel durante a reunião? Irão fazer uma inspecção para ver se entra algum gravador? Irão ter quem controle o que cada um faz com os computadores portáteis? Quando se pensava que as férias iriam trazer acalmia entre os eleitos, eis que surge isto!


Mais um prazo ultrapassado

Há dias lemos uma acta da câmara na qual o Vicente, respondendo à João, informou que a "conclusão das obras de intervenção no jardim Luís de Camões estão programadas para o final de agosto". Como seria previsível, estamos em Setembro e, pelo que se consegue ver, ainda longe da conclusão! Como desta vez não houve nenhuma parede que estivesse em risco de ruir, qual será a justificação que vai ser dada para, mais uma vez, o prazo ser ultrapassado?


As aprovadas

Das 43 propostas do OP, a comissão composta por Inês Marrazes, Susana Silva e Isabel Alves, decidiu que passam as seguintes:
Execução de rede de drenagem pluvial na Rua Augusto Costa - Picassinos, Freguesia de Marinha Grande;
O Regresso do Comboio de Lata a São Pedro de Moel - Freguesia de Marinha Grande;
Piscina Municipal da Marinha Grande - Qualidade da água e ar, saúde e ambiente - Freguesia de Marinha Grande;
Requalificação do pavilhão desportivo no edifício da FAE - Freguesia de Marinha Grande;
Reabilitação de espaço verde - a nascente da antiga Ivima (Rua Hélder Luciano Roldão) - Freguesia de Marinha Grande;
Iluminação de passeio público - Freguesia de Vieira de Leiria;
Requalificação de espaços na escola básica 1 do Engenho e zona de recreio - Freguesia de Marinha Grande;
Medidas de redução e acalmia de tráfego na Rua da Ponte de Pícassinos - Freguesia de Marinha Grande;
Reabilitação e exposição do comboio de lata - Freguesia de Marinha Grande.


As moscas venceram!

Tem sido notícia de abertura dos jornais o problema que parece existir com os tribunais. Já se imaginava que a confusão fosse grande e acreditamos que, dentro de pouco tempo, todos começarão a sentir os efeitos do que se tem ouvido nas notícias no que diz respeito às reclamações. Já sabíamos que havia serviços que iriam para fora e lemos há dias que aqui na terra ficaram menos funcionários. A informação que hoje recebemos leva a que fiquemos ainda mais preocupados. Sabe-se que um dos objectivo da Ministra é a redução de custos. Sabe-se também que com a deslocação de serviços quem perde são os munícipes e a própria economia local. Pela informação que nos enviaram, apesar de isso não ter sido noticiado, a Ministra terá vindo aqui à terra, sem grande alarido, ver as condições do tribunal e terá sido nessa altura que se terá falado na possibilidade de parte dos serviços serem deslocados para o "mercado" no Atrium. Pensando mais nos cofres da câmara do que nos interesses dos munícipes, o Álvaro terá exigido uma renda pela cedência do espaço que a Ministra não aceitou pagar. Como consequência, os militares vieram aqui à terra buscar os processos para serem despejados nos tribunais para onde foram deslocados. Não se compreende como é que o assunto não vai sequer a reunião de câmara e como é que esta, devendo ter consciência do prejuízo que tudo isto traz aos munícipes, não cedeu o espaço do mercado, mesmo sem cobrar nada, mandou retirar as bancadas de venda do peixe e criou condições para assegurar que nada daqui saísse. Entre estar o "mercado" às moscas ou ter lá serviços que poderiam ser úteis à população, optou-se pelas moscas!


Ainda nada!

O prazo para reclamação das propostas que não foram aceites do OP está a decorrer (pela informação que consta no site do OP está desde a meia noite) e ainda não há quem tenha recebido o que quer que seja! Assim é fácil não haver quem reclame! Curiosamente, em Leiria tudo está disponível para consulta por quem tiver interesse em saber o que foi apresentado, aceite ou chumbado! São as diferenças!


Bronca no ACM

Desde há muito que se sabe que as coisas não andam bem no ACM mas desta vez o limite foi ultrapassado. Apesar de amanhã o assunto não dever ser discutido em reunião das quintas-feiras, soubemos que o ACM pediu ajuda à câmara. A ajuda traduz-se na concessão de um apoio que deverá ser na ordem dos trezentos mil euros para pagar a decisão do tribunal arbitral que decidiu que o empresário com quem o ACM entrou em conflito tinha razão. Traduzido em miúdos, isto significa que ou o ACM paga esse valor ou perde o terreno onde está implantado o campo. Mas para que o assunto se complique mais, soubemos também que também a empresa que avançou com o dinheiro, depois do ACM ter decidido não cumprir o outro contrato, irá pedir a devolução do dinheiro. Ou seja, assim de repente, o ACM poderá ter que arranjar mais de um milhão de euros para poder fazer face ao que são as responsabilidades que agora foram declaradas. O Álvaro já tem o assunto nas mãos mas, ao que pudemos apurar, irá empurrar a decisão do pedido de apoio para outra reunião, pelo que se espera que amanhã nada seja decidido. Pelo que se sabe, o PS não é favorável a que a câmara empreste este dinheiro ao ACM, porque de um empréstimo se trata, e resta saber qual a posição que o PCP irá assumir. Por saber está também qual a posição que a Alexandra irá assumir, sabendo-se que foi ela quem representou o clube na questão do relvado. Podendo existir um conflito de interesses por parte da Alexandra, que a irá impedir de votar, a decisão poderá ficar nas mãos da oposição. Estamos curiosos para saber qual irá ser a decisão que irão tomar quando em causa está de um lado os muitos jovens que ali praticam desporto e do outro actos que parecem estar próximos do que seja uma má gestão. Uma questão terá sempre que ser respondida: onde está tanto dinheiro, quando nem o relvado pagaram? O presidente do ACM tem assim uma batata quente na mão que poderá levar a que, se a câmara não se atravessar - e não vemos como o poderá fazer já que se o fizer irá estar a dar cobertura a actos que talvez devessem ser analisados pelo Ministério Público -, o clube possa perder tudo o que até agora se achava que era dele. Se até agora o relvado poderia ser uma preocupação, ele é, neste momento, o menor dos problemas que o clube tem. Se a câmara emprestar o dinheiro terá que contar que os restantes clubes possam fazer o mesmo sem que ela tenha como o recusar! O ACM poderá transformar-se no BPN ou BES aqui da terra!


Vida ingrata

Soubemos agora mesmo que um dos que connosco se ia preocupando com o que se passa aqui na terra não irá mais estar presente. Apesar de não ser daqui natural nem aqui residir permanentemente, preocupava-se com o que aqui se passava tanto quanto todos os restantes que aqui vão escrevendo e aqui vivem. Um dos que, no tempo que tinha livre, se divertia a fazer alguns dos bonecos, abandonou-nos. À família e amigos, àqueles que sabiam que ele era um dos Curiosos, o nosso agradecimento por terem ajudado a criar uma pessoa que, sem querer protagonismo, se preocupava com o que se passava à sua volta. Nós, os que ainda cá vamos estando, iremos tentar continuar o que o ... tão bem fazia. Para ti, o nosso agradecimento por teres ajudado a construir o Largo e fazeres dele o espaço que os políticos incompetentes detestam mas que os outros entendiam. O ódio que alguns deles sentem por o que fazias são o melhor reconhecimento de que eras muito, mas mesmo muito, importante, bem mais dos que eles que fizeram das suas vidas a procura por um local onde os holofotes incidiam. Até um dia. O nosso obrigado.


A decisão

Amanhã, de acordo com a informação que está no site do OP, começa o período de reclamação. Pareceu-nos apropriado transcrever o texto referente à decisão que aprovou o respectivo regulamento.


"73 – PROJETO DE REGULAMENTO DO ORÇAMENTO PARTICIPATIVO DE 2014
Quando se entrou neste ponto, o Sr. Presidente levantou a questão legal da proposta apresentada pelo Sr. Vereador Carlos Logrado, uma vez que da comunicação que a Câmara recebeu resulta que o referido Vereador não está em funções neste momento e a exercer o seu mandato, pelo que é necessário esclarecer se é legal a admissão da proposta que foi agendada em seu nome.
O Sr. Vereador António Santos começou por evidenciar que um documento desta importância devia ser votado por unanimidade.
Como a Agenda dispõe de 2 documentos, um da Vereação composta pelos elementos do executivo e outro apresentado pelo Vereador Carlos Logrado, propõe que se retire da Agenda e seja votado na próxima reunião apenas um documento de OP que tivesse o cunho de todos os Vereadores eleitos democraticamente nas últimas eleições Autárquicas.
O Sr. Vereador Aurélio Ferreira partilha desta opinião.
O Sr. Presidente entretanto invoca a nulidade do projeto de OP do Sr. Vereador Carlos Logrado, considerando que este pediu a suspensão do mandato.
O Sr. Vereador António Santos pediu a palavra e mais uma vez pede a retirada da Agenda para ser votado um documento de OP único, aglutinador das várias ideias dos Vereadores.
Propôs esta proposta à votação e foi recusada com 3 votos favoráveis à sua retirada e 4 contra dos vereadores do executivo. (continua)


(e)Ventos de Mudança

Numa altura em que nada se vê acontecer, temos conhecimento que hoje irá ter lugar uma reunião com os comerciantes locais que pretende dar nova dinâmica à terra. Com o nome de "(e)Ventos de Mudança", a ACIMG parece querer dar uma machadada no marasmo que tem existido, dando início a uma série de eventos, com duração prevista até ao final do primeiro trimestre do ano que vem, que poderão quebrar a actual corrente negativa que parece correr pelas ruas da terra. Mais logo os comerciantes (e todos nós) irão poder tomar conhecimento de qual é intenção da actual direcção daquela associação, há muitos anos sem dar sinal de si. É com agrado que se vê aquela que é a entidade que representa os que são mais prejudicados pela letargia que existe na terra a querer por quem aqui habita e visita a viver com a Marinha. Pelo que já conseguimos saber, a intenção será por os Marinhenses a sair de casa e a movimentarem-se nas ruas que por erros sucessivos e inacção de quem tinha obrigação de agir, têm estado a definhar. Sem grandes inovações mas um pouco à semelhança do que acontece noutros locais a ideia será a de dar vida à terra. Acreditamos que a câmara se vá associar a esta iniciativa e que irá usar a vontade que agora parece existir para poder dar-lhe continuidade, não deixando que a vida regresse ao centro tradicional apenas uma vez por ano! Logo lá estaremos para ouvir quais as ideias que existem e seria interessante podermos ver lá não apenas o Vítor mas também o Álvaro a interagir com os comerciantes e a ouvirem o que são as suas pretensões (e frustrações). Afinal, muito do que possa ser feito depende, acima de tudo, deles tendo até em conta a data que está prevista para a realização do primeiro evento.

A imagem é criação nossa.


Nada mudou

À medida que os dias vão passando e nos vamos apercebendo do que vai acontecendo na terra, a conclusão a que se chega é que os eleitos são pessoas com sorte. Não porque consigam ter grande rendimento do lugar que ocupam ou porque daí tirem vantagens pessoais - que acreditamos que nenhum esteja lá para esse fim - mas porque foram eleitos numa terra onde apenas uma mão cheia de gente se preocupa com o que acontece. Isso vê-se na frequência que as reuniões de câmara têm ou mesmo as assembleia municipais. A informação que sai da câmara é a conta-gotas e se alguma coisa é escrita que contrarie isso é porque se está no contra! Com a eleição dos independentes houve a esperança que alguma coisa pudesse mudar e que mais pessoas se interessassem pelas questões de política local que, ainda que não se goste, dizem respeito a todos. Mas essa esperança rapidamente se desvaneceu. Quase um ano depois da actual câmara ter sido eleita, pouco ou nada mudou no que diz respeito à mobilização dos munícipes pelo que acontece. Os partidos porque lhes interessa que apenas seja divulgado o que convém; os independentes porque não conseguem fazer chegar a quem os elegeu, e a todos os restantes, informação que dê conta do que vai acontecendo. As decisões da câmara, que deveriam ser analisadas à lupa pelos munícipes, são o que menos lhes interessa. Queixam-se que a terra esta deserta; que nada acontece; que cortam árvores; que o verão passou e nada se viu mas, quando se pede que intervenham, todos (com excepção da tal mão-cheia) passam a bola ao vizinho. A falta de informação que chegue a todos e que dê a conhecer o que se passa é por demais evidente e não admira que os munícipes sejam apenas alvo das atenções dos políticos quando há eleições. Afinal, ninguém quer mesmo saber de nada!


Não bate certo!

Ainda a propósito do OP, depois de lermos a informação que está na página criada para o efeito, há um aspecto que nos parece não fazer sentido. O regulamento prevê a possibilidade de ser apresentada reclamação do que foi decidido pela comissão técnica mas nada diz sobre quem tem por função apreciar as reclamações. Na página do OP vem a informação de que "As reclamações serão apreciadas pela Comissão Técnica". Ou seja, os que tiverem acesso à lista provisória podem apresentar reclamação da decisão que foi tomada pela comissão técnica e essa reclamação vai ser apreciada pela mesma comissão técnica! Cabe assim aos que rejeitaram propostas decidir sobre a sua decisão! Pode até estar tudo correcto e quem fez o regulamento ter querido que assim fosse mas parece-nos que a reclamação deveria ser decidida pelo órgão máximo da câmara, o Presidente, ou até mesmo pela vereação. É assim que acontece em relação a todas as decisões da câmara e é dessas decisões que os munícipes podem queixar-se ao tribunal. Um munícipe que não concorde com a decisão que seja tomada pela comissão, na sequência da reclamação que apresente, como é que se vai queixar ao tribunal se a decisão não é da câmara mas apenas de uma comissão? Algo não bate certo!


Onde anda a lista?

Fomos dar uma vista de olhos ao que diz o regulamento que define as regras referentes ao Orçamento participativo. De acordo com a informação que é avançada no site do OP, o período de análise pela tal comissão que ninguém sabe por quem é composta, terminou no dia 29 do mês passado (sexta-feira). Diz o regulamento que "findo o período de análise das propostas é elaborada e divulgada a lista provisória das propostas admitidas e excluídas, para no prazo de 10 dias serem, se for o caso, apresentadas reclamações". Ou seja, desde sexta-feira que está a decorrer o prazo para que sejam apresentadas reclamações. O regulamento não diz que as reclamações podem apenas ser apresentadas pelos proponentes o que faz com que qualquer munícipe possa, se assim entender, reclamar. Se o orçamento é participado pelos munícipes, não teria lógica que eles estivessem impedidos de reclamar, mesmo que não tenham apresentado propostas. Aqui aparece o problema! Reclamar do quê se não foi divulgada a lista provisória em local que se tenha acesso? A câmara não deu a conhecer em local algum - seja no seu portal, seja na página do OP ou mesmo no Facebook - a lista provisória. Ou seja, um munícipe que esteja interessado em reclamar, está impossibilitado de o fazer porque a câmara não deu a conhecer a lista! É razão para que se pergunta por onde anda a lista!


As propostas do OP

Acabou a fase de apreciação, pela comissão nomeada pelo Álvaro - que os munícipes não sabem como é composta -, das propostas que foram apresentadas no âmbito do Orçamento Participativo. Não somos como alguns que, não fazendo parte do executivo, sabem quais as propostas que foram apresentadas - o que só por si revela uma fuga grave de informação e que pode por em causa todo o OP - mas conhecemos o que a generalidade dos munícipes sabe, com a informação que os proponentes têm dado. Uma delas diz respeito à possibilidade de vir a ser construída um nova rotunda na zona industrial. O facto de existir esta proposta, ao que se sabe apoiada pela maioria dos que frequentam a ZI, revela que a decisão que foi tomada de construção das duas rotundas não satisfaz as necessidades de quem faz a sua vida naquela zona. Claro que os que desenharam aquela solução deverão conseguir defender a sua opção mas sabe-se que uma coisa são as soluções que ficam bem no papel e outra são as que realmente ajudam as populações. Não podemos ainda pronunciar-nos sobre a proposta porque ainda não conhecemos todas mas há uma coisa que suspeitamos: a comissão deverá ter arranjado forma de implicar com a proposta. A razão para que pensemos assim é simples. A comissão foi nomeada pelo Álvaro. Se a proposta passar para a fase de votação e se for a escolhida isso irá traduzir-se numa derrota do executivo liderado pelo Álvaro e pelo PS já que será a evidência de que a opção que tomaram, onde foi gasto muito dinheiro, foi a errada. Perante isto, sabendo-se que há quem saiba mais do OP do que devia e que a comissão foi nomeada por quem não quer ver decisões suas serem desautorizadas, parece ser evidente que algum problema irá ser encontrado para que esta proposta - ou qualquer outra nas mesmas condições - não passe. Uma comissão que ninguém sabe quem faz parte e que tem o poder de rejeitar propostas sem que se conheçam quais as regras que têm que seguir é uma comissão que não pode merecer muita confiança dos proponentes e dos munícipes, ainda que as pessoas que dela façam parte estejam a acima de suspeita. Para que ninguém possa vir a acusar o actual executivo de não ser transparente era essencial que fossem dadas a conhecer quais as propostas que estiveram em análise - para que não seja o Pedrosa o único a disso ter conhecimento -; se conheçam quem são os membros da comissão que fez a análise e, acima se tudo, quais as regras pelas quais ela se orientou. Uma coisa é certa, se for aprovada uma proposta que contrarie ou ponha em causa uma decisão da câmara deveriam "rolar cabeças"!


Cartões de visita

Numa altura em que as notícias voltam à antiga vidreira pelas más memórias que tem para muitos e pelo que ali aconteceu, recordamo-nos do que há dias foi falado na reunião de câmara sobre o perigo que aquelas instalações representam para quem ali passa. Não sendo responsabilidade directa da câmara o abandono que ali se vê existir, não deixa de ser estranho que não sejam postas em prática nenhumas medidas de prevenção. Aquele espaço, tal como a Angolana, é um dos locais em que não se consegue entender porque não existe uma acção preventiva por parte da protecção civil. Quem sabe um dia, quando algum problema grave ocorrer, se lembrem de atribuir responsabilidades a alguém.  Até lá eles vão funcionando como cartões de visita mas pelas piores razões. 


Só um sorriso...

Ainda um pouco em choque depois de lermos a Revista Municipal, tentámos imaginar o que seria se tivéssemos um Presidente de Câmara que não aparecesse na fotografia a olhar os munícipes como se estivesse num pedestal, olhando-os para baixo. É assim que aparece na fotografia e, apesar de não se poder ver nas caras o que as pessoas são no seu íntimo, elas reflectem a postura que se tem. Quando se olha para a imagem que está na revista consegue-se perceber, mesmo que aqui não se viva, a forma como é entendida a governação da câmara. É como se nos fizessem um favor por estarem à frente do comando da terra e cada um de nós, munícipes, tivesse que lhes prestar homenagem e agradecimento pelo grande favor que nos fazem por estarem lá. Isso é o que resulta da imagem que o Álvaro quis por na revista que hoje os munícipes irão receber. Tentámos fazer o milagre de dar uma visão do que gostaríamos que fosso o que o nosso - pelo menos dos que nele votaram - presidente transparecesse para quem o possa ver. Não conseguimos porque milagres não existem e nem o Photoshop o consegue fazer mas fica a ideia. Em vez de um Presidente de Câmara que não sabe o que é sorrir, que nos olha - aos que irão ler a revista - de cima para baixo (sem contar que se apresenta de braços cruzados em vez de mangas arregaçadas), gostaríamos de ter um que sorrisse, que nos olhasse nos olhos, sem ser com ar de superioridade. A imagem que aparece na foto da revista é, infelizmente, a forma como os munícipes são tratados. Um dia haverá quem diga que até foi um período de prosperidade mas esses serão aqueles a quem o ferro e magnésio lhes faltou e afectou a memória.


Mudança para onde?

Estamos no final do mês e saiu agora a Revista Municipal de Agosto. Ainda pensámos que a revista pudesse fazer uma compilação do que aconteceu durante o mês aqui na terra mas, como nada aconteceu, não é de estranhar que a capa tenha coisas passadas! A revista de Agosto vem com o que aconteceu noutros meses exactamente porque nada têm que possa dizer respeito a eventos realizados no mês das férias. Mas esse é apenas um dos detalhes. O Álvaro aparece com a "nota de abertura" dando conta que o concelho está "no caminho irreversível de um concelho em mudança". A questão que se coloca é: mudança para onde? Pelo conteúdo da sua nota de abertura, o Álvaro parece centrar essa "mudança" no design e no que diz que vai acontecer em torno dessa ideia. Deve ser essa ideia que levou à mudanças irreversíveis que se notaram com os cortes que foram feitos e com as árvores que o Álvaro diz que foram plantadas em numero maior do que as cortadas mas que não se vêem em lugar algum! Não temos muitas dúvidas que o concelho mudou em algumas coisas mas temos muitas dúvidas se essas mudanças foram para melhor. É provável que eles saibam para onde a mudança que dizem existir leva a terra. Seria pedir muito que partilhassem o que sabem com quem aqui vive? Em tudo o resto a revista é apenas uma repetição do que já todos sabem e nem se compreende a razão da câmara gastar dinheiro com aquela publicação. Da Revista Municipal fica a imagem que o Álvaro nela colocou sua. Nem um esboço de sorriso se consegue vislumbrar. Deve ser assim que um autarca se deve mostrar aos munícipes, austero e despido de sentimentos!


Regresso de férias

Regressados de férias, fomos dar uma volta pelo concelho para vermos o que, numa semana, tinha mudado. A resposta foi simples de obter. Não mudou nada. Tínhamos a esperança de que o tempo que estivemos fora nos pudesse dar uma visão diferente quando regressássemos mas rapidamente a perdemos. Bem lá no fundo a esperança que existia era a de que o Vicente pudesse ter posto mãos à obra e, qual Noé à beira de um dilúvio, tivesse feito alguma coisa que fosse além do corte de árvores e que pudesse salvar quem aqui vive. Ficámo-nos pela esperança! Notou-se que o estacionamento da J. F. Custódio está em andamento mas não nos pareceu que consiga estar concluída, como foi afirmado, até ao final da semana. Passámos pelas praias e, tirando S. Pedro onde ainda se vê que o dilúvio passou por aqueles lados e que nada foi feito, nada mais se vê que tenha acontecido. Provavelmente não podemos censurar o Vicente já que também ele tem direito a férias mas, como a terra não vai de férias, pensámos que alguma coisa tivesse sido feita que permitisse que sentíssemos estávamos a chegar a uma terra renascida. Nem mesmo as ciclovias onde os turistas poderiam fazer as suas caminhadas foram limpas ou o mato cortado. O abandono que se nota, agora que temos bem presente o que encontrámos fora daqui, é bem maior do que se pode imaginar. Habituamo-nos a ir vendo todo o ano sempre o mesmo e, apesar de acharmos que está mal, não temos a exacta noção do quão mal estamos.


Porta fechada

Quando se quer passar um Domingo longe da praia, porque há mais gente ou apenas porque não apetece estar na areia, nada como ir visitar o que a terra tem para oferecer. Museus; exposições; construções novas; ver o cubo de vidro e o que nele está em exibição. É isto que quem habita na terra pode fazer. Bom, isto seria o que poderiam fazer se estes espaços estivessem abertos. Mas é capaz de ser mesmo melhor estarem fechados. Desse modo não correm o risco de serem usados pelas pessoas e até poder haver quem suje alguma coisa ou estrague. Assim é que deve ser, preservar para que as gerações futuras possam usufruir do que foi construído pelos seus antepassados. Achamos até estranho que tenham optado por construir um "cubo" e não uma "pirâmide". Se o tivessem feito poderiam ter usado a mesma técnica usada pelos Egípcios para selar o conteúdo das pirâmides. Assim ninguém entrava durante séculos! Por estarmos a falar em Egípcios, lembramo-nos do Nilo e das semelhanças que existem com o que se passa na Resinagem. A quantidade de água e humidade que existe num e noutro local é mais ou menos semelhante! Nas novas instalações os funcionários e utentes têm a oportunidade de conviver diariamente, e com muita proximidade, com as infiltrações de água que se vê existirem nas paredes e com os estragos que o bolor já está a causar. Uns meses depois de terem sido abertas aquelas instalações, o estado em que se encontram convida a que as portas se mantenham mesmo fechadas. O mercado foi fechado por falta de condições. Quando será fechado o espaço que agora é usado para quem vai tratar assuntos das águas? É sem dúvida o local apropriado, tal é a quantidade de água que aquele espaço tem metido! Estranhamente, a câmara decidiu aplicar uma sanção à empresa que está a construir a Casa da Cultura mas em relação à que fez a Resinagem, que se vê já que está com defeitos graves, nada acontece! Porque será? Será que tem a ver com o facto de ser a tal empresa do regime do tempo do Sócrates?


Design em S. Pedro

Ontem apareceram nos outdoors da terra os cartazes que anunciam o evento do design. Apesar do que foram as discordâncias dos empresários quanto à designação do evento e da própria marca, a câmara levou a sua avante e temos que reconhecer que tem razão. A terra é um marco do design a nível nacional! Onde mais se conseguem encontrar exemplos de design como aqueles que se conseguem encontrar em S. Pedro? É, sem dúvida alguma, um local marcante do que é a capacidade que a terra tem em termos de design. Ele são os varandins que estão há meses com um estilo muito próprio, com o que foi arrancado pelo mar colocados de uma forma que só pode ser atribuída a quem vê no design um dos elementos essenciais do concelho. Percebe-se agora porque é que, passados estes meses todos, nem uma pedra foi ali mexida... é por causa do design! Ele é o facto de se terem substituído as protecções em madeira por fitas em plástico que, sem margem para dúvida, dão um aspecto futurista, cheio de estilo e design. Ele é o facto de os passeios e escadas estarem sem protecções, como só quem tem uma visão muito desenvolvida do que é a capacidade de inovar tem possibilidade de perceber. Ainda queria o Amadeu oferecer a madeira para que a câmara colocasse ali as protecções! Coisa mais absurda! S. Pedro é o maior expoente da capacidade que a terra tem de por o design à frente de qualquer outra capacidade que a terra tenha. Qual vidro ou moldes qual quê! Design é que está a dar e quem duvidar que passe por S. Pedro.


Acessos às praias

Há dias tínhamos usado esta foto para convidar as pessoas a visitarem a Praia da Concha. Ouvimos há pouco nas notícias que hoje houve quem tenha tido problemas no mar. Estamos longe e não conseguimos ainda saber como decorreu o salvamento mas estamos a imaginar o que terá sido o trabalho dos socorristas ao terem que usarem as escadas que acabam a meio da arriba. Estamos a imaginar o que terá sido a dificuldade que os socorristas terão sentido para poderem chegar a quem necessitava de ajuda. Estamos também a imaginar os palavrões que terão dito ou pensado quando tiveram que usar o que a câmara não arranjou. É nestas alturas que se vê a necessidade que faz podermos ter gente competente a mandar. Gente que faça o que é necessário. Resta agora saber se as pessoas que estiveram em dificuldades no mar poderão ter sido socorridas de forma menos eficiente ou sem ser a tempo por causa da falta de condições que a praia tem em termos de acessos. Os nossos autarcas, sempre tão preocupados com as responsabilidades que lhes poderão ser atribuídas pelo que fazem de mal, estarão agora preocupados com a responsabilidade que lhes poderá ser imputada pelo que não fizeram ou por não terem interditado uma praia que não tem acessos condignos? Nós, no lugar deles, estaríamos, pelo menos, com um enorme peso de consciência!